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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

11.Out.17

Ser Português num Cruzeiro

"Então e portugueses não há?" Foi uma das perguntas que mais me fizeram quando voltei.

 

Há sim senhor. E até conheci diferentes tipos.

O primeiro que vos apresento é:

 

O Português do Staff

 

Já é um dado estatístico absoluto que existe sempre um português no staff de qualquer organização mundial, não esquecendo também a lua. Esta até é bastante frequentada por nós. Eu pelo menos vou lá frequentemente.

Ora seria de estranhar que esta espécie de hotel afrodisíaco sobre o Atlântico não fosse um habitat bastante propício à proliferação laboral tuga. O senhor Daniel é um exemplo disso, era o nosso chefe de sala. Impecável. Se estiver a ler isto, um abraço. Pela certa não estará porque em pleno oceano, não tem rede. Eu bem sei.

 

Mas principalmente porque só há uma coisa que o português tolera menos do que não ter rede no telemóvel: é ter de pagar a rede marítima via satélite, nada barata, para a ter. Aí o português até já se arrisca a dizer coisas como:

"a vida é bem melhor assim desconectada!",

"estou muito mais descontraído, sem rede, sem chatices",

"estou tão feliz assim, bem mais leve!"

 

No entanto, depois, quando chega ao porto seguinte, é ver o telemóvel a apitar e o português rapidamente volta ao seu estilo SmartphoneDiem.

 

O Informático Português

 

Da mesma forma que existe sempre um português, tenho vindo a verificar recentemente que para onde quer que vá existe lamentavelmente outro informático português. Adivinhem com quem jantámos todas as noites?

Com mais dois informáticos.

Podíamos não ter rede, mas infelizmente havia google geek na mesa. Estou a brincar, conseguimos rir uma vez.

Estou a brincar outra vez. Foram duas.

 

O Jogador português de casino num cruzeiro

 

Simples. É o único que bate, abana e empurra a máquina para a moeda cair. E depois ainda culpa a agitação marítima. 

 

O Casal de portugueses bipolares linguísticos.

 

O nome é pomposo eu sei, mas vão ver que já ouviram falar destes. 

Conheci-os, estava prestes a ser atendido. Estava até com o meu braço esticado e encostado no balcão a aguardar. Surge então este simpático casal, um de cada lado, rodeando o meu braço. Começam a falar em português fluente sobre como me iam passar à frente, porque estavam com pressa e se me iriam perguntar ou se simplesmente passavam "sem querer". Parecia que estava num filme de acção ao estilo de 007 em que o vilão revela sempre o seu plano primeiro.

Decidiram-se por passar "sem querer". 

Não me imaginaram português.

Em defesa deles, eu estava bem penteado. Se eu não me conhecesse já há estes anos todos, pela certa também me acharia italiano. Foi uma das coisas que aprendi neste cruzeiro e escrevi aqui.

Mas até aqui tudo bem. Fiquei curioso.

Chega a minha vez e a senhora dirige-se para a empregada, empurrando ligeiramente o meu braço (aquele que sempre lá esteve) acrescentando-lhe a seguinte frase: "Excuse-moi!"

E volta a empurrar o meu braço.

A sério? E nem foi "Excusez"! Foi "excuse" como se fossemos amigos!

Falta de respeito.

 

Era este o plano?

 

É que se fosse "com licença", ainda papava. Agora depois de tudo "Excuse-moi..."? Sua grande tuga!

Senti em mim algo muito nacionalista, algo muito português, algo muito nosso!

 

Não me controlei e dei à luz, ali mesmo, outro tipo de português num cruzeiro:

 

O Barraqueiro

 

O que diz em alto e bom som: 

"Excuse-moi, NÃO!"

"Sabem bem que o "MOI", como disse a senhora, já aqui estava!"

 

Segundos passaram.

 

Vi o busto do Ronaldo nas suas caras. 

Desculparam-se prontamente e eu, qual típico bom português, dei-lhes a vez. Só lhes queria dar uma lição.

 

Afinal de contas eu já tinha passado à frente de uma Alemã.

 

Estou a brincar, era Romena.

 

 (imagem)

 

P.A



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