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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

07.Fev.18

Palavras Cruzadas - Qual é o seu tipo de pessoa?

Ao longo da nossa vida vamos olhando para o que nos rodeia, sempre com um espírito crítico de análise, de tomada de decisão sobre algo que se passa, tentando sempre pensar bem, ponderando, para assim, por fim, tomar uma posição. A nossa posição.

A "alegadamente" correcta.

Depois de a elaborarmos podemos elogiar, ou cortar a direito na casaca, ou até mesmo em casos de sedução avançada, se nos agradar, piscar o olho de forma sedutora [coisa que nunca consegui concretizar sem me perguntarem se estava bem] ou então optamos por ignorar aquela frenética dança do amor daquele parceiro/a mais pateta que não nos interessa assim tanto e seguimos a nossa vida.

Enfim, uma paleta de situações e acções que poderia continuar aqui a conjugar no gerúndio apelando às minhas ligações alentejanas, mas que ao fim ao cabo resultam naquilo que nos caracteriza e define como indivíduos. Aquela coisa a que vulgarmente chamamos de personalidade. Essa colectânea de atitudes que nos define.

 

Na realidade tudo o que nos rodeia resulta em primeira instância numa divisão em dois. Dois tipos de pessoas. O chamado peixe ou carne. Não me venham com as 50 Sombras de Grey ou como se diz em português do Brasil, 50 tons de cinza, que ali é que não há mesmo dúvidas. O homem é maluco, pronto. Não são tons de cinza. São alguidares de parvoíce.

Eu sei, "mas ele é sexy", "ele é um pão", e esta que adoro: "ele é um bocadinho atrevido", o que o sexo feminino lhe queira chamar. Mas acima de tudo é, e digo isto de forma respeitosa, maluco.

 

O que acabei de fazer agora foi exactamente catalogar alguém. Analisei o comportamento e tomei uma opinião. Acabei de me tornar num tipo de pessoa. Os que catalogam. O Grey é maluco.

Sendo que estas coisas dos tipos de pessoas funcionam como a terceira lei de Newton, vulgarmente conhecida por par acção reacção, se existem uns que catalogam, outros, por oposição, vão odiar catalogar.

 

Depois temos a célebre história do copo meio cheio e meio vazio, o optimista e pessimista, da constante luta do bem contra o mal, das pessoas boas e das pessoas más ou até mesmo as pessoas ditas normais e os e as Greys da nossa vida.

 

Na realidade não existem só dois tipos de pessoas. Existem inúmeras tipologias, inúmeros adjectivos qualificativos na nossa língua, mas surgem sempre emparelhados dois a dois.

 

Tal como agora me tornei uma pessoa que acha que existem sempre dois tipos de pessoas para cada caso, existirá naturalmente quem discorde. E são exactamente estes caminhos, estas ramificações em constantes escolhas boleanas do nosso dia-a-dia de "sim ou não concordo", que no fim resultam no nosso real e único tipo de pessoa: 

 

Nós próprios.

 

Uma grande sopa de tipos.

 

 (imagem)

 

 

P.A

 

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Este foi o sexto texto da rubrica Palavras Cruzadas, criada em parceria com a Rita da Nova. A ideia é irmo-nos desafiando uns aos outros através da escrita e escrevermos sobre temas que saem um pouco da nossa zona de conforto ou registo. Mas não só entre nós! Vocês também podem sugerir temas e escreverem também se gostarem das sugestões!

Esta semana escolheu a Rita. Podem ver como respondeu no blog dela.

Rita, já sabias que este dia ia chegar eventualmente não é?

Fala-me, por favor, de como é ir a um casamento como convidada (com a apanha do bouquet incluída!) Mas com calma! Pode ser só para dia 28, Quarta-feira!

 


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