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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

30.Dez.16

A minha mensagem de Final de Ano

Caríssimos,

 

Por existir um comportamento humano que sempre me fascinou nestas vésperas de noite de Passagem de Ano e principalmente na Passagem de Ano em particular, resolvi aproveitar, este ano, já que tenho uma espécie de blog, para o partilhar convosco.

 

Mas, antes de mais, o meu desejo para vós:

 

boasEntradas.jpg

 

 

Esta imagem poderá ter vários significados ao longo deste post. Deixo ao vosso critério...

 

Podem não saber, mas estamos, neste momento, numa fase crítica da nossa sociedade. "O quê? Maria Leal a cantar outra vez? O que se passou?"

Nada disso. Falo de uma fase positiva!

Uma ideia, uma força, um estímulo, algo global que, particularmente nesta altura, nos "empurra para agirmos"!

Vá, não se façam de desentendidos. Somos todos amigos aqui. Ainda não chegaram lá?

 

Vou tentar dizer de outras formas:

"Anda tudo com a lareira acesa!"

"A minha roupa interior é azul, para dar sorte!"

"Está frio, chega-te..."

"Manuel Maria?! Quem é esta cabra?!?!?"

 

Já lá chegaram? Não?

 

Bem, chegando ou não, vou ter de vos mostrar isto de qualquer forma:

 

 

 

 

 

Ora, fazendo as contas, aquelas dos 9 meses fora, nada, já deu para perceber o que passa aqui, não é verdade?

 

Exacto, isso mesmo!

 

Estamos no olho do furacão minha gente! (Esta frase também deixo ao vosso critério...)

 

Por isso, meus amigos, deixo-vos com a minha mensagem de fim de ano:

 

Eu, P.A., cidadão deste país, conto convosco!

Temos uma missão! Voltar a garantir aquele 9.1% que ali está! Ou melhor, superá-lo!

Continuem assim, por favor!

É que quantos mais eu conseguir enganar por aqui, mais tempo estou eu safo desta minha obrigação!!

Comam! Bebam (muito importante esta, para a coisa se dar)! Mas depois não conduzam! O carro!! 

Festejem! Festejem como sabem!

Se não sabem e esta é a primeira passagem de ano "no activo", pesquisem no Google por Gustavo Santos.

A sério!

Depois, é fazer exactamente ao contrário e está no papo!

 

 

P.A.



28.Dez.16

Balanços de fim de ano by Google e Eu

Caríssimos,

 

Não sei se já repararam, mas estamos a apenas 5 dias do fim de 2016..

Ainda me lembro da última passagem de ano...360 dias, 4 estações do ano e um bouquet depois, estou aqui, hoje, a fazer um post. Se me dissessem nesse dia, nesse brinde, que ia ter um blog, provavelmente iria fazer a cara número 4 de sorriso amarelo e acenar com a cabeça em jeito de "sim sim, é isso mesmo".

A verdade é que iam acertar. E eu ia estar errado.

 

Então como eu não percebo nada destas coisas vou recorrer mais uma vez a quem tudo sabe, ao google.

Desta vez apresento-vos o nosso top 10 das pesquisas que começaram por "Como Ser..." mas ao invés de vos dar os resultados das pesquisas do google, dou a minha resposta rápida.

Só tenho pena de não ter feito isto o ano passado para agora podermos comparar a evolução.

 

1- Motorista uber em Portugal - trata do seguro de vida primeiro

2- Mais confiante - pergunta ao Gustavo Santos

3- Bom aluno no secundário - pesquisa antes por cá-bu-las

4- Boa amiga - diz lhe que adoras a roupa, cabelo, unhas. Em último caso, dá-lhe dinheiro

5- Linda em poucos dias - passa a andar com os mais feios da escola

6- DJ - É como na informática aqui. Se fores rapariga, já está. És bem-vinda. Se fores rapaz, é mais complicado.

7- Bom namorado - elas adoram um bom sentido de humor (carteira recheada)

8- Um blogger - A única que não sei responder...

9- Feliz numa relação - Se fores rapaz: Dizer sempre que sim, se fores rapariga: joga FIFA.

10- Romântica com o namorado - Joga FIFA.

 

E eu que pensava que trabalhos arriscados não atraíam pessoal, afinal..grande Uber!

 

P.A.



21.Dez.16

Dica de Natal - A pior prenda do mundo. Como agradecer?

É verdade, já deu para perceber não deu?

 

Esta semana, todas as rubricas vão ser natalícias 

 

Acabou por ser esta dica de Natal que me deu a ideia para tornar esta semana, no blog, diferente.

 

Estava eu a pensar nos Natais passados e surgiu-me a ideia..

"Epa.. uma coisa que dava jeito.. era mesmo um manual com umas dicas para disfarçarmos que aquela é mesmo a pior prenda de sempre!"

 

Podem descansar.

Aliei a minha experiência pessoal em receber e dar más prendas com alguma informação online e apresento-vos agora 3 momentos importantes por forma a que consigamos sair sempre bem na fotografia e sem magoar os sentimentos da outra pessoa que tanto gostamos.

 

Para começar, vou só pedir que se coloquem na seguinte situação:

 

"Chegou a hora de abrir a prenda. A pessoa que nos ofereceu está à nossa frente e já abriu a nossa. É uma pessoa muito próxima de nós, mais velha e que está a olhar-nos comovida, a aguardar que a imitemos. Bolas avó, não devias estar a ler isto!

Abrimos... e aqui dou-vos à escolha:

Meninas: espuma de barbear ou uma balança com capacidade máxima de 500 kg

Meninos: batom verde ou suporte de guardanapos  (ou meias...não sei se já vos tinha falado disto..)

"

 

Temos então 3 momentos:

 

1 - O pré-prenda. Aqui ainda não sabemos o que esperar. Um capítulo que muitos desconhecem é que a nossa pior cara de desilusão surge quanto menos tempo tivermos para perceber o que raio acabou de acontecer! Abrimos logo e é um choque impossível de controlar!

Então demorem! Demorem a abrir! Devagarinho, para tentarem perceber o que está lá dentro e, ao mesmo tempo, ir encontrando outros motivos positivos a que nos agarrar..

Mas não demorem 2 horas...

Uns segundinhos extra, basta.

Pessoalmente, já consegui agradecer uma não prenda, mentalizando-me apenas que o embrulho era fantástico...

 

2 - A pior prenda do mundo. O primeiro segundo entre o nosso olhar e a "prenda". A fase mais crítica de todas. Mesmo demorando alguns segundos extra a abrir, podemos, mesmo assim, não estar preparados para aquela prenda.

Aqui o segredo é enganarmos o nosso cérebro. Como?

Só precisam de ter a seguinte frase, em loop, em mente "Eu vou agradecer-lhe por esta prenda. Lembrou-se de mim, fez esse esforço!"

Mas não demorem muito tempo a processar a frase, temos outra pessoa a olhar para nós mesmo à nossa frente!

Mal tenham acabado de abrir, o vosso foco estará apenas no agradecimento. Assim, a vossa intenção/reacção irá ser de acordo com essa análise e não com a "prenda" que, se correu bem este passo,  já nem se lembram qual é neste momento.

E mesmo quando a outra pessoa disser: "Gostaste, meu querido?" Não cedam agora!

Novamente "Eu vou agradecer-lhe por esta prenda, lembrou-se de mim", ou seja "Sim! Obrigado! Gostei muito! Avó!".

 

3 - O pós-prenda. Muita gente desvaloriza este momento.

Já demorei a abrir, consegui antever que era algo que não ia gostar? Sucesso

Quando a vi só pensei em agradecer e já nem me lembro bem o que era? Sucesso

Não fiquem já de peito inchado!

É aqui que, muitas vezes, e mesmo tendo passado com sucesso nos dois primeiros, acabamos por dar pistas que não gostámos.

Devemos evitar a todo o custo colocar algumas palavras na frases seguintes a abrir a prenda, nomeadamente:

  • OLX
  • Leilões online
  • Lixo
  • Arrecadação
  • Pior prenda do mundo

Ou mesmo falar sobre algumas novas modas que agora andam por aí como:

  • Reoferecer prendas de Natal
  • Li um post de um P.A. que dizia como reagir a abrir aquela "prenda"

 

Se chegaram a esta parte, Parabéns! Estão, neste momento, melhor preparados para receber uma mão cheia de não prendas sem pestanejar!

 

Boa sorte! E gosto muito de ti avó!

 

Sem Títuloprenda.jpg

 

 

P.A.



20.Dez.16

BBC - Natal Selvagem

Caríssimos,

 

seguindo o mote do post de ontem da criançada, hoje, apresento-vos novo post natalício, desta forma orientado à vida selvagem, quer dizer, vida selvagem, mas em casa dos donos.

 

Certamente já ouviram falar do gato que destrói árvores de Natal, ou de cão que nem a caixa negra da prenda encontraram?

 

Pois bem, andei a espreitar o que havia por aí e cheguei a uma conclusão.

 

No fundo, é tudo uma questão de personalidade.

 

Temos os que são pacientes, mas que não resistem em picar aqui e ali:

 

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Os inocentes, que estão só no sitio errado, à hora errada:

 

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Os penduras..

 

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Mas calma. Também temos os responsáveis.

Aqueles que podemos sair de casa a saber que tudo fica bem. Nem precisamos de pagar a babysitters..

 

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E claro, como sempre, os que odeiam o Natal..

 

odeiamNatal.jpg

 

 

Mas volto a dizer.. Se não perceberam a ideia ontem..

 

Não comprem meias ok?

 

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P.A.



19.Dez.16

Álbum de Natal - A última segunda-feira para comprar a prenda..

Pois é,

 

chegámos finalmente à última semana pré-natalícia! E como tal, este Álbum vai ser especial.

 

O Álbum de Casamento volta para a semana, não se preocupem.

 

Nada melhor para celebrar o Natal do que com crianças! Com elas temos sempre momentos de enorme felicidade, principalmente quando lhes falamos das palavras mágicas: Pai Natal!

 

Como elas adoram!

 

 

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E não é só adorar. Este tipo de situações tem uma forte componente educativa. Estimulam e proporcionam a que desenvolvam, inclusivamente, outras formas de expressão.

 

 

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Não é maravilhoso?

 

E por fim, a melhor parte. O abrir das prendas.

 

Aquela felicidade acumulada por 365 dias de "portar bem" para agora receber a tão desejada prenda!

 

Principalmente quando eram mesmo aquelas meias (que todas as crianças adoram) que elas queriam mesmo receber:

 

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Agora mais a sério..

Sinceramente, digam-me lá quanto é que não vale isto?

 

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Vá lá..

Não comprem as meias...

 

P.A.



16.Dez.16

Balanços de fim de ano - Sponsored by Google

Caríssimos,

 

Não sei se já repararam, mas estamos a apenas 15 dias do fim de 2016...

 

Esta altura é sempre marcada por balanços. Sejam de objectivos pessoais, escolares, empresariais, ou do próprio balanço do cartão, tão comum com o aproximar do Natal, da carteira para a máquina de pagamento e da máquina de pagamento para a carteira outra vez.

Além destes, infelizmente, passei a conhecer um novo. O balanço de bouquets para destinatárias indevidas..

 

Mas continuando...

 

Mesmo que eu diga, "não vou pensar nisso", "não faço questão de estar a recordar o que passou", existe sempre uma tendência inata de tentar perceber o que aconteceu.

Dou comigo a tentar puxar pela memória, lá bem no fundo, para me tentar recordar:

 

Onde estava eu há um ano atrás? 

O que é que me aconteceu este ano?

 

 

Com estas perguntas surgem-me algumas respostas imediatas.

No entanto, hoje em dia, podemos ter alguns auxiliares de memória. E não, não estou a falar de cábulas... (ah.. bons tempos...)

Estou a falar de algo que não sei se conhecem, provavelmente nunca ouviram falar, um motor de busca: Google. Eu também não. Foi uma coisa que encontrei no Google.

Este não é tão mentiroso (até ver) como algumas vezes as nossas memórias antigas e já pouco nítidas podem ser.

 

Então, este ano, resolvi recorrer aos balanços do ano de 2016 do Google para me auxiliar neste processo.

 

Apresento-vos o top 10 dos termos mais pesquisados pelos portugueses no Google no ano de 2016:

 

  1. Euro 2016 - CAMPEÕES EUROPEUS!! PORTUGAL!! aposto que deve ser o único país que tem este termo em primeiro lugar no top 10! E a França mandou tirar da lista..certamente...
  2. Pokémon Go - Aquele jogo que podiam ser 4 da manhã e víamos grupos de rapaziada a andar à beira estrada a olhar para o telemóvel! Esse mesmo, medalha de prata nesta listagem.
  3. Love on Top - aqui será certamente mais um caso de algo que ninguém nunca vê, nem nunca pesquisa, mas que por erro (com certeza), surge em terceiro lugar neste top 10...
  4. Jogos Olímpicos Rio 2016 - Para variar.. no primeiro lugar sem medalhas.. tão típico português..
  5. iPhone 7 - Tecnologia Gourmet, para iusar e idegustar.
  6. Rock In Rio 2016 - Estava a ver que não aparecia! Então nós, que não resistimos a uma boa festa.
  7. Secret Story 6 - Outro? Então mas.. 2 enganos no top 10? Mau.. 
  8. Brexit - A prova que existem, de facto, bastantes emigrantes no Reino Unido
  9. Web Summit - A chamada de "A melhor conferência de tecnologia do planeta" realizada pela primeira vez em Lisboa. Devíamos ter o aluguer de pavilhões mais barato da Europa..
  10. Agario - Aquele jogo que até é bastante parecido com a economia portuguesa, sabem? Aquele em que cada um de nós começa com uma bola muito pequenina que se vai alimentando de pequenas migalhas e começa a crescer? Até que, do nada, aparece uma bola gigante que nos devora à primeira oportunidade..
  11. A minha namorada apanhou o bouquet - Queria agradecer a todos o portugueses por esta honrosa posição.O meu muito obrigado!

 

E pronto, além de que o top 10 tem afinal 11 entradas, acho que basicamente é isto que consigo retirar daqui.

 

Espero que vos tenha ajudado a recordar algo já mais esquecido!

 

 

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P.A.



14.Dez.16

Como tudo começou...

Tudo começou com aquele momento...

 

Aquele momento que ainda hoje recordo sempre em slow motion na minha cabeça...

 

O maldito bouquet a sair dos dedos suaves e sem malícia da noiva e a dirigir-se convincentemente para as mãos erradas...

 

Ainda por mais eu estava mesmo no centro. Naquele lugar em que temos de virar todo o pescoço desde a noiva, que está do lado direito, até ao destino errado, do lado esquerdo.

 

Mas já lá vamos.

 

O plano até estava a correr bem. Estávamos, inclusivamente, prontos a ir embora e em segurança.

O que pensava ser o momento final de despedida, afinal.. foi o de viragem...

 

Assim que oiço a noiva mesmo à minha frente a soltar a seguinte frase:

"Não, não, ainda falta atirar o bouquet! Não podem ir já!"

 

Pensei: Estou em apuros!

 

Voltamos à mesa, eu de pestana bem aberta e a fazer contas, ela, normal.

Sentamo-nos. Tenho de fazer qualquer coisa.

Começo a analisar a situação.

Na nossa mesa estavam mais 2 raparigas, ambas mais altas que o alvo a evitar, por isso, perfeitas rivais, ou, se preferirem,"rivais à altura" para a ocasião, pelo que não podia deixar escapar a oportunidade.

Começo então:

"Parece que a noiva vai atirar o bouquet agora."

"Estejam preparadas!"

 

Resposta A de Alta:

"Eu evito isso ao máximo! Mas gosto de ver daqui!" - acho que não consegui disfarçar a facada e devo ter franzido uma sobrancelha com a dor daquela resposta. Afinal de contas eram cerca de 5% de probabilidade que acabara de perder ali...

 

Resposta B de Bastante alta:

"Eu também fico aqui a ver, tem muito mais piada!" - Perco as forças na perna esquerda.

 

A primeira parte do meu plano não tinha corrido nada bem. Mas não ia começar já a colapsar! Não eram as únicas meninas da festa. 

 

10 minutos passaram. Recupero da tentativa falhada e como não conhecia mais ninguém, neste tempo, só tive oportunidade de dizer à noiva:

"Vê lá.. M! Não me desgraces..."

Podem estar a pensar agora, foi esta frase que a fez mesmo apontar ao alvo que eu não queria?

Mas não.

Eu conheço a noiva. Eu até queria que ela apontasse bem! 

Acreditem!

Pontaria, só na escolha do noivo!

 

É anunciado. É oficial. 

Começa então o evento.

Estou em pé. Nervoso.

 

Ainda tento aliciar aquelas duas almas altas, mais uma vez. Em vão. Recebo apenas aqueles sorrisos simpaticamente negativos...

 

Teria mesmo de continuar sem elas.

 

Olho em frente e começo a ficar mais calmo. As raparigas foram chegando e sinto-me a relaxar a cada rapariga que se junta. Neste momento, estavam cerca de 15 raparigas prontas. Estou mais relaxado. Confiante.

 

O grupo é fechado. Temos 20 candidatas. 5% de probabilidades por cabeça.

 

Começa a musica.

Primeira simulação. Fui enganado claro...

Respiro outra vez.

Segunda simulação. Já não fui tão enganado e não olhei tão rapidamente.

Calma é sempre à terceira. É agora!

Terceira tentativa.

Eis que surge então aquele instante. Aquele segundo em que bouquet deixa de estar em contacto com os dedos na noiva e vai girando no ar. Mesmo estando calmo, fico pregado ao chão, o meu cérebro faz-me ver tudo de forma muito mais lenta, como se se tratasse de uma antevisão de que algo ia acontecer. Algo que nunca mais me iria esquecer.

 

O bouquet vai no ar..

Começa a cair..

 

O bouquet cai em cima de algumas raparigas!

 

É agarrado por 3.

Uma das quais a errada! NÃO!

Das 3, uma desiste logo! Espera...

NÃO! Não foi a que devia!!

Paro o tempo neste instante.

Calculo as probabilidades novamente.

Estava seguro. A rapariga que estava atrás tinha peso extra naqueles pulsos, Darwin garante-me que ela ganha.

Volto a por o tempo a correr.

Em má altura o fiz. O que Darwin e eu não conhecíamos, é que são em momentos como este, que descobrimos a lutadora de Wrestling que temos em casa. A mesma pessoa que vejo diariamente, afável, amiga do próximo, sempre pela paz, transformada numa especialista em pesos pesados! Assisto incrédulo à transformação.

A rapariga de pulsos pesados é devorada pela minha pequena e inofensiva parceira!

 

Ela apanhou o bouquet!

 

Desmaio inconscientemente. Apenas o meu corpo ficou ligado.

 

 

Acordei.. e tinha um blog...

 

 

Sem Título.png

 

 

P.A.

 



13.Dez.16

Passatempo SapoBlogs - Livro "As Escolhas do Casal Mistério"

Caríssimos,

 

Não tinha planeado ter algo para vos dizer hoje, ainda estou de ressaca neste regresso à rotina...

 

Mas ontem fiquei a saber que o post de uma memória de miúdo, me tinha valido um livro de receitas!

 

Acho que este tipo de passatempos é uma óptima forma de nos darmos todos a conhecer, uns aos outros, dentro desta comunidade. Sinceramente, por via deste passatempo, acabei por descobrir novos blogs que gostei e passei a dar um pulo sempre que posso.

 

Por outro lado é também uma forma de atrair novas pessoas a este mundo, principalmente aquelas que todos nós conhecemos, nem que seja só uma, que estão sempre (mas sempre!!) a partilhar/participar em passatempos!

Até poderiam começar a vir aqui e escrever qualquer coisa interessante e depois o bichinho pegar.. não?

Aviso:

Pode começar a ser viciante.. é que o pessoal daqui é incrivelmente bem disposto!

Eu que o diga..

Só cá vinha criar um blog para me meter com a namorada e deu nisto... passaram 2 meses.. e até a passatempos concorro!

 

Por isso, equipa do sapo, continuem a puxar aqui pela malta!

 

E ainda bem que gostaram! Eu também gostei de o escrever..

 

e ainda recebi um livro =)

 

 

 

P.A.

 



09.Dez.16

A inveja é uma coisa fe(l)i(n)a...

Fiquei indeciso.

 

A semana passada era novidade. A primeira ponte.

 

Tudo normal, vocês perceberam o meu trauma.

 

Chega esta semana.. Já não é novidade. Ok. Percebo.

 

Mas o que não estava à espera, era disto:

 

ponte.jpg

 

 

Um dos meus parceiros de Blog a tentar imitar-me! Terei impressionado demais na última sexta-feira?

 

Se não conseguiam imaginar o meu jeito, este jovem tem claramente o mesmo do dono para a ginástica...

 

(Já agora...FIZ PONTE outra vez!  Não levem a mal mais uma vez ok? Ainda..aqueles traumas de miúdo..)

 

P.A



07.Dez.16

"Broas" Memórias

Caríssimos,

 

hoje trago-vos algo um bocadinho "mais meu". Uma memória.

 

Tal aconteceu, era eu ainda um miúdo.

Era verão. E todos os verões, existia o hábito de, juntamente com os meus pais, irmos conhecer uma zona mais escondida de Portugal.

Quando digo mais escondida, falo de Alto Minho, Trás-os-Montes, Beiras, no fundo, zonas mais fronteiriças do nosso Portugal com Espanha que, nas nossas voltas de dia-a-dia na capital, não estavam logo ali ao lado para se visitar.

 

Esse verão não foi exceção.

 

Sendo miúdo, tinha ainda alguns requisitos particulares de paladar, ou se preferirem, era simplesmente parvo.

Então era sempre complicado, indo para estes locais, convencerem-me a provar algo típico, diferente do que via normalmente. Confirmo. Parvo.

 

Mas este caso ficou-me marcado. Tanto que estou hoje, aqui, a partilhá-lo com vocês.

 

Chegou então, num desses dias, a hora de jantar.

Lá nos dirigimos, sem TripAdvisors, ou Casais Mistério, ou mesmo telemóveis(!) (como estes choques de realidade ferem o meu espírito que ainda se julga adolescente, muitas vezes) para um restaurante que um amigo do meu pai tinha sugerido.

 

A entrada do restaurante era totalmente diferente do que conhecia, era uma casa típica, de pedra, o ambiente era meio sombrio e lá dentro imperava a meia luz. Notava-se que era um restaurante de um patamar mais refinado.

Somos acompanhados por um senhor muito bem vestido, simpático, que me dá logo um rebuçado.

Para estas "entradas típicas da região" já não era esquisito, claro.

 

Sentamo-nos, os 3, numa mesa redonda.

Colocam as entradas e começo a ser pressionado para experimentar a broa da região. Como nunca tinha comido e me parecia pão amarelo, estava, obviamente, com alguns receios degustativos. No entanto, embalado pelo rebuçado, enchi-me de coragem e provei. Gostei tanto, que repeti. Uma, duas, algumas vezes!

O problema veio a seguir.

 

Ora..comer broa, faz com que a mesa fique com alguns vestígios desse ataque. Sendo miúdo então, menos cuidado tive.

Eis que do nada, estava a falar com a minha mãe, surge um barulho tremendo do meu lado direito! Olho rapidamente!

Era o empregado com um aspirador de mão!

Foi o minuto mais longo que me lembro daquelas férias. Eu e os meus pais a olharmos sem sabermos como reagir aquela situação. Só existia um senhor, de expressão fechada, um som ensurdecedor, 6 olhos esbugalhados e migalhas lentamente sugadas pelo aspirador portátil.

O contraste entre a brutalidade sonora e a classe do empregado, foi algo que se tivesse que lidar hoje, não sei se teria resistido da mesma forma.

 

O senhor saiu como chegou. Nada disse.

 

Levei raspanete do meu pai. Fiquei a pensar que me tinha portado mal.

Mas não.

Percebemos depois que fazia mesmo parte do serviço. O processo repetiu-se mais 4 vezes. Sempre a cada prato e repetido, o ciclo, nas restantes mesas.

Como estava de costas para o corredor, a minha mãe já me avisava por sinais, para eu não me assustar, que vinha aí novo ataque. A cada aviso, lá ficava eu a brincar ao jogo da estátua!

Foi obviamente um grande jantar! Que podia um miúdo pedir mais? 

 

Mas a melhor parte, aquela que guardo em HD na minha memória, foi mesmo quando o senhor aspirou ao pé do meu pai, tinha ele acabado de me dar aquele raspanete!!!

O que eu me ri!!!

Ele é que nem por isso..

Tanto, que a seguir tive de comer massada de cação...

 

Toda...

 

 

P.A



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