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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A Parrachita

As histórias religiosas mais remotas remetem apenas para a presença de uma folha de parra, parrachita vá, como a primeira invenção de vestuário da humanidade.

No fundo, sejamos honestos, a folha nem teve assim tanto mérito, era simplesmente a que estava ali mais à mão e a que se ajustava melhor ao nosso corpinho [frase mais tarde utilizada em publicidade de produtos de intimidade feminina]. A parrachita servia então para tapar as vergonhas médio-fraquinhas de Adão e no caso de Eva, reservá-la dos olhares mais marotos do único homem que lhe puseram à frente para amar. O Tinder ainda não tinha a modalidade paga, uma vez que só existiam dois perfis e o Wi-fi era fraco porque o router tinha ficado no paraíso. E dali ainda dava, mas mal. Vá lá que ninguém mudou a pass.

 

Outro aspecto que pode chocar é que nesta altura não existia qualquer tipo de necessidade em tirar selfies. Não por não existir ainda essa tecnologia, mas sim porque não teriam a quem enviar. Embora até sentisse essa necessidade de se exprimir por ser o melhor homem do mundo, Adão, não via qualquer utilidade na selfie, nem em posts no Instagram acompanhados de hashtags como #AdaoTheFirstManOnTheWorld, #HatersGonnaHate ou #YesItsAParrachita. Aliás, muito do sucesso da parrachita nesses tempos advém claramente da ausência das tecnologias da informação. Sem meios de divulgação e sem críticos de moda, a parrachita lá foi aproveitando para conquistar o seu espaço no meio.

 

Mas não foi tudo um mar de parrachitas para estes dois. Nada disso, Adão e Eva ainda tiveram os seus problemas como qualquer casal normal e tentaram, também como muitos, mudar de ares para ver se lhes devolvia aquela chama inicial ou se o sinal do wi-fi melhorava. Mas a verdade é que Adão nunca engoliu bem aquela maçã.

De qualquer forma não há amor como a primeira parrachita e acabaram mesmo por juntar os trapos - expressão que usamos hoje também por culpa da parrachita. [trapo é uma parrachita velha, normalmente já amarelada, do uso ou do Outono]

O não ser possível trair, nem existirem ainda tampos da sanita para baixar, ajudou ao final feliz deste primeiro casal.

 

O que é certo é que o impacto da parrachita foi de tal forma marcante que ainda hoje podemos ver derivados de parrachita no mundo da moda, particularmente nas diferentes colecções de Fátima Lopes. Nada mais, apenas pequenos pedaços de parrachita, trabalhados genialmente pela Fátima por forma a cobrir a menor área possível de pele feminina. Mas sempre com a ressalva da patente [por royalties] criada por Adão para a sua parrachita: "Tem de cobrir sempre as vergonhas".

 

Além disso temos também Maria Vieira, que exactamente pelo seu tamanho de parra [não confundir com parva] e por conseguir ao vestir, transformar um top curto de Fátima Lopes num vestido comprido de gala, herdou essa mesma alcunha.

Se Maria Vieira tivesse nascido antes da folha de parra, hoje em dia teríamos imagens de Adão e a sua Maria Vieira a cobrir-lhe as vergonhas. Mas quis o destino que fosse ao contrário.

Da mesma forma que a parrachita também só proliferou na ausência de tecnologias da informação, a nossa parachita portuguesa, comprova agora que em contacto com as mesmas, sofre exactamente do mesmo mal. Sempre que se manifesta nelas, a coisa não corre bem. Mas não quero escrever sobre o Facebook, essa serpente que desafia constantemente a comer maçãs, não merece o meu tempo.

 

Uma coisa é certa, pelo constante aumento da temperatura e o encurtar de roupa que tenho assistido, creio que lá para 2045, seremos todos parrachiteiros outra vez.

 

E o Adão e a Eva a encherem os bolsos com a patente.

 

#ParrichitaAMillionDolarIdea

 

parrachita.png

 (imagem+imagem)

 

P.A


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Roaming, o Bebé que cresceu das Operadoras

Imagine que eu sou dono de uma quinta e você é de outra. Eu tenho uma antena no meu quintal e você outra no seu.
Entretanto um dos meus familiares mais curioso, a dar a volta à minha quinta, entra na sua área e é apanhado pela sua antena. O chip do cartão SIM diz que ele é meu familiar e você recebe o alerta da sua antena. No outro dia vem-me tocar à campainha, a perguntar, e com razão:

"Oh amigo, afinal que vem a ser isto?"

Se você e eu fossemos, de facto, essas pessoas acredito que, em nome da boa vizinhança, conseguiríamos acordar algo como: "Olhe aqui é tudo malta de bem, vamos permitir, mas sempre controlando para evitar abusos. Não vá uma quinta ficar mais pisada que outra. E isso, claro, não podemos permitir".
 
Mas na realidade não foi bem assim que aconteceu.
 
Terá sido algo como isto:
"Oh vizinho entre lá aqui que temos de falar."
"Olhe, estive aqui a pensar nisto a noite toda e que tal cada um de nós receber uma taxa sempre que a nossa antena apanhar alguém que não é de cá?"
"Eh pá óptima ideia caro amigo! Vamos lá ganhar uns trocos os dois!" - Responde o vizinho já nada chateado.
 
E assim nasceu o bebé mais querido de sempre, o Roaming.
 
Só que ontem, dia 15 de Junho de 2017, o bebé que entretanto já é adolescente, fugiu. Fugiu de casa e mudou de nome para "Roam Like At Home". 
 
É compreensível que os pais fiquem preocupados.
 
Desde ontem que, enquanto viajar na Europa, paga o mesmo se estivesse por cá. O problema do "não me ligues" ou "não me envies SMS 
agora", "que senão eu pago um jantar no Belcanto", fica assim finalmente resolvido por esta velha Europa fora.
Para efeitos de mensagens e chamadas para a mãe, apenas para dizer "Sim, chegámos bem", ir a Amesterdão passa a ser como ir ali ao mercado do Bolhão. Na realidade, em qualquer dos casos, a nossa mãe ligaria na mesma.
 
No entanto, ninguém me tira a ideia que tal necessidade veio de um deputado europeu que por azar tem uma mãe de dedo bastante nervoso no que trata a ligar. Eles ganham bem, mas o bebé Roaming alimenta-se melhor.
 
E os namoros à distância? Esses que viam no Roaming um dos seus maiores inimigos, agora só têm de se preocupar com aquela colega dele ou dela, nativa, do trabalho, que está sempre a perguntar como se chamam os objectos típicos das Caldas da Rainha. E para que servem.
 
 
Bom, mas vamos analisar alguns pontos que saltaram à vista com esta fuga e mudança de nome do Roaming:
 
Citações retiradas deste artigo
"A partir desta quinta-feira, os cidadãos europeus pagam pelas comunicações móveis o mesmo que pagariam no país de residência enquanto viajam na União Europeia. O regulamento é apelidado de Roam Like At Home e visa baixar os preços das telecomunicações no mercado de retalho." 
 
Ora como reza um velho ditado português, "Quando a esmola é grande...
 
"Na opinião das operadoras, a medida é desequilibrada em relação aos vários Estados-membros. Alertam que Portugal recebe mais turistas do que o número de portugueses que viajam para o estrangeiro com frequência. Por isso, poderão ter de investir no reforço das redes, não estando afastada a hipótese de o custo ser passado para o consumidor final. Uma subida dos preços, a acontecer, não deverá ser surpresa." 
 
... o pobre desconfia!"
 
 
Têm toda a razão caros encarregados de educação do Roaming. Concordo. Como disse, claro que devem estar preocupados.
 
Então estes anos todos de Roaming em que estiveram, alegadamente [adoro esta palavra], a receber exactamente essas taxas a mais que os restantes países, porque os portugueses não viajam tanto e Portugal tem bem mais turistas, desapareceram? Não foram investidas na quinta? É que mesmo com esse extra que o Roaming dava a Portugal, mesmo assim, ainda somos actualmente quem tem dos tarifários mais caros da Europa. De facto faz sentido estarmos todos preocupados.
 
E há outra parte que concordo plenamente convosco. Estando esta medida em negociação há 10 anos, sim, 10 anos, são apanhados de surpresa ao ponto de terem de recorrer à primeira medida conhecida: Aumentar os tarifários?  Dez anos de planeamento/gestão reduzidos a uma decisão de "Ah o Joãozinho tirou-me a bola, agora ...."
 
Va lá, deixem o rapaz crescer.
 

Caro Roam Like At Home, boa sorte. Espero que dês um bom adulto.
 
 

 
P.A

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As Pontes e os Santos Populares

A espera acabou. Chegou oficialmente a melhor semana do ano para os Lisboetas.

 

Desta vez houve forte concorrência, um tal de Salvador Sobral, um líder espiritual e uma lambreta de um certo Eliseu uniram-se para tentar mudar a preferência do Lisboeta. Mas o feriado móvel do Corpo de Cristo, devolveu a vitória semanal, já em prolongamento, à semana do costume.

Afinal de contas, o português gosta mais de 2 pontes na mão do que 2 troféus e 2 beatificações em Portugal.

 

Mas esta semana não se fica por aqui. Além deste marketing agressivo de engenharia não-laboral, ainda oferece uma espécie de queima das fitas intergeracional. Falo-vos, claro, dos Santos Populares.

Temos desfile, temos cerveja e temos mixórdia. A diferença é que podemos encontrar a nossa avó lá.

 

Pois.

 

Mas não se preocupem. Normalmente a coisa até corre bem. Existem zonas geracionais e até estamos naturalmente programados para que corra tudo bem, ora vejam:

 

Os mais seniores levam a sua cadeirinha e vão apenas para comer descansadamente a sua sardinha e assistir ao desfile das marchas lisboetas. Mas sempre com aquela esperança de poderem ver finalmente o Malato ao vivo.

 

Os mais novos, aproveitam a desculpa para saírem de casa com os pais, sempre muito bem comportados e donos de grande amor pelos progenitores, exclamando uma ou duas vezes frases como: "Adoro jantares familiares destes papá!". No entanto, na primeira oportunidade, desaparecem "porque o Tó disse para ir ali ter com ele" para poderem saber pela primeira vez como é afinal esse famoso Bairro Alto que os mais velhos tanto falam.

 

E os semi-cotas, pré-seniores e ex-adolescentes, que andam ali pelo meio?

Tirando os solteiros que descobriram o Tinder e desesperam de braço no ar por rede, os restantes vão aproveitando o tempo que lhes resta no meio da multidão antes de começarem a sentir que aquela zona já não é para eles. 

 

É que a idade é o inverso do Malato.

Com o tempo, pesa mais.

 

 

(imagem)

 

P.A 

 

P.S - Eu falo por mim. Por vergonha, não levo o banquinho.


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Oh sócio, tens um euro?

Pela certa já ouviram isto alguma vez na vida. Pela certa também, ou já estariam em apuros, ou acabaram simplesmente de estacionar o carro na área de actuação de um arrumador certificado.

 

Se antigamente víamos senhoras de idade em praças lisboetas distribuindo caridade em forma de pequenos pedaços de pão, numa espécie de ritual de invocação de demónios pombalinos que depois acabavam invariavelmente por "possuir" essa mesma idosa, agora qualquer área de estacionamento é atormentada pelo espírito do arrumador.

A migalha de pão é agora a moedita para o café ou "Para comer qualquer coisita, senhor." Se outrora a invocação pombalina resultava em danos defecários no chassi dos automóveis mais próximos, agora é ao contrario. Aderimos ao novo ritual exactamente para evitarmos danos sérios no chassi do nosso carro. Caso contrário, o arrumador ainda nos autografa o carro com a caneta com que abre a porta de casa. 

 

O que é certo é que este clima de intimidação disfarçado de solidariedade, criou uma espécie de obrigação moral em que temos de dar sempre a tal moedita. Como se estivéssemos a pagar ao senhor que ia riscar o nosso carro, até aqui tudo normal, porque é o trabalho dele, para ele nos proteger dele próprio. Faz sentido.

 

"Oh P.A, mas é um acto de solidariedade!" -  Concordo, é solidário, mas para com o nosso carro. Experimentem tirar o carro da equação e vejam lá que solidariedade sobra. Essa mesmo. A do Trump.

 

No fundo era como se a Maria Leal chegasse ao pé de vocês e vos pedisse uma moeda para não cantar. Lá está, eu pagaria.

Ou os D.A.M.A deixarem de conjugar mal os verbos por uns trocos. Pagaria também.

Ou até mesmo subir a parada para 1 euro só para mudarem, à revelia, a password da Maria Vieira do facebook. Pagava na hora.

 

Mas ainda sobre este assunto, tive de tomar ontem uma decisão bastante séria: Só tinha 1 euro na carteira, ou estacionava o carro ou comprava o Banco Popular.

 

Estacionei. Ficou o arrumador com o banco.

 

 (imagem)

 

P.A

 

(Bem que podiam ter feito umas 20 trancheszinhas de 5 cêntimos, mas não. País de ricos.)


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Desculpa Primark...

Penso que já seja conhecida a minha opinião sobre uma determinada marca que é caracterizada pela capacidade de encher toda a área adjacente à sua entrada, na sua maioria com elementos do sexo masculino. Ali ficam horas, meditando sobre a vida, ou apenas topando as leggings das madames que vão entrando. Mas esta parte eu até já aceito como normal. [a parte das leggings, a da espera não]

Basicamente é o mesmo quando estamos angustiados por saber que temos de esperar 2 horas por vocês, mas depois olhamos e vemos que vai começar um jogo da Champions. E de repente o mundo é perfeito outra vez. Mandamos prontamente uma SMS a avisar que podem estar à vontade. As leggings não duram 2 horas, mas entretem.

 

Com toda esta espera sem Champions que tenho no currículo, eu, nas minhas meditações, até já pensei em abrir negócio.

Já pensei em abrir uma tasquinha em frente a cada Primark. A "Pri-tasca". Que maravilha seria! É que a entrada da Primark é basicamente o mesmo que o Alto dos Moinhos num dia de jogo do Benfica. Só temos homens e no mínimo vão para lá para esperar umas 2 horas, não menos. Acreditem que a sandoxa, a bifana e o jornalzinho, iam vender.(interessados em parcerias contactar: professorDeA@sapo.pt)

 

Mas vamos ao que interessa. Além de todo este historial entre mim e esta marca que disseca o macho alfa que nos habita, então não é que agora se lembraram de criar uma gama de noivas?!

NOIVAS?? A sério??? Epa, não me façam uma coisa destas! Estava um gajo sossegado!

É bonequinhos para o bolo, é bonequinhos para a mesa, é decoração, é vestidos, é BOUQUETS!!

 

BOUQUETS! MEUS AMIGOS! BOUQUETS!

 

Cara Primark, desculpa lá os meus posts anteriores. A sério. Era a brincar.

Não era preciso levares tão à letra. Não tenho problema em admitir: A culpa é minha, não é tua.

Podemos ser amigos?

Mas não te metas nestas coisas do casamento, está bem? Podes ficar com a casa, com o carro... mas não fiques com ele.

Vá lá, tira lá os bouquets e essas coisas casamenteiras das prateleiras. Os homens já ficavam à porta antes, agora além de perderem horas de vida que podiam gastar perfeitamente na fila da segurança social, depois de 2 horas de suplício, ainda têm de ver a namorada a chegar com um bouquet na mão??

 

Não há coração para isto!

 

 (imagem)

 

P.A

 

Para verem que estou disposto a fazer as pazes até deixo aqui um link (de outro blog muito conhecido aqui do sapo) para ti querida e fofa Primarkzinha do meu coração!

 

Beijinho no ombro, Amiga.

 


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O Programa Acabou, mas o Pesadelo na Cozinha não

Domingo foi para o ar o último episódio de Pesadelo na Cozinha.

 

Por um lado estou aliviado, confesso.

Já era tempo de acabar com isto! Ao longo destas semanas tenho vindo a coleccionar novas rugas faciais, tantas foram as expressões de arrepio e incómodo que não consegui controlar. Tudo por culpa de todas aquelas falhas "caricatas", para não utilizar outra palavra, que nos foram "gentilmente" apresentadas com a normalidade de um "É assim que eu sei fazer" ou melhor, libertando-se de qualquer responsabilidade, "É assim que me dizem para fazer". Adoro.

Obrigado TVI. Agora já não me pedem identificação na discoteca. Agora perguntam-me se vou buscar o meu filho.

Mais uma temporada e chegaria a avô, pela certa.

 

Mas com o terminar deste programa a que apelidei de "Instagram da restauração portuguesa", algumas dúvidas ficam ainda no ar.

 

Será que a rotinização de um acto errado, torna-o inquestionável ao ponto de servirmos com toda a normalidade e de consciência limpa, algo como peixe podre?

Será possível achar que peixe fresco seja peixe que está congelado e frio? E por isso é fresco?

Será possível encarar a presença de baratas num restaurante nosso com a normalidade de um sorriso como o senhor d' O Canela fez?

Será possível ser normal não limpar uma cozinha, só porque é a do nosso trabalho? Sim porque em casa, percebemos que o faziam.

Será possível servir comida que não comeríamos? Como se o cliente fosse o cão abandonado, magro, ali da rua que, mal por mal, mais vale comer qualquer coisa, nem que esteja podre?

Será um restaurante sinónimo de uma espécie de linha de montagem de "homos pouco sapiens" sem qualquer requisito de formação e/ou consciência alimentar, para não falar de higiénica? Como se trabalhar num restaurante fosse o último lugar possível na vida de um profissional activo? O fim de linha? Será assim tão pouco digno trabalhar num restaurante?

Eu, como cliente, não o acho. Se não, não era cliente.

Enerva-me profundamente que quem lá trabalhe se comporte e se rebaixe como tal.

Enfim, outra ruga na minha cara.

 

O programa acabou, sim, mas o pesadelo não.

 

Vá la que a ASAE, no meio deste processo todo, voltou com uma capa nova. Agora já não é familiar da EMEL. Agora é o Batman de Portugothan City.

A melhor prova disso nem foi ter fechado "O Canela", nem as recentes notícias de fiscalizações relâmpago por Lisboa fora, que mais uma vez ultrapassaram os 70% de estabelecimentos em incumprimento. A melhor prova disso é que já saiu de casa e vive sozinha, tornou-se independentezinha. Até já multa parquímetros da EMEL. Está crescida esta ASAE!

 

довиђења Ljubomir.  E Obrigado por isto.

 (imagem)

 

P.A


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Difícil isto? Isto para nós são Spinners

Na minha altura uma pancadinha nas costas e um ligeiro cafuné no totiço eram as duas prendas mais frequentes no dia da criança. E a malta até ficava contente com aquela demonstração inesperada de afecto do progenitor.

Talvez por isso me tenha identificado tanto com a Floribella. Não pelo vestuário que, embora aprecie, não me assenta bem, mas por aquela riqueza toda em sonhos e nada na mão. Fazia-me sentido na altura.

 

Ontem na rua numa das minhas caminhadas pedonais, verifico a presença de um novo ponto de venda ambulante de um senhor que gritava em pleno passeio "Olha a prenda para o dia da criança! Olha a prenda! 2 euros!!"

Pasmado e curioso, mandei a Floribella pastar e aproximei-me.

"Olha a prenda para o dia da Criança! Olhós Spinners!!"

Spinners?? Que é isto??

O senhor deve ter visto a minha cara e com os seus prováveis 73 anos coloca um deles a girar sobre o seu dedo.

Assisto ao spinner a "spinnar". É uma espécie de peão moderno, só que em formato de drone.

O spinner termina.

E talvez por vir embalado por uma infância com berlindes e as suas 43 vertentes de jogo, dos tazos e as suas 6 ou 7 regras de jogo, das cartas Magic e a sua infinita estratégia ou dos Diablos em que já me gabava de conseguir fazer 3 palhaçadas para seduzir o sexo feminino, questionei: " E que mais faz esse spinner, caro senhor?"

Ah, também faz isto e gira o spinner no sentido oposto.

E termina: "2 euros!"

 

É ida e volta portanto, penso eu.

 

Por esta demonstração, não fiquei convencido. Acho que vou confiar em quem sabe e seguir os conselhos de um visionário bem conhecido português.

Como diria Jorge Jesus: Difícil isto? "Isto para nós são Spinners".

 

spinners.png

(imagem + imagem)

 

P.A.


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Estrogénio a mais para um rapaz só

Que atire a primeira pedra quem nunca viu um casal em que o rapaz se apresenta pálido, de cara enfiada para dentro e dono de um olhar esbugalhado perante para uma espécie de introdução aos Maias que o elemento feminino se prepara inesperadamente para dissertar.

 

Na realidade ele "só" perguntou se estava tudo bem, não como era a casa de banho da amiga Mariana que por acaso encontrou quando ia para casa porque tinha deixado a chave...e pronto, atingimos o limite de memória masculina. Já não me lembro do resto.

No entanto, esta espécie de encarnação de Eça de Queiroz no feminino, infelizmente, não se verifica em todos os casos.

Já tentei por diversas vezes ser atendido por raparigas quando encomendo pizzas e mesmo tendo eu pedido uma pizza média, nunca recebi uma familiar em troca. Mas pequenas, já recebi.

 

Claro que um rapaz assim não se orienta bem. Vá lá que me deram pães de alho depois.

 

Mas que fique claro, eu gosto da vossa encarnação "Ela de Queiroz". Pode parecer muito batido, mas o problema não é vosso, é nosso.

Percebam que o nosso cérebro redutor masculino se comporta como um participante no concurso da Cristina Ferreira, "Apanha se puderes". Mal detectamos nova descrição da sala de estar do Ramalhete, entramos em pânico, como se estivéssemos realmente fechados na sala, cheia de coisas que temos de apanhar, numa luta contra o tempo, antes que vocês terminem.

 

Vocês começam a dissertar e nós, estoirados, temos de andar a correr a apanhar tudo o que conseguirmos só com duas mãos, no entanto temos assuntos com detalhes do tamanho de um carro que é impossível levar só com as nossas mãos. Conclusão, quando terminam, estamos mentalmente colapsados e, com sorte, lembramo-nos do início e das últimas 3 palavras. 

 

Depois só rezamos para que não perguntem nada sobre o carro.

 

Não é por mal, é limitação.

 

Vá lá que o google é melhor do que nós.

 

(imagem)

 

P.A


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Quem é Quem... Que vai laborar hoje?

Não, não se preocupe. Não sofro de gaguez escrita.

 

É que hoje para mim, é um dia laboral confuso. Uma espécie de dia de ressaca depois da folia empresarial da última semana, plena de decisões patronais mais ou menos aleatórias no que trata à tolerância de ponto.

Veja estes exemplos, hoje, ao enviar um email ou ao pegar no telefone para ligar a um cliente vou-me sentir a jogar a uma espécie de "Quem é Quem" só que numa versão mais adulta. O "Quem é Quem... Que vai laborar hoje".

 

O cliente trabalha para o estado? Não.

Aproveito e viro logo 5 clientes para baixo.

Sobram só os privados. Sendo privado, fui informado que a empresa lhes daria o dia todo? Não.

Viro mais 6. Já está melhor. Sinto que estou a fazer as perguntas certas. Que jogador...

Então tem só meio dia de tolerância de ponto? Não. Viro mais 3.

Perfeito! Olho para o tabuleiro e só sobrou um.

 

Fácil.

 

Sou eu.

 

A minha tolerância sim, tem um ponto. Nada mais.

 

 (imagem)

 

P.A 


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Quando encontramos dinheiro na rua

Nesta matéria, o meu saldo é claramente positivo, encontrei bem mais notas do que as que perdi. Se calhar porque, tal como nas conquistas femininas, temos a tendência de multiplicar por 3. Dói menos assim.

 

Ontem numa das minhas caminhadas observei alguém que, por sinal, teve essa sorte. E digo observei porque não foi um processo de "apanha" imediato. Mas já lá vamos.

 

Não sei se já pensaram no assunto, mas é algo que varia bastante de pessoa para pessoa.

Para alguns nem há assunto, está ali a nota e agora já não está, para outros é delineado um plano perfeito de "toque e foge" altamente cronometrado para que nada corra mal e ninguém se aperceba que acabámos de apanhar uma nota do chão. Por fim, temos um terceiro grupo que ou é muito rico ou sofredor de alguma doença reumática, em que mesmo vendo, ignoram aqueles frescos 20 euros ali abandonados.

 

Este senhor pertence ao segundo grupo. Desenhou todo ele um plano embora sem grande sucesso, como prova a existência deste post.

Amigo, perceba uma coisa, você não pode estar a deslocar-se a velocidade constante em pleno passeio e subitamente travar e estancar o seu pé direito, como se de uma âncora se tratasse, em cima de uma calçada em particular. E depois simplesmente ficar ali, em pé, parado. Como se fosse tudo normal e que era exactamente aquilo que lhe apetecia mesmo fazer naquele momento.

Digo-lhe, nem o Corcunda de Notre Dame já me parecia tão visualmente desequilibrado a avaliar pelo excesso de força que você estava a fazer numa das suas pernas naquele momento.

 

Passo então por si e como me deixou desconfiado, dei uma piscadela no seu pé-âncora e foi quando vi ali um canto maroto de nota azul a espreitar pelo seu sapato. Conclusão, andei mais uns metros, mudei de passeio e "estacionei" também, a aguardar o desfecho de tal novela.

O senhor esperou que toda a gente do passeio passasse e somente depois, num nano-segundo, se baixou, apanhou a nota e voltou a seguir o seu caminho. Ainda andou uns metros a olhar para ela, visualmente bem disposto, e somente depois a guardou.

Mas diga-me o porquê tanta novela? Será algum tipo de vergonha?

 

Afinal de contas o meu caro amigo só se baixou de cóccix bem espetado, perto de um beco com pouca luz, para logo a seguir surgir sorridente com uma nota na mão, não estou a ver que imagem errada se pode retirar daqui.

 

 (imagem)

 

P.A.


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