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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Ser Português num Cruzeiro

"Então e portugueses não há?" Foi uma das perguntas que mais me fizeram quando voltei.

 

Há sim senhor. E até conheci diferentes tipos.

O primeiro que vos apresento é:

 

O Português do Staff

 

Já é um dado estatístico absoluto que existe sempre um português no staff de qualquer organização mundial, não esquecendo também a lua. Esta até é bastante frequentada por nós. Eu pelo menos vou lá frequentemente.

Ora seria de estranhar que esta espécie de hotel afrodisíaco sobre o Atlântico não fosse um habitat bastante propício à proliferação laboral tuga. O senhor Daniel é um exemplo disso, era o nosso chefe de sala. Impecável. Se estiver a ler isto, um abraço. Pela certa não estará porque em pleno oceano, não tem rede. Eu bem sei.

 

Mas principalmente porque só há uma coisa que o português tolera menos do que não ter rede no telemóvel: é ter de pagar a rede marítima via satélite, nada barata, para a ter. Aí o português até já se arrisca a dizer coisas como:

"a vida é bem melhor assim desconectada!",

"estou muito mais descontraído, sem rede, sem chatices",

"estou tão feliz assim, bem mais leve!"

 

No entanto, depois, quando chega ao porto seguinte, é ver o telemóvel a apitar e o português rapidamente volta ao seu estilo SmartphoneDiem.

 

O Informático Português

 

Da mesma forma que existe sempre um português, tenho vindo a verificar recentemente que para onde quer que vá existe lamentavelmente outro informático português. Adivinhem com quem jantámos todas as noites?

Com mais dois informáticos.

Podíamos não ter rede, mas infelizmente havia google geek na mesa. Estou a brincar, conseguimos rir uma vez.

Estou a brincar outra vez. Foram duas.

 

O Jogador português de casino num cruzeiro

 

Simples. É o único que bate, abana e empurra a máquina para a moeda cair. E depois ainda culpa a agitação marítima. 

 

O Casal de portugueses bipolares linguísticos.

 

O nome é pomposo eu sei, mas vão ver que já ouviram falar destes. 

Conheci-os, estava prestes a ser atendido. Estava até com o meu braço esticado e encostado no balcão a aguardar. Surge então este simpático casal, um de cada lado, rodeando o meu braço. Começam a falar em português fluente sobre como me iam passar à frente, porque estavam com pressa e se me iriam perguntar ou se simplesmente passavam "sem querer". Parecia que estava num filme de acção ao estilo de 007 em que o vilão revela sempre o seu plano primeiro.

Decidiram-se por passar "sem querer". 

Não me imaginaram português.

Em defesa deles, eu estava bem penteado. Se eu não me conhecesse já há estes anos todos, pela certa também me acharia italiano. Foi uma das coisas que aprendi neste cruzeiro e escrevi aqui.

Mas até aqui tudo bem. Fiquei curioso.

Chega a minha vez e a senhora dirige-se para a empregada, empurrando ligeiramente o meu braço (aquele que sempre lá esteve) acrescentando-lhe a seguinte frase: "Excuse-moi!"

E volta a empurrar o meu braço.

A sério? E nem foi "Excusez"! Foi "excuse" como se fossemos amigos!

Falta de respeito.

 

Era este o plano?

 

É que se fosse "com licença", ainda papava. Agora depois de tudo "Excuse-moi..."? Sua grande tuga!

Senti em mim algo muito nacionalista, algo muito português, algo muito nosso!

 

Não me controlei e dei à luz, ali mesmo, outro tipo de português num cruzeiro:

 

O Barraqueiro

 

O que diz em alto e bom som: 

"Excuse-moi, NÃO!"

"Sabem bem que o "MOI", como disse a senhora, já aqui estava!"

 

Segundos passaram.

 

Vi o busto do Ronaldo nas suas caras. 

Desculparam-se prontamente e eu, qual típico bom português, dei-lhes a vez. Só lhes queria dar uma lição.

 

Afinal de contas eu já tinha passado à frente de uma Alemã.

 

Estou a brincar, era Romena.

 

 (imagem)

 

P.A


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Coisas que aprendi ao fazer um Cruzeiro

É verdade, estive cerca de duas semanas fora do país.

Se dizem que os 30 são os novos 20, Setembro é o novo Agosto.

Mas tal não chegava para mim e tinha de me armar em jovem adolescente e ir fazer interRails como se ainda tivesse 18 anos.

InterRail? 

Sim é aquele nome que se dá quando visitamos diversos países e culturas num curto espaço de tempo. Uma espécie de Zezé Camarinha, só que de comboio e com menos senhoras.

 

Na realidade o nosso foi um interRail diferente, até porque foi de barco.

"O quê? Um cruzeiro afinal??" - Não, calma. Sou algum velho ou quê?

InterRail marítimo se faz favor. Não me apanham nisso dos cruzeiros. Só velhos.

 

Bom, partimos do porto de Santa Apolónia, no tal interRail marítimo, e passámos por Espanha, França, Itália e Marrocos. As descobertas dos locais ficam para outros textos.

 

Mas se há coisa que aprendi neste interRail marítimo, é que um italiano é apenas um português bem penteado.

Sempre que colocava aquele gel sedutor, as pessoas cumprimentavam-me com "Buon giorno" de sorriso aberto, de resto era o "Bom dia", a despachar.

Gastei 5 embalagens.

 

Sabem aquelas adivinhas: "O que fazem um Português, um Alemão, um Italiano e um Espanhol fechados num elevador/sala/qualquer outro cenário"? Pois bem, descobri a verdadeira resposta: Estão num cruzeiro.

 

Passei também a acreditar na paz no mundo. Não é utopia, acreditem em mim, vi pela primeira vez uma alemã a chorar.

 

Descobri também que existe algo bem pior para elas do que sofás a ver um filme com o namorado: o embalo marítimo. Não falha.

Além disso, assistir a um espectáculo no teatro, a bordo, é como ver uma novela da TVI, só que neste caso os 15 minutos iniciais de publicidade são 15 minutos de tradução em todas as línguas. Os portugueses aqui, já estavam treinados, nem estranharam muito a demora.

Por falar em tradutores, conheci também o primeiro alemão fanhoso. Verdade, existem. Até podemos fazer um jogo. Conseguem imaginar quantas partículas de saliva aquele senhor soltava ao dizer fünf

Os meus óculos de sol decidem o vencedor.

 

Em excursões, perdão, eu não faço isso, queria dizer deslocações loucas de jovens, tínhamos uma italiana sexy a falar inglês, um alemão fanhoso (o tal) a falar italiano e um espanhol garanhão a falar francês. Ora pergunto eu agora, porquê as trocas meus senhores? Será que gostam do desafio? Acham afrodisíaco o sotaque? A italiana sexy ainda passa, mas conseguem imaginar o que é um alemão fanhoso a falar italiano?

Por esta ordem de ideias o português mais qualificado teria de ser russo e filho de pais africanos.

 

O navio, esse, é uma pequena cidade, uma espécie de arca de Noé, só que com mais girafas. Apanhámos muitas alemãs.

Tem teatro, casino, bar de desportos, restaurantes, bares, piscinas, jacuzzis, SPA, ginásio, matraquilhos, ping pong, cinema 4D, bowling, lojas para as meninas e para os meninos e um staff impecável, para não falar do quarto com varanda. Tudo isto junto faz com que penses constantemente: "Ainda bem que existe aquecimento global. Morte aos Icebergs! Cretinos!"

 

E a comida? 

Bom, estar num cruzeiro é como ir a 10 casamentos. Eu, que a última vez que engordei um quilo tinha sido ainda em escudos, posso afirmar hoje, convictamente, que descobri a receita para engordar aquele quilinho extra que nunca tinha tido e tudo isto em apenas 10 dias. Vou chamar-lhe a receita do Buffet aberto 20 horas por dia.

 

O cruzeiro acabou também por ser óptimo para o blog. Embora me tenha afastado daqui nas últimas duas semanas, foi por um bom propósito. Consegui convencer mais 4 pessoas. Sim, quadrupliquei os leitores. Férias perfeitas!

 

Conhecemos 2 casais portugueses que ficaram na nossa mesa de jantar todas as noites e que pelo menos uma vez, vieram cá ler o que se passava. Só por isso, são já boas pessoas. Espero ter-vos enganado bem.

 

Descobri também algo inesperado. Logo eu que tenho relativa fobia à água, atingi nestas férias o pico da minha angústia, reparem bem: cheguei a estar dentro de uma piscina, dentro de um navio rodeado por um pleno oceano atlântico e mesmo assim gostei. Ao ponto de ao longo deste texto deixar de me referir a isto como um "interRail marítimo" e assumir finalmente o "cruzeiro". Se há coragem para isto, imaginem como terá sido. Ou então sou apenas um velho acabado de sair do armário.

 

Mas continuem a dizer que é para velhos, continuem.

 

Essa foi a verdadeira lição que retirei destas férias, os nossos avós, esses sim, sabem-na toda.

 

Venham-me agora oferecer chocolates de mansinho que eu vos digo.

 

 

(imagem)

P.A


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O Finalista Português

É sem dúvida alguma o nome mais temido por terras espanholas por estes dias que passam.

 

Sinceramente eu acho que é só por causa do finalista português que os espanhóis ainda não nos invadiram.

Repare bem, todos os anos é a mesma coisa, o espanhol começa a olhar para Portugal como uma pequena quinta aqui ao lado que até tem umas coisas engraçadas. Invade o mercado com os seus produtos, compra-nos activos, controla alguns cargos importantes e o plano corre bem durante alguns meses. E nós nada. Até que chega a Páscoa.

Aquela altura do ano onde restos de copos, garrafas, lençóis, colchões,  toalhas, azulejos, tv's, enfim, tudo o que conseguirem agarrar, toma conta das zonas costeiras e resorts espanhóis. Um furacão que os coloca em sentido.

Alguns turistas que não conheçam o fenómeno ainda poderão acreditar que se trata de alguma tradição pascal espanhola. Mas não.

Não é tradição caro turista, é rendição. 

 

Obrigado finalista.

Obrigado por este oxigénio extra que nos dás todos os anos para aguentarmos aqui bem imponentes e temidos por mais um aninho. Para verem que não brincam assim aqui com o portuga.

Sabes, o problema até é nosso que não pomos os olhos em ti. Acaba a Páscoa e és sempre esquecido.

Em Maio volta outra vez o português que não faz mal a uma mosca e lá ficamos nós a depender da vossa fornalha de 2018 outra vez.

 

Bom mas vamos analisar o que tem conquistado o finalista.

Recorda-se de Lloret del Mar? Eu recordo perfeitamente. Afinal fui também eu destacado para essa missão há umas Páscoas atrás.

Hoje em dia espante-se:

Já não existe. Nenhuma agência de viagens oferece este destino para o finalista português. Qual Aljubarrota, o finalista português chegou e conquistou.

Com Lloret del Mar já fora do mapa, Marina d'Or, Benalmadena, CalpeSalut são os locais mais procurados por finalistas do secundário.

Então não é que Benalmádena (Torremolinos) já é nossa? Caiu este ano.

Cerca de mil finalistas altamente especializados conseguiram envergonhar os grandes favoritos de Marina d'or, esses que ainda são embaraçosamente aceites por lá. Os de Benalmádena não, fizeram o que lhes competia e em apenas 2 dias dominaram o território por completo e estão em Portugal bem mais cedo que o previsto a celebrar mais esta grande conquista.

Eu próprio, mais logo, ainda lá vou dar um bacalhau à malta. 

 

Mas quem é verdadeiramente este conquistador português dos tempos modernos? 

Aquele que embora só saiba em Julho se realmente é finalista ou não, coloca corajosamente a pátria em primeiro lugar antecipando a sua recruta logo em Abril?

Uma coisa é garantida, mesmo reprovando, para o ano é novamente finalista e vai voltar a tirar o calção ou biquini da gaveta e envergar honrosamente, mais uma vez, o uniforme do finalista português.

 

Ah que saudades! Quem me dera ter feito mais pela pátria. 

 

Coragem finalista! Para o ano há mais!

 

 (imagem)

 

P.A


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H2O não é só água

Quem é que não gostava de estar numa piscina quentinha rodeado de neve?

 

Era mesmo isso que queríamos, eu e o P.A., e decidimos aproveitar um dos últimos fins de semana de inverno com amigos para o fazer. Ironia das ironias, deparámo-nos com dois magníficos dias de sol de inverno, em vez do cenário de neve pretendido.

Apesar de já estarmos na primavera, parece-me bem mais provável que o encontrássemos lá agora…

 

Independentemente das condições climáticas, se o objectivo for passar um fim de semana de paz e descanso, a desfrutar o hotel, e a deliciarem-se nas piscinas aquecidas, interiores e exteriores, este é o sítio certo.

Fica no Parque Natural da Serra da Estrela, em Unhais da Serra, a cerca de 3 horas de Lisboa (4, se for o P.A. a conduzir), mas a viagem vale bem a pena.

 

Só podia estar a falar do H2otel Congress & Medical Spa.

 

 

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Com ele abriu o primeiro spa português de montanha, um dos maiores da Europa, e está integrado nas termas de Unhais da Serra. É constituído por um centro wellness dividido em quatro áreas:  Aqualudic, onde nos perdemos nas piscinas dinâmicas interiores e exteriores, unidas por cascatas e formações rochosas e nos jacuzzis suspensos com cascata. Tem também banho turco, sauna, além do Aquacorpus, onde se insere o ginásio e tratamentos estéticos; no Aquatermas podem usufruir de tratamentos termais, e no Aquafisio têm ao vosso dispor tratamentos de fisioterapia e osteopatia.

Deixo-vos algumas imagens do espaço. Já visitaram? Nós ficámos rendidos!

 

 

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Vê-se logo que não é o P.A. que está a escrever, verdade??

 

A namorada que apanhou o bouquet

e que hoje se apoderou do cantinho dele.

 

 


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Apanhar boleia...no Zimbabué.

Amigo,

 

Hoje falo para ti.

Estás triste com a tua vida? A rapariga nem sequer olha para ti?

Tu fazes tudo certo, mas a coisa não se dá?

Falas ao telefone, leva-la a jantar mas depois dão logo os patinhos e xixi cama?

Nem um cafunézinho?

Ai amigo amigo...

 

E que tal uma viagem?

 

Amigo: "Oh P.A. já me estão fartos de dizer isso, não arranjas nada menos original para me dizer??"

P.A: Calma Amigo! Não é uma viagem qualquer...

Amigo: "A Bangkok não vou! Já disse!"

P.A: Não falei em destinos de deboche, calma!

Amigo: "Então P.A?'"

P.A: Zimbabué! Deixa-me só dizer-te que além da viagem, tens um misto de aventura, floresta, uma carrinha Toyota Quantum, uma bebida branca e cerca de 3 a 7 mulheres muito fogosas e loucas por te mimar. Interessado?

Amigo: "CLARO QUE SIM P.A!"

P.A: Mesmo que depois possas estar tão desgastado que nem te irás lembrar muito bem do que aconteceu?

Amigo: "Melhor ainda! Melhor fico com a minha consciência!"

 

Óptimo.

 

Só tens de saber pedir boleia e fazer como este professor.

 

P.A.


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