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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Quando fazemos o que gostamos, nota-se a diferença

É óptimo quando fazemos o que gostamos. Melhor ainda se o conseguirmos fazer, trabalhando.

Que o diga José Rodrigues dos Santos que na semana passada, ao fim de décadas, desabafou que finalmente podia viver da escrita.

Um desabafo que muitos, pela certa, gostariam de partilhar.

Conheci recentemente dois grupos de amigas que decidiram juntar-se. Não sendo fácil, partiram para uma nova aventura nas suas vidas. Uma aventura contra o não, contra o não consegues, contra o é difícil. Uma aventura não ao sabor do que a sociedade lhe reservou, mas ao sabor do que gostam. Uma aventura contra ninguém. Só a seu favor.

 

Apresento-vos a Template:

Uma amizade entre duas arquitectas que começou dentro de água, há mais de década e meia. As extremamente simpáticas Diana Gomes e Ana Pardal Bica inauguraram no passado dia 8 de Dezembro, na Praça do Junqueiro, Carcavelos, o atelier Template.

Esqueça o Querido, aqui tem duas Queridas. Queridas que me dão 40-0 a nadar, mas ainda mais a decorar.

Querem mudar qualquer coisa em casa? Perguntem à Template! Desde projectos de arquitectura a design de interiores, podem contar com elas para vos ajudar. É só dar uma vista de olhos na página de facebook ou instagram e vão perceber.

E sim, é produto nosso, português. Perfeito.

 

Se quiserem conhecer um pouco melhor a Diana, deixo-vos uma entrevista recente que deu ao Canalcop aqui do Sapo:

 

 

 

Além da Template, apresento-vos também a Birds&Berries:

Três amigas, bom gosto e os mesmos interesses, foram a fórmula que resultou na Birds&Berries. O seu foco está na qualidade das cerâmicas nacionais, e com as loiças Birds&Berries é exactamente isso que vão encontrar. Qualidade, bom gosto e tudo com o nosso selo bem português. Podem encontrar os seus produtos na página do facebook, do instagram e também em exposição no atelier da Template.

 

Nesta aventura a dois, acabei por ser apanhado na brisa e arrisquei sair do meu habitat laboral para algo que já faço obscuramente e nada partilhado convosco há algum tempo.

 

Deixo-vos comigo armado em fotógrafo na inauguração da Template:

 

 

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P.A


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O segundo dia do ano

O segundo dia do ano costuma seguir um conjunto de regras muito específicas.

Existe uma espécie de menu de degustação de experiências típicas da ocasião, em que o cardápio nem muda muito de ano para ano.

Acaba por se tornar numa espécie de roupa velha. Com os restos do nosso ano anterior.

 

Ora vejamos, ao contrário do primeiro dia [do ano] que é feriado para muitos, o segundo não o é para todos.

Então é com relativo ódio que somos apresentados ao início oficial das responsabilidades de 2018 - mais conhecido por segundo dia do ano.

Vamos ser francos.

É um dia chato. Um dia de crescimento pessoal forçado. Um dia adulto. De regresso.

Um dia de reset forçado à nossa máquina para voltarmos a funcionar neste novo ano que nos espera.

Um dia que simboliza que o Natal já foi no ano passado e que a passagem de ano já foi há duas noites. E pior, que o próximo evento no calendário é aquele que nós, rapazes, nos esquecemos com facilidade. Falo claro, do dia mundial da decoração de lojas com corações vermelhos e cupidos angelicais de olhar maroto-safadote.

 

Além disso, hoje é aquele dia que achamos estranho escrever 2018.

Que nos faz parar um pouco e pensar: Caramba já estamos mesmo em 2018.  

E que se forem como eu, vão pensar que se por ventura tivessem procriado durante a estreia do filme Matrix, hoje teriam já um lindo filho de 18 anos. Pronto a votar nas próximas eleições.

 

Mas nem tudo é mau.

Hoje é também o dia mais corajoso de todo o ano!

 

O dia da inauguração dos nossos compromissos para o novo ano! Do cortar da fita da nossa exposição de resoluções para 2018! 

É a partir de hoje que vamos fazer tudo diferente! É hoje o dia de mudança!

Viva nós!

Hoje somos capazes de tudo!

Vou ao ginásio! Vou comer menos porcarias! Vou ter mais tempo para a família!

Vou pedir um aumento! Vou pedi-la em casamen...!

Desculpem.

Deixei-me levar aqui pelo entusiasmo.

 

Só que não. 

Toda esta euforia, toda esta convicção, logo, e quando digo logo é mais logo à hora de jantar, dará lugar a algo que já conhecemos bem, muito bem, de 2017:

 

-"Afinal não me deu jeito...vou ao ginásio amanhã"

 

-"Estava com pressa ao almoço, comi fastfood.[e adoro esta frase->] Ainda não tinha comido pizza este ano!"

 

-"Com isto tudo da mudança do ano, o trabalho acumulou e ainda cheguei mais tarde a casa."

 

-"Amanhã falo com o meu chefe. De amanhã não passa. Peço o aumento amanhã!"

 

-"Afinal este ano é par [ou qualquer outra desculpa esfarrapada]. Peço-a em casamento para o ano!"

 

 

E chegamos assim ao fim deste segundo dia do ano.

 

A deitarmo-nos na mesma cama de 2017.

 

Bom ano!!

 

P.A.


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O Café dos nossos dias

O café, ou de forma mais correcta, a baga do café, foi descoberta não por humanos curiosos mas sim por pequenas cabritas que, não satisfeitas com o seu cardápio habitual, resolveram esticar um pouco mais a sua língua para recolher aquela baga extra que habitava em seu pasto verde. São cabras, que esperavam? Estão sempre à procura de bagas comprometidas e que não lhes dizem respeito.

A partir desse momento, em que devoravam aquelas pequenas bagas, qual Popeye com o seu espinafre, desataram numa correria e gritaria desenfreada, deixando os seus pastores bastante intrigados e, ao mesmo tempo, frustrados com tal situação. Principalmente por ainda não existir YouTube e não poderem partilhar com os amigos.

 

Sem essa hipótese de partilha global, restou apenas recolher o produto e trabalhá-lo para consumo próprio. Tomando eles próprios o dito café.

Nascia assim o primeiro caso de dança Maria Leal, em humanos.

 

Desde esse tempo até agora, o café foi mudando. Embora exista ainda muita cabra que o tome. 

 

A verdade é que tomar um café é, hoje em dia, muito mais do que uma procura de doping pessoal para exibições de dança fabulosas. É um acto social.

De tal forma complexo e importante na nossa comunidade, onde assume, actualmente, vários papéis sociais de relevo .

 

Por exemplo, queremos convidar aquela pessoa para sair:

"Queres sair comigo para te conhecer melhor e fingir que te oiço, mas depois vou estar apenas a olhar para os teus lábios fantásticos e incrivelmente sedutores?" Não me parece que resulte.

Todos sabemos que sinceridade numa relação amorosa, só depois do casamento.

Felizmente, temos o álibi perfeito. Podemos simplesmente dizer: "Queres ir tomar um café?".

 

E o nosso chefe, quando queremos sair da nossa mesa em pleno horário laboral?

"Não me apetece fazer isto que me mandou fazer agora, vou lá abaixo e já venho!" Não me parece que resulte também.

Todos nós sabemos que sinceridade numa relação laboral, só 5 segundos antes de nos despedirmos.

Felizmente, temos o saco de boxe do costume - o café.

 

E o que pode permitir a um homem pobre, encher o peito, e pagar aos amigos? 

Isso mesmo, o café.

(E apenas isso. Pastel de nata, a tua prima!)

 

Por fim, o que pode a mulher ou homem mais ciumento permitir ao seu par sair de casa sozinho, para ir tomar algo? 

Exacto. Nada.

O café é bom, mas não resolve relações disfuncionais.

 

Além destes factores sociais em que somos salvos pelo café, beber um café assume sempre o próprio "acto de pedir o café":

 

P.A: "Era um café se faz favor"

Empregada gira: "Era? já não é?"

Cria-se logo um momento de humor/tensão entre o receptor e o emissor.

Dependendo se o cliente acha o empregado giro ou não, abre-se logo uma janela, ou para pedir o número de telefone, ou o livro de reclamações.

 

De qualquer forma, em ambos os casos, contamos assinar no fim.

 

E tudo graças ao café.

 

Obrigado cabritas.

 

(imagem)

 

P.A


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Hoje é o melhor dia para trabalhar!

Hoje é aquele dia que há 8 meses atrás, na entrada do novo ano, todos os que trabalham, olham pela primeira vez o actual calendário (como fazem desenfreadamente todos os anos) e ao repararem no 14 de Agosto, exclamam prontamente uma palavra:

 

PONTE!

 

Aquela felicidade anual de conseguir encaixar todas as peças do nosso dominó do ócio, por forma a unir o maior número possível de fins-de-semana a feriados, atinge hoje um dos seus expoentes máximos.

Feriados em Agosto, só podiam ser religiosos. É obra divina. É caridade na sua mais pura forma.

 

Hoje, com aquele tiro certeiro no submarino, no Agosto-14, conseguimos uma frota anti-laboral de 4 dias.

Nem nas grandes marcas vemos promoções assim. "Tire um dia de férias, leve 4 seguidos sem trabalhar" - É marketing demasiadamente agressivo.

 

No entanto, tenho uma outra ideia. Vamos ser racionais. Não vamos comprar logo aquele colchão que, se calhar, nem precisamos.

Não vamos ser logo devorados por este tsunami de marketing anti-laboral sem pensarmos bem primeiro. Com calma.

 

Eu admito. Não tenho vergonha em dizer: Hoje não faço ponte.

 

Mas antes de me chamarem nomes e acharem que saí do armário cedo demais, experimentem primeiro trabalhar hoje.

 

A sério, reparem nisto:

 

- Hoje o vosso adorado chefe não trabalha;

- Hoje, provavelmente, os vossos clientes não trabalham a 100%, logo vão ter um dia mais calmo;

- Hoje, terão também pouco trabalho e acabam por receber o ordenado na mesma;

- Hoje, além de vocês, terão apenas na vossa empresa, o segurança e mais as 3 pessoas que leram isto; [Força mãe, avó e leitor desconhecido da Amora! Bom trabalho!]

- Amanhã têm o vosso feriado intacto na mesma;

- E ainda ganham um dia de férias que podem tirar num outro dia qualquer e de preferência quando o vosso adorado chefe trabalhe;

 

Há que ser racional. Pragmático. Hoje é o melhor dia para trabalhar!

 

E não andar para aí a inventar/escrever textos só para me sentir bem, tudo porque o adorado do meu chefe não me aprovou hoje o dia. 

 

Adoro gestão racional.

 

 

(imagem)

 

P.A


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O Café em Horário Laboral

Beber um café em horário laboral é, para a maioria das pessoas que conheço, um acto social.

 

Muito embora, para mim, pela minha observação, seja para alguns apenas um mero escape do trabalho, numa espécie de desculpa perfeita que o chefe não leva a mal, só para conseguirem saltar, nem que seja por um bocadinho, a cerca laboral obrigatória. 

Era como quando a nossa mãe só tolerava as nossas saídas com o Carlitos, porque era um bom rapaz e confiava nele.

Com o café, agora é a mesma coisa. O Café é nosso Carlitos na fase adulta.

 

"Oh Chefe vamos ali ao café!" ou "Oh Mãe vou sair com o Carlitos"

Não existe grande diferença. 

Ambas as situações sofrem de aceitação tácita, nem o Chefe ou a Mãe necessitam de responder.

Não se questiona, informa-se. E está tudo bem.

 

Agora pensem nisto, quando alguém vos disser que já bebeu 7 cafés e ainda são 11 da manhã.

 

Mas além deste grupo de alguns calões laborais que, se calhar, nem gostam de café, existem ainda outros que afirmam necessitar do café por motivos bem mais dignos: "O alívio do seu trânsito intestinal."

 

É que se não beberem aquele café, ficam automaticamente presos para sempre numa sexta-feira à tarde de verão, sem ar condicionado intestinal em plena hora de ponta visceral e com 4 acidentes no tabuleiro da tripa 25 de Abril!

E só aquele café, naquele exacto instante, poderá rebocar todos aqueles "veículos" sinistrados que impedem a circulação normal da via e devolver assim o tão desejado alívio.  

 

Sucede que, este senhores, são, na realidade, ainda mais inteligentes que os anteriores.

 

Tudo porque usam as duas armas mais anti-laborais toleráveis em simultâneo. A ida ao café e a ida ao WC.

Depois do "Oh chefe vamos ali ao café!" regressam em grupo e, perante os olhares dos outros que só foram beber café e se preparam para retomar o trabalho, soltam então a graçola mais utilizada para estes momentos:

"Vou ali fazer algo que ninguém pode fazer por mim!" - enquanto circulam em passo acelerado numa espécie de "rebentaram-se me as águas intestinais", mas que por algum motivo acham que ninguém nota.

[um conselho de amigo: nunca sigam uma pessoa que se apresente nesta situação visceralmente débil. Não questionem.]

 

Bom e por fim, após tão difícil parto, lá voltam finalmente ao trabalho, 35 níveis de Candy Crush depois.

 

Mas além dos tais calões e dos agarrados ao café por motivos intestinais, existem ainda os "tensionistas", aqueles a quem o estado lhes deu uma "tensão" baixa e recorrem ao café como se de um empréstimo de tensão se tratasse.

No fundo, estes usam o café como uma espécie de viagra da tensão arterial. E depois como adoram falar sobre a sua tensão e de como ela sobe extraordinariamente, logo após tomarem [outra analogia com  viagra]:

 

 "Ontem estava com a minha esposa e deu-me uma tontura, ia caindo e tudo, fui medir e tinha 9/4! Veja lá!"

 "Isso é mesmo baixo amigo! E depois?"

 "Depois fui tomar um café e subiu-me logo para 12/7!"

 "Uau, olhe eu tenho um amigo meu africano e ele diz que tem a dele sempre a 26/13!"

 "Eh pa, estou a ver que sempre é verdade a fama dos africanos no que trata a ter tensões realmente abastadas."

 

 

No meu caso e embora seja também dono de uma costela africana, o café faz-me bem. Mas não sou como os restantes meio calões ou desconhecedores de bifidus activos para regular a flora intestinal. Nada disso, eu tenho toda uma justificação lógica e construtiva para gostar de café.

Eu gosto de café simplesmente pelo ar saudável com que deixa os dentes do meu colega da frente. É refrescante para mim observar tal picasso dental, abstrai-me de todo o resto. Alivia-me bastante de todo aquele stress diário.

 

Obrigado café.

 

Por isso posso dizer que me incluo num último grupo: o grupo dos que o café lhes alivía o stress.

 

Mesmo não bebendo.

 

E vocês?

 

 

 (imagem)

 

P.A 


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