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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Finalmente acabou GOT!

Citando o programa apresentado por Guilherme Fonseca do grande Canal Q, só me aflige dizer: "Graças a Deus".

 

Graças a Deus!  Acabou a temporada da série Game of Thrones (GOT)!

 

Posso finalmente voltar a socializar com o meu grupo de amigos!

 

Sim, eu faço parte daqueles 0.1% de seres humanos que não acompanham a série. E não, não foi uma aposta mal perdida e nem se trata de um distúrbio mental, ou pelo menos neste caso não o é. É mesmo um acto consciente da minha parte.

 

Podem "bullyzar" à vontade.

Mas deixem-me lá esclarecer primeiro umas coisas se faz favor:

 

Primeiro: Não sou Portista, nada contra, mas dragões não é a minha praia.

 

Segundo: Sou demasiadamente pudico. Aliás, já devem ter percebido isso pelos meus textos sempre tão sérios e correctos e nunca brincalhões ou semi-ordinários. Como devem imaginar e é "internetmente" sabido, GOT apresenta (ou apresentava?) níveis de nudez que me iriam afligir profundamente. Nem iria conseguir comer pipocas da mesma forma depois.

 

Terceiro: As estações do ano não fazem sentido em GOT. Em Lisboa chove em Agosto e ali? Sete temporadas para chegar o Inverno? Não me tomam por tolo a ver isso.

GOT é o "Levanta-te e Ri" dos senhores do IPMA.

 

Quarto: Na realidade, não tenho o canal Syfy. Senão até tinha visto.

 

Mas voltando ao dia-a-dia sem GOT.

 

As terças feiras vão voltar a ser divertidas. Já vou conseguir finalmente participar na conversa de almoço do pessoal do trabalho. Já não vou receber aqueles olhares como se estivesse num almoço de Jet-7 das séries e pertencesse a uma classe social mais baixa, que vê apenas o The Walking Dead que ainda por cima está em pausa agora.

Saudades do tempo de Westworld, em que tinha outro estatuto no grupo e partilhávamos esse conhecimento, essa experiência. Mas claro, com a chegada de mais uma temporada desta GOT, perdi tudo. Todo aquele acesso VIP desapareceu. Tudo perdido e de uma semana para a outra.

 

Que conforto é agora a ausência de nomes como Jon Snow (ou João das Neves para os amigos), Hodor, Tyrion, Cercei ou até mesmo do tão comentado Red Wedding.

E todos aqueles memes e gifs que existem de GOT? Que é suposto sorrir quando me mostram e na realidade não percebo o que significam?

 

Tudo isso acabou finalmente.

 

Que sossego estes próximos dois anos até ao regresso de nova temporada. Maravilha.

Sinto-me novamente eu, integrado e aceite.

 

Graças a Deus!

 

Agora só me falta gostar de sushi.

 

(imagem)

 

P.A.


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Hoje não vou ver o Telejornal

Sim é verdade hoje não vou ver o Telejornal.

E não, não sou contra nada. Nem contra nenhum canal ou programa.

Nada disso, aliás esta deve ser a primeira vez que o farei em muito tempo, mas depois de ontem percebi finalmente quem já me tinha tentado alertar.

 

Ontem tive especial atenção ao que passou a ser um telejornal de um canal português. Ontem consegui sair do transe que o tsunami da tragédia, que nos é oferecido, nos faz paralisar e consegui ter lucidez para parar um pouco e apontar o que aconteceu.

É natural que o foco seja Pedrogão Grande. É perfeitamente natural que assim seja, afinal de contas é um programa informativo e infelizmente estamos perante uma tragédia nacional. Mas o que é ser informativo?

A boa informação é aquela que completa e informa quem a recebe, não pode ser um cocktail de imagens e informações trabalhadas para chocar quem vê e ser apenas esse o motivo de ficarem marcadas na nossa mente.

 

E é exactamente por este malabarismo informativo que ontem anotei como nos foi apresentado um telejornal nacional. São anotações, mais ou menos precisas, não é isso que importa aqui, sobre a sequência de "headlines" que nos foi apresentada, a partir das 20 horas, num canal aberto português:

 

Início do Telejornal

 

20:00 - Primeiras letras gordas: "63 mortes confirmadas no incêndio em Pedrogão";

(o texto manteve-se visível durante cerca de 8 minutos enquanto se apresenta uma espécie de resumo de imagens do dia e dos focos de incêndio)

 

20:08 - O Título é alterado para "64 mortes confirmadas no incêndio em Pedrogão";

(somos informados em directo que existiu mais uma baixa - o texto manteve-se intercaladamente visível durante uns incríveis 35 minutos)

 

Intervalo 

 

20:48 - "Hermínio Loureiro Detido" - suspeitas de corrupção e tráfico de influência;

20:49 - "Militar Português morre no Mali";

20:51 - "Incêndio em Lisboa faz 2 mortos";

20:53 - "Dois corpos encontrados em Lagos" - Descoberta Misteriosa;

20:55 - "Cadáver encontrado em Espinho";

20:55 - "Ataque em Londres" - faz um morto;

 

Foram 10 minutos de pausa na tragédia de Pedrogão Grande, com referência a 7 mortes e uma corrupção.

Intervalo por favor.

 

20:58 - Mas não veio. Adivinhem quem voltou a aparecer:  "64 mortes confirmadas nos Fogos";

 

21:07 - Uma hora depois do início, surge finalmente uma notícia informativa e de louvar - Reforços no Combate aos Fogos;

Todo o plano nacional e internacional para o combate aos fogos no nosso país é apresentado em menos de 1 minuto.

Boa capacidade de síntese. Nuno Luz gostaria certamente de ter este dom para sobremesas.

 

21:08 - "Passos Coelho sobre o Incêndio" - "Terá de ser feita uma avaliação política, mas não agora.";

Provavelmente foi fortemente questionado e teria sempre de responder, mas não deixa de ser mais uma bela notícia/intervenção relevante. "Politicamente" incorrecta talvez.

 

21:09 - "Incêndio em Pedrogão Grande" - "Regresso a casa depois do fogo";

Mais histórias de quem perdeu muito, se não tudo.

(Mas porque é que me meti nisto de apontar...)

 

21:17 - Adivinhem: "64 mortes confirmadas nos Fogos";

Acompanhado agora pelo discurso emocionado do Presidente da República em Castanheira de Pêra.

 

21:20 - "A tragédia em Pedrogão Grande" - "A tragédia lá fora";

Aqui apresenta-se o resumo dos artigos estrangeiros referentes à nossa tragédia. 

21:21-  Um minuto depois, adivinhem: "64 mortes confirmadas nos Fogos";

 

(21:23: O som não é cortado e ouvimos algo extremamente importante como: "malta acabei de saber que ele (Presidente da República) agora vai para!...." e cortam o som. Percebo que tenham de seguir o Presidente, sinceramente percebo, mas é pouco simpático tanta ânsia apresentada pela jornalista, dado o contexto.)

 

21:24 - Meteorologia - Finalmente uma lufada de ar, neste caso, quente, afinal o cenário irá-se manter nos próximos dias, mas dá para respirar um pouco para o que vem a seguir. É que ainda não acabou...

 

21:25 - Surgem os créditos do telejornal com imagens e sons de sofrimento de pessoas desamparadas, no chão, desesperadas, que perderam tudo. Não foi um bom filme;

 

FIM de um telejornal português.

 

- Uma hora de Pedrogão Grande em que apenas alguns minutos foram de facto relevantes para que este pesadelo acabe.

 

Obrigado ajuda externa, foi bom saber.

Obrigado pela a única boa informação que me lembro.

 

(imagem)

 

P.A


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O Programa Acabou, mas o Pesadelo na Cozinha não

Domingo foi para o ar o último episódio de Pesadelo na Cozinha.

 

Por um lado estou aliviado, confesso.

Já era tempo de acabar com isto! Ao longo destas semanas tenho vindo a coleccionar novas rugas faciais, tantas foram as expressões de arrepio e incómodo que não consegui controlar. Tudo por culpa de todas aquelas falhas "caricatas", para não utilizar outra palavra, que nos foram "gentilmente" apresentadas com a normalidade de um "É assim que eu sei fazer" ou melhor, libertando-se de qualquer responsabilidade, "É assim que me dizem para fazer". Adoro.

Obrigado TVI. Agora já não me pedem identificação na discoteca. Agora perguntam-me se vou buscar o meu filho.

Mais uma temporada e chegaria a avô, pela certa.

 

Mas com o terminar deste programa a que apelidei de "Instagram da restauração portuguesa", algumas dúvidas ficam ainda no ar.

 

Será que a rotinização de um acto errado, torna-o inquestionável ao ponto de servirmos com toda a normalidade e de consciência limpa, algo como peixe podre?

Será possível achar que peixe fresco seja peixe que está congelado e frio? E por isso é fresco?

Será possível encarar a presença de baratas num restaurante nosso com a normalidade de um sorriso como o senhor d' O Canela fez?

Será possível ser normal não limpar uma cozinha, só porque é a do nosso trabalho? Sim porque em casa, percebemos que o faziam.

Será possível servir comida que não comeríamos? Como se o cliente fosse o cão abandonado, magro, ali da rua que, mal por mal, mais vale comer qualquer coisa, nem que esteja podre?

Será um restaurante sinónimo de uma espécie de linha de montagem de "homos pouco sapiens" sem qualquer requisito de formação e/ou consciência alimentar, para não falar de higiénica? Como se trabalhar num restaurante fosse o último lugar possível na vida de um profissional activo? O fim de linha? Será assim tão pouco digno trabalhar num restaurante?

Eu, como cliente, não o acho. Se não, não era cliente.

Enerva-me profundamente que quem lá trabalhe se comporte e se rebaixe como tal.

Enfim, outra ruga na minha cara.

 

O programa acabou, sim, mas o pesadelo não.

 

Vá la que a ASAE, no meio deste processo todo, voltou com uma capa nova. Agora já não é familiar da EMEL. Agora é o Batman de Portugothan City.

A melhor prova disso nem foi ter fechado "O Canela", nem as recentes notícias de fiscalizações relâmpago por Lisboa fora, que mais uma vez ultrapassaram os 70% de estabelecimentos em incumprimento. A melhor prova disso é que já saiu de casa e vive sozinha, tornou-se independentezinha. Até já multa parquímetros da EMEL. Está crescida esta ASAE!

 

довиђења Ljubomir.  E Obrigado por isto.

 (imagem)

 

P.A


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O Ouro dos Globos

A 22ª edição dos Globos de Ouro, de ontem, surpreendeu-me.

Conseguiram algo que nunca pensei ser possível.

 

A emissão começou por essas 21:15 com a indicação de "directo" no ecrã, quando na realidade se apresentava um céu claro, digno de umas 19 horas acabadinhas de fazer. Isto sim é chegar antes do acontecimento. Imagino a dor nos estúdios da CMTV. Derrotados no próprio jogo. Incompetentes.

Além disso, tal precocidade resultou ainda num momento único televisivo: uma alucinação global de déjà vu. A gravação emissão em directo pifou e voltámos a receber os mesmos 30 segundos anteriores. Vá lá que foram 30 segundos de verdadeiros globos de ouro, mas daqueles bem decotados, da Andreia Rodrigues. 

Obrigado pelo vídeo-árbitro, SIC.

 

Sobre a cerimónia em si, foi o costume.

As convidadas tinham de arranjar forma de dizer quem as vestiu. Embora comigo não resulte muito porque sou terrível com nomes, mas muito bom em decotes.

Os "entregadores de prémios" pareciam jovens estudantes na aula de português a ler do quadro. Com direito a entoação apenas na última sílaba.

5% dos convidados são actores da Globo, para dar um clima internacional à coisa. E afinal de contas, Globo, até é o nome da gala.

O Luís Franco Bastos lá tentou safar aquilo.

E a Luciana Abreu ia semi-desnudada.

 

Nada de novo.

 

Acabei por dar uma olhadela no Pesadelo na Cozinha. 

 

(imagem)

 

P.A


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Volta ASAE, estás perdoada

Acho que nunca comentei um programa de televisão por aqui, mas neste caso não podia deixar passar.

Falo do Pesadelo na Cozinha.

 

A TVI que noutros capítulos não me seduz tanto, aqui acertou em cheio. Muito se fala de serviço público na televisão e sinceramente este é, para mim, o verdadeiro exemplo. Algo que tem o propósito de corrigir e melhorar o que vamos usufruir é obviamente útil e necessário. E para isso precisamos de um choque. Precisamos do choque que é conhecer primeiro a nossa realidade.

As audiências contam, tem publicidade, vocabulário mais forte (algumas vezes bem necessário para quebrar algumas personalidades muito próprias), sim, tem isso tudo, afinal é um programa de televisão, mas no fim temos algo a que eu chamo de Educação Culinária, para não falar das supostamente básicas Higiénica e Cívica.

Conhecia a versão original e não pensei vir a apreciar a nossa. Até porque julguei que não teríamos tanta matéria prima lastimável. Infelizmente enganei-me. Mas já lá vamos.

 

Vamos recuar um pouco no tempo. Quando ainda não existia este programa. Ao tempo em que a ASAE era vista como uma entidade ditatorial que impunha normas abusivas, ridículas e que fechava a seu belo prazer restaurantes, apenas porque podia. Esta era uma opinião relativamente generalizada. Uma espécie de prima da EMEL que só existe para lixar a vida do português trabalhador.

E agora?

Sinceramente? Acho que a grande beneficiada pelo programa é a própria ASAE. O português vê finalmente as condições lastimáveis de um restaurante que aparentemente até está bom. Principalmente para aquele cliente normal e habitual que entra e só se senta à mesa para ver a bola.

A nossa mesa, pratos, talheres embora impecáveis, não reflectem o que se passa logo ali ao lado, na cozinha. Para não falar dos pratos com molho da casa com um sabor distinto, derivado de um tal "ingrediente secreto do Chef", bom, aqui se já viram o programa saberão a que "ingrediente" me refiro.

 

ASAE, falo para ti.

Seria inteligente da tua parte perceberes o sucesso deste programa versus a tua má fama. Afinal o que falta?

Simples, faltam-te imagens. Faltam-te as provas de que não vives na soberba do teu poder. Basta-te isso.

E prova disso tem um nome. Chama-se Pesadelo na Cozinha.

 

E já ninguém te disse nada por teres fechado "O Canela", pois não?

 

Agora até já chamam por ti.

 

Volta ASAE, estás perdoada.

 

 (imagem)

 

P.A


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Spoilerfobia

Por favor, tenha calma.

 

Diga-me, o que vem a ser este clima que agora não se pode comentar nada do que se vê na televisão?

Então e se eu lhe disser que no último episódio do The Walking Dead, o Rick vai ficar maneta? Pode descansar, não fica.

Ou se disser que o John Snow afinal é uma Joana Neves? não ponho as mãos no fogo.

Ou pior! E se eu disser que até gostei do fim do Lost? não consigo mentir, foi horrível.

 

Bom, se estivesse a ter esta conversa na rua... neste momento estaria já a analisar, provavelmente sem a dentição completa, qual o sabor da calçada, por via da fúria de um transeunte que passava e, para meu azar, me ouviu falar. 

 

Mas que se passa consigo, amigo?

 

Antes de me dar outro robusto mimo, peço que me oiça agora se faz favor.

 

Antigamente isto não era assim. Até gostávamos que, quando não víamos algo, nos contassem.

Não tínhamos 7 dias de gravações para recuar.

Não havia a oferta de cinema de hoje em dia.

Não tínhamos streams.

Não existiam (tantos) canais de cabo.

Não havia netflix.

Nada!

Mesmo com os clubes de vídeo, que faleceram entretanto no meio deste processo todo, a caixa do VHS estava sempre vazia e o filme já estava reservado...

Estávamos invariavelmente condenados ao que o senhor todo poderoso da RTP, SIC ou TVI decidia colocar no ar, fosse a que horas fosse. E se quando ligássemos a TV já o filme ia a meio, era a partir dali que o víamos, orgulhosos por ainda termos chegado relativamente a tempo. Tudo na esperança de, eventualmente, quando repetissem o filme daí a um ano ou 10, conseguirmos finalmente terminar aquele ciclo e recuperar a história anterior.

 

No fundo, antigamente era tudo uma espécie de puzzle. Até os miúdos na escola contavam cada um o seu spoiler e no fim do intervalo tinham o filme completo.

O Spoiler era útil. Funcional. E estimulava as crianças.

Cada um tinha o seu cromo, juntavam-se, e no fim tínhamos a caderneta cheia. Trabalho de equipa. Missão cumprida.

Viram todos o filme, não vendo.

 

E agora?  Como é?

 

Agora?

 

Agora tenho de consultar o meu dentista.

 

 (imagem)

 

 

P.A

 

(E o Dexter, viu aquele fim miserável no camião?)


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