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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Não deixem os Jogos Tradicionais morrer

Acabo de ler que a Toys 'R' US apresentou um pedido de insolvência. Todo aquele fascínio de uma criança em corredores gigantes de brinquedos, aquela felicidade no olhar na perdição de tanto boneco e brinquedo, toda essa fantasia, parece ter, por estes tempos, os dias contados.

A Toys 'R' Us não se adaptou atempadamente ao mercado online e faliu.

 

Bolas e eu que gostava tanto de ver aqueles miúdos que embora não chorem quando levam uma valente chapada dos progenitores, ouvida desde a caixa 1 à 23, se rebolavam no chão em lágrimas a gritar por aquele Action Man que tanto queriam.

Bolas, parece que também vai acabar.

 

Neste regresso às aulas percebi outro efeito destes tempos. As crianças tinham praticamente todas um smartphone e jogavam em rede no intervalo. Coitada da Toys 'R' Us. Nunca teve hipótese.

 

Desde criança que sempre gostei de jogos. Divertem-me. "Além disso estimulam bastante a nossa inteligência!!" Esta última frase já não a digo muito. Afinal de contas já não vivo com os meus pais.

Gosto em particular de jogos em grupo. Dos ditos jogos tradicionais que ainda por cima são fáceis de jogar em qualquer lugar, até na escola. Nem precisam de ter um smartphone para jogar em rede. A sério. Acreditem. Basta estarem rodeados de amigos ao vivo e por incrível que pareça, isso basta para conseguirem jogar todos em conjunto. Estranhamente, alguns, mesmo assim, ainda vão culpar a falta de rede ou sorte quando perderem. É normal. A falta de rede é um problema muito comum em quem perde.

 

Mas quem nunca jogou o jogo da apanhada?

Daquela memória de correr ao vivo desalmadamente atrás de alguém até que, na ânsia de o apanharmos, lhe rasgamos a camisa com as nossas unhas mal cortadas de criança rebelde. Quem nunca lhe aconteceu, só espero que tenha seguido a sua vocação e seja hoje muito feliz na sua clínica de Manicura "Rose Gourmet".

Por algum motivo, o meu X-Men preferido sempre foi o Wolwerine.

 

E o jogar às escondidas?

Em que aproveitava a deixa para me esconder ao vivo ao pé da Carolina, só porque ela cheirava bem. Além disso ela era magra como eu, cabíamos perfeitamente os dois naquele móvel. Mas ela coitada era um bocadinho burrinha e insistia em dizer que não me queria lá, que não cabia, que não gostava de mim. Sempre foi muito má a calcular volumes. Coitada.

O que é certo é que embora a pequena Carolina não soubesse avaliar bem áreas e volumes, a partir de um certo momento, expulsar-me implicava fazer barulho e ser descoberta, pelo que acabava sempre por lá ficar.

Graças a mim, ela aprendeu. Coubemos. E é, hoje em dia, professora de Matemática.

 

Diz o LinkedIn.

 

E o bate o pé? Alguma memória deste?

O bate o pé era uma espécie de chat em grupo, ao vivo, em que rapazes e raparigas se alinhavam frente a frente, separados à distancia de 2 passos. Havia respeito.

Depois, com muito respeito também, era definido um esquema de números, no qual o número 1  era um simples aperto de mão e o número 10 era um valente french kiss! Este já dado com relativo respeito.

Se o rapaz ou a rapariga não quiser, tem de bater o pé. No entanto só podia bater o pé 3 vezes. Depois ou ficava e aceitava tudo, ou abandonava o jogo.

 

Antes era o "Bate o pé". Agora é o "Desliza o dedo", no Tinder. Temo que partes do corpo iremos nós utilizar no futuro para sacar beijinhos.

 

Se calhar as unhas de Wolverine ainda podem vir a dar jeito.

 

De qualquer forma, não deixem os jogos tradicionais morrer. Desliguem-se, para se ligarem.

 

Pensem na pequena Carolina, se não fossem as "aulas às escondidas", provavelmente hoje não seria professora de Matemática.

 

(imagem)

 

P.A


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O Mês de Setembro

Chegou Setembro. Aquele mês que sempre significou algo na nossa vida.

 

Principalmente para os virgens. Os de signo.

Os outros virgens? Para esses, acaba por ser mais do mesmo - outro Verão perdido.

 

Mas seja pelo regresso às aulas, de conhecer novos assuntos, novos professores, novos colegas, ou por aqueles primeiros dias de Setembro, que são sempre mais baratos para alugar uma casa na praia da Vieira de Leira, com os meus avós, ou até mesmo aquele primeiro alerta de que está prestes a terminar o namorico de verão, a verdade é que Setembro é, e sempre será, um ponto de mudança anual nas nossas vidas.

 

Pelo menos até aos meus bisnetos. Acredito que aí o Agosto seja já um novo Janeiro e o Setembro passe a sofrer de crises de ansiedade derivadas da "mês-truação" climática. Sempre atrasada.

 

Nesse momento, já será tarde. Já terão nascido novos meses e não teremos ninguém que os saiba educar.

 

Mas no caso do Setembro, nem precisamos de esperar muito para notar diferenças. As redes sociais, por exemplo, alteraram irremediavelmente aquele velho Setembro de quando eu estava na escola.

Com estes novos "cantinhos de mete nojo pessoais" passou a existir uma nova espécie de humanoide, a que eu chamo muito resumidamente de "Indivíduo que tem prazer em estragar o dia de quem está a trabalhar".

Antigamente o Setembro era o mês da inveja. As pessoas voltavam de férias e contavam como tinha sido. Havia aquela inveja imediata e pronto, ficava resolvido ali. Já era assumido e corria tudo bem.

Agora não, agora a qualquer momento vibra o smartphone e lá está o filho da mãe com os pés voltados para a piscina, rodeado de uma paisagem digna de um filme nomeado para 9 óscares e nós ali, na secretária, a olhar para uma imagem de fundo no computador, estática, sem vida, e com azar, apenas com o logótipo da empresa para admirar.

Obrigado "Indivíduo que tem prazer em estragar o dia de quem está a trabalhar". Obrigado.

 

No meu tempo de escola, as pessoas voltavam das suas férias e, algures em Setembro, juntavam-se à mesa com o seu álbum de fotos impressas para contar como tinha sido o seu verão. Era uma espécie de jogo de poker, a ver quem tinha melhor mão.

"Eu este verão estive no Dubai com os meus pais!" - era uma forte cartada.

"Eu este ano fui a Ibiza!" - também valia bastante na altura. Hoje é apenas um mero parzito de quadras.

 

Mas também, naquela altura, sem redes sociais, era mais fácil fazer bluff. O GPS e a localização nas fotos, foram invenções terríveis para este tipo de jogadores da Fonte da Telha.

 

No entanto, corríamos o risco de se arriscássemos muito no bluff, acertar exactamente no destino de outro "jogador" que efectivamente lá tinha estado. Depois, ao sermos confrontados, claro que não sabíamos responder qual era o nome do café da praia onde hipoteticamente passamos o mês inteiro. Era um azar, mas acontecia.

 

Mas entre ser apanhado a fazer bluff ou dizer que tinha estado o Agosto todo na Trafaria, sinceramente, também não sei o que (tra)faria.

 

De qualquer forma, sendo o Setembro o mês da inveja, era uma inveja passada, não se sentia aquela dor imediata e constante. Agora não, vibra o smartphone novamente e lá está o filho da mãe outra vez a ser ele. Agora a beber um gin na varanda do Resort 5 estrelas mais perfeito do mundo. 

 

E nós a gastar dados de internet. Haja paciência.

 

Bem, mas nem tudo é mau. Pelo menos neste novo Setembro já não há tanto a invejar, já se publicou tudo em Agosto.

 

Mas pelo sim pelo não, vou continuar a desligar os dados enquanto estiver a trabalhar.

 

Bom Setembro.

 

 (imagem)

 

P.A.


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O Download Ilegal de Comida

Antigamente era mais fácil e seguro. Nem se colocava a problemática dos downloads ilegais de comida.

Eu em particular, quando era um jovem bem pequeno, na altura do ensino básico, ainda antes deste tsunami de Internet, passwords e PINS para tudo, só tinha de ver se tinha as chaves de casa nos bolsos. Era este o meu pico de responsabilidade e preocupação diária. Esse e garantir que o Luís Miguel não me batia.

Bons tempos.

Graças a este período da minha vida, mais tarde, nunca falhei um sprint para apanhar o autocarro. Nada como imaginar o herculano Luís Miguel a correr atrás de mim com aquele seu grunho cavernal, para eu conseguir aquela velocidade extra para apanhar o autocarro já em andamento.

Luís, um forte abraço amigo! Obrigado por todo esse bullying prazeroso. Fez de mim uma pessoa muito mais pontual.

E magra.

 

Ora se antigamente não existia Internet, hoje em dia estamos a ficar reféns dela. Agora até os frigoríficos mais modernos se ligam à Internet e têm a sua própria password.

Esta gente não vê que é um perigo o que anda a fazer? Ainda me fazem um download ilegal da sopa e depois como é?

Quem paga os direitos do alho francês?

E se por acaso falha a rede a meio do download ilegal? Fico com a casa toda salpicada de sopa?

Eu não limpo depois, aviso já. Que lá vá o apoio ao cliente do frigorífico limpar. Eu só pedi um frigorífico normal. Não uma fonte de hackers esfomeados.

 

Era o que mais faltava, então eu agora antes de abrir um email corro o risco do frigorífico também apanhar vírus? 

Parece que já estou a ver o filme todo:

Bolas, fui tão estúpido, não percebi que era um ataque informático, cliquei no anexo do email e agora resgataram-me os alimentos todos, está tudo codificado, nem as bananas consigo abrir, nem o tupperware da sopa dá para girar. Nada. Só me aparece uma mensagem no visor da porta a exigir o pagamento de 5000 euros em bitcoins, para os resgatar. Caso contrário, só formatando o frigorífico todo. Bandidos!!

E eu que tinha lá guardado o queijo da minha avó, pleno de valor sentimental. Mas também, eu sou de facto um grandessíssimo asno. Devia era ter guardado o queijo no disco externo.

Um queijo no frigorífico? Quem faz isso? É mesmo a pedi-las.

Enfim...

 

Bom, mas enquanto estes dias não chegam e ainda não existem torrents de "Bacalhau à Brás", ou de "Ameijoas à Bulhão Pato", nem em vez de se encomendar pizza para o jantar, porque não apetece fazer nada, se vá ao site "TheFrigorificoBay.com" sacar o jantar de forma ilegal a alguém que, por acaso, não foi muito cuidadoso a escolher a sua password do frigorífico. Vão já ganhando o hábito de, quando saírem de casa, além de verificarem a água, a luz e o gás, ou se a porta ficou bem fechada, não se esquecerem de desligar o fundamental: o wireless. 

 

Caso contrário, quando voltarem, arriscam-se a não ter jantar.

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - Ah e mudem a vossa password, não deixem a de origem.

P.S2 - Jovem, "12345" não é uma boa password. Tenta de novo.

P.S3 - "123456" também não é...

P.S4 - "password" a sério? Acha mesmo que ninguém se ia lembrar desta?

P.S5 - O teu clube de futebol também não me parece uma boa opção...

P.S6 - nem o nome da tua namorada(o).

Principalmente para a tua conta do facebook... [motivos óbvios...]

 

Depois aí é que ficas mesmo sem jantar...


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