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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

E que tal ir ao Teatro?

 

Na passada sexta-feira, depois de uma semana de trabalho (as férias parece que nunca mais chegam), o P.A. queria sair de casa, e como eu já estava perto da Praça de Espanha, juntámos o útil ao agradável e decidimos ir ao teatro.

 

Apesar de nos tempos de escola não ser a fã número 1 de História (sempre me interessei mais pelas histórias de romance ao estilo de Pedro e Inês), a verdade é que gosto muito de visitar palácios, castelos e tudo o que sejam marcas da nossa história, ainda por mais sendo a nossa tão rica.

 

Talvez tenha sido um bichinho incutido pelos pais e mais tarde pela tia, que cada vez que nos vem visitar, é obrigatório organizar um programa cultural! Seja a visitar locais que tanta história têm para nos contar ou até mesmo ir ao teatro (foi ela que me levou ao Politeama pela primeira vez. Obrigada tia!). E que bem que nos faz. 

 

A tia não estava cá, mas fui com o P.A. assistir à peça Toda a Cidade Ardia, em cena no Teatro Aberto (de Quarta a Sábado, às 21h30, e aos Domingos às 16h00.). E acabou por ser um 2 em 1.

 

 

(imagem)

A história?

 

É coisa que não falta aqui. “Ana tem uma história, feita de muitas histórias, que atravessa a História.”

Através de um texto inspirador, somos convidados a viajar nos últimos 70 anos da História do nosso país, assistir à queda da ditadura e ao nascimento da liberdade, com a vida de Ana, uma jovem apaixonada, livre e sonhadora, num mundo em mudança.

E o amor? Sobreviverá a tanta mudança?

À espera?

À distância?

 

Toda a Cidade Ardia e a vida passa… Uma peça “sobre o amor e a espera(nça)”.

 

  (imagens retiradas da página de Facebook do Teatro Aberto)

 

 

O palco sempre muito dinâmico, os actores cativantes, o texto e a narração pela própria personagem, as luzes, o fumo… Esta é uma peça, com várias peças, vários tempos, várias histórias numa só. Ficamos divididos entre as mudanças de ordem política, económica e social do país (e de Paris), enquanto nos deixamos encantar com a história de Ana, e o seu amor arrebatador.

 

 “Tristes são os olhos do amor, quando acordam vazios.”

 

Parabéns a todo o elenco!

Obrigada pelo serão bem passado!

 

Para os mais românticos, para os menos românticos, para os apaixonados pela História de Portugal, deixem de ler o post, juntem amigos e vão ver esta peça! A cultura portuguesa merece o nosso apoio.

Continua em cena na Sala Azul do Teatro Aberto até ao próximo dia 30 de Julho.

 

 

A namorada que apanhou o bouquet

 

P.S.: E se eu vos disser que esta última citação foi a frase que mais marcou o P.A.? (O rapaz tem sentimentos... )

 

P.A: Marcou, mas só um bocadinho. Não se preocupem. E foi no braço. Ali de lado. 


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Não é só Quase Normal, é anormalmente Bom

Gosto de musicais. Já o P.A… Estava a mostrar-se reticente.

O facto de ser o Henrique Feist um dos actores, encenador e responsável pela tradução, facilitou-me a tarefa. Um dos ídolos de pequeno do P.A. é o Songoku (a quem Feist ainda hoje empresta a voz). Obrigada Henrique Feist. 

E foi assim que o consegui levar ao Casino Estoril.

Quase Normal, um musical da Broadway, escrito por Brian Yorkey e com música de Tom Kitt, ganhou vida em Portugal através da produtora Artfeist.

 

qnormal.png

(Imagem)

 

E posso-vos dizer que este musical de rock, cantado em português, nos deixou agarrados à cadeira o tempo todo. Um misto de drama e humor, bem vivos, durante duas horas de peça que mais nos pareceram 5 minutos. Uma história em redor de um filho (Gabe – Valter Mira) e da mãe que sofre de bipolaridade (Diana – Lúcia Moniz), o que afectou a sua relação com o marido (Dan – Henrique Feist), que vive na ilusão de normalidade.

Os efeitos da doença mental e as tentativas da sua cura marcam o desenrolar da história.

Natalie (Mariana Pacheco) é a filha que vive e sofre com esta realidade, e Henry (André Lourenço), um colega seu que tenta resgatá-la destes sentimentos.

Por fim, o Dr. Madden (Diogo Leite) representa uma sátira perfeita ao acompanhamento médico neste tipo de casos. 

 

Next to Normal estreou-se na Off Broadway em 2008, venceu o prémio dos Outer Critics Circle Award para melhor partitura, e teve duas nomeações para Melhor Atriz e Melhor Partitura para os Drama Desk Awards. Em 2009 chega finalmente à Broadway!

Foi nomeado para 11 Tonys e venceu três (Melhor Partitura, Melhor Orquestração e Melhor Atriz), assim como venceu também o prémio Pulitzer, para Drama, em 2010. É o oitavo musical de sempre digno de tal honra.


  

quase.png

  (Imagem)

 

O palco com dois andares, o som, a música tocada ao vivo, o jogo de luzes, os cenários dinâmicos e aquelas vozes emocionalmente mágicas fizeram com que o nosso serão passasse a voar, e com que os musicais ganhassem um novo admirador (o P.A.).

Todo o elenco foi muito bem escolhido. Confesso que não conhecíamos tão bem o Valter Mira, o André Lourenço e o Diogo Leite. A Mariana Pacheco apenas dos trabalhos de televisão. Foi uma agradável surpresa! Já a Lúcia Moniz e o Henrique Feist, sabíamos que iriam brilhar (não seria de esperar outra coisa deles). Mesmo assim, superaram as expectativas!

 

A Lúcia Moniz é de facto, como Feist carinhosamente lhe chamou, “um monstro dos palcos”!

 

 (Facebook da Lúcia Moniz)

 

Alguém por aí já assistiu a este musical? Contem-nos tudo!

Se ainda não assistiram, mas ficaram com muita vontade de o fazer…  Apressem-se! Continua em cena no Auditório do Casino Estoril só até este domingo, dia 2 de abril.

Vamos apoiar a cultura portuguesa!

 

 

Parece que está a tornar-se “quase normal” eu dar um pulinho aqui…

A namorada que apanhou o bouquet


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