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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Aquelas pessoas que embirram com o telemóvel

 

Hoje em dia toda a gente tem o seu próprio telefone no bolso, mas antigamente não era assim.

Antigamente existia "o telefone". Era uma "coisa" que existia numa divisão da casa e que até tinha direito a uma mesa própria.

Um luxo de tal forma que não se deixava ao alcance das crianças.

 

E como era marcar o número num telefone de casa?

Era preciso girar uma espécie de roda de números de acordo com o que queríamos para se registar o correcto, um a um, sempre uma voltinha. E se houvesse engano não havia como apagar e escrever o dígito de novo. A solução era colocar o telefone no descanso e voltar tudo do início.

Por aqui fica fácil perceber como eram odiadas aquelas pessoas que tinham 0's e 9's no seu número. É que quando tinha de ligar para alguém assim,  acabava sempre por me perguntar se valeria o trabalho dos 10 minutos de marcação, só para avisar o Zé Luís que a Joana Meireles afinal é mesmo bruta. 

"Deixa lá, ele amanhã na escola vê a minha nova cara". E já não havia chamada.

 

Isto era assim há não muitos anos atrás!

Agora deve ser uma maravilha! Tudo altamente moderno e sofisticado, com GPS, MP3, internet, agenda, jogos, tudo, as pessoas devem adorar:

"Eu odeio este telemóvel!"

"Que lentidão!"

 "Carrego aqui e não acontece nada, olha para isto!"

 

A sério?

Por favor pare. Pare de ser o rapaz gordo do 8ºano sempre zangado e a fazer birra. Tire lá essa cara!

Até o smartphone mais horrível do planeta é um milagre para quem há uns anos usava "o telefone"!

E dar-lhe uns segundos não? É que ele parecendo que não ainda vai à Lua e volta!

Deixe lá o milagre funcionar, aquela coisa mágica que pega no que você acabou de dizer ou escrever e projecta-a a quilómetros de distância se calhar ainda demora qualquer coisa na viagem. Desculpe lá uns segundinhos antes de voltar chamar o miúdo gordo outra vez.

E digo-lhe mais, não tem de partilhar sempre os seus lamentos tecnológicos com as pessoas à sua volta, principalmente quando reclama que no seu smartphone o Youtube nunca mais carrega. 

 

É que na realidade ninguém quer saber se a música que quer ouvir da Maria Leal está a demorar a carregar ou não. 

 

 (imagem)

 

P.A


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SmartJogos

Belo trocadilho multi-linguístico ali no título hein?

 

Bom...

 

Que coisa fantástica esta de um telemóvel correr jogos que envergonhariam a minha simpática Mega Drive 2. (quem tem menos de 25 anos consulte aqui, por favor.)

Mas esta nova rotina do fácil acesso ao jogo também pode alterar as nossas vidas.

Eu dou por mim a ir voluntariamente à segurança social só para poder ter finalmente tempo para acabar o enigma impossível do nível 21.

E quando estou mesmo aflito, que aquele anormal do Hugo já me passou no score outra vez, até digo à rapariga que apanhou o bouquet, que o que gostava mesmo de fazer num sábado à tarde era ir ver as últimas novidades Primavera-Verão da Primark. Duas vezes.

E como os olhos dela brilham!

Duas vezes!

 

Na realidade, o segredo para uma relação feliz é encontrar um smarphone com bateria suficiente para aguentar o tempo que ela está nas compras. 

Só precisam de enquadrar os tempos mortos do jogo, com os que ela pergunta "E esta fica-me melhor?" De resto, ela não vai notar que estamos autênticos Corcundas de Smartdame a tarde toda.

 

 Imagem

 

Um coisa é certa, quem inventou isto de certeza que estava com palpitações à espera da madame numa Zara qualquer... 

 

Ou isso ou pernoitou ali nas Finanças.

 

E sim já te passei Hugo.

Este fim de semana és tu quem vai ao shopping. 

 

P.A


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