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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Os Preços Estratosféricos do Restaurante "Made in Correeiros"

O recente caso do "Made in Correeiros" [o caso do restaurante que cobra valores absurdos aos clientes que não estão informados] na baixa Lisboeta, veio mostrar como se pode brincar facilmente e sem vergonha nenhuma, com a vergonha alheia.

Numa espécie de "vou-te enganar à descarada, porque para mim és apenas um totó educado e com vergonha de parecer pobre".

 

O esquema é de tal forma bem feito que funciona qual acto de ilusionismo. Tudo começa com as assistentes/empregadas(os) à porta, para nos distrair e atrair para o restaurante. Depois apresentam uma carta com valores mais ou menos acessíveis. No entanto, ao escolher, nunca existe o prato. Então essas mesmas assistentes indicam alternativas e, por educação, acreditamos que são no mesmo intervalo de preços. O número de ilusionismo já vai a meio.

Comemos e no fim acaba o truque, chega a conta. Nem percebemos bem o que aconteceu, mas temos 500 euros para pagar. Fim da ilusão.

 

A única diferença aqui, para os números de ilusionismo em que nos é solicitada uma nota, é que no fim ainda a recebemos de volta. Intacta.

Aqui não. Aqui só resta uma cara pálida do cliente, que por educação nunca perguntou preços e que agora tem vergonha de não pagar.

 

Mas ser ilusionista é isto. É todo um saber da arte de bem enganar quem tem à sua frente. Tudo sem a vítima perceber qual foi o truque envolvido. Só sabe que aconteceu, mas nunca se apercebe que estava a cair em tal engano até o número terminar.

 

Já "Tolkien", nos seus livros de "Senhor dos Anéis", nos alertara para tal comportamento social.

 

Enquanto o nosso ilusionista "Luís de Matos" optou por ser "Gandalf the White", do bem, o "Xula" [alcunha do dono do restaurante], virou-se para o lado oposto, numa espécie de "Saruman" chico esperto das trevas da restauração.

O cliente será pois claro Frodo, o pequeno rapaz que tem por "hobbit" ser muito educado e que, embora não tenha muitas posses, honra sempre as suas dívidas. Nem que para isso tenha de ir ao limite para derreter o anel dourado que lhe fora cedido pelo tio. E nada melhor que ir ao "Mordor in Correeiros" para o fazer.

 

Mas quem é este Xula afinal?

O génio de tal negócio chama-se na realidade José Cardoso, o que para o seu tipo de negócio obviamente não pegaria. Era como se o Saruman fosse o Joaquim Esteves. Por muita bruxaria que fizesse, muito feitiço, nunca deixaria de ser o "Quim do mal" ou simplesmente "O Esteves". Ora nenhum destes nomes é levado a sério, principalmente no negócio das trevas da restauração. Pelo que Xula, encaixa perfeitamente.

Além disso, não deixa de ser uma forma analfabeta de conjugar o verbo chular. É mais do que perfeito.

 

E que fazia Xula antes desta vida nas trevas da restauração?

Embora parte do seu plano hoje em dia, passe por não apresentar a carta no seu restaurante, nos anos 90, este senhor já dava cartas do seu profissionalismo. Era mesmo uma referência nacional na arte de carteirismo no eléctrico 28. Terá sido nesta formação profissional [na universidade da vida], nas belas artes de coleccionar carteiras alheias, que terá aprendido grande parte da informação que hoje utiliza no seu restaurante:

 

1- aprendeu que a carteira dos turistas é normalmente mais pesada.

E que afinal "O turista só vem uma vez, podemos enganar e não é preciso fidelizar"

2- aprendeu a subtileza de saber retirar dinheiro sem as vítimas darem conta, sendo que quando se apercebem, já é tarde demais.

 

De facto, já dizia a minha avó, é sempre diferente quando lidamos com alguém formado na área antes de abrir o seu primeiro negócio. Nota-se aquele jeito mais profissional. Mais apto. Mais preparado. Mais refinado.

 

É outra coisa.

 

Por isso, se puderem, dêem lá um pulo. Mas cuidado! Não comam, nem bebam.

 

Não sejam Frodos.

 

 (imagem)

 

P.A

 

 

Como extra, deixo-vos 10 dicas para não serem Frodos:

 

1- Perguntar ou tentar ver os preços antes de pedir. Nada de se armarem em clientes educados do bem ou que não querem parecer agarrados.

2- Assumir que por muito gira/giro que seja o empregado, se ele sugere algo, é porque é caro.

3- Se por acaso estás a jantar com outro Frodo  que acabou de comer uma tosta mesmo sem saber o preço, o mal está feito!

Come o resto todo! Pagas o mesmo!

4- Restaurantes sem carta, menus ou preços à porta, é zona extremamente radioactiva para carteiras mais pequenas. Evitar exposição.

5- Dica anti "Xula" e "Made in Correeiros": Perguntar sempre o preço do que não está no menu.

6- Principalmente em grupos grandes, tentar manter o registo de bebidas. 43 imperiais não são o mesmo que 34. Embora os números sejam os mesmos.

7- Sobremesas. Aqui deixo em aberto. Pesar bem a possibilidade de vir a participar no Peso Pesado versus os 5 euros ou mais da Mousse que vais poupar. 

8- O café - Se estão dispostos a pagar até 5 euros, podem ignorar esta dica.

9- Conferir sempre a conta no fim. E se estiver mal, reclamar. Seja uma bebida a mais, ou a menos. Essa parte do Frodo devem manter. A humildade de dizer que falta uma cola é algo que prezo bastante nesta vida. Isso e a Maria Vieira offline.

10- O mais importante de todos: Seguir este blog.

 

 (imagem + imagem)


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