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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O verdadeiro primeiro dia de aulas

Com esta temática toda do regresso às aulas pus-me a pensar em todos os meus primeiros dias de aulas.

Cheguei então a uma conclusão:

 

O verdadeiro primeiro dia de aulas é o do primeiro ano da primária. É o primeiro choque. Não temos referência. O colégio da na minha altura, não se comparava, ou pelo menos não me preparou em condições. O primeiro dia na primária, é aquele verdadeiro filtro do miúdo mimado, do que não gosta dos pais e por isso nunca chora, ou daquele que ainda não tem personalidade para tomar qualquer tipo de decisões e limita-se a imitar os restantes.

Eu fui os 3.

Sim, ainda hoje me lembro daquele momento em que os encarregados de educação deixam os seus filhos na sala de aula, naquelas mesas todas ligadas em forma de U, rodeado de outros miúdos que, tal como eu, não sabiam como foram ali aterrar. Uma espécie de reunião de crianças anónimas com problemas de adição, em que se chora igualmente pela ausência da sua "heroína". A mãe.

 

Mas voltando a mim. Sentei-me e vi a minha avó a acenar. Vejo outros pais a fazerem o mesmo. Estava bem com aquilo, pensei que era um jogo, acenei também. Mais tarde soube que dei uma falsa sensação de segurança à minha avó, que foi toda orgulhosa para casa, a pensar que eu já era um homenzinho. Comecei cedo a simular a minha postura de macho alpha. Tretas.

A minha avó sai. Os outros pais saíram.

De repente, aquelas crianças aparentemente normais, tornam-se em pequenos monstros piegas, mimados e irritantes! Iniciam um choro em sintonia gritante sem qualquer pré-aviso. Não percebo o que se passa! Não me passaram o guião? Também sou criança.

Olho para o lado e vejo uma cara de criança de boca aberta, desfigurada de tanto choro, olho para o outro lado, outra ainda mais feia e ranhosa. Imperava a confusão e berro!

Se foi por não ter personalidade, ou por susto com tanta cara feia não sei, a verdade é que desatei a chorar ainda com mais afinco e cara feia do que os restantes. De tal forma que ligaram para a minha avó.

 

Ganhei. Entrei no grupo. Fui aceite. Respeitam-me.

 

Não interessa o motivo, só sei que já vão todos querer brincar comigo. Ganhei o óscar do chorão da primária que até a avó tiveram de chamar. Sou famoso.

 

Quando tiver um filho vai receber a dica do pai. Aproveita bem o primeiro dia da primária. É o único dia da tua vida em que chorar em público te pode tornar no líder da turma. 

Não te preocupes filho, a dignidade é algo que só se adquire depois. No segundo módulo do segundo ano.

 

Se soubesse tinha chorado ainda mais. Até as meninas sabiam quem eu era.

 

Hoje em dia, já choro menos. Perdão, não se diz chorar. Macho Alpha não chora. Diz-se "Entrou-me uma coisa para o olho" que é algo bem mais machão de se dizer. 

Mas por acaso a última vez que chorei, foi quase ao nível da primária. Fiquei igualmente desfigurado, contaram-me. E tudo por causa de uma maldita alergia.

 

Sou alérgico a bouquets.

 

 (imagem)

 

P.A.

 

P.S- Um abraço especial para a malta estudante. Animem-se! Já só faltam 9 meses para as férias grandes.


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O Café dos nossos dias

O café, ou de forma mais correcta, a baga do café, foi descoberta não por humanos curiosos mas sim por pequenas cabritas que, não satisfeitas com o seu cardápio habitual, resolveram esticar um pouco mais a sua língua para recolher aquela baga extra que habitava em seu pasto verde. São cabras, que esperavam? Estão sempre à procura de bagas comprometidas e que não lhes dizem respeito.

A partir desse momento, em que devoravam aquelas pequenas bagas, qual Popeye com o seu espinafre, desataram numa correria e gritaria desenfreada, deixando os seus pastores bastante intrigados e, ao mesmo tempo, frustrados com tal situação. Principalmente por ainda não existir YouTube e não poderem partilhar com os amigos.

 

Sem essa hipótese de partilha global, restou apenas recolher o produto e trabalhá-lo para consumo próprio. Tomando eles próprios o dito café.

Nascia assim o primeiro caso de dança Maria Leal, em humanos.

 

Desde esse tempo até agora, o café foi mudando. Embora exista ainda muita cabra que o tome. 

 

A verdade é que tomar um café é, hoje em dia, muito mais do que uma procura de doping pessoal para exibições de dança fabulosas. É um acto social.

De tal forma complexo e importante na nossa comunidade, onde assume, actualmente, vários papéis sociais de relevo .

 

Por exemplo, queremos convidar aquela pessoa para sair:

"Queres sair comigo para te conhecer melhor e fingir que te oiço, mas depois vou estar apenas a olhar para os teus lábios fantásticos e incrivelmente sedutores?" Não me parece que resulte.

Todos sabemos que sinceridade numa relação amorosa, só depois do casamento.

Felizmente, temos o álibi perfeito. Podemos simplesmente dizer: "Queres ir tomar um café?".

 

E o nosso chefe, quando queremos sair da nossa mesa em pleno horário laboral?

"Não me apetece fazer isto que me mandou fazer agora, vou lá abaixo e já venho!" Não me parece que resulte também.

Todos nós sabemos que sinceridade numa relação laboral, só 5 segundos antes de nos despedirmos.

Felizmente, temos o saco de boxe do costume - o café.

 

E o que pode permitir a um homem pobre, encher o peito, e pagar aos amigos? 

Isso mesmo, o café.

(E apenas isso. Pastel de nata, a tua prima!)

 

Por fim, o que pode a mulher ou homem mais ciumento permitir ao seu par sair de casa sozinho, para ir tomar algo? 

Exacto. Nada.

O café é bom, mas não resolve relações disfuncionais.

 

Além destes factores sociais em que somos salvos pelo café, beber um café assume sempre o próprio "acto de pedir o café":

 

P.A: "Era um café se faz favor"

Empregada gira: "Era? já não é?"

Cria-se logo um momento de humor/tensão entre o receptor e o emissor.

Dependendo se o cliente acha o empregado giro ou não, abre-se logo uma janela, ou para pedir o número de telefone, ou o livro de reclamações.

 

De qualquer forma, em ambos os casos, contamos assinar no fim.

 

E tudo graças ao café.

 

Obrigado cabritas.

 

(imagem)

 

P.A


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31 de Agosto - O Dia Internacional do Blog

Se por ventura se aperceberam de algumas notícias a alertar para um possível atentado na capital portuguesa na passada quinta-feira, não sonharam. Foi mesmo verdade.

Eu posso confirmar.

E tudo por culpa de uma equipa altamente especializada em organizar eventos.

 

Falo do blog Ela e ele, ele e Ela, esses indivíduos perigosamente boas pessoas que conheci.

 

Eu explico.

Nesta quinta-feira participei num jantar comemorativo do dia do Blog em Lisboa, organizado por este casal. E foi um verdadeiro atentado.

 

Um atendado à antipatia, à tristeza e à desigualdade [estando os rapazes em larga minoria, fui tratado como se fosse uma delas - por favor, tentar ler esta frase de forma masculina] e no fim ainda recebi prendas. Parecia o Natal que sempre quis, só que só recebia barbies e cremes.

Mentira. Até nisso o tal casal perigoso pensou.

Todas as prendas que recebi eram adequadas ao género descrito no meu cartão de cidadão. Pena, porque vi lá um verniz que é a cara do meu dedo grande do pé.

 

Mas além das prendas - o aspecto mais importante da noite - também estavam por lá pessoas.

 

E se há um traço comum que posso tirar do perfil de bloggers que vão a um jantar comemorativo do dia do Blog, é a simpatia. Sejam blogs/youtubes de moda, alimentação, ou Lifestyle em geral, a simpatia domina por tais reinos.

 

É claro que foram estas pessoas as verdadeiras prendas. Se não seguem já, podem espreitar aqui:

ChocopinkA PrincesaVitor360Living in B's ShoesEssenciais por Marta V.Flowers and LipsticksLa Vie en Rose - LifeStyle BlogGirls & BangsSaltos de CristalBy.alexandramarquesCidade do Pecado - Daniela M.A Guida É que SabeOs Contos da menina-MulherRosa ChicletA culpa é das bolachasSara Torres - Blog Miss ChiaA minha namorada apanhou o bouquet)

(excepto uma em particular que irá perceber quem é quando ler esta frase)

 

Por isso façam como eu. 

Para o dia do blog de 2018, criem já um blog. Nem precisa de ter piada, qualidade, nem nada - basta verem pelo meu - depois só precisam de treinar a cara de coitadinho nº 3 para poderem ir. 

 

O ponto fraco deste casal organizador é a bondade.

 

Vamos usar isso contra eles.

 

Depois de lá estarem, aí sim preparem-se para conhecer blogues de sucesso e aprenderem com quem sabe!

(imagem)

 

P.A

 

 

Evento apoiado pelas seguintes marcas:

Pims Cake DesignCarmex - PortugalKoincidGinja d'Óbidos Vila das RainhasSealgaeWonderlandboxFlying Tiger PortugalLDJstore JóiasPmenor- Presentes ComestíveisGloodFiliMarcEmbelezeLicor 35 - Creme de Pastel de Nata


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O Topless

Existem sentimentos mistos no que trata ao Topless.

Eu sou a favor. Todos nós devemos ser livres de poder tomar essa decisão. Mas por outro lado, existem alguns casos que fazem confusão a alguns rapazes.

Fica-se então pelo seguinte: 

SIM ao Topless

*excepto em homens com mamas.

(Cria confusão desnecessária no cérebro masculino.)

 

 

Para quem não sabe, Topless é a arte divina que uma donzela tem de, ao retirar a parte superior do seu biquíni,  transformar a maioria dos homens em seu redor em homus poucus sapiens et extremamentus atentus.

 

Esta espécie masculina é caracterizada pela sua inabilidade pública de conseguir desviar o olhar de tal ausência de tecido e geralmente padece de torcicolos crónicos. Alguns, mais chico espertos, apresentam sinais de uso e abuso de óculos de sol - ignorando o facto dos seus olhos, mesmo assim, estarem visíveis para todos.

Têm como hábito, numa semelhança à reza islâmica, de se virarem na toalha sempre orientados, não para Meca, mas sim para o Topless. E assim ficam horas. Na sua reza. Religiosamente orientados. 

 

Como eu sou preguiçoso e conheço este comportamento masculino, sempre que chego a uma praia e sinto o chamamento "divino" não perco tempo em busca de "Mecas", sinceramente não me preocupa, afinal de contas basta olhar para os olhos dos machos que já lá estavam e já o fizeram por mim antes.

Nunca me falharam nas suas rezas.

 

No entanto, como normalmente estão acompanhados por conhecidos/família/amigos gostam de se manter publicamente ateus ou então fiéis sim, mas apenas à religião da sua companheira. Pelo que acabam por realizar a sua reza a "Meca" sempre de forma clandestina, como se um acaso do destino se tratasse e nunca fosse essa a sua real vontade, numa espécie de "calhou estar virado para ali", como se os seus movimentos na toalha fossem todos eles inocentes, arbitrários e insuspeitos.

Se por ventura um amigo/marido/namorado/vizinho/etc vosso voltar de férias com um escaldão apenas no braço direito, já sabem para onde fica "Meca" este ano, na Praia da Rocha.

 

Para os mais desnorteados fica claro o porquê de a praia do Meco se chamar Meco. É auto-explicativo. Afinal de contas é a praia mais "religiosa" de Portugal, conhecida pela peregrinação constante dos religiosos mais fundamentalistas do topless: os nudistas.

 

 

Aos mais ateus, aconselho a não ir. Até porque seriam vocês os observados.

 

Afinal de contas iam ser vocês os Adão e Eva que comeram a maçã. Ali todos vestidinhos e infiéis.

 

(imagem)

 

P.A

 


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Como escolher o homem certo

Como hoje, por essas 7:44, foi registado um pequeno sismo (de 4,3) com epicentro em Sobral de Monte Agraço, sentido também por toda a Lisboa e eu sempre sonhei escrever artigos dignos desta nova categoria que anda muito na moda, a "Lifestyle", percebi este sinal da natureza e junto finalmente o útil ao agradável, aqui no blog.

 

Natureza podes descansar. Deixa lá de brincar ao Jenga com as placas tectónicas. Eu cedo à tua chantagem física.

 

Vamos lá ser "Lifestyleiro" e "Cool" e "In" e "yes".

 

Certamente já se questionaram alguma vez na vossa vida:

Estão com uma pessoa. Tudo parece correr bem na vossa relação. Mas como saber se aquele jovem masculino mais ou menos robusto que está ali à vossa frente é realmente o ideal para vocês?

Até agora parece ser uma pessoa normal. Fala, é bom sinal, e até tem algum sentido de humor. Mas chegará esta primeira impressão?

Foi realizado um estudo que concluiu que as mulheres demoram, em média, cerca de 7 segundos até saberem se alguma vez vão gostar daquele homem. A tal chamada primeira impressão.

Mas será obra do vosso instinto feminino, que desconheço, a funcionar? Ou depende apenas da quantidade de Axe com que ele se regou antes de aparecer?

Eu e a Axe preferíamos certamente a segunda. Mas embora ajude "Axionar" essa perfumada rega antes de vos conhecer, mesmo assim não é garantido o sucesso nesta vossa primeira análise.

 

Por isso, apresento-vos 3 dicas infalíveis para ajudar a não serem surpreendidas quando já for relativamente tarde, naquela a que chamo de noite de todas as verdades: A noite de núpcias.

Quando, qual filme do "Senhor dos Anéis", o vosso pequeno e eterno Romeu, depois de colocar o anel no seu dedo se transforma num Gollum alucinado. Tudo porque o Benfica fez outra vez uma má pré-época.

 

Embora tema represálias por revelar informação altamente confidencial sobre a irmandade masculina, selada por décadas e décadas de evolução testosteronal, como me pagaram um café (dos cheios), aceitei divulgar.

 

Aqui vai: 

  

  • Olhem sempre para o porta-chaves dele

 

Sim. Porta-chaves. Um porta-chaves masculino diz muito sobre um homem.

Um homem só com uma chave, é um homem só com uma casa ou só com um carro. Aquela chave garantidamente não abre os dois.

Por isso, ou vive com a mãe, ou no carro.

Por outro lado, um homem com mais do que 5 chaves. É mais problemático, provavelmente, não terá tempo para vocês.

E pela certa terá já outra família...

 

Sugiro que procurem então um homem com 5 chaves. Nem mais, nem menos. É esse o homem ideal.

Curiosamente, nem me tinha apercebido que é o exacto número de chaves que tenho actualmente no meu porta-chaves. Coincidência.

 

 

  • Ponham-no a falar com a avó

 

Sim é um óptimo teste. Se ele não fizer aquela voz fininha de netinho da vóvó, não tem coração. Tem uma pedra.

E eu não digo isto porque fui gozado quando aconteceu a primeira vez e agora tinha de dar a volta à situação. Não. Foi um estudo que li também.

 

 

  • Acompanhem-no num hobbie dele

 

Seja ir ao estádio ver futebol, seja a colar selos ou a jogar FIFA ou PES. Tem de ser algo que ele goste bastante, para estarem no ambiente dele.

Se por acaso forem ao estádio ou estiverem com ele no auto-denominado "tempo de Playstation" e não lhe ouvirem um único palavrão, é normal. Está tudo bem. Mas se por ventura ele for dos que gosta de colar selos e nesse período não lhe ouvirem soltar nenhum tabuísmo, aí sim, desconfiem. Está-vos a esconder alguma coisa.

Ninguém de bem cola selos sem recorrer à asneirola. 

 

 

 

(imagem)

  

Depois digam como correu.

 

E se sentirem aquele tremer quando virem o tal rapaz, não "sismem" logo que é o tal. Pode ter sido apenas outro sismo de 4.3.

 

P.A


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O Café em Horário Laboral

Beber um café em horário laboral é, para a maioria das pessoas que conheço, um acto social.

 

Muito embora, para mim, pela minha observação, seja para alguns apenas um mero escape do trabalho, numa espécie de desculpa perfeita que o chefe não leva a mal, só para conseguirem saltar, nem que seja por um bocadinho, a cerca laboral obrigatória. 

Era como quando a nossa mãe só tolerava as nossas saídas com o Carlitos, porque era um bom rapaz e confiava nele.

Com o café, agora é a mesma coisa. O Café é nosso Carlitos na fase adulta.

 

"Oh Chefe vamos ali ao café!" ou "Oh Mãe vou sair com o Carlitos"

Não existe grande diferença. 

Ambas as situações sofrem de aceitação tácita, nem o Chefe ou a Mãe necessitam de responder.

Não se questiona, informa-se. E está tudo bem.

 

Agora pensem nisto, quando alguém vos disser que já bebeu 7 cafés e ainda são 11 da manhã.

 

Mas além deste grupo de alguns calões laborais que, se calhar, nem gostam de café, existem ainda outros que afirmam necessitar do café por motivos bem mais dignos: "O alívio do seu trânsito intestinal."

 

É que se não beberem aquele café, ficam automaticamente presos para sempre numa sexta-feira à tarde de verão, sem ar condicionado intestinal em plena hora de ponta visceral e com 4 acidentes no tabuleiro da tripa 25 de Abril!

E só aquele café, naquele exacto instante, poderá rebocar todos aqueles "veículos" sinistrados que impedem a circulação normal da via e devolver assim o tão desejado alívio.  

 

Sucede que, este senhores, são, na realidade, ainda mais inteligentes que os anteriores.

 

Tudo porque usam as duas armas mais anti-laborais toleráveis em simultâneo. A ida ao café e a ida ao WC.

Depois do "Oh chefe vamos ali ao café!" regressam em grupo e, perante os olhares dos outros que só foram beber café e se preparam para retomar o trabalho, soltam então a graçola mais utilizada para estes momentos:

"Vou ali fazer algo que ninguém pode fazer por mim!" - enquanto circulam em passo acelerado numa espécie de "rebentaram-se me as águas intestinais", mas que por algum motivo acham que ninguém nota.

[um conselho de amigo: nunca sigam uma pessoa que se apresente nesta situação visceralmente débil. Não questionem.]

 

Bom e por fim, após tão difícil parto, lá voltam finalmente ao trabalho, 35 níveis de Candy Crush depois.

 

Mas além dos tais calões e dos agarrados ao café por motivos intestinais, existem ainda os "tensionistas", aqueles a quem o estado lhes deu uma "tensão" baixa e recorrem ao café como se de um empréstimo de tensão se tratasse.

No fundo, estes usam o café como uma espécie de viagra da tensão arterial. E depois como adoram falar sobre a sua tensão e de como ela sobe extraordinariamente, logo após tomarem [outra analogia com  viagra]:

 

 "Ontem estava com a minha esposa e deu-me uma tontura, ia caindo e tudo, fui medir e tinha 9/4! Veja lá!"

 "Isso é mesmo baixo amigo! E depois?"

 "Depois fui tomar um café e subiu-me logo para 12/7!"

 "Uau, olhe eu tenho um amigo meu africano e ele diz que tem a dele sempre a 26/13!"

 "Eh pa, estou a ver que sempre é verdade a fama dos africanos no que trata a ter tensões realmente abastadas."

 

 

No meu caso e embora seja também dono de uma costela africana, o café faz-me bem. Mas não sou como os restantes meio calões ou desconhecedores de bifidus activos para regular a flora intestinal. Nada disso, eu tenho toda uma justificação lógica e construtiva para gostar de café.

Eu gosto de café simplesmente pelo ar saudável com que deixa os dentes do meu colega da frente. É refrescante para mim observar tal picasso dental, abstrai-me de todo o resto. Alivia-me bastante de todo aquele stress diário.

 

Obrigado café.

 

Por isso posso dizer que me incluo num último grupo: o grupo dos que o café lhes alivía o stress.

 

Mesmo não bebendo.

 

E vocês?

 

 

 (imagem)

 

P.A 


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Os Preços Estratosféricos do Restaurante "Made in Correeiros"

O recente caso do "Made in Correeiros" [o caso do restaurante que cobra valores absurdos aos clientes que não estão informados] na baixa Lisboeta, veio mostrar como se pode brincar facilmente e sem vergonha nenhuma, com a vergonha alheia.

Numa espécie de "vou-te enganar à descarada, porque para mim és apenas um totó educado e com vergonha de parecer pobre".

 

O esquema é de tal forma bem feito que funciona qual acto de ilusionismo. Tudo começa com as assistentes/empregadas(os) à porta, para nos distrair e atrair para o restaurante. Depois apresentam uma carta com valores mais ou menos acessíveis. No entanto, ao escolher, nunca existe o prato. Então essas mesmas assistentes indicam alternativas e, por educação, acreditamos que são no mesmo intervalo de preços. O número de ilusionismo já vai a meio.

Comemos e no fim acaba o truque, chega a conta. Nem percebemos bem o que aconteceu, mas temos 500 euros para pagar. Fim da ilusão.

 

A única diferença aqui, para os números de ilusionismo em que nos é solicitada uma nota, é que no fim ainda a recebemos de volta. Intacta.

Aqui não. Aqui só resta uma cara pálida do cliente, que por educação nunca perguntou preços e que agora tem vergonha de não pagar.

 

Mas ser ilusionista é isto. É todo um saber da arte de bem enganar quem tem à sua frente. Tudo sem a vítima perceber qual foi o truque envolvido. Só sabe que aconteceu, mas nunca se apercebe que estava a cair em tal engano até o número terminar.

 

Já "Tolkien", nos seus livros de "Senhor dos Anéis", nos alertara para tal comportamento social.

 

Enquanto o nosso ilusionista "Luís de Matos" optou por ser "Gandalf the White", do bem, o "Xula" [alcunha do dono do restaurante], virou-se para o lado oposto, numa espécie de "Saruman" chico esperto das trevas da restauração.

O cliente será pois claro Frodo, o pequeno rapaz que tem por "hobbit" ser muito educado e que, embora não tenha muitas posses, honra sempre as suas dívidas. Nem que para isso tenha de ir ao limite para derreter o anel dourado que lhe fora cedido pelo tio. E nada melhor que ir ao "Mordor in Correeiros" para o fazer.

 

Mas quem é este Xula afinal?

O génio de tal negócio chama-se na realidade José Cardoso, o que para o seu tipo de negócio obviamente não pegaria. Era como se o Saruman fosse o Joaquim Esteves. Por muita bruxaria que fizesse, muito feitiço, nunca deixaria de ser o "Quim do mal" ou simplesmente "O Esteves". Ora nenhum destes nomes é levado a sério, principalmente no negócio das trevas da restauração. Pelo que Xula, encaixa perfeitamente.

Além disso, não deixa de ser uma forma analfabeta de conjugar o verbo chular. É mais do que perfeito.

 

E que fazia Xula antes desta vida nas trevas da restauração?

Embora parte do seu plano hoje em dia, passe por não apresentar a carta no seu restaurante, nos anos 90, este senhor já dava cartas do seu profissionalismo. Era mesmo uma referência nacional na arte de carteirismo no eléctrico 28. Terá sido nesta formação profissional [na universidade da vida], nas belas artes de coleccionar carteiras alheias, que terá aprendido grande parte da informação que hoje utiliza no seu restaurante:

 

1- aprendeu que a carteira dos turistas é normalmente mais pesada.

E que afinal "O turista só vem uma vez, podemos enganar e não é preciso fidelizar"

2- aprendeu a subtileza de saber retirar dinheiro sem as vítimas darem conta, sendo que quando se apercebem, já é tarde demais.

 

De facto, já dizia a minha avó, é sempre diferente quando lidamos com alguém formado na área antes de abrir o seu primeiro negócio. Nota-se aquele jeito mais profissional. Mais apto. Mais preparado. Mais refinado.

 

É outra coisa.

 

Por isso, se puderem, dêem lá um pulo. Mas cuidado! Não comam, nem bebam.

 

Não sejam Frodos.

 

 (imagem)

 

P.A

 

 

Como extra, deixo-vos 10 dicas para não serem Frodos:

 

1- Perguntar ou tentar ver os preços antes de pedir. Nada de se armarem em clientes educados do bem ou que não querem parecer agarrados.

2- Assumir que por muito gira/giro que seja o empregado, se ele sugere algo, é porque é caro.

3- Se por acaso estás a jantar com outro Frodo  que acabou de comer uma tosta mesmo sem saber o preço, o mal está feito!

Come o resto todo! Pagas o mesmo!

4- Restaurantes sem carta, menus ou preços à porta, é zona extremamente radioactiva para carteiras mais pequenas. Evitar exposição.

5- Dica anti "Xula" e "Made in Correeiros": Perguntar sempre o preço do que não está no menu.

6- Principalmente em grupos grandes, tentar manter o registo de bebidas. 43 imperiais não são o mesmo que 34. Embora os números sejam os mesmos.

7- Sobremesas. Aqui deixo em aberto. Pesar bem a possibilidade de vir a participar no Peso Pesado versus os 5 euros ou mais da Mousse que vais poupar. 

8- O café - Se estão dispostos a pagar até 5 euros, podem ignorar esta dica.

9- Conferir sempre a conta no fim. E se estiver mal, reclamar. Seja uma bebida a mais, ou a menos. Essa parte do Frodo devem manter. A humildade de dizer que falta uma cola é algo que prezo bastante nesta vida. Isso e a Maria Vieira offline.

10- O mais importante de todos: Seguir este blog.

 

 (imagem + imagem)


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Como Reagir Perante um Assalto

Este era um tema que tinha aqui guardado há já algum tempo para vos falar.

Desenganem-se. Não é um manual de como não ser assaltado. É apenas um guião de como não ser processado depois.

 

Isso mesmo. É uma nova moda que anda por aí e veio para ficar.

Eu explico. A moda daquelas vítimas que ao apanharem o ladrão em flagrante com o LCD da cozinha debaixo do braço, as jóias da família no bolso das calças e o portátil na mochila, à tiracolo, resolvem espetar-lhe uma "valente carga de porrada no focinho" e o assalto acaba logo ali, no chão.

 

Merecido? Se calhar.

Bem feito? Depende da força.

Assalto interrompido com sucesso? Talvez.

 

Qual é o problema então?

 

O problema é que depois são processados pelo ladrão, pelos danos físicos que lhe causaram. E ele ganha mais no processo do que ganharia no somatório de todos os vossos bens que, para a lei, apenas "estariam a ser "alegadamente" roubados".

 

Ou seja, parabéns! Foram assaltados.

 

Mas se a "pantufada no focinho" ou o "enxerto de porrada na boca" já não são soluções viáveis, como reagir agora a um assalto?

 

Imaginem que entram em casa e dão de caras com um ladrão a pegar nas vossas coisas. Primeiro ligam à Policia claro. Mas que fazem no entretanto? Têm de o manter lá.

Lembrem-se que o "partir a boca toda" também não é solução, nem mesmo o vou só dar uma "joelhada nos países baixos" do ladrão para dar aquele tempo extra até a policia chegar. Nada disso resulta agora.

Aliás, esta última deve mesmo evitar a todo o custo.

É que a "Indemnização por Infertilidade Antecipada" é a mais cara da lista de queixas de ladrões agredidos no seu horário laboral.

 

Ficariam sem dinheiro nenhum, à conta da desertificação dos países baixos do assaltante.

 

O que podem então fazer:

 

1- Seja chato. Para este ponto nem precisa de estar perto do ladrão, basta perguntar-lhe de 10 em 10 segundos: "Já roubaste tudo?" " "Que horas são?" "Curtes da Maria Leal?"

Repita 20 vezes este ciclo ou até ele desistir. Em situações de emergência pode também citar documentários do canal História. Resulta, mas aqui poderá espantar definitivamente o assaltante. O lado positivo é que roubará apenas uma parcela do que roubaria se não tivesse usado esta técnica, mas a policia, quando chegar, já não o encontrará.

 

 

2- Caso o ladrão resista ao primeiro ponto. Não desista, lembre-se da sua infância. Utilize a primeira arma da vida social humana e a mais irritante à face da terra: utilize "o macaquinho de imitação".

Imite todos os movimentos e falas do ladrão. Siga-o! Faça de conta que é a sombra dele. Este aguentará no máximo 5 minutos. E com sorte você ainda é agredido e poderá então ser você a pedir a tão desejada indemnização. Parabéns! Missão cumprida e ainda ganhou uns trocos!

Seja responsável, use esta técnica com moderação. O macaquinho de imitação é um assunto sério.

 

3- Se por acaso preferir aproximar-se do ladrão, o que aconselho bastante para efeitos de vir a ser agredido e bem pago, aproveite e faça-lhe cócegas. Se tiver uma pena, use. Aponte preferencialmente para pescoço e axila. Vai ver que ele não roubará à mesma velocidade e com sorte ainda desiste e dá-lhe uma "pêra entre os olhos" a si.

 

A pêra, pela tabela, fica apenas em 20 euritos de indemnização, verdade.

 

Mas são 20 euritos na mesma.

 

 

(imagem)

 

P.A


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Hoje é o Dia dos Avós. A verdadeira definição!

Hoje é o Dia dos Avós.

 

Apresento-vos a definição que deveria estar no dicionário:

avos.jpg

P.A


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O Download Ilegal de Comida

Antigamente era mais fácil e seguro. Nem se colocava a problemática dos downloads ilegais de comida.

Eu em particular, quando era um jovem bem pequeno, na altura do ensino básico, ainda antes deste tsunami de Internet, passwords e PINS para tudo, só tinha de ver se tinha as chaves de casa nos bolsos. Era este o meu pico de responsabilidade e preocupação diária. Esse e garantir que o Luís Miguel não me batia.

Bons tempos.

Graças a este período da minha vida, mais tarde, nunca falhei um sprint para apanhar o autocarro. Nada como imaginar o herculano Luís Miguel a correr atrás de mim com aquele seu grunho cavernal, para eu conseguir aquela velocidade extra para apanhar o autocarro já em andamento.

Luís, um forte abraço amigo! Obrigado por todo esse bullying prazeroso. Fez de mim uma pessoa muito mais pontual.

E magra.

 

Ora se antigamente não existia Internet, hoje em dia estamos a ficar reféns dela. Agora até os frigoríficos mais modernos se ligam à Internet e têm a sua própria password.

Esta gente não vê que é um perigo o que anda a fazer? Ainda me fazem um download ilegal da sopa e depois como é?

Quem paga os direitos do alho francês?

E se por acaso falha a rede a meio do download ilegal? Fico com a casa toda salpicada de sopa?

Eu não limpo depois, aviso já. Que lá vá o apoio ao cliente do frigorífico limpar. Eu só pedi um frigorífico normal. Não uma fonte de hackers esfomeados.

 

Era o que mais faltava, então eu agora antes de abrir um email corro o risco do frigorífico também apanhar vírus? 

Parece que já estou a ver o filme todo:

Bolas, fui tão estúpido, não percebi que era um ataque informático, cliquei no anexo do email e agora resgataram-me os alimentos todos, está tudo codificado, nem as bananas consigo abrir, nem o tupperware da sopa dá para girar. Nada. Só me aparece uma mensagem no visor da porta a exigir o pagamento de 5000 euros em bitcoins, para os resgatar. Caso contrário, só formatando o frigorífico todo. Bandidos!!

E eu que tinha lá guardado o queijo da minha avó, pleno de valor sentimental. Mas também, eu sou de facto um grandessíssimo asno. Devia era ter guardado o queijo no disco externo.

Um queijo no frigorífico? Quem faz isso? É mesmo a pedi-las.

Enfim...

 

Bom, mas enquanto estes dias não chegam e ainda não existem torrents de "Bacalhau à Brás", ou de "Ameijoas à Bulhão Pato", nem em vez de se encomendar pizza para o jantar, porque não apetece fazer nada, se vá ao site "TheFrigorificoBay.com" sacar o jantar de forma ilegal a alguém que, por acaso, não foi muito cuidadoso a escolher a sua password do frigorífico. Vão já ganhando o hábito de, quando saírem de casa, além de verificarem a água, a luz e o gás, ou se a porta ficou bem fechada, não se esquecerem de desligar o fundamental: o wireless. 

 

Caso contrário, quando voltarem, arriscam-se a não ter jantar.

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - Ah e mudem a vossa password, não deixem a de origem.

P.S2 - Jovem, "12345" não é uma boa password. Tenta de novo.

P.S3 - "123456" também não é...

P.S4 - "password" a sério? Acha mesmo que ninguém se ia lembrar desta?

P.S5 - O teu clube de futebol também não me parece uma boa opção...

P.S6 - nem o nome da tua namorada(o).

Principalmente para a tua conta do facebook... [motivos óbvios...]

 

Depois aí é que ficas mesmo sem jantar...


E fazer like na página do facebook, não?

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