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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O que aprendi na Exponoivos

Os inícios de ano são sempre tempos de promessas: uns dizem que vão deixar de fumar, outros vão mais ao ginásio e uns mais espertos, que agora sim, vão contar tudo ao marido/esposa, e sair de casa. 

Este ano, fui mais radical ainda.

Fui à Exponoivos. 

De qualquer forma, que fique claro, não era nada disto que tinha previsto para 2018. Não me ia propor a algo tão violento, conscientemente. Aconteceu.

Fui, mas muito contrariado. Não que tivesse perdido uma aposta, ou feito aquele pedido ajoelhado que elas tanto adoram, mas sim porque sou amigo do meu amigo. E esse meu amigo, cobarde, não quis passar esta provação sozinho.

E eu, coração mole, lá cedi. Mas ficou-me a dever uma na mesma.

 

Uma amizade sem trocas é uma treta. 

 

Chegou o dia. Lá fomos. Dirigimo-nos para a fila, para levantar os bilhetes.

Filas e filas de casais enamorados, dois a dois sempre no mesmo registo:

Ela, qual criança na Disneylândia, eufórica e faladora

Ele, qual pai agastado, calado e concentrado, já a imaginar o que se avizinha. Olhar perdido, distante.

 

No fundo o oposto de uma bilheteira para um jogo de futebol.

 

Chega finalmente a nossa vez. Recebemos o bilhete. E com ele dois folhetos de publicidade em forma e pior, peso, de uma lista telefónica. 

Bem mais pesados, entrámos.

Assim que entrei senti-me, tenho de confessar que senti alguma nostalgia, era como entrar em Marrocos pela primeira vez. Só que ali cheirava ligeiramente melhor e os senhores não tinham todos o mesmo bigode. De resto era abordado a cada passo e o discurso era tal e qual o marroquino:

"Já tem?", " Quer ter?", "É o melhor que vai encontrar!",  "Já conhece os nossos produtos?", "Venha aqui ver melhor!", "É mesmo a sua cara!"

Amigas Marroquinas de bigode não comum: Eu sei que este meu ar de jovem casamenteiro, sedutor marido que há-de ser, ou até mesmo de futuro noivo maroto é o sonho de qualquer quinta de casamentos ou catering mais tropical, mas pelo menos podiam não ser tão oferecidas... É que eu com oferecidas perco logo o interesse. Nem lhes vejo o cupon.

Publicitário.

 

Bom, passada esta primeira zona de assédio casamenteiro, chegámos a outra secção de superação masculina que deveria ser imprópria para menores:

O desfile de vestidos de noiva

 

Tem mesmo de ser? Tem. É como ir a Roma e não ver o Papa.

Em que à partida pensamos que seca, mais do mesmo e com uma música assim para o fofinho para trazer aquele sentimento ao momento. Só que depois não foi bem assim.

A música começa e foi como se me tivesse transportado para um videoclip da Ana Malhoa. Toda a desconfiança desapareceu. Fiquei pregado à cadeira. Queria ver tudo.  Aquele som latino, aquelas noivas com a mesma parra de Eva, só que em tons de branco, foi algo que nunca imaginei. Nem estava preparado.

Mas de facto aprendi algo na exponoivos. É verdade. Não me posso queixar.

Fiquei a saber que para 2018, vão deixar de existir vestidos de noiva. Vai acabar finalmente essa moda antiga e pouco ousada.

Agora chama-se a lingerie de noiva.

Que beleza será uma entrada na igreja em preparos de bordel, só que em branco fofinho para não chocar. As avós orgulhosas da sua neta, fiel à sua religião, tal e qual os desenhos e mandamentos de Eva. Que comoção será ver o pai orgulhoso por visualizar pela primeira vez aquela tatu escondida, marota, da sua filha em plena igreja.

Fiquei convencido. Assim é para casar claro.

 

Infelizmente o desfile termina. Chega a hora da da próxima prova:

A entrada em limusines pouco higiénicas derivado ao facto de toda a gente nas últimas 10 horas ter lá andando a roçar o seu rabo.

 

Só entrei na primeira e guardei o panfleto. O meu médico de família podia vir a precisar. Herpes é lixado.

Aprendi outra coisa: Está decidido. Vamos de Smart para o copo de água.

 

E como tudo o que é bom acaba, chegamos por fim à saída.

Sentimentos dúbios tomam conta de mim.

Por um lado sinto-me desiludido porque pensava que aguentava mais do que os 10 kilos de publicidade que tinha na mão esquerda, mas afinal tive de rejeitar, já perto do fim, os folhetos das alianças com oferta da impressão da impressão digital que tanto queria. Por outro, gostei de saber que tenho uns ombros e cintura perfeitamente equilibrados para o estilo mais actual de fato de noivo.

Não sei bem o que significa, mas uma pessoa fica satisfeita de saber.

 

Até porque, pelo caminho que a moda leva, nem todos ficam bem de boxers com laçarote.

 

(imagem)

 

Conto voltar.

 

P.A


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Quando fazemos o que gostamos, nota-se a diferença

É óptimo quando fazemos o que gostamos. Melhor ainda se o conseguirmos fazer, trabalhando.

Que o diga José Rodrigues dos Santos que na semana passada, ao fim de décadas, desabafou que finalmente podia viver da escrita.

Um desabafo que muitos, pela certa, gostariam de partilhar.

Conheci recentemente dois grupos de amigas que decidiram juntar-se. Não sendo fácil, partiram para uma nova aventura nas suas vidas. Uma aventura contra o não, contra o não consegues, contra o é difícil. Uma aventura não ao sabor do que a sociedade lhe reservou, mas ao sabor do que gostam. Uma aventura contra ninguém. Só a seu favor.

 

Apresento-vos a Template:

Uma amizade entre duas arquitectas que começou dentro de água, há mais de década e meia. As extremamente simpáticas Diana Gomes e Ana Pardal Bica inauguraram no passado dia 8 de Dezembro, na Praça do Junqueiro, Carcavelos, o atelier Template.

Esqueça o Querido, aqui tem duas Queridas. Queridas que me dão 40-0 a nadar, mas ainda mais a decorar.

Querem mudar qualquer coisa em casa? Perguntem à Template! Desde projectos de arquitectura a design de interiores, podem contar com elas para vos ajudar. É só dar uma vista de olhos na página de facebook ou instagram e vão perceber.

E sim, é produto nosso, português. Perfeito.

 

Se quiserem conhecer um pouco melhor a Diana, deixo-vos uma entrevista recente que deu ao Canalcop aqui do Sapo:

 

 

 

Além da Template, apresento-vos também a Birds&Berries:

Três amigas, bom gosto e os mesmos interesses, foram a fórmula que resultou na Birds&Berries. O seu foco está na qualidade das cerâmicas nacionais, e com as loiças Birds&Berries é exactamente isso que vão encontrar. Qualidade, bom gosto e tudo com o nosso selo bem português. Podem encontrar os seus produtos na página do facebook, do instagram e também em exposição no atelier da Template.

 

Nesta aventura a dois, acabei por ser apanhado na brisa e arrisquei sair do meu habitat laboral para algo que já faço obscuramente e nada partilhado convosco há algum tempo.

 

Deixo-vos comigo armado em fotógrafo na inauguração da Template:

 

 

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P.A


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Palavras Cruzadas // O estranho caso da Mãe e Filho que nunca se falam

Devem ser quase 9:30 - penso eu, de mão no queixo e olhando para cima com ar pensativo.

 

E digo devem, não por saber ler a sombra do sol, mas porque acabei agora mesmo de me cruzar com duas pessoas a caminho do meu trabalho.

Não é novidade. É frequente encontrá-los nesta deslocação a pé. Faça chuva, faça sol, neve não sei, mas só porque nunca nevou. Mas arriscaria que sim também. São o meu despertador. O meu indicador se devo acelerar o passo ou não.

Eles fazem o percurso inverso ao meu.

Uns dias atraso-me e encontro-os mais perto de casa, outros vou mais cedo e apanho-os mais perto do meu trabalho. Ainda há os dias em que madrugo e aproveito para revisitar outras pessoas como uma tal de Inês que já falei por aqui. Mas normalmente acabo sempre por partilhar aqueles 30 a 40 segundos de visibilidade todos os dias com esta mãe e filho.

Mas seriam apenas mais duas pessoas com que me cruzo diariamente se não padecessem de um comportamento particular.

 

A mãe, provavelmente no auge dos seus 70 anos, apresenta-se sempre de cara fechada, suavemente maquilhada e penteado alimentado a laca. Altiva e de movimento solto, circula sempre em passo constante.

O seu filho nos seus 40 e alguns anos, apresenta um vestuário escolhido pela mãe e faz-se sempre acompanhar por um saco de compras bem recheado.

Ao contrário da mãe, circula sempre em passo acelerado.

 

Nunca nestes anos, que nos cruzamos diariamente, os vi trocarem uma palavra. Nunca vinham já a conversar sobre algo, ao longe, antes de me verem. Nunca. Nunca falaram quando passaram por mim, nem depois, que até fiz questão de parar e ficar a observar, virado para trás.

Nunca.

Até já pensei simular uma queda. Ou um ataque cardíaco. Ou simplesmente soltar um arroto útil para gerar indignação?

Receio não ser tão corajoso.

 

Mas existe uma regra.

 

O filho funciona como uma espécie de batedor. Que abre caminho para a mãe passar. Uns dias surge mais perto dela, outros mais longe. Mas faz sempre questão de acelerar primeiro, deixar a mãe para trás, parar e ficar uns segundos a olhar para ela, até que ela se aproxima novamente. E ele aí sim possa voltar a repetir o processo.

Tudo sem nunca, mas nunca se falarem.

 

São parecidos, mas não tenho a certeza se são família.

 

Mas só pode ser amor de mãe tatuado no braço.

 

P.A

 

 

___________________

Este foi o quarto texto da rubrica Palavras Cruzadas, criada em parceria com a Rita da Nova. A ideia é irmo-nos desafiando uns aos outros através da escrita e escrevermos sobre temas que saem um pouco da nossa zona de conforto ou registo. Mas não só entre nós! Vocês também podem sugerir temas e escreverem também se gostarem das sugestões!

Esta semana a Rita escolheu o tema. Podem ver como respondeu no blog dela.

Pronta para saber o que aí vem Rita?
Já que entrámos em 2018 e o tempo passa rápido. Que tal uma viagem ao passado?

Como era a Rita do ano 2000? Já lia? Já falava? Já pensava em dar workshops?


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Arrumar coisas faz mal à sua saúde

Já pensaram que espécie de ser humano supostamente evoluído nos transformamos quando estamos em arrumações?

Seja a fazer a mala, a empacotar coisas ou outra coisa qualquer que implique ter a de fechar no fim?

Se a coisa não corre logo bem, surge em nós um Hulk das arrumações. De repente só é possível arrumar por via da força. Por via do rebentamento do fecho. Hulk arruma. Hulk esmaga.

 

Anos e anos de evolução para subitamente, quando a mala não fecha à primeira, a única e pronta solução se resumir a fincarmos os dentes com força, inclinarmos a cabeça para dar aquela força extra, cerrar apenas um olho para parecer que estamos empenhados, e puxar o fecho com toda a pujança para que este consiga fechar finalmente lá dentro tudo o que queremos.

E quando, na maioria dos casos, bastava apenas usar o cérebro e ajustar o conteúdo para fechar melhor. Hulk não pensa.

 

Mas nem sempre é assim. E quando abrimos uma mala? Quando é a desarrumar?

Se a fechar nos tornamos num monstro verde sem cérebro, a abrir somos um pequeno pónei. Carinhosos e fofinhos.

 

Quando abrimos uma mala, o mundo é perfeito.

Temos todo um cuidado. Toda uma delicadeza. A roupa tem de ficar bonita. Bailamos enquanto o fazemos, até cantamos se for o caso. Os gestos são contidos e programados de forma a não danificar. Tudo é ponderado com suavidade. Delicadeza. Sem vincos ou dobras. 

É um prato gourmet, do qual somos o chef e que deve ser reservado à temperatura e local ideais.

 

Mas e depois? Quando voltamos a arrumar exactamente essa mesma mala?

O pequeno pónei dá lugar à besta. Dobramos, enfiamos, empurramos, esmagamos, saltamos em cima se for necessário. Forçamos os cantos e não interessa se é uma roupa de seda ou se é a camisa que a avó ofereceu que está por baixo. Nada. Tem é de caber. O caber torna-se numa obsessão. No único objetivo. Ficamos primitivos numa espécie de macaco Gervásio que tem de colocar os produtos no  sítio certo. Não interessa a forma. Só queremos a banana no fim.

O que antes era um prato gourmet passou a ser agora um bitoque sola de sapato, passado demais, que já devia estar na mesa há duas horas.

Enchemos tudo à bruta, descuidadamente. Até que chega a hora H. A hora da verdade.

Tentamos fechar. E não dá.

A primeira transpiração surge. Tentamos outra vez. Sem sucesso.

Os primeiros tiques nervosos começam a tomar conta de nós.

Voltamos a abrir. Tentamos pôr de outra forma. Não fecha na mesma. A nossa cor muda.

Repetimos mais duas, três vezes, nada.

Começamos a questionar a nossa vida miserável e gritamos:

"Mas isto para cá coube tudo!" , "Que fiz eu de errado nesta vida!?"

- Passam 15 minutos -

"Fechaaaa! Fechaaa!! Fecha Porra!!" - enquanto puxamos o fecho de dentes já cerrados

- Passam 25 minutos -

Estamos deitados na cama. A celebrar. Exaustos. Finalmente fechou.

 

Só que aquilo que era a nossa mala passou a assumir uma forma um pouco própria. Uma espécie de OVNI das malas de viagem. Que aparenta ser uma mala. Mas ao longe, não há certezas.

Mas coube tudo!

 

O macaco ganhou a sua banana e o Hulk foi embora.

 

Toda esta metamorfose. Toda esta paixão.

Foi exactamente o pelo que passei neste Dia de Reis.

 

Como um bom menino nascido nos anos 80, que teve religião e moral na escola somente pela viagem de estudo, não aprendi muito sobre os costumes natalícios, mas como sempre gostei muito de prendas, o Dia de Reis ficou. Assim como a particularidade de ser o dia em que se desfaz a árvore de Natal.

 

Mas, além de ser um puto dos anos 80, sou acima de tudo um bom português. Como tal, só a desfiz ontem. Fora de horas.

 

Só que não correu bem. Nada bem. Deu luta. Muita luta. E claro, a besta tomou conta de mim.

 

Provavelmente este Dezembro, no próximo Natal, voltarei a ter muito cuidado a tirá-la da caixa. Voltarei a ser aquele pequeno pónei dócil,  tal como o fiz em 2017.

 

Resta é saber se ainda será uma árvore por essa altura. Temo que não.

 

Certamente estará bem mais careca, a avaliar pelo Outono precoce que lhe causei ontem.

 

Mas coube na caixa!

 

 (imagem)

 

P.A


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Este Natal vi o Sozinho em Casa e não fez sentido

É verdade.

Não foi planeado. Aconteceu.

Este Natal tive o azar de ficar num lugar da mesa virado para a TV e de repente dou por mim a assistir a um dos filmes mais Natalícios de sempre. Não consegui evitar.

Eu sei que parece uma desculpa esfarrapada de um viciado em filmes que batem, mas prometi a mim mesmo que não faria aqui qualquer tipo de piadas, nem drogas nenhumas sobre o Macaulay Culkin.

 

Na realidade, nem foi o primeiro Sozinho em Casa. Foi a sequela. A SIC assim o ditou.

E foi exactamente por isso que pela primeira vez parei uns instantes e pensei no que se passa realmente neste filme de 1992.

 

E se o Sozinho em Casa fosse em 2018? Já pararam para pensar?

Provavelmente nem haveria sequela! Primeiro porque existe agora uma coisa chamada telemóvel. O rapaz ligava a descompor a mãe e já não ficava sozinho em casa.

Depois, mesmo sem telemóvel, a TVI descobria a situação, fazia uma grande reportagem em horário nobre sobre a problemática do abandono de menores e a mãe da criança era prontamente detida por negligência em 1º grau. Fim! Sozinho em casa 1 resolvido. Acabou a festa.

Nem haveria tempo para assaltos a moradias.

Ainda por mais, estamos a falar de uma mãe que já tinha a seu cargo 8 crianças! Já deveria estar mais do que sinalizada pela Segurança Social.

É o país que temos.

 

Mas voltando ao filme e ignorando o facto de nesta sequela a mãe voltar a "perder" exactamente o mesmo filho em 8, o que induz que se calhar até nem é assim tão involuntário da parte dela perder aquele, vamos tentar analisar o comportamento deste menor que vive sem qualquer tipo de referências parentais.

Primeiro, e isto tem de ser dito: O pai é um banana. É verdade! Tem 2 falas em cada filme.

A mãe por sua vez fala muito. Mas tem um problema, perde mais vezes uma criança de 10 anos do que as chaves de casa. Pode ser chato.

 

É portanto natural que esta criança sofra de graves problemas mentais. E sofre. Claro.

É que ao contrário das crianças da sua idade, este pequeno rebento quando olha para berlindes, não pensa em brincar com eles. Não. Pensa sim como podem ser bastante úteis se colocados à saída de uma banheira, ou perto de umas escadas para outras pessoas caírem.

Além disso acha normal e divertido mandar tijolos à cara de adultos.

E porque não electrificar uma porta? Eu próprio estava sempre a pensar nisso enquanto via o Rei Leão.

Tudo normal portanto. Uma criança de 10 anos vulgar, em pleno Natal.

 

Mas sabem o que mais assusta neste filme? Principalmente nesta sequela?

É que este pequeno psicopata loirinho tem dezenas de oportunidades para chamar as autoridades e informar que foi abandonado pela mãe. Mas não. Nem pondera essa hipótese.

Em vez disso, por sua iniciativa, resolve criar todas as artimanhas possíveis para viver à custa do cartão de crédito do pai, no hotel mais caro da cidade e criar novas e preocupantes armadilhas para voltar a torturar os mesmos delinquentes do primeiro filme.

A psicologia explicará melhor o problema desta família disfuncional, mas sabemos que algo está mal com um filho nosso quando este, com 10 anos, pensa em regar uma corda com um produto inflamável para depois, quando dois bandidos descem por ela, riscar um fósforo e dizer: Feliz Natal!

 

Um filme natalício. Dizem.

 

Mas o que mais adoro é a forma como termina. Sempre pleno de moral. 

 

E assim ao fim de 2 horas de violência pura de um menor sobre dois adultos, a família volta finalmente a unir-se numa imagem bonita de família feliz e de forte mensagem natalícia, em que a mãe delinquente abraça o seu filho psicopata, na presença do seu pai banana, sempre, mas sempre, calado.

 

Que comoção. Que bom o Natal. O Natal é isto!

 

Perfeito, perfeito, era só mesmo aparecer o Donald Trump!

 

 (imagem)

A sério?

 

Bom, uma coisa é certa, para o ano há mais...

 

Isto, se a segurança social deixar.

 

P.A.


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O segundo dia do ano

O segundo dia do ano costuma seguir um conjunto de regras muito específicas.

Existe uma espécie de menu de degustação de experiências típicas da ocasião, em que o cardápio nem muda muito de ano para ano.

Acaba por se tornar numa espécie de roupa velha. Com os restos do nosso ano anterior.

 

Ora vejamos, ao contrário do primeiro dia [do ano] que é feriado para muitos, o segundo não o é para todos.

Então é com relativo ódio que somos apresentados ao início oficial das responsabilidades de 2018 - mais conhecido por segundo dia do ano.

Vamos ser francos.

É um dia chato. Um dia de crescimento pessoal forçado. Um dia adulto. De regresso.

Um dia de reset forçado à nossa máquina para voltarmos a funcionar neste novo ano que nos espera.

Um dia que simboliza que o Natal já foi no ano passado e que a passagem de ano já foi há duas noites. E pior, que o próximo evento no calendário é aquele que nós, rapazes, nos esquecemos com facilidade. Falo claro, do dia mundial da decoração de lojas com corações vermelhos e cupidos angelicais de olhar maroto-safadote.

 

Além disso, hoje é aquele dia que achamos estranho escrever 2018.

Que nos faz parar um pouco e pensar: Caramba já estamos mesmo em 2018.  

E que se forem como eu, vão pensar que se por ventura tivessem procriado durante a estreia do filme Matrix, hoje teriam já um lindo filho de 18 anos. Pronto a votar nas próximas eleições.

 

Mas nem tudo é mau.

Hoje é também o dia mais corajoso de todo o ano!

 

O dia da inauguração dos nossos compromissos para o novo ano! Do cortar da fita da nossa exposição de resoluções para 2018! 

É a partir de hoje que vamos fazer tudo diferente! É hoje o dia de mudança!

Viva nós!

Hoje somos capazes de tudo!

Vou ao ginásio! Vou comer menos porcarias! Vou ter mais tempo para a família!

Vou pedir um aumento! Vou pedi-la em casamen...!

Desculpem.

Deixei-me levar aqui pelo entusiasmo.

 

Só que não. 

Toda esta euforia, toda esta convicção, logo, e quando digo logo é mais logo à hora de jantar, dará lugar a algo que já conhecemos bem, muito bem, de 2017:

 

-"Afinal não me deu jeito...vou ao ginásio amanhã"

 

-"Estava com pressa ao almoço, comi fastfood.[e adoro esta frase->] Ainda não tinha comido pizza este ano!"

 

-"Com isto tudo da mudança do ano, o trabalho acumulou e ainda cheguei mais tarde a casa."

 

-"Amanhã falo com o meu chefe. De amanhã não passa. Peço o aumento amanhã!"

 

-"Afinal este ano é par [ou qualquer outra desculpa esfarrapada]. Peço-a em casamento para o ano!"

 

 

E chegamos assim ao fim deste segundo dia do ano.

 

A deitarmo-nos na mesma cama de 2017.

 

Bom ano!!

 

P.A.


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Desafio | Já fiz/ Nunca fiz

Então esse Natal?

Essa balança que outrora era conhecida por roubar 1 quilito, já voltou a avariar este ano?

O quê? Dá mais 5 quilos agora? Não pode.

Enfim, sabem o que vos digo?

As balanças são como aquelas noivas que atiram bouquets para as namoradas dos outros. 

Só me apetece pôr-lhes os pés em cima.

 

Bom, mas para comemorar esta avaria tecnológica generalizada da época, guardei aqui um texto "prenda" para a ocasião.

Parece que tinha pendente um desafio que andou aí a rondar o Sapo em tempos. E como posso demorar a responder mas não viro costas a um, vamos lá ver o que sai.

 

 

Regras do desafio:

1º Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .

2º Responder à última pergunta com "sim" ou "não".

 

 
Perguntas | Respostas:
 
1. Eu nunca fiz um Interrail.
Bem, depende.
O regional de Lisboa - Santarém de 1999, nos velhos tempos em que parava em 45 estações no percurso, bem que podia ser considerado um interrail. A diferença é que eram apenas 80 minutos de êxtase. Menos higiénicos, mesmo assim.
 
Também experimentei recentemente um interrail aquático a que chamam de cruzeiro. Não sei se conta.
Se nenhum contar, a resposta é nunca. 
 
2.Eu já participei em algum concurso.
Sim mas só daqueles altamente activos, em que se envia uma SMS e pronto já nos comeram 60 cêntimos mais IVA.
De resto tenho um trauma de infância no que trata a participar em concursos televisivos. A minha avó tinha um telefone dos antigos, daqueles que ainda se esperava que desse a volta toda se o número fosse o 9. Então nunca pude jogar ao HUGO, porque quando lá chegasse a tecla 9, para virar o Hugo à direita, já tinha perdido o jogo.
Ainda hoje penso nisso.
 
3.Eu já conheci a pessoa que mais admiro.
Felizmente já conheci. Mais recentemente até lhe admirei a garra para apanhar bouquets.
 
4.Eu já caí na rua.
Não é bem cair. É esbardalhar. Se for isto. Sim.
 
5.Eu nunca desmaiei.
Bom aqui posso dizer que tive uma near-desmaio experience, que é como quem diz em português, fui coninhas.
 
Tudo começou no metro em plena hora de ponta. Estou no meu lugar e entra uma senhora muito maltratada, ainda com restos de sangue e alguns golpes na cara, que provavelmente também ia responder que sim à pergunta se já se tinha esbardalhado na rua.
Desviei o olhar e encostei-me, em pé, naquele espaço que há sempre ao pé da porta do metro. Como de resto fazia sempre. É o meu lugar favorito.
Só que desta vez foi diferente. Começo a rever aquela imagem e a ficar mal disposto. Fecho os olhos e prego uma descasca mental a mim mesmo. "Não me digas que vais agora desmaiar aqui!", "Isto está cheio de pessoas!", "Olha a vergonha!" - foram algumas das frases motivacionais sem palavrões que posso replicar aqui.
 
Sucede que, logo de seguida, abri os olhos e tudo estava branco. O som nada baixo da hora de ponta do metro, estava bem lá longe. Mal se notava. Simultaneamente dei por mim a perder força nas pernas. E pensei: "Isto está bonito está!". Assustado voltei a fechar os olhos para nova ronda de descasca mental. Desta vez à moda do Porto, com bem mais palavrões.
A malta do Norte é que sabe ca#%#%*! (caraças!)
 
Parece que resultou, porque quando voltei a abrir os olhos já estava tudo bem.
 
Por isso já sabem, se estiverem para desmaiar, digam palavrões para o sangue correr melhor.
 
6.Eu nunca estive em coma alcoólico.
No seguimento do ser coninhas do ponto anterior.
 
7.Eu nunca experimentei drogas.
Epa deixem-me lá estar sossegado. Querem que diga que sou coninhas outra vez é? Que fixação! A próxima deve ser se tenho medo de andar de avião, não?
 
8.Eu já me vinguei de alguém que me fez mal.
Se vingar é ser um espelho que reflecte algo que nos fizeram, então, já.
 
9.Eu já tive um acidente.
Um único apenas. O desenho da cena é simples:  A1 - Cão - SmartForTwo
Pista: Não era eu o cão.
 
Ia no Smart, era de noite e não vi que uns metros à minha frente um cão acabara de ser atropelado. Acabei por bater no que restava dele já no chão, deitado, o suficiente para ainda partir a frente do carro. Que é como quem diz 50% do Smart.
 
10.Eu nunca andei de avião.
Pronto, eu sabia. Tinha de vir mais uma para o coninhas responder. Obrigado.
Mas faço questão de explicar esta.
Confesso que sofro de alguma fobia no que trata a desafiar a natureza. Não é ser coninhas. É aquela coisa do voar sem asas, ou pára-quedas. Acho que é um problema meu. De confiança no fundo. Gosto sempre de ter um Plano B, não vá alguma coisa dar para o torto.
Ou o piloto estar chateado com a hospedeira e eu sem ter nada a ver com isso dar comigo numa descida a pique em direcção ao solo. E tudo só porque ele deixou o tampo da sanita para cima.
 
11.Eu já bebi demais.
Já bebi ao ponto de ter algumas falhas de memória no dia seguinte e de duvidar se toda aquela agitação ambiental seria da bebida ou do embalo do barco onde me encontrava. Mas nada de muito dramático.
Era do barco. 
 
12.Eu já confundi uma pessoa com outra.
Eu sou muito bom com caras, mas terrível com nomes. Já tive alguns episódios em que a minha face ficou colorida de vermelho à custa disto.
 
13.Eu nunca me perdi num país/cidade estrangeira.
Também não posso ser coninhas em tudo. Tenho algumas particularidades interessantes também. Uma delas é o sentido de orientação.
Se bem que nos shoppings nunca sei onde fica a Zara ou Primark.
Mas acho que é instinto animal. Protector.
 
14.Eu nunca tive uma experiência paranormal.
Tirando ver-me ao espelho de manhã.
 
15.Eu já roubei.
Corações.
 
16.Eu nunca apaguei nada do facebook por ter poucos likes
Apaguei foi por ter muitos. Se lá forem ver agora, só lá estão os que têm poucos.
 
17.Eu nunca traí ninguém.
Entre as 12:00 e as 12:01.
 
É uma questão de respeito.
 
18.Eu já disse que ia deixar de falar com alguém que me magoou mas não o fiz.
A verdade é que sou um coração mole. Posso ficar fulo, mas normalmente ainda dou uma segunda oportunidade.
Em troca de dinheiro.
 
Respondi com sinceridade a todas as perguntas? Não.
Na realidade sou bem mais coninhas.
 
 
P.A

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Já ias embora Ana...

"Já ias embora" ou "A culpa não é tua, é minha" são das frases mais comuns proferidas pelo sexo masculino quando tenta explicar que a relação chegou ao fim.

 

É exactamente assim que me sinto em relação à Ana.

 

Foi boa aquela primeira chuvinha, não nego.

Deu para divertir com as primeiras brisas. Deu. Mas revelaste um lado que desconhecia em ti.

Apesar de todos os alertas, primeiro laranjas, depois vermelhos, dados por amigos peritos em meteorologia feminina, ignorei.

Ignorei tudo. E não me preparei.

Não acreditei que fosse assim tão mau. Que fosses reagir assim. Afinal de contas pensava que te conhecia, como outras "Anas" que passaram antes por mim.

Admito, errei.

Ontem terminámos. Ou pelo menos, eu tentei.

E tu?

Tu fizeste uma tempestade.

 

Passaste a noite inteira à minha porta.

Não podia ir à janela. Lá estavas também.

Até tive de aumentar o volume da televisão para não te ouvir.

Toda a gente fala de ti hoje...

E supostamente já foste embora.

 

Raios parta Ana! - Assim só me dás razão.

 

Eu sei que custa. E que Portugal foi eleito ontem como o melhor destino turístico do mundo nos World Travel Awards.

 

Mas, já ias embora Ana...

 

 (imagem)

 

P.A.


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Um Palácio aqui tão perto - Palácio Estoril

Se vocês fossem por um momento a namorada que apanhou o bouquet deste blog, o que fariam?

 

a) Com esta minha demora toda a dar o próximo passo, deixavam de ser a namorada e mantinham só "o apanhou o bouquet";

b) Chegavam à conclusão que afinal a vida não se move com base na apanha de qualquer tipo de planta ou vegetal;

c) Tentavam encontrar formas românticas para incentivar o rapaz a chegar-se à frente com o pedido;

d) Arrependiam-se por ele ter criado um blog e agora ter ainda menos tempo para estar com ela.

 

Embora eu próprio considere a a) como a atitude mais consciente das quatro, por outro lado discordo totalmente da d). Principalmente  se compararmos com o tempo que uma rapariga consome em média na sua maquilhagem. Se esperamos por vocês todas as semanas, esperem também mais uns dias pelo pedido.

 

Neste caso, a verdadeira namorada que apanhou o bouquet só pode ter escolhido a c). 

 

E sendo sincero, esta última tentativa foi forte. Tenho de admitir. Por momentos temi que fosse ceder. E tudo por culpa da Lux Gourmet. De um passatempo que ela venceu.

 

Mas vejam bem o plano maquiavélico desta rapariga e de quem teve a ideia deste passatempo:

 

Local (que só por si quase me ia derrotando): Hotel Palácio do Estoril.

Tal como o nome indica é um verdadeiro palácio. Temos a tendência natural de viajar para fora do nosso país e a fotografar tudo o que não é nosso, nem faz parte da nossa história, quando na realidade temos cá e neste caso aqui tão perto da capital, um exemplo de um verdadeiro palácio, pleno de personalidade, história e beleza, transformado na perfeição em Hotel.

 

Plano (feito à medida para rebentar comigo): Jantar num salão antigo de realeza - Europe Room.

8 mesas redondas para 8 pessoas preenchiam um salão que me transportou ao tempo dos descobrimentos onde P.A de Cabral já fugia para o Brasil para não pedir a namorada em casamento. 

 

Música ao vivo (como golpe final. E que golpe): Nada mais do que a pianista Pnina Becher e o seu piano no centro do salão a tocar para os presentes, precedendo cada excerto musical de uma breve introdução e contexto histórico da corte portuguesa.

 

Mas ainda não acabou.

Não. Reparem neste detalhe mesmo para me tramar. Cada etapa musical, normalmente composta por 4 composições, era acompanhada de uma prova de vinhos portugueses, cujo sabor acompanhava o estado de espírito de cada set.

 

Por fim o jantar e direito a estadia no Palácio.

 

E só por pirraça não a pedi em casamento.

 

Foi perfeito demais.

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 P.A


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Novidades fresquinhas - Jantar de Natal

Se ainda não ouviram falar, dou-vos agora esta novidade natalícia aqui do pessoal Sapo.

Mas o que é isso do Jantar de Natal Sapo Blogs afinal?

Simples. Tem tudo o que um jantar de Natal tem, excepto que aqui nem somos ex-colegas da primária a batalhar pelo que atingiu maior sucesso, nem trabalhamos na mesma empresa que acha que juntando pessoas à mesa, é que se promove o teambuilding.

 

Neste caso, é só pessoal que por acaso tem um blog e resolveu aproveitar a oportunidade para se juntar e divertir um pouco à custa disso. Uma espécie de blogbuilding vá, se quiserem palavrões destes da moda, só que sem os interesses dos chefes, sedentos pela produtividade da nossa boa disposição.

 

Se preferem as versões normais destes jantares então não se inscrevam neste que vai decorrer já no dia 16 de Dezembro em Lisboa! 

Nem enviem email para a Mariana - mariana.sofia.14@hotmail.com - a indicar o vosso nome, blog, email e se possuem alguma intolerância alimentar a ser respeitada.
Nada. Não façam nada.  Fiquem a ver o perfil do facebook da Joana que na primária não sabia quanto eram 2x2 e agora ganha 5000€ por mês que é bem melhor. A bem-sucedidazinha.
 
Têm até 7 de Dezembro (quinta-feira) para se decidirem, ou até às últimas vagas serem preenchidas!
 
Relativamente ao jantar o mesmo irá decorrer no restaurante A Praça em pleno Lx Factory pelas 19:00, e cada um poderá escolher a sua refeição à carta.
Sendo Natal, o preço final será dividido por todos, excepto bebidas alcoólicas.
 
Toda a gente sabe que o pai natal é um coca-cola guy.
 

 (imagem)

 

Vamos?

 

P.A

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Não se esqueçam de votar também nos Sapos do Ano aqui.


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