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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O Programa Acabou, mas o Pesadelo na Cozinha não

Domingo foi para o ar o último episódio de Pesadelo na Cozinha.

 

Por um lado estou aliviado, confesso.

Já era tempo de acabar com isto! Ao longo destas semanas tenho vindo a coleccionar novas rugas faciais, tantas foram as expressões de arrepio e incómodo que não consegui controlar. Tudo por culpa de todas aquelas falhas "caricatas", para não utilizar outra palavra, que nos foram "gentilmente" apresentadas com a normalidade de um "É assim que eu sei fazer" ou melhor, libertando-se de qualquer responsabilidade, "É assim que me dizem para fazer". Adoro.

Obrigado TVI. Agora já não me pedem identificação na discoteca. Agora perguntam-me se vou buscar o meu filho.

Mais uma temporada e chegaria a avô, pela certa.

 

Mas com o terminar deste programa a que apelidei de "Instagram da restauração portuguesa", algumas dúvidas ficam ainda no ar.

 

Será que a rotinização de um acto errado, torna-o inquestionável ao ponto de servirmos com toda a normalidade e de consciência limpa, algo como peixe podre?

Será possível achar que peixe fresco seja peixe que está congelado e frio? E por isso é fresco?

Será possível encarar a presença de baratas num restaurante nosso com a normalidade de um sorriso como o senhor d' O Canela fez?

Será possível ser normal não limpar uma cozinha, só porque é a do nosso trabalho? Sim porque em casa, percebemos que o faziam.

Será possível servir comida que não comeríamos? Como se o cliente fosse o cão abandonado, magro, ali da rua que, mal por mal, mais vale comer qualquer coisa, nem que esteja podre?

Será um restaurante sinónimo de uma espécie de linha de montagem de "homos pouco sapiens" sem qualquer requisito de formação e/ou consciência alimentar, para não falar de higiénica? Como se trabalhar num restaurante fosse o último lugar possível na vida de um profissional activo? O fim de linha? Será assim tão pouco digno trabalhar num restaurante?

Eu, como cliente, não o acho. Se não, não era cliente.

Enerva-me profundamente que quem lá trabalhe se comporte e se rebaixe como tal.

Enfim, outra ruga na minha cara.

 

O programa acabou, sim, mas o pesadelo não.

 

Vá la que a ASAE, no meio deste processo todo, voltou com uma capa nova. Agora já não é familiar da EMEL. Agora é o Batman de Portugothan City.

A melhor prova disso nem foi ter fechado "O Canela", nem as recentes notícias de fiscalizações relâmpago por Lisboa fora, que mais uma vez ultrapassaram os 70% de estabelecimentos em incumprimento. A melhor prova disso é que já saiu de casa e vive sozinha, tornou-se independentezinha. Até já multa parquímetros da EMEL. Está crescida esta ASAE!

 

довиђења Ljubomir.  E Obrigado por isto.

 (imagem)

 

P.A


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O Ouro dos Globos

A 22ª edição dos Globos de Ouro, de ontem, surpreendeu-me.

Conseguiram algo que nunca pensei ser possível.

 

A emissão começou por essas 21:15 com a indicação de "directo" no ecrã, quando na realidade se apresentava um céu claro, digno de umas 19 horas acabadinhas de fazer. Isto sim é chegar antes do acontecimento. Imagino a dor nos estúdios da CMTV. Derrotados no próprio jogo. Incompetentes.

Além disso, tal precocidade resultou ainda num momento único televisivo: uma alucinação global de déjà vu. A gravação emissão em directo pifou e voltámos a receber os mesmos 30 segundos anteriores. Vá lá que foram 30 segundos de verdadeiros globos de ouro, mas daqueles bem decotados, da Andreia Rodrigues. 

Obrigado pelo vídeo-árbitro, SIC.

 

Sobre a cerimónia em si, foi o costume.

As convidadas tinham de arranjar forma de dizer quem as vestiu. Embora comigo não resulte muito porque sou terrível com nomes, mas muito bom em decotes.

Os "entregadores de prémios" pareciam jovens estudantes na aula de português a ler do quadro. Com direito a entoação apenas na última sílaba.

5% dos convidados são actores da Globo, para dar um clima internacional à coisa. E afinal de contas, Globo, até é o nome da gala.

O Luís Franco Bastos lá tentou safar aquilo.

E a Luciana Abreu ia semi-desnudada.

 

Nada de novo.

 

Acabei por dar uma olhadela no Pesadelo na Cozinha. 

 

(imagem)

 

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O verdadeiro Pesadelo na Cozinha

É certo que graças ao programa da TVI de domingo à noite, "Pesadelo na Cozinha", quer queira quer não, criei um conjunto de novos tiques de análise quando entro agora num restaurante.

Tornou-se inevitável não verificar por exemplo, se aquele canto do tecto é habitado por algum aracnídeo, ou simplesmente se as portas/divisórias têm pó desde 1984.

Outro aspecto importante que dei por mim a reparar é se temos acesso à cozinha. Nos casos de cozinha aberta, dou sempre uma piscadela às frigideiras. Não vá topar alguma com gordura acumulada dos 13423 produtos que já fritou.

 

Feitas algumas análises prévias, lá me sinto e sento mais confortavelmente.

 

Mas desenganem-se aqueles que acham que basta.

 

Estava num restaurante impecável, bem limpo, com empregados bem formados, bem decorado, boa carta e com cozinha aberta. Tudo para ser um sucesso e de acordo com as boas práticas.

 

No entanto quando nada o fazia prever, depois de me ter deliciado com a comida 5 estrelas, deparei-me com o verdadeiro pesadelo na cozinha.

 

Baratas? Lixo ao pé de comida? Não, muito pior... 

 

E digo-vos, cozinhas abertas nunca mais!

 

Então não é que o filho da mãe do cozinheiro estava a fazer olhinhos à namorada que apanhou o bouquet?

E ainda por cima era giro, segundo ela...

 

ASAE, já tenho o teu número em marcação rápida.

 

 (imagem)

 

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Volta ASAE, estás perdoada

Acho que nunca comentei um programa de televisão por aqui, mas neste caso não podia deixar passar.

Falo do Pesadelo na Cozinha.

 

A TVI que noutros capítulos não me seduz tanto, aqui acertou em cheio. Muito se fala de serviço público na televisão e sinceramente este é, para mim, o verdadeiro exemplo. Algo que tem o propósito de corrigir e melhorar o que vamos usufruir é obviamente útil e necessário. E para isso precisamos de um choque. Precisamos do choque que é conhecer primeiro a nossa realidade.

As audiências contam, tem publicidade, vocabulário mais forte (algumas vezes bem necessário para quebrar algumas personalidades muito próprias), sim, tem isso tudo, afinal é um programa de televisão, mas no fim temos algo a que eu chamo de Educação Culinária, para não falar das supostamente básicas Higiénica e Cívica.

Conhecia a versão original e não pensei vir a apreciar a nossa. Até porque julguei que não teríamos tanta matéria prima lastimável. Infelizmente enganei-me. Mas já lá vamos.

 

Vamos recuar um pouco no tempo. Quando ainda não existia este programa. Ao tempo em que a ASAE era vista como uma entidade ditatorial que impunha normas abusivas, ridículas e que fechava a seu belo prazer restaurantes, apenas porque podia. Esta era uma opinião relativamente generalizada. Uma espécie de prima da EMEL que só existe para lixar a vida do português trabalhador.

E agora?

Sinceramente? Acho que a grande beneficiada pelo programa é a própria ASAE. O português vê finalmente as condições lastimáveis de um restaurante que aparentemente até está bom. Principalmente para aquele cliente normal e habitual que entra e só se senta à mesa para ver a bola.

A nossa mesa, pratos, talheres embora impecáveis, não reflectem o que se passa logo ali ao lado, na cozinha. Para não falar dos pratos com molho da casa com um sabor distinto, derivado de um tal "ingrediente secreto do Chef", bom, aqui se já viram o programa saberão a que "ingrediente" me refiro.

 

ASAE, falo para ti.

Seria inteligente da tua parte perceberes o sucesso deste programa versus a tua má fama. Afinal o que falta?

Simples, faltam-te imagens. Faltam-te as provas de que não vives na soberba do teu poder. Basta-te isso.

E prova disso tem um nome. Chama-se Pesadelo na Cozinha.

 

E já ninguém te disse nada por teres fechado "O Canela", pois não?

 

Agora até já chamam por ti.

 

Volta ASAE, estás perdoada.

 

 (imagem)

 

P.A


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