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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Arrumar coisas faz mal à sua saúde

Já pensaram que espécie de ser humano supostamente evoluído nos transformamos quando estamos em arrumações?

Seja a fazer a mala, a empacotar coisas ou outra coisa qualquer que implique ter a de fechar no fim?

Se a coisa não corre logo bem, surge em nós um Hulk das arrumações. De repente só é possível arrumar por via da força. Por via do rebentamento do fecho. Hulk arruma. Hulk esmaga.

 

Anos e anos de evolução para subitamente, quando a mala não fecha à primeira, a única e pronta solução se resumir a fincarmos os dentes com força, inclinarmos a cabeça para dar aquela força extra, cerrar apenas um olho para parecer que estamos empenhados, e puxar o fecho com toda a pujança para que este consiga fechar finalmente lá dentro tudo o que queremos.

E quando, na maioria dos casos, bastava apenas usar o cérebro e ajustar o conteúdo para fechar melhor. Hulk não pensa.

 

Mas nem sempre é assim. E quando abrimos uma mala? Quando é a desarrumar?

Se a fechar nos tornamos num monstro verde sem cérebro, a abrir somos um pequeno pónei. Carinhosos e fofinhos.

 

Quando abrimos uma mala, o mundo é perfeito.

Temos todo um cuidado. Toda uma delicadeza. A roupa tem de ficar bonita. Bailamos enquanto o fazemos, até cantamos se for o caso. Os gestos são contidos e programados de forma a não danificar. Tudo é ponderado com suavidade. Delicadeza. Sem vincos ou dobras. 

É um prato gourmet, do qual somos o chef e que deve ser reservado à temperatura e local ideais.

 

Mas e depois? Quando voltamos a arrumar exactamente essa mesma mala?

O pequeno pónei dá lugar à besta. Dobramos, enfiamos, empurramos, esmagamos, saltamos em cima se for necessário. Forçamos os cantos e não interessa se é uma roupa de seda ou se é a camisa que a avó ofereceu que está por baixo. Nada. Tem é de caber. O caber torna-se numa obsessão. No único objetivo. Ficamos primitivos numa espécie de macaco Gervásio que tem de colocar os produtos no  sítio certo. Não interessa a forma. Só queremos a banana no fim.

O que antes era um prato gourmet passou a ser agora um bitoque sola de sapato, passado demais, que já devia estar na mesa há duas horas.

Enchemos tudo à bruta, descuidadamente. Até que chega a hora H. A hora da verdade.

Tentamos fechar. E não dá.

A primeira transpiração surge. Tentamos outra vez. Sem sucesso.

Os primeiros tiques nervosos começam a tomar conta de nós.

Voltamos a abrir. Tentamos pôr de outra forma. Não fecha na mesma. A nossa cor muda.

Repetimos mais duas, três vezes, nada.

Começamos a questionar a nossa vida miserável e gritamos:

"Mas isto para cá coube tudo!" , "Que fiz eu de errado nesta vida!?"

- Passam 15 minutos -

"Fechaaaa! Fechaaa!! Fecha Porra!!" - enquanto puxamos o fecho de dentes já cerrados

- Passam 25 minutos -

Estamos deitados na cama. A celebrar. Exaustos. Finalmente fechou.

 

Só que aquilo que era a nossa mala passou a assumir uma forma um pouco própria. Uma espécie de OVNI das malas de viagem. Que aparenta ser uma mala. Mas ao longe, não há certezas.

Mas coube tudo!

 

O macaco ganhou a sua banana e o Hulk foi embora.

 

Toda esta metamorfose. Toda esta paixão.

Foi exactamente o pelo que passei neste Dia de Reis.

 

Como um bom menino nascido nos anos 80, que teve religião e moral na escola somente pela viagem de estudo, não aprendi muito sobre os costumes natalícios, mas como sempre gostei muito de prendas, o Dia de Reis ficou. Assim como a particularidade de ser o dia em que se desfaz a árvore de Natal.

 

Mas, além de ser um puto dos anos 80, sou acima de tudo um bom português. Como tal, só a desfiz ontem. Fora de horas.

 

Só que não correu bem. Nada bem. Deu luta. Muita luta. E claro, a besta tomou conta de mim.

 

Provavelmente este Dezembro, no próximo Natal, voltarei a ter muito cuidado a tirá-la da caixa. Voltarei a ser aquele pequeno pónei dócil,  tal como o fiz em 2017.

 

Resta é saber se ainda será uma árvore por essa altura. Temo que não.

 

Certamente estará bem mais careca, a avaliar pelo Outono precoce que lhe causei ontem.

 

Mas coube na caixa!

 

 (imagem)

 

P.A


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Este Natal vi o Sozinho em Casa e não fez sentido

É verdade.

Não foi planeado. Aconteceu.

Este Natal tive o azar de ficar num lugar da mesa virado para a TV e de repente dou por mim a assistir a um dos filmes mais Natalícios de sempre. Não consegui evitar.

Eu sei que parece uma desculpa esfarrapada de um viciado em filmes que batem, mas prometi a mim mesmo que não faria aqui qualquer tipo de piadas, nem drogas nenhumas sobre o Macaulay Culkin.

 

Na realidade, nem foi o primeiro Sozinho em Casa. Foi a sequela. A SIC assim o ditou.

E foi exactamente por isso que pela primeira vez parei uns instantes e pensei no que se passa realmente neste filme de 1992.

 

E se o Sozinho em Casa fosse em 2018? Já pararam para pensar?

Provavelmente nem haveria sequela! Primeiro porque existe agora uma coisa chamada telemóvel. O rapaz ligava a descompor a mãe e já não ficava sozinho em casa.

Depois, mesmo sem telemóvel, a TVI descobria a situação, fazia uma grande reportagem em horário nobre sobre a problemática do abandono de menores e a mãe da criança era prontamente detida por negligência em 1º grau. Fim! Sozinho em casa 1 resolvido. Acabou a festa.

Nem haveria tempo para assaltos a moradias.

Ainda por mais, estamos a falar de uma mãe que já tinha a seu cargo 8 crianças! Já deveria estar mais do que sinalizada pela Segurança Social.

É o país que temos.

 

Mas voltando ao filme e ignorando o facto de nesta sequela a mãe voltar a "perder" exactamente o mesmo filho em 8, o que induz que se calhar até nem é assim tão involuntário da parte dela perder aquele, vamos tentar analisar o comportamento deste menor que vive sem qualquer tipo de referências parentais.

Primeiro, e isto tem de ser dito: O pai é um banana. É verdade! Tem 2 falas em cada filme.

A mãe por sua vez fala muito. Mas tem um problema, perde mais vezes uma criança de 10 anos do que as chaves de casa. Pode ser chato.

 

É portanto natural que esta criança sofra de graves problemas mentais. E sofre. Claro.

É que ao contrário das crianças da sua idade, este pequeno rebento quando olha para berlindes, não pensa em brincar com eles. Não. Pensa sim como podem ser bastante úteis se colocados à saída de uma banheira, ou perto de umas escadas para outras pessoas caírem.

Além disso acha normal e divertido mandar tijolos à cara de adultos.

E porque não electrificar uma porta? Eu próprio estava sempre a pensar nisso enquanto via o Rei Leão.

Tudo normal portanto. Uma criança de 10 anos vulgar, em pleno Natal.

 

Mas sabem o que mais assusta neste filme? Principalmente nesta sequela?

É que este pequeno psicopata loirinho tem dezenas de oportunidades para chamar as autoridades e informar que foi abandonado pela mãe. Mas não. Nem pondera essa hipótese.

Em vez disso, por sua iniciativa, resolve criar todas as artimanhas possíveis para viver à custa do cartão de crédito do pai, no hotel mais caro da cidade e criar novas e preocupantes armadilhas para voltar a torturar os mesmos delinquentes do primeiro filme.

A psicologia explicará melhor o problema desta família disfuncional, mas sabemos que algo está mal com um filho nosso quando este, com 10 anos, pensa em regar uma corda com um produto inflamável para depois, quando dois bandidos descem por ela, riscar um fósforo e dizer: Feliz Natal!

 

Um filme natalício. Dizem.

 

Mas o que mais adoro é a forma como termina. Sempre pleno de moral. 

 

E assim ao fim de 2 horas de violência pura de um menor sobre dois adultos, a família volta finalmente a unir-se numa imagem bonita de família feliz e de forte mensagem natalícia, em que a mãe delinquente abraça o seu filho psicopata, na presença do seu pai banana, sempre, mas sempre, calado.

 

Que comoção. Que bom o Natal. O Natal é isto!

 

Perfeito, perfeito, era só mesmo aparecer o Donald Trump!

 

 (imagem)

A sério?

 

Bom, uma coisa é certa, para o ano há mais...

 

Isto, se a segurança social deixar.

 

P.A.


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O segundo dia do ano

O segundo dia do ano costuma seguir um conjunto de regras muito específicas.

Existe uma espécie de menu de degustação de experiências típicas da ocasião, em que o cardápio nem muda muito de ano para ano.

Acaba por se tornar numa espécie de roupa velha. Com os restos do nosso ano anterior.

 

Ora vejamos, ao contrário do primeiro dia [do ano] que é feriado para muitos, o segundo não o é para todos.

Então é com relativo ódio que somos apresentados ao início oficial das responsabilidades de 2018 - mais conhecido por segundo dia do ano.

Vamos ser francos.

É um dia chato. Um dia de crescimento pessoal forçado. Um dia adulto. De regresso.

Um dia de reset forçado à nossa máquina para voltarmos a funcionar neste novo ano que nos espera.

Um dia que simboliza que o Natal já foi no ano passado e que a passagem de ano já foi há duas noites. E pior, que o próximo evento no calendário é aquele que nós, rapazes, nos esquecemos com facilidade. Falo claro, do dia mundial da decoração de lojas com corações vermelhos e cupidos angelicais de olhar maroto-safadote.

 

Além disso, hoje é aquele dia que achamos estranho escrever 2018.

Que nos faz parar um pouco e pensar: Caramba já estamos mesmo em 2018.  

E que se forem como eu, vão pensar que se por ventura tivessem procriado durante a estreia do filme Matrix, hoje teriam já um lindo filho de 18 anos. Pronto a votar nas próximas eleições.

 

Mas nem tudo é mau.

Hoje é também o dia mais corajoso de todo o ano!

 

O dia da inauguração dos nossos compromissos para o novo ano! Do cortar da fita da nossa exposição de resoluções para 2018! 

É a partir de hoje que vamos fazer tudo diferente! É hoje o dia de mudança!

Viva nós!

Hoje somos capazes de tudo!

Vou ao ginásio! Vou comer menos porcarias! Vou ter mais tempo para a família!

Vou pedir um aumento! Vou pedi-la em casamen...!

Desculpem.

Deixei-me levar aqui pelo entusiasmo.

 

Só que não. 

Toda esta euforia, toda esta convicção, logo, e quando digo logo é mais logo à hora de jantar, dará lugar a algo que já conhecemos bem, muito bem, de 2017:

 

-"Afinal não me deu jeito...vou ao ginásio amanhã"

 

-"Estava com pressa ao almoço, comi fastfood.[e adoro esta frase->] Ainda não tinha comido pizza este ano!"

 

-"Com isto tudo da mudança do ano, o trabalho acumulou e ainda cheguei mais tarde a casa."

 

-"Amanhã falo com o meu chefe. De amanhã não passa. Peço o aumento amanhã!"

 

-"Afinal este ano é par [ou qualquer outra desculpa esfarrapada]. Peço-a em casamento para o ano!"

 

 

E chegamos assim ao fim deste segundo dia do ano.

 

A deitarmo-nos na mesma cama de 2017.

 

Bom ano!!

 

P.A.


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Desafio | Já fiz/ Nunca fiz

Então esse Natal?

Essa balança que outrora era conhecida por roubar 1 quilito, já voltou a avariar este ano?

O quê? Dá mais 5 quilos agora? Não pode.

Enfim, sabem o que vos digo?

As balanças são como aquelas noivas que atiram bouquets para as namoradas dos outros. 

Só me apetece pôr-lhes os pés em cima.

 

Bom, mas para comemorar esta avaria tecnológica generalizada da época, guardei aqui um texto "prenda" para a ocasião.

Parece que tinha pendente um desafio que andou aí a rondar o Sapo em tempos. E como posso demorar a responder mas não viro costas a um, vamos lá ver o que sai.

 

 

Regras do desafio:

1º Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .

2º Responder à última pergunta com "sim" ou "não".

 

 
Perguntas | Respostas:
 
1. Eu nunca fiz um Interrail.
Bem, depende.
O regional de Lisboa - Santarém de 1999, nos velhos tempos em que parava em 45 estações no percurso, bem que podia ser considerado um interrail. A diferença é que eram apenas 80 minutos de êxtase. Menos higiénicos, mesmo assim.
 
Também experimentei recentemente um interrail aquático a que chamam de cruzeiro. Não sei se conta.
Se nenhum contar, a resposta é nunca. 
 
2.Eu já participei em algum concurso.
Sim mas só daqueles altamente activos, em que se envia uma SMS e pronto já nos comeram 60 cêntimos mais IVA.
De resto tenho um trauma de infância no que trata a participar em concursos televisivos. A minha avó tinha um telefone dos antigos, daqueles que ainda se esperava que desse a volta toda se o número fosse o 9. Então nunca pude jogar ao HUGO, porque quando lá chegasse a tecla 9, para virar o Hugo à direita, já tinha perdido o jogo.
Ainda hoje penso nisso.
 
3.Eu já conheci a pessoa que mais admiro.
Felizmente já conheci. Mais recentemente até lhe admirei a garra para apanhar bouquets.
 
4.Eu já caí na rua.
Não é bem cair. É esbardalhar. Se for isto. Sim.
 
5.Eu nunca desmaiei.
Bom aqui posso dizer que tive uma near-desmaio experience, que é como quem diz em português, fui coninhas.
 
Tudo começou no metro em plena hora de ponta. Estou no meu lugar e entra uma senhora muito maltratada, ainda com restos de sangue e alguns golpes na cara, que provavelmente também ia responder que sim à pergunta se já se tinha esbardalhado na rua.
Desviei o olhar e encostei-me, em pé, naquele espaço que há sempre ao pé da porta do metro. Como de resto fazia sempre. É o meu lugar favorito.
Só que desta vez foi diferente. Começo a rever aquela imagem e a ficar mal disposto. Fecho os olhos e prego uma descasca mental a mim mesmo. "Não me digas que vais agora desmaiar aqui!", "Isto está cheio de pessoas!", "Olha a vergonha!" - foram algumas das frases motivacionais sem palavrões que posso replicar aqui.
 
Sucede que, logo de seguida, abri os olhos e tudo estava branco. O som nada baixo da hora de ponta do metro, estava bem lá longe. Mal se notava. Simultaneamente dei por mim a perder força nas pernas. E pensei: "Isto está bonito está!". Assustado voltei a fechar os olhos para nova ronda de descasca mental. Desta vez à moda do Porto, com bem mais palavrões.
A malta do Norte é que sabe ca#%#%*! (caraças!)
 
Parece que resultou, porque quando voltei a abrir os olhos já estava tudo bem.
 
Por isso já sabem, se estiverem para desmaiar, digam palavrões para o sangue correr melhor.
 
6.Eu nunca estive em coma alcoólico.
No seguimento do ser coninhas do ponto anterior.
 
7.Eu nunca experimentei drogas.
Epa deixem-me lá estar sossegado. Querem que diga que sou coninhas outra vez é? Que fixação! A próxima deve ser se tenho medo de andar de avião, não?
 
8.Eu já me vinguei de alguém que me fez mal.
Se vingar é ser um espelho que reflecte algo que nos fizeram, então, já.
 
9.Eu já tive um acidente.
Um único apenas. O desenho da cena é simples:  A1 - Cão - SmartForTwo
Pista: Não era eu o cão.
 
Ia no Smart, era de noite e não vi que uns metros à minha frente um cão acabara de ser atropelado. Acabei por bater no que restava dele já no chão, deitado, o suficiente para ainda partir a frente do carro. Que é como quem diz 50% do Smart.
 
10.Eu nunca andei de avião.
Pronto, eu sabia. Tinha de vir mais uma para o coninhas responder. Obrigado.
Mas faço questão de explicar esta.
Confesso que sofro de alguma fobia no que trata a desafiar a natureza. Não é ser coninhas. É aquela coisa do voar sem asas, ou pára-quedas. Acho que é um problema meu. De confiança no fundo. Gosto sempre de ter um Plano B, não vá alguma coisa dar para o torto.
Ou o piloto estar chateado com a hospedeira e eu sem ter nada a ver com isso dar comigo numa descida a pique em direcção ao solo. E tudo só porque ele deixou o tampo da sanita para cima.
 
11.Eu já bebi demais.
Já bebi ao ponto de ter algumas falhas de memória no dia seguinte e de duvidar se toda aquela agitação ambiental seria da bebida ou do embalo do barco onde me encontrava. Mas nada de muito dramático.
Era do barco. 
 
12.Eu já confundi uma pessoa com outra.
Eu sou muito bom com caras, mas terrível com nomes. Já tive alguns episódios em que a minha face ficou colorida de vermelho à custa disto.
 
13.Eu nunca me perdi num país/cidade estrangeira.
Também não posso ser coninhas em tudo. Tenho algumas particularidades interessantes também. Uma delas é o sentido de orientação.
Se bem que nos shoppings nunca sei onde fica a Zara ou Primark.
Mas acho que é instinto animal. Protector.
 
14.Eu nunca tive uma experiência paranormal.
Tirando ver-me ao espelho de manhã.
 
15.Eu já roubei.
Corações.
 
16.Eu nunca apaguei nada do facebook por ter poucos likes
Apaguei foi por ter muitos. Se lá forem ver agora, só lá estão os que têm poucos.
 
17.Eu nunca traí ninguém.
Entre as 12:00 e as 12:01.
 
É uma questão de respeito.
 
18.Eu já disse que ia deixar de falar com alguém que me magoou mas não o fiz.
A verdade é que sou um coração mole. Posso ficar fulo, mas normalmente ainda dou uma segunda oportunidade.
Em troca de dinheiro.
 
Respondi com sinceridade a todas as perguntas? Não.
Na realidade sou bem mais coninhas.
 
 
P.A

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O presépio de 2017

Pronto, já está.

Terminado.

Já vos posso mostrar como é o verdadeiro presépio de 2017:

 

presepio.jpg

 (imagem enviada por um colega meu)

 

Feliz Natal a todos!

 

E um especial obrigado aos reis magos por terem optado por entregar as prendas em mão e não em forma de lançamento de bouquet.

Forte abraço.

 

P.A


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O dia em que a minha avó se tornou bisavó

Ainda me lembro quando o vi pela primeira vez.

Estava ali, deitado, indefeso, com todos à sua volta.

Tinha acabado de nascer. 

Embora não tivesse essa consciência naquele momento, terminara ali, naquela alcofa, o meu reinado de 4 anos de neto único.

Era o fim de P.A, o primeiro.

E um nenuco de 3kg bastou.

 

Anos depois, as memórias que saltam são dele a começar a brincar com os meus brinquedos. Até foi bom para mim. Como sou filho único, aprendi assim, cedo, o espírito da partilha. Quem dos seus 7 anos consegue emprestar por sua vontade um Robocop novo em folha a um primo de 3, está pronto para ir viver sozinho e montar o seu negócio. Já aprendeu tudo na vida.

 

Era bom não era?

Pois era.

Só que na realidade foi um pesadelo para mim!

Foram dias horríveis de tortura! Esqueçam lá isso do montar negócio aos 7 anos! Não existe! Balelas e histórias da Disney! É o que é!

Para perceberem bem a coisa, era mais ou menos isto:

 

1 - Ele arrancava pernas [dos bonecos], partia cabeças, dobrava-os ao meio e eu aprendia a ser o Macgyver dos arranjos com fita cola.

2 - Ele atirava os brinquedos aleatoriamente num raio de 1 a 2 metros e eu fazia de P.A "o cão" que os ia buscar.

3 - Ele espalhava os bonecos pela casa durante todo o dia e quando os seus pais chegavam, à tarde para o levar, ele finalmente saía. E eu passava o resto da noite à procura das tartarugas ninja, Trolls e demais brinquedos para os voltar a arrumar e colar sãos e salvos.

 

No dia seguinte, acordava e o destruidor de brinquedos já lá estava a sorrir para mim.

Vá também não era assim tão mau.

Era relativamente feliz, pelo menos enquanto havia fita cola.

 

Ontem, este pirralho destruidor de bonecada armou-se outra vez: Foi pai.

Até nisto me tramou. Estou atrasado agora. Neste Natal vou ter tudo a olhar para mim e a apontar para o relógio.

Era suposto ser eu a tornar a nossa avó, bisavó!

 

Mas olha ainda bem que foste tu primeiro.

É que assim, desta vez, vai ser o "meu bisneto" a tramar o teu.

 

Parabéns aos papás!

 

E ao bisneto que em breve irá perder o trono...

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - E não me esqueci de ti avô, perdão, bisavô!


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Novidades fresquinhas - Jantar de Natal

Se ainda não ouviram falar, dou-vos agora esta novidade natalícia aqui do pessoal Sapo.

Mas o que é isso do Jantar de Natal Sapo Blogs afinal?

Simples. Tem tudo o que um jantar de Natal tem, excepto que aqui nem somos ex-colegas da primária a batalhar pelo que atingiu maior sucesso, nem trabalhamos na mesma empresa que acha que juntando pessoas à mesa, é que se promove o teambuilding.

 

Neste caso, é só pessoal que por acaso tem um blog e resolveu aproveitar a oportunidade para se juntar e divertir um pouco à custa disso. Uma espécie de blogbuilding vá, se quiserem palavrões destes da moda, só que sem os interesses dos chefes, sedentos pela produtividade da nossa boa disposição.

 

Se preferem as versões normais destes jantares então não se inscrevam neste que vai decorrer já no dia 16 de Dezembro em Lisboa! 

Nem enviem email para a Mariana - mariana.sofia.14@hotmail.com - a indicar o vosso nome, blog, email e se possuem alguma intolerância alimentar a ser respeitada.
Nada. Não façam nada.  Fiquem a ver o perfil do facebook da Joana que na primária não sabia quanto eram 2x2 e agora ganha 5000€ por mês que é bem melhor. A bem-sucedidazinha.
 
Têm até 7 de Dezembro (quinta-feira) para se decidirem, ou até às últimas vagas serem preenchidas!
 
Relativamente ao jantar o mesmo irá decorrer no restaurante A Praça em pleno Lx Factory pelas 19:00, e cada um poderá escolher a sua refeição à carta.
Sendo Natal, o preço final será dividido por todos, excepto bebidas alcoólicas.
 
Toda a gente sabe que o pai natal é um coca-cola guy.
 

 (imagem)

 

Vamos?

 

P.A

_________________

Não se esqueçam de votar também nos Sapos do Ano aqui.


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Palavras Cruzadas || Músicas de Natal

Quando era mais novo gostava de músicas natalícias. Aquelas meio Avô Cantigas, meio Disney. Era engraçado, dava sempre no recreio da escola e normalmente era sinónimo de que as férias do Natal estavam à porta. Como não gostar?

Além disso faço anos em Dezembro, pelo que, quer queira quer não, as músicas natalícias, as luzes festivas citadinas, ou até mesmo aqueles senhores sempre dúbios se serão Pais Natal ou Sem Abrigo, sempre me acompanharam nesta fase da minha vida. 

 

Entretanto cresci e fui alterando os meus gostos. Embora sempre acompanhado destas memórias musicais de criança. 

Até que comecei a trabalhar. E aí tudo mudou.

 

Uma das principais desvantagens de trabalhar num meio corporativo, fechado, embora com muitas janelas para parecer que não, com corredores de mesas e gabinetes ligados entre si, é que se por ventura algum dos seus elementos resolve comprar uma aparente inofensiva Rena Rodolfo para a sua mesa, para antecipar o seu Natal, todos acabam por saber e participar.

Nem que seja involuntariamente.

 

Foi o que me aconteceu há 5 anos atrás. Sim há 5 anos.

Hoje ainda lá se encontra o pequeno Rodolfo e à hora da publicação deste texto, já estaremos ambos a partilhar o mesmo espaço. Eu e ele. O segundo bem mais satisfeito. 

Mas até seria tudo engraçado não tivesse esta inofensiva rena, um problema. Bom, na realidade não é um problema, é um botão.

Só que este botão não foi criado por duendes amigáveis plenos de espírito natalício como vemos todos os Dezembros na televisão. Não, nada disso. Mas sim por uma raça atravessada de Grinches bem arreliada e que chateada com o Natal decidiu dar à luz o Rodolfo.

Missão cumprida.

Trata-se de um hino à utilização de phones no trabalho. E uma forma rápida de desligarmos o telefone a um cliente mais chato.

É o verdadeiro pináculo da irritação.

 

Mas o problema não se fica por aqui.

 

Outro dia na rua, a caminho de casa, passo por uma loja, quando começa uma daquelas músicas natalícias, toda ela orquestrada e cantada de forma angelical, com o embalo de pequenos sinos ao longe, daquelas que de alguma forma nos aquece o espírito e nos faz ter novamente esperança no mundo, nem que seja durante aqueles 2.43 minutos de vida musical. 

Era uma das que gostava em criança, que me fez automaticamente viajar no tempo para o recreio da escola junto dos meus amigos da altura, numa viagem plena de memórias felizes e de joelhos esfolados.

Aliás era assim que eu me revia nas músicas natalícias. Era assim que eu as usava! Para poder viajar no tempo. E de borla.

Só que desta vez e de forma súbita, tudo parou. O recreio desapareceu.

Dou por mim de volta ao meu presente bem mais cedo que o previsto e apenas acompanhado de um som.

Era a minha voz.

 

Estava a cantar a melodia do Rodolfo.

 

 

E é isto.

 

432 vezes ao dia. 

 

 

Para os mais curiosos, deixo aqui algumas músicas que eram verdadeiros hits natalícios da altura (de quando eu era criança) não fosse eu já um idoso que pede ajuda a uma garota toda engraçada para teclar estes textos por mim:

 

Dean Martin - Let it Snow! 

Mariah Carey - All I Want For Christmas Is You

Michael Bolton - White Christmas

Queen - Thank God It's Christmas

Mariah Carey - Santa Claus Is Coming to Town

 

Ah os 90's...

 

P.A

______

Este texto foi escrito ao abrigo de uma parceria com a Rita da Nova a que chamámos de Palavras Cruzadas. A ideia é desafiar-nos mutuamente na escrita, em temas que podemos estar ou não confortáveis. Esta semana escolhi eu. Para daqui a 2 semanas, Rita, tens alguma sugestão?

 


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Vamos jogar ao Preço Certo (da renda Lisboeta) Em Euros

Esta semana, os responsáveis municipais das cidades de Barcelona, Nova Iorque e Lisboa uniram-se para limitar o preço da habitação local, num documento conjunto, reividicam maior capacidade legislativa para enfrentar o crescimento da pressão especulativa que se tem vindo a verificar.

 

Chega o momento certo para percebermos o que se passa no mercado Lisboeta. Vamos então jogar ao Preço Certo (da renda Lisboeta) em Euros!

 

Ora sejam então muito bem-vindos!

 

Hoje temos 3 fantásticos concorrentes que irão tentar adivinhar qual o preço certo, em euros, de alguns imóveis de T0 a T1 em Lisboa. 

 

Em primeiro lugar temos a Joana de 30 anos, vem de Santarém, é arquitecta, acabou o curso com média de 19. Encontra-se hoje já com trabalho a ganhar um honroso ordenado mínimo, a recibos verdes, claro.

- Olá Joana, motivada para este desafio que é saber qual o preço certo em euros de uma casa em Lisboa?

- Já estou aqui a arquitectar o preço certo!

 

Para a segunda vaga, temos o Manuel, é enfermeiro, média 17, tem 28 anos e tem finalmente um contrato de trabalho, muito embora tenha actualmente a sua carreira congelada.

Passou todo o tempo da Troika em Portugal a saltar de clínica em clínica, coleccionando recibos verdes. Esteve quase a sair do país quando Passos Coelho lhe abriu a porta. Mas conseguiu ficar. Tenta agora aqui a sua sorte no preço certo da renda Lisboeta em euros.

- Olá Manuel, pronto para o desafio?

- Vamos lá picar essa veia imobiliária!

 

 

Por fim, em terceiro lugar, temos a Ivone, é professora, tem 30 anos, média 17, e ainda não conseguiu colocação. Esteve 6 anos fora da área a aguardar a sua primeira vez. Vive em Viseu, mas só conseguiu agora trabalho em Oeiras, numa escola privada, a recibos verdes.

- Olá Ivone, pronta para dar uma lição aos seus colegas?

- Sempre!

 

Estes 3 concorrentes procuram agora saber se poderão viver em Lisboa, mas para isso terão de acertar primeiro no preço certo da renda lisboeta em euros! Boa sorte aos 3!

 

Vamos começar com o nosso primeiro jogo. 

 

Qual o preço certo da renda mensal, em euros, deste um magnifico T0 de 31m² em Chelas, Lisboa? Repito 31m²!

 

Público - 300€!! 350€!!

 

Joana - Ora T0, em Chelas..., 31 m²... 325 por mês! Este, com o meu ordenado mínimo, conseguia pagar!

Manuel - Eu não gosto muito de Chelas, mas diria pela área e estado... 320!

Ivone - Concordo com a Joana, mas vou arriscar os 350.

 

 

As vossas apostas foram fechadas! O preço certo desta renda mensal em euros deste imóvel é......

 

650 euros mensais!

Isso mesmo, bem mais do que o ordenado mínimo nacional.

 

Público - Eu disse! Eu bem disse!!

 

Joana - Afinal não podia pagar este T0...

Manuel - Não chegava a esse valor.

Ivone - Também não ia conseguir pagar a renda...

 

Passamos agora ao segundo desafio. Boa sorte aos 3.

 

 

Qual o preço certo em euros da renda mensal deste magnífico T0, totalmente remodelado, em óptimo estado, com 47 m², na baixa Lisboeta:

 

 

Público - 700€!! 750€!!

 

Joana -  Bem na Baixa é sempre caro. Sendo um T0, com 47 m²... arrisco já por cima uns 800 por mês. Está muito querido e com muito bom gosto. Infelizmente este sei bem que não posso pagar...

Manuel - Eu gosto bastante da baixa Lisboeta, aposto nos 850. Infelizmente, como enfermeiro não tenho como o pagar.

Ivone - 800€ acho bastante para um T0 só com 47m² , vou para os 700. Mas mesmo assim também não daria para mim, só a dar aulas.

 

 As vossas apostas foram fechadas! O preço certo da renda mensal em euros deste imóvel é......

 

1700 euros mensais!

Aproximadamente o triplo do salário mínimo Português!

 

Joana - Nós os três juntos seria mesmo à conta!

Manuel - Bem verdade!

Ivone - e os três a viver em 47 m²!

 

Chegamos agora à montra final!

 

 

A montra de hoje é composta por um fabuloso T1 de 50 m²! Mais 3  que o anterior. 

Em plena avenida da Liberdade, na praça dos Restauradores, trata-se de um fabuloso segundo andar num prédio sem elevador, totalmente remodelado e em que a traça antiga foi preservada em todo o seu esplendor.

 

 

 

Público - 1700€!! 1750€!!

 

Joana -  Avenida da Liberdade? Que bela montra final a de hoje!  Mas não deixa de ser um T1 com áreas de T0... A avaliar pelo anterior, arriscaria já muito por cima, os 2000! Já teria que trabalhar 4 meses para pagar um mês de renda aqui!

Manuel - Nem sei quantificar na Avenida da Liberdade, 2300? É um T1 pequeno mesmo assim.

Ivone - Vou arriscar nos 2600, mas não faço mesmo ideia... Mais do que 300 mensais não dá para mim.

 

 As vossas apostas foram fechadas! O preço certo da renda mensal em euros deste imóvel é......

 

4000 euros mensais!

 

Isso mesmo, cerca de 7 salários mínimos.

 

Que pena!

Estiveram quase a destronar a nossa grande vencedora do concurso! Aquela que foi a última concorrente a conseguir sair daqui com a montra final!

 

Podes descansar neste Natal, Madonna. Ainda não foi desta.

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

Olha que ideia que sim senhor - Jantar de Natal Sapo Blogs (e outros também)

E que tal agora, do nada, poderem conhecer finalmente ao vivo aquela sexy mother blogger que seguem há anos?

Ou a versão para elas...

Que tal saberem finalmente quem são aqueles 6 ou 7 homens com blogs em toda a comunidade? Esses machos alpha a teclar.
Essa fruta da boa!
 
Ok, sim, estou a exagerar. 
São só 5.
 
Não? Tudo bem!
 
Então não se inscrevem para o Jantar de Natal Sapo Blogs (e outros também) que vai decorrer já no dia 16 de Dezembro em Lisboa! 
Nem enviem email para a Mariana (que também não é nada sexy mother blogger) - mariana.sofia.14@hotmail.com - a indicar o vosso nome, blog, email e se possuem alguma intolerância alimentar a ser respeitada.
Nada. Não façam nada.  Fiquem em casa a lamentar que é bem melhor!
 
Têm até 7 de Dezembro para não se inscreverem!
 
 
E que tal agora, do nada também, além disto tudo, brincar um pouco aos prémios que não são bem prémios e participarem na votação dos Sapos do Ano que a Magda está a organizar? 
 
Basta conhecerem algum blog que gostem numa ou mais das seguintes categorias:
 
Opinião, Humor, Livros, Moda, Poupar, Música, Fotografia, Comida, Família e Generalista
 
 
e enviar para -  magda.pais@gmail.com - .
 
Ainda vão a tempo, a votação termina a 25 de Novembro! Depois a lista fica reduzida aos mais votados por categoria, para o sprint final de votações até dia 16 de Dezembro!
 
 
"Ah mas tenho de votar para ir ao jantar?" ou "Jantar para votar?"
 
Não.
 
"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"
 
E com esta despedida à Lili Caneças, outra fruta da boa, me despeço.
 

 (imagem)

 
 
P.A
 
 
- Sugestões, dúvidas ou simplesmente dinheiro que tenham a mais e não saibam o que lhe fazer, podem enviar-me email, ou comentar por aqui.
 
- Conforme o número de inscrições daremos futuramente mais informações relativas ao local e preço.
 
Vamos lá ao nosso primeiro jantar!

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