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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O verdadeiro primeiro dia de aulas

Com esta temática toda do regresso às aulas pus-me a pensar em todos os meus primeiros dias de aulas.

Cheguei então a uma conclusão:

 

O verdadeiro primeiro dia de aulas é o do primeiro ano da primária. É o primeiro choque. Não temos referência. O colégio da na minha altura, não se comparava, ou pelo menos não me preparou em condições. O primeiro dia na primária, é aquele verdadeiro filtro do miúdo mimado, do que não gosta dos pais e por isso nunca chora, ou daquele que ainda não tem personalidade para tomar qualquer tipo de decisões e limita-se a imitar os restantes.

Eu fui os 3.

Sim, ainda hoje me lembro daquele momento em que os encarregados de educação deixam os seus filhos na sala de aula, naquelas mesas todas ligadas em forma de U, rodeado de outros miúdos que, tal como eu, não sabiam como foram ali aterrar. Uma espécie de reunião de crianças anónimas com problemas de adição, em que se chora igualmente pela ausência da sua "heroína". A mãe.

 

Mas voltando a mim. Sentei-me e vi a minha avó a acenar. Vejo outros pais a fazerem o mesmo. Estava bem com aquilo, pensei que era um jogo, acenei também. Mais tarde soube que dei uma falsa sensação de segurança à minha avó, que foi toda orgulhosa para casa, a pensar que eu já era um homenzinho. Comecei cedo a simular a minha postura de macho alpha. Tretas.

A minha avó sai. Os outros pais saíram.

De repente, aquelas crianças aparentemente normais, tornam-se em pequenos monstros piegas, mimados e irritantes! Iniciam um choro em sintonia gritante sem qualquer pré-aviso. Não percebo o que se passa! Não me passaram o guião? Também sou criança.

Olho para o lado e vejo uma cara de criança de boca aberta, desfigurada de tanto choro, olho para o outro lado, outra ainda mais feia e ranhosa. Imperava a confusão e berro!

Se foi por não ter personalidade, ou por susto com tanta cara feia não sei, a verdade é que desatei a chorar ainda com mais afinco e cara feia do que os restantes. De tal forma que ligaram para a minha avó.

 

Ganhei. Entrei no grupo. Fui aceite. Respeitam-me.

 

Não interessa o motivo, só sei que já vão todos querer brincar comigo. Ganhei o óscar do chorão da primária que até a avó tiveram de chamar. Sou famoso.

 

Quando tiver um filho vai receber a dica do pai. Aproveita bem o primeiro dia da primária. É o único dia da tua vida em que chorar em público te pode tornar no líder da turma. 

Não te preocupes filho, a dignidade é algo que só se adquire depois. No segundo módulo do segundo ano.

 

Se soubesse tinha chorado ainda mais. Até as meninas sabiam quem eu era.

 

Hoje em dia, já choro menos. Perdão, não se diz chorar. Macho Alpha não chora. Diz-se "Entrou-me uma coisa para o olho" que é algo bem mais machão de se dizer. 

Mas por acaso a última vez que chorei, foi quase ao nível da primária. Fiquei igualmente desfigurado, contaram-me. E tudo por causa de uma maldita alergia.

 

Sou alérgico a bouquets.

 

 (imagem)

 

P.A.

 

P.S- Um abraço especial para a malta estudante. Animem-se! Já só faltam 9 meses para as férias grandes.


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Em Banho Maria - A Rentrée

Tenho uma péssima notícia para vos dar.
 
Péssima também não. Pronto, mazinha. Pelo menos para mim.
 
Lembram-se de uma rubrica que eu tinha com uma tal de Maria que era uma bruta, mas bruta, bruta, brutinha mesmo??
Bruta boa pessoa?
 
Essa mesmo, a Maria aqui do SapoBlogs.
 
Pois é, já que estamos num período de rentrée (termo chiquérrimo), achámos bastante apropriado aproveitar a boleia. 
Até porque com este final de Agosto e início de Setembro chuvosos, mais vale ficar em casa a escrever do que a tomar banho na praia. Sem ir à água.
 
Maria, já saiste da casa de banho? Estou aqui a engonhar... Diz olá aos senhores! 
 

Maria: Sim estou pront...erm..Olá a todos!! que saudades que tinha desta espécie de rubrica! Andei durante meses a implorar ao PAzinho para “voltarmos” mas ele diz que eu lhe dei cabo dos neurónios… Não percebo.. 

Mas olha que no entretanto deves ter andado a beber caipirinhas com lima estragada! Desde quando é que fazemos rentrées ou lá o que é isso? Para mim o Verão ainda não acabou oh P.A!

 
P.A: Por acaso não estarás naquela rentrée do mês?
Maria: O_O
 
- tentativa nada descarada de injecção de publicidade no meio do texto, como nas novelas -
 
P.A: Bom, deixa-me pôr as coisas de outra forma então. O que é esta febre das pessoas com as "rentrées"? Não consigo perceber. Eu, por exemplo, odeio as reentres na Primark! Tenho suores frios só de pensar.
  
Maria: Dessas então quero distância. Não gosto de locais com muito povo junto…
 
P.A: Mas no entanto vais na mesma não é?
 
Maria: Sim, tirando o povo todo, aquilo até tem coisa giras e baratas!
 
P.A: Ai sim Maria? Estarás a falar daquele magnífico Top castanho claro, de duas alças finas, que fica a condizer perfeitamente com essas tuas calças de ganga também elas Primark e que possuem, ao contrário do que se possa pensar, uma extraordinária e elevada qualidade? -tudo dito com um sorriso na cara e de forma extremamente descontraída como se não estivesse a fazer descaradamente publicidade a uma marca.
 
MariaComo é que adivinhaste P.A? É isso mesmo!  São artigos fantásticos!! Diz a pequena Maria enquanto dá uns saltitos para ver se aparece no plano da TV, ao meu lado.
 
- fim de tentativa nada descarada de injecção de publicidade no meio do texto como nas novelas -
 
 
Posto isto, sim é verdade. Somos uns vendidos.Todos nós temos o nosso preço. A mim bastou uma sandes mista. A Maria, ganhou um vale de "Apanha tudo o que puderes em 10 minutos" (em loja).
 
Fui mais esperto. Não suei nada e fiquei de barriguinha cheia a vê-la correr!
 
 
P.A: Bom voltando ao texto. Maria, ainda antes da rentrée na vida activa, vamos falar do que se passou antes: as férias. Foram boas?
Maria: Foram muito boas, rumei a sul  e fiz campismo (quase) de luxo!
P.A: Quase luxo? Como assim? Havia caviar mas do Bom Petisco? Ou o Sushi era de Cavala? 
MariaQuase de luxo ao nível da tenda que até sub-cave e sótão tinha. Bons petiscos não faltaram, mas principalmente muita super bock…
P.A: Uma tenda T4 portanto. Por falar em bons petiscos para ti, por acaso viste alguns daqueles tanques de lavar roupa, six-pack, como as meninas chamam, que depois também têm uma cara, às vezes, também têm um cérebro e depois unidas todas as partes, formam, no seu conjunto, um homem?

Maria: Se por acaso estás a falar de six packs besuntados em óleo, com bronzes dignos de um deus grego e de me deixar a arfar… Vi uns quantos sim.

Estranhamente, sempre que os via, aparecia um carro da GNR a mandar-me parar de correr atrás deles… Acho que eles tinham qualquer coisa contagiosa e a GNR estava lá para me proteger…

P.A: O_O

P.A: Agora que penso nisso, acho que vi qualquer coisa na CMTV era mais ou menos isto: "Louca por homens em tronco nu é salva, por GNR's, de doença contagiosa." Claramente CMTV.

Maria: O_O

 

P.A: Estou a ver que foram umas férias muito animadas, sim senhor. E no areal?  Além de estares a ser constantemente salva por GNR's, és rapariga para te pintar toda de protector solar ou gostas mais de arriscar e revelar o teu lado de papoila saltitante, frita?

Maria: Hoje em dia, (não há muito tempo) sou rapariga para me besuntar com protetor. Jeitosa e habilidosa como sou, falta sempre passar nalgum sitio e apanho escaldões em manchas… É lindo de se ver.

P.A: Eu sabia que faltava qualquer coisa! Agora sim tenho a certeza: "Parcialmente queimada e louca por homens em tronco nu é salva, por GNR's, de doença contagiosa." Isto sim é 100% CMTV!

Maria: O_O
 
 
P.A: Bom e de resto? A rotina é ficar colada à toalha e nem sequer chegas a ir à água?
Maria: Sou muito friorenta. Sou capaz de passar um Verão inteiro só na toalha. No Algarve, apanhei a água fantástica e voltei à minha adolescência. (quase) Sempre dentro de água.
 
 
P.A: Devo dizer que se nota. Nas últimas rubricas do "Em banho Maria" , banho, só mesmo no título...
Maria: O_O
Maria: ?!?!? Olha nem precisas de tirar a T-shirt P.A! Mostro-te já a louca parcialmente queimada!!
 
 
P.A: Estou a brincar Maria! Não me lembrei que estavas naquela rentrée do mês!
 
 
 

 (imagem)




P.A e Maria (a parcialmente queimada e louca por homens em tronco nu, que foi salva, por GNR's, de doença contagiosa)

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O Topless

Existem sentimentos mistos no que trata ao Topless.

Eu sou a favor. Todos nós devemos ser livres de poder tomar essa decisão. Mas por outro lado, existem alguns casos que fazem confusão a alguns rapazes.

Fica-se então pelo seguinte: 

SIM ao Topless

*excepto em homens com mamas.

(Cria confusão desnecessária no cérebro masculino.)

 

 

Para quem não sabe, Topless é a arte divina que uma donzela tem de, ao retirar a parte superior do seu biquíni,  transformar a maioria dos homens em seu redor em homus poucus sapiens et extremamentus atentus.

 

Esta espécie masculina é caracterizada pela sua inabilidade pública de conseguir desviar o olhar de tal ausência de tecido e geralmente padece de torcicolos crónicos. Alguns, mais chico espertos, apresentam sinais de uso e abuso de óculos de sol - ignorando o facto dos seus olhos, mesmo assim, estarem visíveis para todos.

Têm como hábito, numa semelhança à reza islâmica, de se virarem na toalha sempre orientados, não para Meca, mas sim para o Topless. E assim ficam horas. Na sua reza. Religiosamente orientados. 

 

Como eu sou preguiçoso e conheço este comportamento masculino, sempre que chego a uma praia e sinto o chamamento "divino" não perco tempo em busca de "Mecas", sinceramente não me preocupa, afinal de contas basta olhar para os olhos dos machos que já lá estavam e já o fizeram por mim antes.

Nunca me falharam nas suas rezas.

 

No entanto, como normalmente estão acompanhados por conhecidos/família/amigos gostam de se manter publicamente ateus ou então fiéis sim, mas apenas à religião da sua companheira. Pelo que acabam por realizar a sua reza a "Meca" sempre de forma clandestina, como se um acaso do destino se tratasse e nunca fosse essa a sua real vontade, numa espécie de "calhou estar virado para ali", como se os seus movimentos na toalha fossem todos eles inocentes, arbitrários e insuspeitos.

Se por ventura um amigo/marido/namorado/vizinho/etc vosso voltar de férias com um escaldão apenas no braço direito, já sabem para onde fica "Meca" este ano, na Praia da Rocha.

 

Para os mais desnorteados fica claro o porquê de a praia do Meco se chamar Meco. É auto-explicativo. Afinal de contas é a praia mais "religiosa" de Portugal, conhecida pela peregrinação constante dos religiosos mais fundamentalistas do topless: os nudistas.

 

 

Aos mais ateus, aconselho a não ir. Até porque seriam vocês os observados.

 

Afinal de contas iam ser vocês os Adão e Eva que comeram a maçã. Ali todos vestidinhos e infiéis.

 

(imagem)

 

P.A

 


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Como escolher o homem certo

Como hoje, por essas 7:44, foi registado um pequeno sismo (de 4,3) com epicentro em Sobral de Monte Agraço, sentido também por toda a Lisboa e eu sempre sonhei escrever artigos dignos desta nova categoria que anda muito na moda, a "Lifestyle", percebi este sinal da natureza e junto finalmente o útil ao agradável, aqui no blog.

 

Natureza podes descansar. Deixa lá de brincar ao Jenga com as placas tectónicas. Eu cedo à tua chantagem física.

 

Vamos lá ser "Lifestyleiro" e "Cool" e "In" e "yes".

 

Certamente já se questionaram alguma vez na vossa vida:

Estão com uma pessoa. Tudo parece correr bem na vossa relação. Mas como saber se aquele jovem masculino mais ou menos robusto que está ali à vossa frente é realmente o ideal para vocês?

Até agora parece ser uma pessoa normal. Fala, é bom sinal, e até tem algum sentido de humor. Mas chegará esta primeira impressão?

Foi realizado um estudo que concluiu que as mulheres demoram, em média, cerca de 7 segundos até saberem se alguma vez vão gostar daquele homem. A tal chamada primeira impressão.

Mas será obra do vosso instinto feminino, que desconheço, a funcionar? Ou depende apenas da quantidade de Axe com que ele se regou antes de aparecer?

Eu e a Axe preferíamos certamente a segunda. Mas embora ajude "Axionar" essa perfumada rega antes de vos conhecer, mesmo assim não é garantido o sucesso nesta vossa primeira análise.

 

Por isso, apresento-vos 3 dicas infalíveis para ajudar a não serem surpreendidas quando já for relativamente tarde, naquela a que chamo de noite de todas as verdades: A noite de núpcias.

Quando, qual filme do "Senhor dos Anéis", o vosso pequeno e eterno Romeu, depois de colocar o anel no seu dedo se transforma num Gollum alucinado. Tudo porque o Benfica fez outra vez uma má pré-época.

 

Embora tema represálias por revelar informação altamente confidencial sobre a irmandade masculina, selada por décadas e décadas de evolução testosteronal, como me pagaram um café (dos cheios), aceitei divulgar.

 

Aqui vai: 

  

  • Olhem sempre para o porta-chaves dele

 

Sim. Porta-chaves. Um porta-chaves masculino diz muito sobre um homem.

Um homem só com uma chave, é um homem só com uma casa ou só com um carro. Aquela chave garantidamente não abre os dois.

Por isso, ou vive com a mãe, ou no carro.

Por outro lado, um homem com mais do que 5 chaves. É mais problemático, provavelmente, não terá tempo para vocês.

E pela certa terá já outra família...

 

Sugiro que procurem então um homem com 5 chaves. Nem mais, nem menos. É esse o homem ideal.

Curiosamente, nem me tinha apercebido que é o exacto número de chaves que tenho actualmente no meu porta-chaves. Coincidência.

 

 

  • Ponham-no a falar com a avó

 

Sim é um óptimo teste. Se ele não fizer aquela voz fininha de netinho da vóvó, não tem coração. Tem uma pedra.

E eu não digo isto porque fui gozado quando aconteceu a primeira vez e agora tinha de dar a volta à situação. Não. Foi um estudo que li também.

 

 

  • Acompanhem-no num hobbie dele

 

Seja ir ao estádio ver futebol, seja a colar selos ou a jogar FIFA ou PES. Tem de ser algo que ele goste bastante, para estarem no ambiente dele.

Se por acaso forem ao estádio ou estiverem com ele no auto-denominado "tempo de Playstation" e não lhe ouvirem um único palavrão, é normal. Está tudo bem. Mas se por ventura ele for dos que gosta de colar selos e nesse período não lhe ouvirem soltar nenhum tabuísmo, aí sim, desconfiem. Está-vos a esconder alguma coisa.

Ninguém de bem cola selos sem recorrer à asneirola. 

 

 

 

(imagem)

  

Depois digam como correu.

 

E se sentirem aquele tremer quando virem o tal rapaz, não "sismem" logo que é o tal. Pode ter sido apenas outro sismo de 4.3.

 

P.A


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Hoje é o melhor dia para trabalhar!

Hoje é aquele dia que há 8 meses atrás, na entrada do novo ano, todos os que trabalham, olham pela primeira vez o actual calendário (como fazem desenfreadamente todos os anos) e ao repararem no 14 de Agosto, exclamam prontamente uma palavra:

 

PONTE!

 

Aquela felicidade anual de conseguir encaixar todas as peças do nosso dominó do ócio, por forma a unir o maior número possível de fins-de-semana a feriados, atinge hoje um dos seus expoentes máximos.

Feriados em Agosto, só podiam ser religiosos. É obra divina. É caridade na sua mais pura forma.

 

Hoje, com aquele tiro certeiro no submarino, no Agosto-14, conseguimos uma frota anti-laboral de 4 dias.

Nem nas grandes marcas vemos promoções assim. "Tire um dia de férias, leve 4 seguidos sem trabalhar" - É marketing demasiadamente agressivo.

 

No entanto, tenho uma outra ideia. Vamos ser racionais. Não vamos comprar logo aquele colchão que, se calhar, nem precisamos.

Não vamos ser logo devorados por este tsunami de marketing anti-laboral sem pensarmos bem primeiro. Com calma.

 

Eu admito. Não tenho vergonha em dizer: Hoje não faço ponte.

 

Mas antes de me chamarem nomes e acharem que saí do armário cedo demais, experimentem primeiro trabalhar hoje.

 

A sério, reparem nisto:

 

- Hoje o vosso adorado chefe não trabalha;

- Hoje, provavelmente, os vossos clientes não trabalham a 100%, logo vão ter um dia mais calmo;

- Hoje, terão também pouco trabalho e acabam por receber o ordenado na mesma;

- Hoje, além de vocês, terão apenas na vossa empresa, o segurança e mais as 3 pessoas que leram isto; [Força mãe, avó e leitor desconhecido da Amora! Bom trabalho!]

- Amanhã têm o vosso feriado intacto na mesma;

- E ainda ganham um dia de férias que podem tirar num outro dia qualquer e de preferência quando o vosso adorado chefe trabalhe;

 

Há que ser racional. Pragmático. Hoje é o melhor dia para trabalhar!

 

E não andar para aí a inventar/escrever textos só para me sentir bem, tudo porque o adorado do meu chefe não me aprovou hoje o dia. 

 

Adoro gestão racional.

 

 

(imagem)

 

P.A


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Quando ele decide pedir a rapariga em casamento

Calma. A resposta é não. Ainda não.

Não sou eu.

 

Hoje trago-vos um texto de um amigo que, mesmo sem a pressão de um bouquet, resolveu pedir a sua amada em casamento.

 

Inacreditável? Ou mais corajoso que alguns P.A's que para aí andam?

Digam-me vocês.

 

Deixo-vos então com o CR.

 

Calma. A resposta é não outra vez. Não é o Ronaldo. Nem existem bustos, nem encomendas "aos pares" aqui.

 

Olá! Sou noivo!

Aliás, sou um entre muitos que sempre sonharam com esta fase até ao dia do grande momento: aquele fato comprado em saldos no ano transacto que com mais 5 quilos já não serve; os amigos e família que parece mal não convidar; o crédito pessoal com juros a 13% para as flores; o fotógrafo que quer ser wedding planner; a wedding planner que quer ser noiva; enfim, toda uma panóplia que nos motiva a encarar e a considerar o amor como algo para toda a vida, pelo menos até que a paciência nos separe!

 

Mas antes de todo este divagar, existiu um "click" por inacreditável que pareça. Algo que sem saber confessar, me fez integrar o Partido da Monogamia. Acreditar que a minha plenitude, passará por dormir em conchinha sempre com a mesma pessoa, até desenvolver úlceras de pressão ao nível dos trocanteres. [Um pequeno alerta: O CR trabalha na área da saúde, querem saber o que é? Pesquisem que eu também não sabia. Preguiçosos.]

 

Cerca de dois anos e sete meses foram suficientes para considerar este pensamento. Se existe um tempo ideal prévio de namoro, até um eventual pedido de casamento? Existe: o seu! (desde que não considere o resumo deste tempo a só um dia, e após uma ressaca de quinta-feira no Urban Beach). O tempo deve ser suficiente para que pare, e sozinho pense: "Esta pessoa aceita-me como eu sou? Aceitará as minhas manias e ainda assim, continuará com um brilhozinho nos olhos?".

 

33 anos de idade, alguns bate-chapas, dois namoros - 5 e 3 anos, considerados protótipos de união de facto, permitiram-me algum "know-how", capaz de ter alguns argumentos, num qualquer debate televisivo contra o Manuel Maria Carrilho.

A pressão social sobre o tema existe e é um preconceito! Se entre as mulheres, o desejo é fervoroso no avanço masculino para uma vida solitária a dois, entre os homens reina a "machesa" de um curriculum vitae preenchido com competências adquiridas através do maior número de nacionalidades femininas possível! Ora, o bullying perante um lobo solitário que se decide "anilhar", é uma premissa constante, nas conversas matinais aquando o café & cigarro!

 

A questão da idade, também é considerado um factor de pressão, mais no sexo feminino pelo período fértil de ovulação! "33 anos?! Com a tua idade, já tinha os gémeos e estava grávida do Afonso!" (igual a já não posso com as tuas fotos de viagem no Instagram com #metenojo).

Quero acreditar que o Mick Jagger e os seus cerca de vinte filhos, fazem justiça a que nunca é tarde para nada, ao som da "Satisfaction".

 

Em suma: todo este processo é como um lançamento de pára-quedas, pelo menos, imagino que assim seja, visto nunca ter saltado! A adrenalina e o medo é uma constante até ao "lançamento". O take-off do avião, apesar da proximidade com o céu, faz-nos pensar no harém que deixamos para trás, bem assente na terra, numa saída à noite no Kaxaça.

Depois de "saltar", não há volta a dar. Existem duas opções: sabemos que a sensação de liberdade de voo poderá perdurar até ao final das nossas vidas; Ou a condução do voo da nossa companheira nos faz entrar num estado de inconsciência e passividade, que não nos salvará de um "divórcio" com o pára-quedas de reserva!

 

CR

 

CR, obrigado por este verdadeiro serviço público.

Eu já anotei algumas coisas...

 

E o pedido, como foi? - Perguntam vocês.

Vai ter de ficar para uma próxima!

 

 

 (imagem)

 

P.A

 


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Quando a Justiça mais parece uma sessão de Stand-up Comedy

Um homem no Texas deslocou-se ao banco, com a esposa, e quando chegou a sua vez, o que desde logo revelou alguma educação da sua parte, apontou educadamente uma arma ao funcionário e entregou um bilhete a informar que se tratava de um assalto:

 

Assaltante: "Por ventura e se não lhe for inconveniente, poderia contactar as autoridades e informar que eu estou a assaltar este banco?"

Funcionário: "Ora essa caro assaltante, vou prosseguir com essa chamada de imediato."

Funcionário: "Deseja algum dinheiro? Uma água?"

Assaltante: "Não se incomode, pode dar na mesma, mas não me dá muito jeito segurar por causa da arma. Vou aguardar ali na sala. Não se esqueça é do tal telefonema, está bem?"

 

De seguida senta-se de arma em punho, a esposa mantém-se estupefacta, e aguarda gentilmente a chegada da polícia.

 

Das duas uma, ou é fã de Prison Break, o que não censuro. Afinal de contas só quer ir safar o irmão que está na prisão.

Ou então apostou que a Maria Vieira não ia escrever um livro sobre os seus comentários no facebook e perdeu.

 

A polícia é rápida a chegar e algemam o dito senhor. E quando este passa pela esposa, completamente chocada com tudo o que estava a acontecer, o senhor dirige-lhe umas românticas últimas palavras:

"Finalmente vou ficar livre de ti!". E sai de cena. 

 

Parece que afinal este senhor queria sair da prisão, sendo preso.

 

Terá de ser agora ela a "Amar pelos Dois"?

 

Na realidade não.

Acabou por vir a público em julgamento, algo bastante sério, o "alegado" assaltante era afinal vítima de violência doméstica.

 

Esta informação sensibilizou de tal forma os juízes, que de uma pena de 20 anos de cadeia do qual poderia ser alvo, sendo o Texas um dos estados onde mais severamente se punem as tentativas de assalto, acabaram por lhe reduzir a pena para 2 anos.

E bem, dizem vocês? Onde é que está o Stand-up da Justiça afinal?

 

Simples. Os juízes, sensibilizados, também não acharam por bem enviar o senhor para uma prisão institucional. Nada disso.

 

Condenaram-no a dois anos em prisão domiciliária.

 

Adoro humor judicial inteligente.

 

Será certamente a primeira vez que alguém será a bitch de outro, em domiciliária.

 

 (imagem)

 

P.A


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O Crava e o Agarrado entram num Restaurante...

Podia ser um início de uma anedota, mas é só mais uma alusão a comportamentos humanos cómicos.

 

Mas antes de imaginarmos quem paga o quê neste restaurante, vamos começar por apresentar cada uma das personagens.

 

O Crava

Embora o crava pense ser uma pessoa que nem dá muito nas vistas, toda a gente o conhece.

O crava é aquele elemento do grupo que mesmo que o tema discutido no momento seja qual a cor da gravata do Goucha no "Você na TV" de segunda-feira, se chega à frente e diz:

"Epa por acaso, não tens uma pastilha?"

Ou então:

"Alguém vai ter de me safar nesta, lembrei-me agora que tenho ali o carro no parquímetro e não tenho trocos"

Ou então algo até mais comum, à beira da máquina do café com um amigo:

"Pagas-me este que eu pago-te depois"

 

É esta a vida do crava. Uma vida saltitante de amigo em amigo, à medida que se vai esgotando o stock de empréstimo por cabeça. Vai saltando numa espécie de versão mais velha de um filho adolescente que ora pede umas vezes à mãe, outras ao pai e aos fins-de-semana aos avós.

No fundo o crava é um Peter Pan que se recusa a crescer no que trata a comprar coisas que sabe que outros lhe podem dar. É esse o segredo da sua carteira sempre jovem, lá bem longe, na Terra do Nunca (vou pagar).

 

 

O Agarrado

Se o crava é o Peter Pan, o agarrado é, por oposição, o Capitão Gancho. Este até pode ter um tesouro no barco, mas não empresta um cêntimo a ninguém. Preferindo até ficar sem a sua mão, a perder o seu dinheiro.

O agarrado é aquele elemento do grupo que normalmente até fala bastante. Está ali a rir com o pessoal, a mandar as suas piadas, as suas graçolas até que de repente detecta alguém nas suas proximidades a iniciar o discurso da seguinte forma:

"Ah, faltam-me 2 euros..."

"Bolas não reparei nisto, por acaso podes-me..."

"Esqueci-me da carteira em casa..."

 

E tudo muda. A graçola termina e a piada fica para outra altura.

O agarrado não quer que saibam que ele é agarrado, então liga o modo de emergência e tenta colocar-se estrategicamente, e sempre de forma subtil, um bocadinho mais distante da pessoa emissora daquele semi-pedido. Para assim, quando o pedido terminar, não ser ele a pessoa mais próxima e a ter de responder. Mantém assim a sua imagem e dinheiro na carteira intactos. Plano perfeito.

Mas caso o agarrado não consiga sair a tempo, assume uma espécie de plano B. Este plano resume-se a tirar a carteira, bem como abri-la da forma mais lenta possível que conseguir. Para assim dar tempo que algum outro colega do grupo (não agarrado) se chegue à frente e empreste primeiro.

E aí o agarrado feliz, sorri, comentando "Eu ia dar, mas foste mais rápido...".

 

Agora imaginem os dois num restaurante:

 

A escolha:

O crava pede sem olhar a custos.

O agarrado faz contas ao que escolhe para no fim saber exactamente o que tem de pagar.

 

Durante a bebida:

O crava pergunta se a bebida está boa e se pode provar.

O agarrado afirma convictamente que tem herpes enquanto o enche o seu copo até ao topo, esvaziando a garrafa.

 

Durante a refeição:

O crava retira batatas fritas sem perguntar.

O agarrado puxa ligeiramente o prato para si.

 

Na sobremesa:

O crava pede a mais cara.

O agarrado não quer, está cheio. (de fome)

 

Quando chega a conta:

O crava dá pela falta da carteira.

O agarrado tenta pagar directamente, só a sua parte, na caixa.

O crava volta a dizer que só agora deu pela falta da carteira.

O agarrado atende um telefonema urgente fantasma.

O crava tenta tirar o cartão da mão do agarrado e pergunta qual é o PIN que ele próprio marca.

O agarrado faz sinal que está com pouca rede e tem de sair, puxando o cartão para si.

O crava insiste mais uma vez.

O agarrado tenta fugir mais uma vez.

 

E é neste momento que se destroem amizades, meus amigos.

 

É que o crava não tem mesmo a carteira consigo, faz parte da sua irreverência de Peter Pan, portanto o agarrado, a bem da situação, acaba sempre por ter de pagar.

Ou isso, ou vai mesmo embora por culpa do seu telefonema urgente fantasma e o crava acaba a noite a lavar pratos.

 

Mas uma coisa é certa, aquela amizade nunca mais será a mesma.

 

Fica finalmente claro porque motivo o Peter Pan e o Capitão Gancho nunca foram vistos a jantar.

 

Por isso, meus amigos, muito cuidado com quem saiem à noite.

Mas pelo sim, pelo não, mais vale saírem com agarrados.

 

É que esses, pelo menos, sempre pagam o deles.

 

 

 

 (imagem)

 

P.A


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Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!

Como podem ter deduzido pelo título de hoje, venho falar-vos de algo muito comum na nossa sociedade: 

 

Como os nossos vizinhos se reproduzem

 

Mentira. Estava a brincar. Vou falar-vos de bebidas e como elas nos acompanham ao longo de 4 fases da nossa vida, até sairmos da faculdade.

Mas assim teve mais piada.

 

Primeira fase -  primeiros tempos de vida de um ser humano

 

Quando nascemos a ementa de bebidas é bastante restrita e dependente essencialmente da disponibilidade maternal, em particular do estado dos seus, nunca tão avolumados, recipientes lactais. O leite maternal, embora bastante nutritivo, apresenta alguns efeitos secundários. Diria até que equivalem às maiores bebedeiras e pantufadas que vamos apanhar nas nossas vidas. É de tal forma forte que nenhum de nós se consegue recordar de quando bebeu leite maternal neste período.

Além disso, a locomoção é claramente afectada, sendo inicialmente preferível para a criança gatinhar, a arriscar tentar pôr-se de pé sob o efeito deste leite. A comunicação é também ela pobre, resumindo-se a um par de grunhos, gritos e algumas tentativas falhadas de formar palavras.

 

Resumo - Leite Maternal

Nível de satisfação: Dizem que gostava.

Nível nutritivo: 10/10

Dificuldade de locomoção:  Não me lembro. Mas existem 4532 fotos que o comprovam.

Perda de memória:  Confirmo.

Nível de Status: 0/10

 

Conclusão: Beba com moderação. Seja responsável. E, pela sua imagem, que ninguém o veja.

 

 

Segunda fase - Desde o primeiro acto de consciência à pré-adolescência

 

Depois crescemos e ficamos ali num período em que bebemos o leite com chocolate, o suminho de laranja, a limonadazinha e a bela da água com açúcar dada pela nossa avó. Neste caso e após anos de excessos de leite maternal, a jovem criança tem a inteligência de reflectir sobre o seu futuro e do que realmente pretende para a sua sua vida, largando finalmente o vício do leite maternal. Por algum motivo dizem que uma criança deixar de querer mamar é uma das suas primeiras manifestações de consciência.

Com esta decisão adulta, a criança ganha mobilidade, deixando de gatinhar, além de conseguir memorizar algo pela primeira vez. Com esta paz de espírito que a ausência de leite maternal proporciona, consegue finalmente dizer as suas primeiras palavras.

 

Resumo - Leite com chocolate, limonada, sumo de laranja e água com açúcar

Nível de satisfação: 8/10.

Nível nutritivo: 7/10

Dificuldade de locomoção:  Inexistente. Significativas melhorias face ao leite maternal.

Perda de memória:  Sem indícios. Já me recordo de beber estas bebidas.

Nível de Status: 5/10

 

Conclusão: Beba quando lhe apetecer, mas cuidado com os açúcares.

 

 

Terceira fase - Desde a pré-adolescência à adolescência

 

Momento em que surge aquela primeira cerveja, o primeiro copo de vinho ou mesmo aquela água de cor mal lavada que nos vendem como "Bongo 8 frutos" e na realidade é imperial. Normalmente, nesta fase, são patrocinadas ou por familiares masculinos alpha que nos querem tornar homens/mulheres ou apenas por colegas na escola, naquelas primeiras saídas até às 22 em ponto em casa. Onde ouvimos pela primeira vez algo como "Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!" e não sabemos o que é suposto fazer com o copo. E como queríamos despachar, bebemos logo tudo no  "acima" e temos de repetir. Bolas.

Isto contou-me um amigo meu, o Manelinho. Eu nem estava lá.

 

Resumo - primeiras cervejas e copos de vinho

Nível de satisfação interior: 0/10.

Nível de satisfação exterior: 11/10 

Nível nutritivo: 6/10

Dificuldade de locomoção:  um copo - é inexistente. Tal como se costuma dizer: "Um copito não faz mal nenhum ao menino" 

Perda de memória:  Tendência a ficar bem gravada na nossa memória. O problema será esquecer.

Nível de Status: 14/10

 

Conclusão: Beba quando lhe pedirem para beber, mas cuidado com as expressões faciais. Treine primeiro ao espelho.  Assista bastante a anúncios da TV Shop.

 

 

Quarta fase - A Faculdade

 

A fase da faculdade por norma tem a tendência de proporcionar os mesmos efeitos secundários aos adolescentes que o leite maternal. Na realidade pode existir num ou outro caso uma bebida específica, mas creio que neste período a bebida mais praticada tem um nome: Mistura. Esta mistura de bebidas de forma aleatória, principalmente em eventos académicos festivos, resulta em perda de locomoção temporária, excesso de diálogo, principalmente na presença de raparigas e em alguns casos uma certa tendência a redecorar a calçada, numa pintura alusiva ao que acabámos de jantar. A dormida é secundária e muitas vezes debaixo de uma qualquer mesa ou cadeira.

 

Resumo - Misturas

Nível de satisfação interior: 10/10.

Nível de satisfação exterior momentânea: 200/10 

Nível de satisfação exterior cerca de 30 minutos de misturas depois: -99999999999/10 

Nível nutritivo: Indefinido/10

Dificuldade de locomoção:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Perda de memória:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Nível de Status momentâneo: 140/10

Nível de Status cerca de 30 minutos de misturas depois: 0/10

 

Conclusão: O segredo da mistura será conseguir nivelar bem o seu período de felicidade, devendo parar mesmo antes de atingir os tais "30 minutos de misturas depois". Caso ultrapasse a meta dos 30 minutos, todo o seu investimento em status será perdido, assim como todo o seu dinheiro investido. Por precaução, consulte regularmente o seu gastroenterologista.

 

Bom, pensava que chegar até ás bebidas da faculdade seria suficiente, mas estou a ver que vou ter de fazer uma segunda parte.

 

É que ainda estou com sede.

 

 (imagem)

 

P.A


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Um pequeno exercício, não para, mas com Grávidas

Não sei porquê mas as sextas-feiras trazem sempre uma vontade de fazer algo diferente. 

Tomar banho, ser simpático ou até mesmo participar nos follow fridays aqui do Sapo, são alguns dos exemplos de alteração de rotina que enfrento.

Não sei se convosco é a mesma coisa, mas comigo a proximidade de dois dias de férias é algo que me limpa o espírito, já que o físico tem o tal banho semanal para o efeito. Chega bem.

 

Hoje, até porque vamos falar de grávidas, proponho-vos então, em particular os rapazes, um exercício.

 

Noutro dia estava com um colega meu [obrigado Paulo] que acabara de encontrar online uma fotógrafa com um vasto portfólio de trabalhos. Começamos então a visualizar algumas das suas fotos, em particular de um certo álbum referente a uma campanha de roupa interior. Penso que terá sido um mero acaso esta escolha.

Foto a foto era realizada uma análise [apenas técnica] da qualidade da fotógrafa, do tempo de exposição da lente, do enquadramento, luz. Além disso também era avaliado o tipo do tecido e formatos escolhidos para cada peça, sem esquecer, claro está, o ambiente escolhido que envolvia aquelas jovens que, embora fossem extremamente sexys [e por sinal com cara de devoradoras de rapazes inocentes que visualizam álbuns de campanhas de roupa interior de fotógrafas online] acabámos por nem reparar assim tanto.

E por motivos óbvios, não me poderei alongar mais nesta descrição.

Na realidade, nem sequer me lembro muito bem delas. Do tecido escolhido, sim. Bastante. Belos tecidos eram.

 

De repente, num inocente "click" de "next", surge uma foto em tudo igual às anteriores, mesmo cenário, mesma roupa interior, apenas diferenciava na modelo. E quando me preparava para encarnar novamente o piropeiro que há em mim [no que trata à critica vestuária e fotográfica, claro está], o meu cérebro apercebe-se que algo está diferente, algo inesperado habita ali, uma espécie de T0+1:

A rapariga está grávida.

Senti imediatamente algo em mim. Como se estivesse a formatar o disco sem ter dado autorização. E tudo mudou....

O piropeiro dominante do meu ser fugiu dali o mais depressa que pôde, nem a porta fechou, deixando para trás, à mostra, apenas uma carcaça carinhosa, fofa e ternurenta em mim. Já não ferviam, no P.A, aquelas análises rigorosas ao tecido, ambiente, tempo de exposição da lente, nada, apenas aquela imagem de uma mãe e o seu filho num clima de amor e compaixão.

 

Foi como se o senhor das obras que há em mim, se acabasse de tornar numa bela e ternurenta Hello Kitty.

 

Até me apeteceu jogar Candy Crush.

 

(imagem)

Felizmente o efeito, embora intensamente carinhoso, só se apresenta activo durante aquela curta janela temporal em que estamos efectivamente a ver a foto. Logo a seguir, na seguinte e não grávida modelo, já voltei a apreciar convictamente o tecido e a luz, como se nada fosse. E não sei se já vos disse...E que belos tecidos eram!

 

Pena que entretanto já era nível 126 no Candy Crush. Nunca disse que não iriam correr riscos.

 

Mas experimentem na mesma rapazes. É sexta-feira!

 

 

P.A

 

 

P.S - meninas grávidas daqui do Sapo, espero que gostem! Foi uma espécie de homenagem (fofa, carinhosa e ternurenta) à P.A =)


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