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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O Crava e o Agarrado entram num Restaurante...

Podia ser um início de uma anedota, mas é só mais uma alusão a comportamentos humanos cómicos.

 

Mas antes de imaginarmos quem paga o quê neste restaurante, vamos começar por apresentar cada uma das personagens.

 

O Crava

Embora o crava pense ser uma pessoa que nem dá muito nas vistas, toda a gente o conhece.

O crava é aquele elemento do grupo que mesmo que o tema discutido no momento seja qual a cor da gravata do Goucha no "Você na TV" de segunda-feira, se chega à frente e diz:

"Epa por acaso, não tens uma pastilha?"

Ou então:

"Alguém vai ter de me safar nesta, lembrei-me agora que tenho ali o carro no parquímetro e não tenho trocos"

Ou então algo até mais comum, à beira da máquina do café com um amigo:

"Pagas-me este que eu pago-te depois"

 

É esta a vida do crava. Uma vida saltitante de amigo em amigo, à medida que se vai esgotando o stock de empréstimo por cabeça. Vai saltando numa espécie de versão mais velha de um filho adolescente que ora pede umas vezes à mãe, outras ao pai e aos fins-de-semana aos avós.

No fundo o crava é um Peter Pan que se recusa a crescer no que trata a comprar coisas que sabe que outros lhe podem dar. É esse o segredo da sua carteira sempre jovem, lá bem longe, na Terra do Nunca (vou pagar).

 

 

O Agarrado

Se o crava é o Peter Pan, o agarrado é, por oposição, o Capitão Gancho. Este até pode ter um tesouro no barco, mas não empresta um cêntimo a ninguém. Preferindo até ficar sem a sua mão, a perder o seu dinheiro.

O agarrado é aquele elemento do grupo que normalmente até fala bastante. Está ali a rir com o pessoal, a mandar as suas piadas, as suas graçolas até que de repente detecta alguém nas suas proximidades a iniciar o discurso da seguinte forma:

"Ah, faltam-me 2 euros..."

"Bolas não reparei nisto, por acaso podes-me..."

"Esqueci-me da carteira em casa..."

 

E tudo muda. A graçola termina e a piada fica para outra altura.

O agarrado não quer que saibam que ele é agarrado, então liga o modo de emergência e tenta colocar-se estrategicamente, e sempre de forma subtil, um bocadinho mais distante da pessoa emissora daquele semi-pedido. Para assim, quando o pedido terminar, não ser ele a pessoa mais próxima e a ter de responder. Mantém assim a sua imagem e dinheiro na carteira intactos. Plano perfeito.

Mas caso o agarrado não consiga sair a tempo, assume uma espécie de plano B. Este plano resume-se a tirar a carteira, bem como abri-la da forma mais lenta possível que conseguir. Para assim dar tempo que algum outro colega do grupo (não agarrado) se chegue à frente e empreste primeiro.

E aí o agarrado feliz, sorri, comentando "Eu ia dar, mas foste mais rápido...".

 

Agora imaginem os dois num restaurante:

 

A escolha:

O crava pede sem olhar a custos.

O agarrado faz contas ao que escolhe para no fim saber exactamente o que tem de pagar.

 

Durante a bebida:

O crava pergunta se a bebida está boa e se pode provar.

O agarrado afirma convictamente que tem herpes enquanto o enche o seu copo até ao topo, esvaziando a garrafa.

 

Durante a refeição:

O crava retira batatas fritas sem perguntar.

O agarrado puxa ligeiramente o prato para si.

 

Na sobremesa:

O crava pede a mais cara.

O agarrado não quer, está cheio. (de fome)

 

Quando chega a conta:

O crava dá pela falta da carteira.

O agarrado tenta pagar directamente, só a sua parte, na caixa.

O crava volta a dizer que só agora deu pela falta da carteira.

O agarrado atende um telefonema urgente fantasma.

O crava tenta tirar o cartão da mão do agarrado e pergunta qual é o PIN que ele próprio marca.

O agarrado faz sinal que está com pouca rede e tem de sair, puxando o cartão para si.

O crava insiste mais uma vez.

O agarrado tenta fugir mais uma vez.

 

E é neste momento que se destroem amizades, meus amigos.

 

É que o crava não tem mesmo a carteira consigo, faz parte da sua irreverência de Peter Pan, portanto o agarrado, a bem da situação, acaba sempre por ter de pagar.

Ou isso, ou vai mesmo embora por culpa do seu telefonema urgente fantasma e o crava acaba a noite a lavar pratos.

 

Mas uma coisa é certa, aquela amizade nunca mais será a mesma.

 

Fica finalmente claro porque motivo o Peter Pan e o Capitão Gancho nunca foram vistos a jantar.

 

Por isso, meus amigos, muito cuidado com quem saiem à noite.

Mas pelo sim, pelo não, mais vale saírem com agarrados.

 

É que esses, pelo menos, sempre pagam o deles.

 

 

 

 (imagem)

 

P.A


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Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!

Como podem ter deduzido pelo título de hoje, venho falar-vos de algo muito comum na nossa sociedade: 

 

Como os nossos vizinhos se reproduzem

 

Mentira. Estava a brincar. Vou falar-vos de bebidas e como elas nos acompanham ao longo de 4 fases da nossa vida, até sairmos da faculdade.

Mas assim teve mais piada.

 

Primeira fase -  primeiros tempos de vida de um ser humano

 

Quando nascemos a ementa de bebidas é bastante restrita e dependente essencialmente da disponibilidade maternal, em particular do estado dos seus, nunca tão avolumados, recipientes lactais. O leite maternal, embora bastante nutritivo, apresenta alguns efeitos secundários. Diria até que equivalem às maiores bebedeiras e pantufadas que vamos apanhar nas nossas vidas. É de tal forma forte que nenhum de nós se consegue recordar de quando bebeu leite maternal neste período.

Além disso, a locomoção é claramente afectada, sendo inicialmente preferível para a criança gatinhar, a arriscar tentar pôr-se de pé sob o efeito deste leite. A comunicação é também ela pobre, resumindo-se a um par de grunhos, gritos e algumas tentativas falhadas de formar palavras.

 

Resumo - Leite Maternal

Nível de satisfação: Dizem que gostava.

Nível nutritivo: 10/10

Dificuldade de locomoção:  Não me lembro. Mas existem 4532 fotos que o comprovam.

Perda de memória:  Confirmo.

Nível de Status: 0/10

 

Conclusão: Beba com moderação. Seja responsável. E, pela sua imagem, que ninguém o veja.

 

 

Segunda fase - Desde o primeiro acto de consciência à pré-adolescência

 

Depois crescemos e ficamos ali num período em que bebemos o leite com chocolate, o suminho de laranja, a limonadazinha e a bela da água com açúcar dada pela nossa avó. Neste caso e após anos de excessos de leite maternal, a jovem criança tem a inteligência de reflectir sobre o seu futuro e do que realmente pretende para a sua sua vida, largando finalmente o vício do leite maternal. Por algum motivo dizem que uma criança deixar de querer mamar é uma das suas primeiras manifestações de consciência.

Com esta decisão adulta, a criança ganha mobilidade, deixando de gatinhar, além de conseguir memorizar algo pela primeira vez. Com esta paz de espírito que a ausência de leite maternal proporciona, consegue finalmente dizer as suas primeiras palavras.

 

Resumo - Leite com chocolate, limonada, sumo de laranja e água com açúcar

Nível de satisfação: 8/10.

Nível nutritivo: 7/10

Dificuldade de locomoção:  Inexistente. Significativas melhorias face ao leite maternal.

Perda de memória:  Sem indícios. Já me recordo de beber estas bebidas.

Nível de Status: 5/10

 

Conclusão: Beba quando lhe apetecer, mas cuidado com os açúcares.

 

 

Terceira fase - Desde a pré-adolescência à adolescência

 

Momento em que surge aquela primeira cerveja, o primeiro copo de vinho ou mesmo aquela água de cor mal lavada que nos vendem como "Bongo 8 frutos" e na realidade é imperial. Normalmente, nesta fase, são patrocinadas ou por familiares masculinos alpha que nos querem tornar homens/mulheres ou apenas por colegas na escola, naquelas primeiras saídas até às 22 em ponto em casa. Onde ouvimos pela primeira vez algo como "Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!" e não sabemos o que é suposto fazer com o copo. E como queríamos despachar, bebemos logo tudo no  "acima" e temos de repetir. Bolas.

Isto contou-me um amigo meu, o Manelinho. Eu nem estava lá.

 

Resumo - primeiras cervejas e copos de vinho

Nível de satisfação interior: 0/10.

Nível de satisfação exterior: 11/10 

Nível nutritivo: 6/10

Dificuldade de locomoção:  um copo - é inexistente. Tal como se costuma dizer: "Um copito não faz mal nenhum ao menino" 

Perda de memória:  Tendência a ficar bem gravada na nossa memória. O problema será esquecer.

Nível de Status: 14/10

 

Conclusão: Beba quando lhe pedirem para beber, mas cuidado com as expressões faciais. Treine primeiro ao espelho.  Assista bastante a anúncios da TV Shop.

 

 

Quarta fase - A Faculdade

 

A fase da faculdade por norma tem a tendência de proporcionar os mesmos efeitos secundários aos adolescentes que o leite maternal. Na realidade pode existir num ou outro caso uma bebida específica, mas creio que neste período a bebida mais praticada tem um nome: Mistura. Esta mistura de bebidas de forma aleatória, principalmente em eventos académicos festivos, resulta em perda de locomoção temporária, excesso de diálogo, principalmente na presença de raparigas e em alguns casos uma certa tendência a redecorar a calçada, numa pintura alusiva ao que acabámos de jantar. A dormida é secundária e muitas vezes debaixo de uma qualquer mesa ou cadeira.

 

Resumo - Misturas

Nível de satisfação interior: 10/10.

Nível de satisfação exterior momentânea: 200/10 

Nível de satisfação exterior cerca de 30 minutos de misturas depois: -99999999999/10 

Nível nutritivo: Indefinido/10

Dificuldade de locomoção:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Perda de memória:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Nível de Status momentâneo: 140/10

Nível de Status cerca de 30 minutos de misturas depois: 0/10

 

Conclusão: O segredo da mistura será conseguir nivelar bem o seu período de felicidade, devendo parar mesmo antes de atingir os tais "30 minutos de misturas depois". Caso ultrapasse a meta dos 30 minutos, todo o seu investimento em status será perdido, assim como todo o seu dinheiro investido. Por precaução, consulte regularmente o seu gastroenterologista.

 

Bom, pensava que chegar até ás bebidas da faculdade seria suficiente, mas estou a ver que vou ter de fazer uma segunda parte.

 

É que ainda estou com sede.

 

 (imagem)

 

P.A


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TrendHim, O shopping para Eles

Encontrei recentemente um site, [indicado por uma rapariga, claro está] onde encontramos um conjunto infinito de opções de acessórios, mas com uma particularidade muito especial. Lamento mas só vos resta mesmo roer as unhas meninas, porque aqui não metem a mão!

 

A TrendHim, só tem coisas para ele.

 

Ora esta espécie de mega centro comercial para o homem pode ter diversas utilidades, é que parecendo que não, temos finalmente alguma coisa só para nós. Elas já vão ao estádio, já jogam jogos de computador, já bebem mais do que nós, estava na hora de atacá-las num dos seus maiores monopólios também.

E o mais importante de tudo, neste shopping não apanhamos secas, garantidamente.

Em vez de irmos a "Colombos" e "Vascos da Gama" em que 90% das lojas servem exclusivamente para os rapazes imitarem pequenas árvores e criarem raízes para segurarem em sacos ou cabides alheios, aqui temos finalmente o prazer de ser nós o foco!

 

Além disso, o rapaz passa a ter a desculpa perfeita:

Namorada fofinha: "P.A vamos lá ao shopping que precisas de comprar uma gravata nova!"

O que traduzindo significa: "Oh P.A vamos lá ao shopping durante 4 horas e meia, em que 5 minutos são para tu escolheres uma gravata!"

 

Resposta do P.A antes da TrendHim: "Com certeza cara namorada fofinha!"

Resposta do P.A depois da TrendHim: "Já comprei online, chega na quinta-feira!"

 

E o alívio toma conta de mim.

 

Mas há mais, sabes quando as namoradas ficam apaixonadas por algum acessório masculino e nos fazem entrar propositadamente em locais que desconhecemos, apenas para nos "seduzirem" a comprar não o que gostamos, mas sim o que elas gostam para nós? Já te aconteceu já, não sejas mentiroso.

Agora com a TrendHim só corremos o risco de nos tocarem à porta com aquele relógio que ela faz tanta questão que tu uses! Ainda por cima mais barato!

 

E o alívio toma conta de mim outra vez.

 

Obrigado TrendHim!

 

 

 

P.A


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Um pequeno exercício, não para, mas com Grávidas

Não sei porquê mas as sextas-feiras trazem sempre uma vontade de fazer algo diferente. 

Tomar banho, ser simpático ou até mesmo participar nos follow fridays aqui do Sapo, são alguns dos exemplos de alteração de rotina que enfrento.

Não sei se convosco é a mesma coisa, mas comigo a proximidade de dois dias de férias é algo que me limpa o espírito, já que o físico tem o tal banho semanal para o efeito. Chega bem.

 

Hoje, até porque vamos falar de grávidas, proponho-vos então, em particular os rapazes, um exercício.

 

Noutro dia estava com um colega meu [obrigado Paulo] que acabara de encontrar online uma fotógrafa com um vasto portfólio de trabalhos. Começamos então a visualizar algumas das suas fotos, em particular de um certo álbum referente a uma campanha de roupa interior. Penso que terá sido um mero acaso esta escolha.

Foto a foto era realizada uma análise [apenas técnica] da qualidade da fotógrafa, do tempo de exposição da lente, do enquadramento, luz. Além disso também era avaliado o tipo do tecido e formatos escolhidos para cada peça, sem esquecer, claro está, o ambiente escolhido que envolvia aquelas jovens que, embora fossem extremamente sexys [e por sinal com cara de devoradoras de rapazes inocentes que visualizam álbuns de campanhas de roupa interior de fotógrafas online] acabámos por nem reparar assim tanto.

E por motivos óbvios, não me poderei alongar mais nesta descrição.

Na realidade, nem sequer me lembro muito bem delas. Do tecido escolhido, sim. Bastante. Belos tecidos eram.

 

De repente, num inocente "click" de "next", surge uma foto em tudo igual às anteriores, mesmo cenário, mesma roupa interior, apenas diferenciava na modelo. E quando me preparava para encarnar novamente o piropeiro que há em mim [no que trata à critica vestuária e fotográfica, claro está], o meu cérebro apercebe-se que algo está diferente, algo inesperado habita ali, uma espécie de T0+1:

A rapariga está grávida.

Senti imediatamente algo em mim. Como se estivesse a formatar o disco sem ter dado autorização. E tudo mudou....

O piropeiro dominante do meu ser fugiu dali o mais depressa que pôde, nem a porta fechou, deixando para trás, à mostra, apenas uma carcaça carinhosa, fofa e ternurenta em mim. Já não ferviam, no P.A, aquelas análises rigorosas ao tecido, ambiente, tempo de exposição da lente, nada, apenas aquela imagem de uma mãe e o seu filho num clima de amor e compaixão.

 

Foi como se o senhor das obras que há em mim, se acabasse de tornar numa bela e ternurenta Hello Kitty.

 

Até me apeteceu jogar Candy Crush.

 

(imagem)

Felizmente o efeito, embora intensamente carinhoso, só se apresenta activo durante aquela curta janela temporal em que estamos efectivamente a ver a foto. Logo a seguir, na seguinte e não grávida modelo, já voltei a apreciar convictamente o tecido e a luz, como se nada fosse. E não sei se já vos disse...E que belos tecidos eram!

 

Pena que entretanto já era nível 126 no Candy Crush. Nunca disse que não iriam correr riscos.

 

Mas experimentem na mesma rapazes. É sexta-feira!

 

 

P.A

 

 

P.S - meninas grávidas daqui do Sapo, espero que gostem! Foi uma espécie de homenagem (fofa, carinhosa e ternurenta) à P.A =)


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Cuidado, anda aí um Novo Vírus

A semana passada recebi um telefonema que já não recebia há algum tempo. Era a minha gestora de conta do banco.

Aquela profissão que ficou famosa na problemática do BES. Recorda-se? A que disse "sim, confie em mim, pode estar descansado" e depois o cliente teve de alterar de nome de "João Miguel Maria" para "Lesado nº 232".

Essa mesmo. Ligou-me a marota.

Bem, estávamos então naquele engate bancário delicioso do:

 

Marota: "Olhe estou a ligar-lhe porque o "pacote (de condições) que lhe ofereci" em Janeiro vai expirar na terça!"

P.A: Ai sim? Vou ficar sem o seu pacote?

Marota: "Sim, termina na terça."

P.A: Então e agora? Se me está a ligar é porque tem aí alguma coisa para mim não é verdade?

Marota: "Por acaso tenho aqui um pacote novo, nem muitos clientes o conhecem ainda. Acho que você vai gostar."

 

E aqui dei por mim a pensar se ainda estaria de facto a falar com o meu banco ou se por acaso teria existido algum problema com as linhas e seria a relações públicas do Elefante Branco, a pessoa do outro lado. De qualquer das formas, alinhei. Afinal de contas pacote novo e legal, não é algo que se rejeite logo. Ao menos vê-se primeiro.

 

P.A: Ai sim, então e esse novo pacote dura quantos anos?

Marota: "Este novo, vai até 5 anos e pode reforçar ou tirar a qualquer momento. Sem penalização."

 

Elá, um pacote com a liberdade de poder reforçar e tirar a qualquer momento? Sem penalização? Isto quer dizer que o pacote não se importa? Nem parte um prato, nem conta à mãe que sou um porco, nem me põe a mala na rua, se eu "sem querer" tirar de lá e for reforçar noutro pacote qualquer lá fora?

Ganda Pacote.

5 anos é pouco!

 

P.A: Quero muito sim.

Marota: "Obrigado e Adeus P.A"

 

E desligou.

 

Embora feliz com o pacote. Senti-me mal. Usado.

E porque muitas vezes são estes momentos, os de dor, que nos fazem reflectir mais, foi aí que sofri uma espécie de epifania que partilho agora, aqui, convosco.

 

No fundo, a marota da gestora de conta comporta-se como o vírus do herpes. A bandida só aparece naquele instante em que o nosso pacote a prazo tem as defesas em baixo, prestes a perder validade. Mal sente a fraqueza do depósito, ataca logo a safada. E aí, claro, lá se mostra o herpes todo.

E se o herpes hoje em dia já é prontamente controlado por fármacos, por seu lado, o gestor de conta desaparece com um simples "Sim, vou aplicar no pacote que me sugeriu".

 

E infelizmente, tal como o herpes, a grande maioria das população mundial já foi também ela infectada pelos gestores de conta, no entanto, estes manifestam-se também de diferentes formas. Uns, sortudos, nunca conhecem os seus gestores, mas o bichinho está lá. Outros, com gestores mais marotos, recebem estes engates regularmente. Como foi o caso.

 

Além disto esta estirpe de herpes caracteriza-se por ser mais falsa ou então é simplesmente a mais bipolar, tendo muita confusão naquela sua pequena cabeça de vírus. É que andar por aí a afirmar convictamente que o que propõem é do total interesse do cliente, sempre com vista a melhorar os resultados do mesmo, e depois trabalharem para o banco, não é coisa que um herpes honesto ou "heteropolar" ou "homopolar" diga.

 

A gravidade desta propagação viral, é de tal forma agressiva que até o gestor de conta tem, pela certa, ele próprio, um gestor de conta.

 

Infelizmente, tal como o herpes, não existe cura.

 

Ele volta sempre. No meu caso já sei, tenho 5 anos até voltar este herpes.

 

Vamos aguardar.

 

Pode ser que a medicina evolua até lá.

 

 

 

(imagem)

 

P.A


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O Estranho Caso de Benjamim

Hoje venho falar de Benjamim, um jovem rapaz que rapidamente vos vai fazer recordar alguém vosso conhecido, dentro do vosso grupo, que responderá, naturalmente, por outro nome.

 

Mas que tem afinal este nosso Benjamim de tão especial? 

 

Na realidade nada. Benjamim é um rapaz normal, solteiro, estudante, que vive num T2 com mais 3 colegas de curso, seguindo o estilo de vida de um espírito académico dito normal [da perspectiva de um estudante informático] com direito a casa desarrumada, festas contínuas de abusos e loucuras diárias, roupa espalhada, bebidas, pessoas inanimadas nos sofás, mas que na realidade é como dizer, noitadas a jogar o League of Legends. Ora, este monstro da folia gamer, dono de uma voz máscula, com 2 metros de imponência, sempre foi o primeiro da fila a saltar para defender o seu amigo. Nunca disse não a uma batalha online. Mas a verdade é que algo mudou.

O jovem que, em certo tempo, fora o Hércules do grupo e transpirava testosterona virtual por todos os seus poros e clicks, surge agora, em situações particulares, dono de uma voz fofinha, suave, carinhosa e um olhar domesticado digno de um cachorrinho inseguro da sua própria cauda.

 

Como é que aquele Pitbull que para sair à rua tinha de ser amordaçado, é agora o Chihuahua que até já joga CandyCrush?  

E que termina telefonemas, sussurrando algo como:

 "Vá, desliga tu primeiro fofinha hihihi... Já desligaste...? Ahaha que giro eu também não desliguei ahahah!"

"Olha, já te passei outra vez no CandyCrush hihihi"

 

E que 30 minutos depois ainda esteja:

"Vá, quando eu disser 3, desligamos os dois ao mesmo tempo, está bem? hihih ...1...2.....estás aí?"

 

E que depois exclama desapontando:

"Desligou...".

 

Mas Benjamim sabe que não pode mostrar este seu lado pouco Pitbull aos seus amigos, tanto que, pensando que ninguém ouviu a sua conversa telefónica, entra na sala, abrindo a porta violentamente, com toda a sua força, soltando algo bem alto:

 

"Como é que é cambada de mariquinhas, vamos pá night ou quê?"

 

E por momentos o Chihuahua cresceu.

 

 (Benjamim e a sua namorada no shopping - imagem)

 

P.A

 

P.S - é sempre engraçado assistir e perceber o poder que as mulheres têm sobre os homens [eu incluído]. Aliás muito do conteúdo humorístico que conhecemos, de histórias de rapazes e raparigas, é alimentado exactamente pelo comportamento masculino sobre a presença, não de álcool, mas sim de mulheres. Vá lá que na natureza existem danças de acasalamento bem piores.

Vá, a da Marial Leal não conta.


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Queres namorar comigo?

Tudo começa com aqueles namoricos da primária,  em que a única coisa que se mantém ao longo da vida é que continuamos a preferir ir jogar à bola com os nossos colegas, no intervalo, do que ficar ali a "beijar" a rapariga naqueles pequenos gestos labiais que demoram cerca de 30 segundos até tocar e depois o beijo em si só é visível em vídeo-árbitro. Foi exactamente a partir daí que eu fui começando a perceber o que é ser um namorado ou até mesmo, o dito machão da turma, para elas.

 

Ora se na primária, o macho, vulgo machão, era o rapaz eleito pelas meninas como o mais bonito, em que todas lutavam para ter aqueles nano-segundos de encosto labial, a partir daí a coisa foi mudando. De facto, os critérios femininos nesta altura são bastante distintos. Do meu ponto de vista, bastante mais práticos até. Nesta altura até o magrinho podia ser rei da turma e nem tinha de ser bad boy. Bastava ter uma cara laroca e era meio caminho andado. Nenhuma rapariga no seu perfeito juízo procura um six-pack quando na realidade tem six-year. 

Felizmente eu era dos magrinhos. Proliferei.

 

Depois existiam aqueles rapazes mais altos e mais fortes. Esses, dentro do grupo dos rapazes tendiam a reinar, já que podiam lançar qualquer magrinho ao ar apenas com o seu braço esquerdo. Mas curiosamente não eram atractivos para as donzelas. Talvez por isso, os mais fortes na primária não exerçam tanto a sua fisicalidade e fiquem amigos dos magrinhos, exactamente para assim se aproximarem indirectamente das donzelas.

Agradeço-te muito por isso natureza, por não teres virado contra mim aqueles meninos grandes e fortes que era só quererem e eu, que até sou bom de bexiga, lá teria de andar a trocar sempre de vestuário "inferioró-interior".

 

Mas se o magrinho prolifera em tempos mais infantis da sua vida, já o piadolas não se safa tanto. É que humor "inteligente" [vá, de inteligência de sexto ano] na primária, é como servir caviar a quem só come bitoque. Até pode estar bom, mas o mais provável é vermos a rapariga com aquela cara de intoxicação humorística, ao provar pela primeira vez. 

Infelizmente, também desenvolvi o piadolas, ou como chamavam na altura de "O Chato". Não proliferei.

 

Ora não foi preciso esperar pela matemática dos sinais para perceber que "+" com "-" dá menos. É que embora estivesse safo pela cara laroca e a não valorização do six-pack, aquelas piadas constantes sobre o estado do país e que de facto foi muito bom termos aderido à comunidade europeia e mais importante, que os Delfins estavam a fazer uma tournée muito interessante ao longo de todo o país, não era material de engate de primeira. Na realidade, nem hoje o é.

 

Aliás se querem realmente saber se a vossa respectiva vos ama, basta fazerem como eu fiz nesta idade. Se quiserem envio-vos um manual completo de desengate perfeito. Passo a passo. Basta pedirem. Se após esse teste, olharem para o lado e ainda existir uma mulher apaixonada por vocês, vos garanto, é amor verdadeiro.

 

Ou então parabéns! Já podias ter dito pá! És abastadamente rico, meu malandro!

 

Eu, infelizmente, rico não sou. Não proliferaria mais uma vez.

 

Mas a verdade é que ela apanhou o bouquet na mesma.

 

 (imagem)

 

P.A


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A Segunda-feira de Manhã

Ora então era uma mais uma segunda-feira se faz favor. Na realidade não, obrigado. Pelo menos não assim.

 

A segunda-feira de manhã é para nós o mesmo que acontece àquele pequeno cágado após um Inverno inteiro em hibernação que em criança tivemos ou vimos de um colega nosso. O despertador volta a tocar e estando pronto ou não, o pequeno cágado lá terá de sair da sua casca e seguir com as suas obrigações fiscais e laborais.

Mas seja um pequeno cágado ou não, todo este choque rotineiro tem ainda alguns efeitos secundários peculiares no indivíduo, as unhas cresceram e necessitam de cuidados, novos cheiros íntimos não positivos tendem a surgir, o olhar, esse, fica esbugalhado e as capacidades motoras são limitadas. Tudo isto aliado a uma certa probabilidade de mau humor, resulta muitas vezes numa comunicação à base do grunho e ronco, além de choques contra paredes que sempre lá estiveram e esquinas que nunca reparámos antes. 

Talvez não seja por isso de estranhar que se apresente sempre à segunda-feira o The Walking Dead. Poupa-se em figurantes e em edições sonoras.

Estes americanos não dormem. [Piada temática seca. Peço desculpa]

 

Mas se o pequeno cágado só tem uma segunda-feira por ano, se não tiver gases ou sofrer de hibernação precoce, connosco a coisa não é tão pacífica assim. Além de termos, não uma, mas cerca de 50 pós-hibernações agendadas por ano, o cágado acorda da sua única segunda-feira, sozinho, na sua privacidade "cascal". O Homem, [e se o fim-de-semana correu particularmente bem] muitas vezes acorda acompanhado. Ora, temos por isso de lidar não só com os nossos roncos e problemas de locomoção, mas também com os cheiros e grunhos alheios. E eu nunca vi um zombie cavalheiro. Nunca.

 

A natureza falhou claramente aqui.

 

Podia fazer mal às costas, podia não ser prático para andar de elevador, mas com uma casca atrás, só para nós, as segundas mudavam de figura. Quer dizer, segundas, ou qualquer dia da semana, principalmente quando a elas lhes dá para partir a loiça toda.

 

Natureza, só mais uma coisinha: Porque lhes deste a elas o TPM se não tencionavas dar-nos nenhuma casca a nós?

 

É que até já temos tudo pronto, até a expressão "estás saído da casca" está à tua espera para fazer sentido. 

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - E não, lamento, falharam. Não sou fã das tartarugas-ninja. Mentira. Claro que sou.


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A Parrachita

As histórias religiosas mais remotas remetem apenas para a presença de uma folha de parra, parrachita vá, como a primeira invenção de vestuário da humanidade.

No fundo, sejamos honestos, a folha nem teve assim tanto mérito, era simplesmente a que estava ali mais à mão e a que se ajustava melhor ao nosso corpinho [frase mais tarde utilizada em publicidade de produtos de intimidade feminina]. A parrachita servia então para tapar as vergonhas médio-fraquinhas de Adão e no caso de Eva, reservá-la dos olhares mais marotos do único homem que lhe puseram à frente para amar. O Tinder ainda não tinha a modalidade paga, uma vez que só existiam dois perfis e o Wi-fi era fraco porque o router tinha ficado no paraíso. E dali ainda dava, mas mal. Vá lá que ninguém mudou a pass.

 

Outro aspecto que pode chocar é que nesta altura não existia qualquer tipo de necessidade em tirar selfies. Não por não existir ainda essa tecnologia, mas sim porque não teriam a quem enviar. Embora até sentisse essa necessidade de se exprimir por ser o melhor homem do mundo, Adão, não via qualquer utilidade na selfie, nem em posts no Instagram acompanhados de hashtags como #AdaoTheFirstManOnTheWorld, #HatersGonnaHate ou #YesItsAParrachita. Aliás, muito do sucesso da parrachita nesses tempos advém claramente da ausência das tecnologias da informação. Sem meios de divulgação e sem críticos de moda, a parrachita lá foi aproveitando para conquistar o seu espaço no meio.

 

Mas não foi tudo um mar de parrachitas para estes dois. Nada disso, Adão e Eva ainda tiveram os seus problemas como qualquer casal normal e tentaram, também como muitos, mudar de ares para ver se lhes devolvia aquela chama inicial ou se o sinal do wi-fi melhorava. Mas a verdade é que Adão nunca engoliu bem aquela maçã.

De qualquer forma não há amor como a primeira parrachita e acabaram mesmo por juntar os trapos - expressão que usamos hoje também por culpa da parrachita. [trapo é uma parrachita velha, normalmente já amarelada, do uso ou do Outono]

O não ser possível trair, nem existirem ainda tampos da sanita para baixar, ajudou ao final feliz deste primeiro casal.

 

O que é certo é que o impacto da parrachita foi de tal forma marcante que ainda hoje podemos ver derivados de parrachita no mundo da moda, particularmente nas diferentes colecções de Fátima Lopes. Nada mais, apenas pequenos pedaços de parrachita, trabalhados genialmente pela Fátima por forma a cobrir a menor área possível de pele feminina. Mas sempre com a ressalva da patente [por royalties] criada por Adão para a sua parrachita: "Tem de cobrir sempre as vergonhas".

 

Além disso temos também Maria Vieira, que exactamente pelo seu tamanho de parra [não confundir com parva] e por conseguir ao vestir, transformar um top curto de Fátima Lopes num vestido comprido de gala, herdou essa mesma alcunha.

Se Maria Vieira tivesse nascido antes da folha de parra, hoje em dia teríamos imagens de Adão e a sua Maria Vieira a cobrir-lhe as vergonhas. Mas quis o destino que fosse ao contrário.

Da mesma forma que a parrachita também só proliferou na ausência de tecnologias da informação, a nossa parachita portuguesa, comprova agora que em contacto com as mesmas, sofre exactamente do mesmo mal. Sempre que se manifesta nelas, a coisa não corre bem. Mas não quero escrever sobre o Facebook, essa serpente que desafia constantemente a comer maçãs, não merece o meu tempo.

 

Uma coisa é certa, pelo constante aumento da temperatura e o encurtar de roupa que tenho assistido, creio que lá para 2045, seremos todos parrachiteiros outra vez.

 

E o Adão e a Eva a encherem os bolsos com a patente.

 

#ParrichitaAMillionDolarIdea

 

parrachita.png

 (imagem+imagem)

 

P.A


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Roaming, o Bebé que cresceu das Operadoras

Imagine que eu sou dono de uma quinta e você é de outra. Eu tenho uma antena no meu quintal e você outra no seu.
Entretanto um dos meus familiares mais curioso, a dar a volta à minha quinta, entra na sua área e é apanhado pela sua antena. O chip do cartão SIM diz que ele é meu familiar e você recebe o alerta da sua antena. No outro dia vem-me tocar à campainha, a perguntar, e com razão:

"Oh amigo, afinal que vem a ser isto?"

Se você e eu fossemos, de facto, essas pessoas acredito que, em nome da boa vizinhança, conseguiríamos acordar algo como: "Olhe aqui é tudo malta de bem, vamos permitir, mas sempre controlando para evitar abusos. Não vá uma quinta ficar mais pisada que outra. E isso, claro, não podemos permitir".
 
Mas na realidade não foi bem assim que aconteceu.
 
Terá sido algo como isto:
"Oh vizinho entre lá aqui que temos de falar."
"Olhe, estive aqui a pensar nisto a noite toda e que tal cada um de nós receber uma taxa sempre que a nossa antena apanhar alguém que não é de cá?"
"Eh pá óptima ideia caro amigo! Vamos lá ganhar uns trocos os dois!" - Responde o vizinho já nada chateado.
 
E assim nasceu o bebé mais querido de sempre, o Roaming.
 
Só que ontem, dia 15 de Junho de 2017, o bebé que entretanto já é adolescente, fugiu. Fugiu de casa e mudou de nome para "Roam Like At Home". 
 
É compreensível que os pais fiquem preocupados.
 
Desde ontem que, enquanto viajar na Europa, paga o mesmo se estivesse por cá. O problema do "não me ligues" ou "não me envies SMS 
agora", "que senão eu pago um jantar no Belcanto", fica assim finalmente resolvido por esta velha Europa fora.
Para efeitos de mensagens e chamadas para a mãe, apenas para dizer "Sim, chegámos bem", ir a Amesterdão passa a ser como ir ali ao mercado do Bolhão. Na realidade, em qualquer dos casos, a nossa mãe ligaria na mesma.
 
No entanto, ninguém me tira a ideia que tal necessidade veio de um deputado europeu que por azar tem uma mãe de dedo bastante nervoso no que trata a ligar. Eles ganham bem, mas o bebé Roaming alimenta-se melhor.
 
E os namoros à distância? Esses que viam no Roaming um dos seus maiores inimigos, agora só têm de se preocupar com aquela colega dele ou dela, nativa, do trabalho, que está sempre a perguntar como se chamam os objectos típicos das Caldas da Rainha. E para que servem.
 
 
Bom, mas vamos analisar alguns pontos que saltaram à vista com esta fuga e mudança de nome do Roaming:
 
Citações retiradas deste artigo
"A partir desta quinta-feira, os cidadãos europeus pagam pelas comunicações móveis o mesmo que pagariam no país de residência enquanto viajam na União Europeia. O regulamento é apelidado de Roam Like At Home e visa baixar os preços das telecomunicações no mercado de retalho." 
 
Ora como reza um velho ditado português, "Quando a esmola é grande...
 
"Na opinião das operadoras, a medida é desequilibrada em relação aos vários Estados-membros. Alertam que Portugal recebe mais turistas do que o número de portugueses que viajam para o estrangeiro com frequência. Por isso, poderão ter de investir no reforço das redes, não estando afastada a hipótese de o custo ser passado para o consumidor final. Uma subida dos preços, a acontecer, não deverá ser surpresa." 
 
... o pobre desconfia!"
 
 
Têm toda a razão caros encarregados de educação do Roaming. Concordo. Como disse, claro que devem estar preocupados.
 
Então estes anos todos de Roaming em que estiveram, alegadamente [adoro esta palavra], a receber exactamente essas taxas a mais que os restantes países, porque os portugueses não viajam tanto e Portugal tem bem mais turistas, desapareceram? Não foram investidas na quinta? É que mesmo com esse extra que o Roaming dava a Portugal, mesmo assim, ainda somos actualmente quem tem dos tarifários mais caros da Europa. De facto faz sentido estarmos todos preocupados.
 
E há outra parte que concordo plenamente convosco. Estando esta medida em negociação há 10 anos, sim, 10 anos, são apanhados de surpresa ao ponto de terem de recorrer à primeira medida conhecida: Aumentar os tarifários?  Dez anos de planeamento/gestão reduzidos a uma decisão de "Ah o Joãozinho tirou-me a bola, agora ...."
 
Va lá, deixem o rapaz crescer.
 

Caro Roam Like At Home, boa sorte. Espero que dês um bom adulto.
 
 

 
P.A

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