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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Cuidado, Fui burlado na esquadra

Quem o diz é o senhor Alfredo.

Amigo de longa data do meu avô, polícia reformado com mais de 40 anos de trabalho, sempre na mesma esquadra.

 

Hoje trago-lhe uma história, não minha, mas deste grande senhor Alfredo.

Mas já lá chegarei.

  

Desde queixas apresentadas porque a esposa ressona, ou até mesmo carros de patrulha requisitados para emergências que afinal eram apenas para apanhar o marido com a amante em flagrante noutra residência. O senhor Alfredo estava presente.

Mas há mais.

Casos de pessoas que se apresentavam voluntariamente na esquadra para serem presas, apenas porque gostavam de saber como seria, ou ainda as que chegavam e apenas diziam "Não aguento ver homens com farda...".

Estas, o senhor Alfredo só sorriu e deu um ligeiro toque na boina. Não adiantou mais...

 

Mas de todo este concentrado de situações, apresento-lhe esta, com mais de 30 anos de história:

 

Era uma terça-feira, por volta do meio-dia.

Apresenta-se um senhor de seu nome Manuel, bem vestido e bem falante. Quer apresentar queixa.

O senhor é atendido.

Afirma convictamente que lhe roubaram a carteira. A queixa é feita.

Só que logo a seguir surge um problema. Informa que tem de viajar para o Porto nesse mesmo dia e que na carteira continha além do bilhete, todo o seu dinheiro. Pergunta então se a esquadra não poderia emprestar o dinheiro que, obviamente, ele daria todos os seus contactos. O senhor Alfredo regista os dados e indica que no máximo poderão comprar eles próprios(esquadra) o bilhete.

 

"Não tínhamos computadores. Só máquinas de escrever e apontávamos tudo num dossier". - conta.

 

Entretanto com o aproximar da hora de almoço, o senhor bem falante Manuel pergunta se não poderia incluir também o almoço nesse mesmo "empréstimo". O pedido foi concedido e como o senhor não tinha carro, foram dois polícias e o senhor Manuel numa espécie de escolta policial até ao restaurante. Almoçaram todos.

O senhor não se fez rogado e como disse que seria ele a pagar e estavam a ser tão simpáticos para com ele, pediu tudo do bom e do melhor, claro.

 

"Eu sei porque estava lá! Era um dos polícias!" - reforça o senhor Alfredo.

 

Por fim chega a conta. O senhor Manuel ainda comenta que até contava com maior despesa, mas quem regista e paga, são os dois polícias.

Terminada abastada refeição, saem do restaurante e como a hora de partida do comboio já é próxima, assistiu-se, mais uma vez, a uma segunda escolta policial, desta feita até à estação de comboios.

 

O senhor entra no comboio e despede-se dos polícias, agradecendo bastante toda a hospitalidade.

 

"Os dados eram falsos e até hoje não recebemos nada!"

 

"E foi assim que fui burlado! Nem na esquadra!"

 

 (imagem)

 

P.A


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