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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

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Este Natal vi o Sozinho em Casa e não fez sentido

É verdade.

Não foi planeado. Aconteceu.

Este Natal tive o azar de ficar num lugar da mesa virado para a TV e de repente dou por mim a assistir a um dos filmes mais Natalícios de sempre. Não consegui evitar.

Eu sei que parece uma desculpa esfarrapada de um viciado em filmes que batem, mas prometi a mim mesmo que não faria aqui qualquer tipo de piadas, nem drogas nenhumas sobre o Macaulay Culkin.

 

Na realidade, nem foi o primeiro Sozinho em Casa. Foi a sequela. A SIC assim o ditou.

E foi exactamente por isso que pela primeira vez parei uns instantes e pensei no que se passa realmente neste filme de 1992.

 

E se o Sozinho em Casa fosse em 2018? Já pararam para pensar?

Provavelmente nem haveria sequela! Primeiro porque existe agora uma coisa chamada telemóvel. O rapaz ligava a descompor a mãe e já não ficava sozinho em casa.

Depois, mesmo sem telemóvel, a TVI descobria a situação, fazia uma grande reportagem em horário nobre sobre a problemática do abandono de menores e a mãe da criança era prontamente detida por negligência em 1º grau. Fim! Sozinho em casa 1 resolvido. Acabou a festa.

Nem haveria tempo para assaltos a moradias.

Ainda por mais, estamos a falar de uma mãe que já tinha a seu cargo 8 crianças! Já deveria estar mais do que sinalizada pela Segurança Social.

É o país que temos.

 

Mas voltando ao filme e ignorando o facto de nesta sequela a mãe voltar a "perder" exactamente o mesmo filho em 8, o que induz que se calhar até nem é assim tão involuntário da parte dela perder aquele, vamos tentar analisar o comportamento deste menor que vive sem qualquer tipo de referências parentais.

Primeiro, e isto tem de ser dito: O pai é um banana. É verdade! Tem 2 falas em cada filme.

A mãe por sua vez fala muito. Mas tem um problema, perde mais vezes uma criança de 10 anos do que as chaves de casa. Pode ser chato.

 

É portanto natural que esta criança sofra de graves problemas mentais. E sofre. Claro.

É que ao contrário das crianças da sua idade, este pequeno rebento quando olha para berlindes, não pensa em brincar com eles. Não. Pensa sim como podem ser bastante úteis se colocados à saída de uma banheira, ou perto de umas escadas para outras pessoas caírem.

Além disso acha normal e divertido mandar tijolos à cara de adultos.

E porque não electrificar uma porta? Eu próprio estava sempre a pensar nisso enquanto via o Rei Leão.

Tudo normal portanto. Uma criança de 10 anos vulgar, em pleno Natal.

 

Mas sabem o que mais assusta neste filme? Principalmente nesta sequela?

É que este pequeno psicopata loirinho tem dezenas de oportunidades para chamar as autoridades e informar que foi abandonado pela mãe. Mas não. Nem pondera essa hipótese.

Em vez disso, por sua iniciativa, resolve criar todas as artimanhas possíveis para viver à custa do cartão de crédito do pai, no hotel mais caro da cidade e criar novas e preocupantes armadilhas para voltar a torturar os mesmos delinquentes do primeiro filme.

A psicologia explicará melhor o problema desta família disfuncional, mas sabemos que algo está mal com um filho nosso quando este, com 10 anos, pensa em regar uma corda com um produto inflamável para depois, quando dois bandidos descem por ela, riscar um fósforo e dizer: Feliz Natal!

 

Um filme natalício. Dizem.

 

Mas o que mais adoro é a forma como termina. Sempre pleno de moral. 

 

E assim ao fim de 2 horas de violência pura de um menor sobre dois adultos, a família volta finalmente a unir-se numa imagem bonita de família feliz e de forte mensagem natalícia, em que a mãe delinquente abraça o seu filho psicopata, na presença do seu pai banana, sempre, mas sempre, calado.

 

Que comoção. Que bom o Natal. O Natal é isto!

 

Perfeito, perfeito, era só mesmo aparecer o Donald Trump!

 

 (imagem)

A sério?

 

Bom, uma coisa é certa, para o ano há mais...

 

Isto, se a segurança social deixar.

 

P.A.


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Spoilerfobia

Por favor, tenha calma.

 

Diga-me, o que vem a ser este clima que agora não se pode comentar nada do que se vê na televisão?

Então e se eu lhe disser que no último episódio do The Walking Dead, o Rick vai ficar maneta? Pode descansar, não fica.

Ou se disser que o John Snow afinal é uma Joana Neves? não ponho as mãos no fogo.

Ou pior! E se eu disser que até gostei do fim do Lost? não consigo mentir, foi horrível.

 

Bom, se estivesse a ter esta conversa na rua... neste momento estaria já a analisar, provavelmente sem a dentição completa, qual o sabor da calçada, por via da fúria de um transeunte que passava e, para meu azar, me ouviu falar. 

 

Mas que se passa consigo, amigo?

 

Antes de me dar outro robusto mimo, peço que me oiça agora se faz favor.

 

Antigamente isto não era assim. Até gostávamos que, quando não víamos algo, nos contassem.

Não tínhamos 7 dias de gravações para recuar.

Não havia a oferta de cinema de hoje em dia.

Não tínhamos streams.

Não existiam (tantos) canais de cabo.

Não havia netflix.

Nada!

Mesmo com os clubes de vídeo, que faleceram entretanto no meio deste processo todo, a caixa do VHS estava sempre vazia e o filme já estava reservado...

Estávamos invariavelmente condenados ao que o senhor todo poderoso da RTP, SIC ou TVI decidia colocar no ar, fosse a que horas fosse. E se quando ligássemos a TV já o filme ia a meio, era a partir dali que o víamos, orgulhosos por ainda termos chegado relativamente a tempo. Tudo na esperança de, eventualmente, quando repetissem o filme daí a um ano ou 10, conseguirmos finalmente terminar aquele ciclo e recuperar a história anterior.

 

No fundo, antigamente era tudo uma espécie de puzzle. Até os miúdos na escola contavam cada um o seu spoiler e no fim do intervalo tinham o filme completo.

O Spoiler era útil. Funcional. E estimulava as crianças.

Cada um tinha o seu cromo, juntavam-se, e no fim tínhamos a caderneta cheia. Trabalho de equipa. Missão cumprida.

Viram todos o filme, não vendo.

 

E agora?  Como é?

 

Agora?

 

Agora tenho de consultar o meu dentista.

 

 (imagem)

 

 

P.A

 

(E o Dexter, viu aquele fim miserável no camião?)


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Dica da Quarta - Como evitar que a sua parceira adormeça a ver filmes consigo

Já que o tema deste post é meio cinematográfico, digam-me lá se já viram este filme alguma vez:

 

(Eu já o vi mais vezes que o "Sozinho em casa" deu na televisão!)

 

Um casal resolve ver um filme em casa

 

Sofá. Filme a começar. Felicidade no olhar de ambos.

10 minutos depois

Sofá. Filme com 10 minutos. Felicidade no olhar dele, 50 quilos de pesar no olhar dela.

5 minutos depois

Um corpo em cima do rapaz (ou seja 1/4 de sofá). Filme com 15 minutos e uma decisão para tomar:

 

"E agora?"

Momento de decisão

Tentamos reanimar a donzela? - até pode resultar uma, duas vezes, mas não aconselho.. acabamos por ter de estar sempre a repetir este ponto e não vemos o dito filme! O meu record de pós-reanimação nunca deu para ela aguentar mais de 10 minutos...

A sério, adorava saber o segredo do beijo do Príncipe da Branca de Neve! Se calhar, é só mau hálito..

Já para não falar que, em caso de sucesso, corremos o risco de receber aquele BOM acordar que elas NUNCA têm!

 

Humm.. se calhar passamos ao plano B, aceitamos a situação e tentamos colocar-nos numa posição de equilíbrio - entre manter aquele corpo alheio seguro e, ao mesmo tempo, termos um bom ângulo de visão para o filme. Uma espécie de faça yoga você mesmo, mas no sofá.

 

Inevitavelmente, mesmo que arrisquemos a primeira opção, elas acabam na posição peixe e nós na elefante evoluído.

 

Não há volta a dar! Pelo menos pensava eu...Até que a terceira alternativa veio mesmo contra mim. E eu, claro, não me desviei.

Ora bem, a coisa até é bastante simples. Requer apenas algo que a vossa parceira goste bastante. (mais do que nós, aparentemente!)

Estava eu já cansado de ora ser um elefante evoluído ou de andar perdido no loop da reanimação, quando, de repente, me lembrei que tinha ali guardada uma embalagem de pipocas...

Só disse algo como: "Acho que temos ali pipo.."

Ela abriu logo os olhos!

 

EUREKA!!

Fez-se luz na minha cabeça!!!

 

Saquei do bloco de notas e comecei logo a apontar!

 

Analisei cada passo, cada comportamento e desenhei o plano!

 

Descobri então que cada 100 g de pipocas, fazem com que o sono outrora incontrolável seja suportado por cerca de 20 minutos mais, de pestana bem aberta! Desde então, yoga passou a ser um estilo em vias de extinção por este sofá.

Por isso, meus amigos, quando estivermos no hipermercado, só temos de ter em mente que, dependendo do filme que vamos escolher para mais logo, temos garantir cerca de 300 g de pipocas por hora!

 

Esta média inclui também o consumo do elemento masculino, claro! Íamos ficar a ver-vos a comer tudo sozinhas, não?

 

Mas cuidado! Com o entusiasmo todo, não ponham logo as pipocas todas de uma vez... A SÉRIO! Vão por mim. Altera a média..

 

E pronto, agora deve ser mais simples perceber porque tive de vender a minha coleção de "Power Rangers", para poder ver o "E Tudo o Vento Levou" (4 horas de filme) com ela..

 

MAS RESULTOU! 

 

 

 

P.A.


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