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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

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A Black Friday Familiar

Até podia ser o nome de uma nova pizza com pepperoni, cogumelos e extra desconto, em que a maior parte dos portugueses acabaria por pedir hoje sem pepperoni porque só lá ia pelos cogumelos com desconto.

No fundo é esse o espírito do dia de hoje. O ir pelo desconto.

É uma espécie de ida à casa de banho quando nem temos assim tanta vontade ou nem estamos verdadeiramente aflitos, mas vamos agora porque mais tarde pode custar mais.

Pelo menos fica já despachado. Se custar menos, melhor.

 

Mas a Black Friday não é igual para todos. Aliás, dentro de uma família podem co-existir diferentes tipos de Black Friday.

Ora vejamos.

 

Comecemos pelo avô que, no seu inglês fluente, suspira pela chegada da "Back Fadai" para poder finalmente comprar um telecomando universal para a box e tv. Que o outro avariou.

- A avó, reza para que as filhas não lhe ofereçam a 14ª Torradeira dos últimos 5 anos.

- A Mãe tem tudo pensado. Tem o mapa desenhado e o itinerário definido. Pesquisou online e sabe que a Aldo a C&A estão com 20% em Loja até domingo e que a Calzedonia faz 50% em produtos seleccionados. 

- O Pai pode finalmente comprar o FIFA 18 ou o PES2018 com a desculpa que é para o filho.

- O filho pode finalmente jogar o FIFA17 ou o PES2017 sozinho.

- A filha, a mais esperta da família, aproveita a boa disposição do Pai, de jogo na mão, e a da Mãe, de sacos cheios, para ir comprando o que quer.

 

E assim se passa uma Black Friday Familiar.

 

Mas temos mais.

E aquele português que só vai à Black Friday para dizer que foi? E que depois se sente mal de dizer que foi e não comprou nada?

Tanto que começa a mentir e diz que comprou um robot aspirador na Worten porque era a única coisa que ainda se lembrava do folheto.

 

Mas o meu preferido nestas andanças ainda é o que português que odeia a Black Friday, que é gente por todo o lado e que é impossível ver ou comprar alguma coisa...

 

...mas no ano seguinte está lá outra vez. 

 

(imagem)

 

P.A

*já agora, ainda não sou pai, eu sei, mas estou disponível para receber o FIFA2018, com relativo agrado até.

*se querem oferecer uma óptima prenda ao vosso namorado este ano, vejam aqui a sugestão que dei o ano passado. É tão boa que ainda é válida este ano...

 


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E que tal sair hoje à noite?

As saídas com amigos são algo que nos acompanha vida fora. Tirando se chegarmos aos 120 anos, aí só nos restam as saídas com os netos dos nossos amigos.

 

Normalmente este até é um tema que nem começa muito bem. Surge como um assunto meio tabu e é com cautela que fazemos as primeiras abordagens:

 

"Sabes pai, o Pedro e o Manelinho vão amanhã ao café depois do jantar." E ficamos a aguardar alguma reacção.

"Pai, larga o smarphone! Ouviste?"

Pai: "Sim, diz filho!"

"Sabes pai, eu também gostava de ir!"

Pai: "Ir onde filho?"

"Ao café com eles! Não ouviste nada pai!?"

E aqui a resposta mais provável de um pai macho, alpha e decidido em 2017 é:

 

Pai: "Fala com a tua mãe."

 

Falamos com a mãe e ela diz não. Amuamos.

O pai, esse, sempre pode dizer que foi a mãe que não deixou.

 

Aprendemos a lição e crescemos mais um pouco, o ciclo repete-se, até que chega finalmente aquele dia em que os pais, perdão, a mãe, nos deixa sair pela primeira vez.

A partir daí já temos o que queremos: Aquela saída que servirá de jurisprudência para todas as seguintes. Missão cumprida puto!

 

Curiosamente esta é a fase da nossa vida em que mais queremos sair de casa e no entanto é exactamente aquela em que mais borbulhas temos na cara. 

 

Passamos então para a fase da saída da sexta-feira à noite e fins-de-semana com amigos. Típica do secundário. Junta-se ali um grupinho, normalmente sempre no mesmo local e hora, e tudo feito de forma a não coincidir com outros grupos de colegas que, embora sejam da mesma turma, não se falam tanto. E assim, com mais brigas no intervalo ou menos primeiras beijocas nas amigas, se passa o secundário.

 

Quando chega ao fim, surgem os primeiros juramentos selados com lágrimas. Aqueles dos "Amigos para sempre!" ou "Impossível esquecer-me de ti até deixar de te seguir nas redes sociais por nunca mais falar contigo" e que normalmente terminam com a típica frase "Claro que vamos continuar a sair na mesma!".

Até que conhecemos uma nova espécie: Os universitários.

 

Aí tudo muda. As saídas com o Pedro e o Manelinho que outrora eram a desculpa perfeita para sair, passam agora a chamar-se de "Tenho de estudar em grupo para o exame pai, não posso ir com vocês!".

De tal forma que até a conversa ao telefone com o pai agora é outra:

 

Pai: "Sabes filho, o Pedro e o Manelinho vieram cá ver os pais este fim-de-semana..." E ficam a aguardar alguma reacção nossa.

Pai: "Estou? Filho, Ouviste?"

"Sim, diz pai!"

Pai: "Sabes filho, eu também gostava que viesses!"

"Ir onde pai?"

Pai: "Cá ver os pais! Não ouviste nada filho!?"

 

E aqui a resposta mais provável de um filho educado, certinho e universitário em 2017 é:

"Eu queria, mas tenho um exame daqui a 3 meses. Tenho que estudar..."

 

O curso de 5 anos termina em 7 e com o fim da universidade, surgem novos juramentos selados a cerveja. "Mas vamos continuar a sair ouviste??Não é como os do secundário!"

#soquenao

 

Principalmente quando conhecemos uma nova espécie: Os colegas de trabalho.

 

Por esta altura já saímos de casa dos nossos pais, pelo que que a conversa ao telefone voltou a mudar:

 

Pai: "Estou? Filho?"

"Sim, diz pai!"

Pai: "Está tudo bem?!"

"Sim está tudo, e por aí?"

Pai: "Por aqui também!"

"Então vá até amanhã!"

Pai: "Até amanhã filho!"

 

Com esta nova onda de amor paternal vem também algo que apreciamos bastante: o tal guito, o carcalhol, o salário.

Os primeiros tempos são de loucura e excessos. Até que damos por nós a fazer contas antes de agendarmos vários programas nocturnos.

Isto porque antigamente era a mesada do papá e a cerveja só custava 20 cêntimos, agora é a mesada do nosso trabalho e o jantar, bar, concerto, teatro, cinema, gasolina, nenhum deles custa menos de 10 euros.

 

Conclusão, "Malta querem vir cá jantar a casa?"

 

E logo agora que já não temos borbulhas na cara.

 

 

(imagem)

 

P.A


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Hoje é o Dia dos Avós. A verdadeira definição!

Hoje é o Dia dos Avós.

 

Apresento-vos a definição que deveria estar no dicionário:

avos.jpg

P.A


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