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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

E que tal sair hoje à noite?

As saídas com amigos são algo que nos acompanha vida fora. Tirando se chegarmos aos 120 anos, aí só nos restam as saídas com os netos dos nossos amigos.

 

Normalmente este até é um tema que nem começa muito bem. Surge como um assunto meio tabu e é com cautela que fazemos as primeiras abordagens:

 

"Sabes pai, o Pedro e o Manelinho vão amanhã ao café depois do jantar." E ficamos a aguardar alguma reacção.

"Pai, larga o smarphone! Ouviste?"

Pai: "Sim, diz filho!"

"Sabes pai, eu também gostava de ir!"

Pai: "Ir onde filho?"

"Ao café com eles! Não ouviste nada pai!?"

E aqui a resposta mais provável de um pai macho, alpha e decidido em 2017 é:

 

Pai: "Fala com a tua mãe."

 

Falamos com a mãe e ela diz não. Amuamos.

O pai, esse, sempre pode dizer que foi a mãe que não deixou.

 

Aprendemos a lição e crescemos mais um pouco, o ciclo repete-se, até que chega finalmente aquele dia em que os pais, perdão, a mãe, nos deixa sair pela primeira vez.

A partir daí já temos o que queremos: Aquela saída que servirá de jurisprudência para todas as seguintes. Missão cumprida puto!

 

Curiosamente esta é a fase da nossa vida em que mais queremos sair de casa e no entanto é exactamente aquela em que mais borbulhas temos na cara. 

 

Passamos então para a fase da saída da sexta-feira à noite e fins-de-semana com amigos. Típica do secundário. Junta-se ali um grupinho, normalmente sempre no mesmo local e hora, e tudo feito de forma a não coincidir com outros grupos de colegas que, embora sejam da mesma turma, não se falam tanto. E assim, com mais brigas no intervalo ou menos primeiras beijocas nas amigas, se passa o secundário.

 

Quando chega ao fim, surgem os primeiros juramentos selados com lágrimas. Aqueles dos "Amigos para sempre!" ou "Impossível esquecer-me de ti até deixar de te seguir nas redes sociais por nunca mais falar contigo" e que normalmente terminam com a típica frase "Claro que vamos continuar a sair na mesma!".

Até que conhecemos uma nova espécie: Os universitários.

 

Aí tudo muda. As saídas com o Pedro e o Manelinho que outrora eram a desculpa perfeita para sair, passam agora a chamar-se de "Tenho de estudar em grupo para o exame pai, não posso ir com vocês!".

De tal forma que até a conversa ao telefone com o pai agora é outra:

 

Pai: "Sabes filho, o Pedro e o Manelinho vieram cá ver os pais este fim-de-semana..." E ficam a aguardar alguma reacção nossa.

Pai: "Estou? Filho, Ouviste?"

"Sim, diz pai!"

Pai: "Sabes filho, eu também gostava que viesses!"

"Ir onde pai?"

Pai: "Cá ver os pais! Não ouviste nada filho!?"

 

E aqui a resposta mais provável de um filho educado, certinho e universitário em 2017 é:

"Eu queria, mas tenho um exame daqui a 3 meses. Tenho que estudar..."

 

O curso de 5 anos termina em 7 e com o fim da universidade, surgem novos juramentos selados a cerveja. "Mas vamos continuar a sair ouviste??Não é como os do secundário!"

#soquenao

 

Principalmente quando conhecemos uma nova espécie: Os colegas de trabalho.

 

Por esta altura já saímos de casa dos nossos pais, pelo que que a conversa ao telefone voltou a mudar:

 

Pai: "Estou? Filho?"

"Sim, diz pai!"

Pai: "Está tudo bem?!"

"Sim está tudo, e por aí?"

Pai: "Por aqui também!"

"Então vá até amanhã!"

Pai: "Até amanhã filho!"

 

Com esta nova onda de amor paternal vem também algo que apreciamos bastante: o tal guito, o carcalhol, o salário.

Os primeiros tempos são de loucura e excessos. Até que damos por nós a fazer contas antes de agendarmos vários programas nocturnos.

Isto porque antigamente era a mesada do papá e a cerveja só custava 20 cêntimos, agora é a mesada do nosso trabalho e o jantar, bar, concerto, teatro, cinema, gasolina, nenhum deles custa menos de 10 euros.

 

Conclusão, "Malta querem vir cá jantar a casa?"

 

E logo agora que já não temos borbulhas na cara.

 

 

(imagem)

 

P.A


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Oh não... Não entrei na primeira opção!

A publicação dos resultados do acesso ao Ensino Superior, que ocorreu este fim de semana, é sem dúvida alguma um momento marcante na vida de quem concorre.

Ainda hoje me lembro perfeitamente da angústia que foi quando me telefonam para casa a dizer: "Já saíram! Vai ver!"

Nesse momento, na minha mente, só via a folha com que concorri:

 

1 - Ciências Farmacêuticas

2 - Engenharia Informática

3 - Economia

4 - Gestão

5 - Psicologia

(Não, não foi aleatório. Sou é a favor da poligamia académica)

 

Desliguei o telefone, corri para o computador, entrei no site e passados 20 minutos de constantes refresh's e suores frios, consegui finalmente entrar. Escrevi o meu nome e o resultado foi:

  

Entrei na segunda opção.

 

Acabou a angústia. Entrou o choque. Desapareceu o sonho da primeira opção e começou o pânico do desconhecido.

Por duas décimas, quis a minha burrice que não fosse farmacêutico. A mão divina do "não saber estudar o suficiente" apontou-me noutra direcção: fui para Informática.

 

É oficial: Vou ser o geek nos jantares do secundário.

 

Toda aquela imagem de mim de bata branca, todas aquelas falas com o senhor António:

"Você veja lá se desta vez não toma logo a embalagem toda. É só um comprimido de Viagra de cada vez, está bem? Não acredite sempre na sua esposa marota!"

Ou com a senhora idosa querida:

"Dona Maria então como vai? Está com melhor cara! O que a traz cá hoje? A sua filha tem passado bem?"

Ou até aquele tímido rapaz que pede preservativos.

"Preservativos? Não tenhas vergonha meu rapaz! Estás a proteger-te a ti e ao teu par! Claro que tenho! Queres quais? Estes? Ou estes?" - Entre outras perguntas, apenas para prolongar o sofrimento do adolescente. Sempre em alta voz. (Sim iria ser aquele farmacêutico...) 

 

Tudo isto se tinha evaporado do meu destino. Sobrava-me o desconhecido e o até agora inimaginado "gajo dos computadores".

 

Até o reconhecido harém de estudantes femininas de Ciências Farmacêuticas me fora retirado! Não só me arrancaram a hipótese de ingressar em tal clube privilegiado, como, só para fazer pirraça, aterrei mesmo em cheio na sua maior antítese: Engenharia Informática.

 

E por duas décimas apenas...

 

Ah que serão bem passado! Em torno de uma enorme "felicidade" convertida em lágrimas de pura "alegria"!  

Estou a exagerar, afinal de contas um Engenheiro Informático não chora. Se chora, foi porque "programou" mal a coisa. É mau engenheiro portanto.

Ou pelo menos antes de chorar ainda tenta desligar e voltar a ligar primeiro. De modo geral, não chora logo, pronto.

 

Como já perceberam, a verdade é que eu era um piegas.

E o curso fez de mim um homem. Também não tive outra hipótese. Só tinha homens.

 

E hoje em dia gosto do que faço. 

 

Rapaz, rapariga, se me estão a ler e falharam a vossa primeira hipótese, podem chorar agora, seja de alegria ou "alegria". Mas

não mandem logo a toalha ao chão! Não sejam piegas que não vale a pena! Se puderem, vão lá ver como é. Até podem vir a gostar, como eu.

Afinal de contas foram vocês que escolheram as vossas hipóteses, algum interesse ou sinal divino foi, por mais escondido que esteja.

 

E digo isto sem qualquer tipo de mágoa por não ter sido o Gladiador no harém de Farmácia! Já nem penso nisso todos os dias!

Muito melhor fazer directas só com rapazes a programar! Estou totalmente resolvido!

 

Apresentação2.png

 

P.A


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Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!

Como podem ter deduzido pelo título de hoje, venho falar-vos de algo muito comum na nossa sociedade: 

 

Como os nossos vizinhos se reproduzem

 

Mentira. Estava a brincar. Vou falar-vos de bebidas e como elas nos acompanham ao longo de 4 fases da nossa vida, até sairmos da faculdade.

Mas assim teve mais piada.

 

Primeira fase -  primeiros tempos de vida de um ser humano

 

Quando nascemos a ementa de bebidas é bastante restrita e dependente essencialmente da disponibilidade maternal, em particular do estado dos seus, nunca tão avolumados, recipientes lactais. O leite maternal, embora bastante nutritivo, apresenta alguns efeitos secundários. Diria até que equivalem às maiores bebedeiras e pantufadas que vamos apanhar nas nossas vidas. É de tal forma forte que nenhum de nós se consegue recordar de quando bebeu leite maternal neste período.

Além disso, a locomoção é claramente afectada, sendo inicialmente preferível para a criança gatinhar, a arriscar tentar pôr-se de pé sob o efeito deste leite. A comunicação é também ela pobre, resumindo-se a um par de grunhos, gritos e algumas tentativas falhadas de formar palavras.

 

Resumo - Leite Maternal

Nível de satisfação: Dizem que gostava.

Nível nutritivo: 10/10

Dificuldade de locomoção:  Não me lembro. Mas existem 4532 fotos que o comprovam.

Perda de memória:  Confirmo.

Nível de Status: 0/10

 

Conclusão: Beba com moderação. Seja responsável. E, pela sua imagem, que ninguém o veja.

 

 

Segunda fase - Desde o primeiro acto de consciência à pré-adolescência

 

Depois crescemos e ficamos ali num período em que bebemos o leite com chocolate, o suminho de laranja, a limonadazinha e a bela da água com açúcar dada pela nossa avó. Neste caso e após anos de excessos de leite maternal, a jovem criança tem a inteligência de reflectir sobre o seu futuro e do que realmente pretende para a sua sua vida, largando finalmente o vício do leite maternal. Por algum motivo dizem que uma criança deixar de querer mamar é uma das suas primeiras manifestações de consciência.

Com esta decisão adulta, a criança ganha mobilidade, deixando de gatinhar, além de conseguir memorizar algo pela primeira vez. Com esta paz de espírito que a ausência de leite maternal proporciona, consegue finalmente dizer as suas primeiras palavras.

 

Resumo - Leite com chocolate, limonada, sumo de laranja e água com açúcar

Nível de satisfação: 8/10.

Nível nutritivo: 7/10

Dificuldade de locomoção:  Inexistente. Significativas melhorias face ao leite maternal.

Perda de memória:  Sem indícios. Já me recordo de beber estas bebidas.

Nível de Status: 5/10

 

Conclusão: Beba quando lhe apetecer, mas cuidado com os açúcares.

 

 

Terceira fase - Desde a pré-adolescência à adolescência

 

Momento em que surge aquela primeira cerveja, o primeiro copo de vinho ou mesmo aquela água de cor mal lavada que nos vendem como "Bongo 8 frutos" e na realidade é imperial. Normalmente, nesta fase, são patrocinadas ou por familiares masculinos alpha que nos querem tornar homens/mulheres ou apenas por colegas na escola, naquelas primeiras saídas até às 22 em ponto em casa. Onde ouvimos pela primeira vez algo como "Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!" e não sabemos o que é suposto fazer com o copo. E como queríamos despachar, bebemos logo tudo no  "acima" e temos de repetir. Bolas.

Isto contou-me um amigo meu, o Manelinho. Eu nem estava lá.

 

Resumo - primeiras cervejas e copos de vinho

Nível de satisfação interior: 0/10.

Nível de satisfação exterior: 11/10 

Nível nutritivo: 6/10

Dificuldade de locomoção:  um copo - é inexistente. Tal como se costuma dizer: "Um copito não faz mal nenhum ao menino" 

Perda de memória:  Tendência a ficar bem gravada na nossa memória. O problema será esquecer.

Nível de Status: 14/10

 

Conclusão: Beba quando lhe pedirem para beber, mas cuidado com as expressões faciais. Treine primeiro ao espelho.  Assista bastante a anúncios da TV Shop.

 

 

Quarta fase - A Faculdade

 

A fase da faculdade por norma tem a tendência de proporcionar os mesmos efeitos secundários aos adolescentes que o leite maternal. Na realidade pode existir num ou outro caso uma bebida específica, mas creio que neste período a bebida mais praticada tem um nome: Mistura. Esta mistura de bebidas de forma aleatória, principalmente em eventos académicos festivos, resulta em perda de locomoção temporária, excesso de diálogo, principalmente na presença de raparigas e em alguns casos uma certa tendência a redecorar a calçada, numa pintura alusiva ao que acabámos de jantar. A dormida é secundária e muitas vezes debaixo de uma qualquer mesa ou cadeira.

 

Resumo - Misturas

Nível de satisfação interior: 10/10.

Nível de satisfação exterior momentânea: 200/10 

Nível de satisfação exterior cerca de 30 minutos de misturas depois: -99999999999/10 

Nível nutritivo: Indefinido/10

Dificuldade de locomoção:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Perda de memória:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Nível de Status momentâneo: 140/10

Nível de Status cerca de 30 minutos de misturas depois: 0/10

 

Conclusão: O segredo da mistura será conseguir nivelar bem o seu período de felicidade, devendo parar mesmo antes de atingir os tais "30 minutos de misturas depois". Caso ultrapasse a meta dos 30 minutos, todo o seu investimento em status será perdido, assim como todo o seu dinheiro investido. Por precaução, consulte regularmente o seu gastroenterologista.

 

Bom, pensava que chegar até ás bebidas da faculdade seria suficiente, mas estou a ver que vou ter de fazer uma segunda parte.

 

É que ainda estou com sede.

 

 (imagem)

 

P.A


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