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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O Stress de Ir de Férias

 

Julho terminou e como diria Quim Barreiros, agora "entra A-gosto". 

Mas embora aprecie poetas safadotes contemporâneos, não é do mestre de culinária, nem do arrumador de carros em garagens adjacentes ao nosso imóvel, que vou falar hoje.

Na verdade, vai ser uma prosa regada por alguns eventos stressantes, embora também com alguns peitos de cabritinha, não estivesse eu a falar em ir de férias. Gostaram? Quatro referências ao Quim Barreiros em trocadilhos?

Acho que estou a precisar de férias.

 

Para que fique claro, ir de férias é óptimo. Eu adoro ir de férias.

Afinal de contas a alternativa é muito pior.

Se há coisa pior do que ir de férias, é o não ir de férias. Acho que todos concordamos aqui.

Isto, claro, se a pessoa com quem escolhemos partilhar as nossas férias, for pior do que o nosso chefe. Aí fazer o relatório para o dia seguinte às 19 horas, parece ser mais afrodisíaco do que estender a toalha ao lado de um poço de reuniões que correram mal.

Para efeitos deste texto, vamos ser positivos e assumir que a nossa companhia é óptima, o que já facilita em 95% as nossas férias.

 

Falemos então do primeiro problema típico do ir de férias: 

 

A Logística

 

Escolher local; Marcar viagem; Marcar hotel;

Levar ou não o animal de estimação, seja ele cão, gato, marido ou esposa; Arranjar uma desculpa válida para não levar a sogra;

Que sítios visitar; Quanto dinheiro levar; Alugar ou não carro; Ainda vou a tempo de ir ao ginásio para impressionar no areal?; Sim, Não, Talvez?

 

E acima de tudo, de todas as questões, há que respeitar o orçamento.

 

Estes são alguns dos problemas que colocam os nossos neurónios em rota de colisão, mesmo antes de estarmos de férias.

Portanto, só esta inofensiva palavra, prima de "logista", já nos dá stress suficiente para redecorar a nossa zona capilar, a que chamamos de cabeça, de cabelos brancos.

 

É exactamente por isso que conhecemos aquelas pessoas que só passaram por esta fase uma vez na vida. A partir daí, desistiram. Passaram a reciclar o mesmo plano anualmente e agora é só repetir durante 30 anos. Pelo menos.

É menos um problema.

 

O segundo problema:

 

A Viagem

 

Normalmente diz se que "viajar" é dos verbos que mais nos enriquece, mas certamente que não se estão a referir a andar num carro sem ar condicionado, pelas 14 horas, num dia de 43 graus em pleno interior Alentejano. A viagem é uma espécie de promessa, de castigo, que o turista se compromete a "sofrer" para chegar a bom porto. É um sofrimento consciente por forma a valorizar ainda mais o destino que nos espera. Não enriquece. Pelo contrário, emagrece.

 

Uma vez terminada a viagem e chegados ao tão desejado destino, batemos de frente no terceiro stress em ir de férias:

 

As Expectativas

 

Aquela casa fantástica que vimos no site, aquele quarto de hotel luxuoso com vista deslumbrante em que quase sentimos a necessidade de pedir a companheira em casamento, sempre que olhamos para lá; a adrenalina de chegar a um país que queremos conhecer, monumentos, cultura, gastronomia, tudo.

Até só de estar a escrever já estou a sentir a euforia toda!

E depois ao chegar ao hotel, "houve um engano", "existiu uma troca", "foi um lapso do nosso site", "lamentamos mas o monumento encontra-se em recuperação", "lamentavelmente não vão poder ver", "já não temos esse prato".

E assim aquele nosso grande e efusivo saco de expectativas começa a tornar-se numa cara de elefante extremamente bem definida e comprida...

 

 

Os dias vão passando e com eles nasce então o quarto problema:

 

A Rotina

 

E mesmo depois de vermos as nossas expectativas transformadas em conformismo trombudo, começamos a criar uma rotina com a qual afinal, embora aqueles problemas todos iniciais, até passamos a gostar. Os primeiros dias foram uma desilusão de facto, mas agora já conhecemos, já estamos como peixe na água, já sabemos o que fazer e onde ir!

Estamos a adorar! Melhores férias de sempre!

E o que acontece?

 

É dia de voltar.

 

E chegamos assim ao quinto e último problema em ir de férias:

 

O Regresso

 

Que na realidade é apenas a duplicação do sofrimento da viagem inicial, a segunda parte de um filme que correu mal. Só que agora ainda pior. Se antes estávamos munidos de esperanças e expectativas elevadas, agora estamos desiludidos, derrotados, por aqueles primeiros dias maus e por ter acabado mesmo quando estávamos a começar gostar.

Voltando à analogia do filme, na viagem de ida sempre tínhamos pipocas para assistir que nos faziam ficar ali. No regresso não. Sentimo-nos condenados a assistir ao triste fim.

 

 

Chegamos. Estamos de volta.

E quando na realidade o objectivo era recarregar baterias, animar o espírito, ganhar anos de vida, voltamos com aquela desilusão do regresso sempre precoce, naquele eterno e doloroso domingo, que é sempre o nosso último dia de férias.

 

E de volta ao trabalho, no primeiro dia, estamos ainda mais deprimidos. Como dói.

Não só por terem acabado as férias e tudo o que apontei, mas por percebermos que podemos ser facilmente despedidos, porque afinal nem fizemos assim tanta falta...

 

Boas Férias...

 

 

(imagem)

 

P.A

 


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Este Ano, Vá Para Fora Cá Dentro

Estamos em pleno mês de Julho e o português começa já a arregaçar as mangas e a esfregar as mãos de felicidade, quais cobaias salivantes no condicionamento clássico de Pavlov. Até parece que o calendário do computador muda. Em vez de vermos dias, só vemos o countdown para as férias. E com o subsídio no bolso ou em vias de, aumenta ainda mais a fome de saltar dali para fora, mal chegue o dia.

E quando finalmente chega, parece que se junta uma euforia tal como aquela da primeira vez em que os pais saem de casa para férias e o filho não pode ir "porque tem de estudar para a faculdade".

 

Ah que tristeza aquela mal eles fecham a porta. Que grande azar me sucedeu ali, naquele instante. Lembro-me bem de me agarrar aos livros a semana toda. Sempre a estudar a Análise Matemática da festa em casa dos pais do P.A e a Álgebra Linear necessária para depois deixar a casa em condições e igual ao que estava.

 

Bom, mas euforias e "tristezas" académicas à parte, nestas férias, para onde ir afinal? Que destino escolher?

Ficar por Portugal? Ir para fora?

Tentar não ir para Paris porque ela apanhou o bouquet e isso seria deveras óbvio? Trafaria então?

Não sei.

Trafaria ou não, o que é certo é que recentemente encontrei um local que satisfaz simultaneamente todas estas questões.

É um literal vá para fora cá dentro que aconselho a experimentarem. Nem que seja uma vez.

 

Se por acaso já lá foram, nem precisam de esperar pelo fim para adivinhar.

 

Comecemos então.

 

Neste pedaço de terra português:

 

- Os empregados do hotel dizem "Room Service" depois de vos baterem à porta. Algo que ao início, por desconhecimento, respondi "Santinho". Podia ser alguma corrente de ar, uma porta mal fechada.

- Está a dar o Benfica, mas todas as TV's estão na Eurosport a passar um combate de boxe. Não estou em Portugal definitivamente.

- Todas as outras pessoas, possuem pele extremamente branca e/ou avermelhada, chinela com peúga branca e sotaque semelhante ao do James Bond. Mas não deste agora. Dos primeiros.

- Apercebes-te da cultura deste novo povo que habita no teu país, quando nas saídas à noite, não querem cá misturas. No fundo é como se todas as noites fossem despedidas de solteiro. Grandes grupos de homens e grandes grupos de mulheres. Casais separados. Mas que depois ficam a galar-se à distância de uns 50 metros, sem nunca se juntarem. Comprei pipocas e tudo para ver.

Perdão, PopCorns.

- Queres ir a um café? Não há. Chama-se PUB. Aprende.

- Os restaurantes pelo menos tiveram algum cuidado, como recebem aparentemente alguns portugueses em Portugal, traduziram a carta para português, em letras pequenas e mais suaves, mas estava lá. Dava para ler. É que mais um bocado e ia comendo Sardines ou Seafood que até me podiam fazer mal, sei lá.

- Sentes-te bem e ao mesmo tempo mal por todos os empregados repararem logo que és português. E nem precisaste de mandar  para trás as entradas. Ou teres deixado aqueles abastados 3 euros de gorjeta. De peito cheio. 

- Na rua, és o único a usar casaco.

- Passas por um lago perto do hotel para tirar uma foto e até as rãs têm british accent.

 

 

Sejam muito bem-vindos a Vilamoura, reserva nacional da qualidade de vida, onde de facto vieram mesmo charters, mas do Reino Unido.

 

Mas agora que já vos ajudei para este ano...

 

Trafaria, alguém tem dicas?

Onde comer, o que conhecer? Essas cenas.

Agradecia.

 

 

 

 

P.A


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