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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O Pior dia do ano

Tristes são os dias em que suspiramos pela chegada de um furacão para nos ajudar.

 

Hoje é um desses dias.

 

Que venha a chuva prometida e a ventania bem hidratada para ajudar a pôr fim à continuidade do que foi ontem proclamado como o pior dia do ano em matéria de incêndios. Ophelia faz lá o que sabes fazer se faz favor. Já te conhecemos o vento, brinda-nos agora com a tua chuva.

 

Mas analisando o que se passou, como se pode acreditar que de Santarém para cima existam centenas de incêndios em simultâneo? Ou que sejam normais 525 ignições num só dia?

Queimadas? Cigarros? Lixo? Foguetes? Pela certa que não. Não todos.

O de Seia, por exemplo, teve início na madrugada de domingo, completamente fora do foco de calor e da ignição, dita natural, de um fogo. 

Esta espécie de terrorismo incendiário teve em 2017 o seu ano de afirmação em Portugal. E infelizmente o seu ano mais lucrativo.

 

E como se pode acreditar que seja possível ter bombeiros suficientes para domar praticamente meio país em chamas?

Claro que não. E muito menos fora de época, em Outubro. Foi um atentado perfeito.

Mas que principalmente tem de parar de ser tratado como excepção. Já começa a não o ser.

 

Se Pedrogão Grande alterou algo, o comportamento das autoridades foi um deles, na primeira ameaça, fecham agora e de imediato os respectivos acessos.

 

Foi o que aconteceu ontem a alguém.

 

Ontem percebi o que é ter alguém fechado numa ilha de acessos vedados, em que a fronteira, ainda ao longe, é uma cortina de fumo negro, denso. Não pôde, por isso, voltar a Lisboa conforme previsto. 

 

Ontem percebi o que é ter alguém que com o passar do tempo percebe que essa ilha é agora substancialmente mais pequena e já não pode praticamente sair de casa.

 

Ontem percebi o que é ter alguém que ao invés de assistir a melhorias com o passar do tempo, de repente fica sem rede telefónica em casa.

 

Ontem percebi o que é ter alguém que a seguir, mal anoitece, olha em volta e me envia imagens de chamas em todo o seu horizonte.

 

Ontem percebi o que é ter alguém a quem tento ligar, preocupado, e descubro que já não tem rede no telemóvel.

 

Ontem percebi o que é ter alguém que consegue ainda ter wi-fi por uma vez e me envia uma mensagem no Hangouts a dizer que a internet está intermitente em casa e que já não tem rede no telemóvel.

 

Ontem percebi o que é ter alguém que fica abruptamente sem qualquer forma de comunicar comigo.

 

Eu estou em Lisboa. Estou bem. Não sofri nada do que outros sofreram

 

Mas ontem percebi o que é não conseguir dormir, por silêncio.

 

P.A


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E porque hoje é Sexta-feira...

Deixo-vos o requinte que é ler a língua de Camões num cruzeiro.

 

A RTP que aprenda comigo. Em bom português.

 

WhatsApp Image 2017-10-13 at 00.39.32.jpeg

 

 

Não resisti a sharialhar.

Peço sorryulpa.

 

Bom fim-de-week pessoal.

 

Que não vos disturbem.

 

P.A

 

P.S. - Marotos! Não resistiram a pensar logo na palavra que rima com "disturbar", não foi?  

São coisas que ficam dos tempos de estudante, não é? Sempre a fazer isso a toda a hora. Dia e noite, dia e noite.

Percebo bem. É como eu. Veio logo o "estudar" à cabeça.

Marrões.

 

Ah, já me ia esquecendo de perguntar...

 

Já te "disturbinaste", Ana Malhoa?

 

 *-este post foi writescrito ao abrigo do novo acordo ortográfico marítimo personalizado, excepto Disturbar, que na realidade até existe e mas é preciso ir a alto mar para o saber.


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Ser Português num Cruzeiro

"Então e portugueses não há?" Foi uma das perguntas que mais me fizeram quando voltei.

 

Há sim senhor. E até conheci diferentes tipos.

O primeiro que vos apresento é:

 

O Português do Staff

 

Já é um dado estatístico absoluto que existe sempre um português no staff de qualquer organização mundial, não esquecendo também a lua. Esta até é bastante frequentada por nós. Eu pelo menos vou lá frequentemente.

Ora seria de estranhar que esta espécie de hotel afrodisíaco sobre o Atlântico não fosse um habitat bastante propício à proliferação laboral tuga. O senhor Daniel é um exemplo disso, era o nosso chefe de sala. Impecável. Se estiver a ler isto, um abraço. Pela certa não estará porque em pleno oceano, não tem rede. Eu bem sei.

 

Mas principalmente porque só há uma coisa que o português tolera menos do que não ter rede no telemóvel: é ter de pagar a rede marítima via satélite, nada barata, para a ter. Aí o português até já se arrisca a dizer coisas como:

"a vida é bem melhor assim desconectada!",

"estou muito mais descontraído, sem rede, sem chatices",

"estou tão feliz assim, bem mais leve!"

 

No entanto, depois, quando chega ao porto seguinte, é ver o telemóvel a apitar e o português rapidamente volta ao seu estilo SmartphoneDiem.

 

O Informático Português

 

Da mesma forma que existe sempre um português, tenho vindo a verificar recentemente que para onde quer que vá existe lamentavelmente outro informático português. Adivinhem com quem jantámos todas as noites?

Com mais dois informáticos.

Podíamos não ter rede, mas infelizmente havia google geek na mesa. Estou a brincar, conseguimos rir uma vez.

Estou a brincar outra vez. Foram duas.

 

O Jogador português de casino num cruzeiro

 

Simples. É o único que bate, abana e empurra a máquina para a moeda cair. E depois ainda culpa a agitação marítima. 

 

O Casal de portugueses bipolares linguísticos.

 

O nome é pomposo eu sei, mas vão ver que já ouviram falar destes. 

Conheci-os, estava prestes a ser atendido. Estava até com o meu braço esticado e encostado no balcão a aguardar. Surge então este simpático casal, um de cada lado, rodeando o meu braço. Começam a falar em português fluente sobre como me iam passar à frente, porque estavam com pressa e se me iriam perguntar ou se simplesmente passavam "sem querer". Parecia que estava num filme de acção ao estilo de 007 em que o vilão revela sempre o seu plano primeiro.

Decidiram-se por passar "sem querer". 

Não me imaginaram português.

Em defesa deles, eu estava bem penteado. Se eu não me conhecesse já há estes anos todos, pela certa também me acharia italiano. Foi uma das coisas que aprendi neste cruzeiro e escrevi aqui.

Mas até aqui tudo bem. Fiquei curioso.

Chega a minha vez e a senhora dirige-se para a empregada, empurrando ligeiramente o meu braço (aquele que sempre lá esteve) acrescentando-lhe a seguinte frase: "Excuse-moi!"

E volta a empurrar o meu braço.

A sério? E nem foi "Excusez"! Foi "excuse" como se fossemos amigos!

Falta de respeito.

 

Era este o plano?

 

É que se fosse "com licença", ainda papava. Agora depois de tudo "Excuse-moi..."? Sua grande tuga!

Senti em mim algo muito nacionalista, algo muito português, algo muito nosso!

 

Não me controlei e dei à luz, ali mesmo, outro tipo de português num cruzeiro:

 

O Barraqueiro

 

O que diz em alto e bom som: 

"Excuse-moi, NÃO!"

"Sabem bem que o "MOI", como disse a senhora, já aqui estava!"

 

Segundos passaram.

 

Vi o busto do Ronaldo nas suas caras. 

Desculparam-se prontamente e eu, qual típico bom português, dei-lhes a vez. Só lhes queria dar uma lição.

 

Afinal de contas eu já tinha passado à frente de uma Alemã.

 

Estou a brincar, era Romena.

 

 (imagem)

 

P.A


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Coisas que aprendi ao fazer um Cruzeiro

É verdade, estive cerca de duas semanas fora do país.

Se dizem que os 30 são os novos 20, Setembro é o novo Agosto.

Mas tal não chegava para mim e tinha de me armar em jovem adolescente e ir fazer interRails como se ainda tivesse 18 anos.

InterRail? 

Sim é aquele nome que se dá quando visitamos diversos países e culturas num curto espaço de tempo. Uma espécie de Zezé Camarinha, só que de comboio e com menos senhoras.

 

Na realidade o nosso foi um interRail diferente, até porque foi de barco.

"O quê? Um cruzeiro afinal??" - Não, calma. Sou algum velho ou quê?

InterRail marítimo se faz favor. Não me apanham nisso dos cruzeiros. Só velhos.

 

Bom, partimos do porto de Santa Apolónia, no tal interRail marítimo, e passámos por Espanha, França, Itália e Marrocos. As descobertas dos locais ficam para outros textos.

 

Mas se há coisa que aprendi neste interRail marítimo, é que um italiano é apenas um português bem penteado.

Sempre que colocava aquele gel sedutor, as pessoas cumprimentavam-me com "Buon giorno" de sorriso aberto, de resto era o "Bom dia", a despachar.

Gastei 5 embalagens.

 

Sabem aquelas adivinhas: "O que fazem um Português, um Alemão, um Italiano e um Espanhol fechados num elevador/sala/qualquer outro cenário"? Pois bem, descobri a verdadeira resposta: Estão num cruzeiro.

 

Passei também a acreditar na paz no mundo. Não é utopia, acreditem em mim, vi pela primeira vez uma alemã a chorar.

 

Descobri também que existe algo bem pior para elas do que sofás a ver um filme com o namorado: o embalo marítimo. Não falha.

Além disso, assistir a um espectáculo no teatro, a bordo, é como ver uma novela da TVI, só que neste caso os 15 minutos iniciais de publicidade são 15 minutos de tradução em todas as línguas. Os portugueses aqui, já estavam treinados, nem estranharam muito a demora.

Por falar em tradutores, conheci também o primeiro alemão fanhoso. Verdade, existem. Até podemos fazer um jogo. Conseguem imaginar quantas partículas de saliva aquele senhor soltava ao dizer fünf

Os meus óculos de sol decidem o vencedor.

 

Em excursões, perdão, eu não faço isso, queria dizer deslocações loucas de jovens, tínhamos uma italiana sexy a falar inglês, um alemão fanhoso (o tal) a falar italiano e um espanhol garanhão a falar francês. Ora pergunto eu agora, porquê as trocas meus senhores? Será que gostam do desafio? Acham afrodisíaco o sotaque? A italiana sexy ainda passa, mas conseguem imaginar o que é um alemão fanhoso a falar italiano?

Por esta ordem de ideias o português mais qualificado teria de ser russo e filho de pais africanos.

 

O navio, esse, é uma pequena cidade, uma espécie de arca de Noé, só que com mais girafas. Apanhámos muitas alemãs.

Tem teatro, casino, bar de desportos, restaurantes, bares, piscinas, jacuzzis, SPA, ginásio, matraquilhos, ping pong, cinema 4D, bowling, lojas para as meninas e para os meninos e um staff impecável, para não falar do quarto com varanda. Tudo isto junto faz com que penses constantemente: "Ainda bem que existe aquecimento global. Morte aos Icebergs! Cretinos!"

 

E a comida? 

Bom, estar num cruzeiro é como ir a 10 casamentos. Eu, que a última vez que engordei um quilo tinha sido ainda em escudos, posso afirmar hoje, convictamente, que descobri a receita para engordar aquele quilinho extra que nunca tinha tido e tudo isto em apenas 10 dias. Vou chamar-lhe a receita do Buffet aberto 20 horas por dia.

 

O cruzeiro acabou também por ser óptimo para o blog. Embora me tenha afastado daqui nas últimas duas semanas, foi por um bom propósito. Consegui convencer mais 4 pessoas. Sim, quadrupliquei os leitores. Férias perfeitas!

 

Conhecemos 2 casais portugueses que ficaram na nossa mesa de jantar todas as noites e que pelo menos uma vez, vieram cá ler o que se passava. Só por isso, são já boas pessoas. Espero ter-vos enganado bem.

 

Descobri também algo inesperado. Logo eu que tenho relativa fobia à água, atingi nestas férias o pico da minha angústia, reparem bem: cheguei a estar dentro de uma piscina, dentro de um navio rodeado por um pleno oceano atlântico e mesmo assim gostei. Ao ponto de ao longo deste texto deixar de me referir a isto como um "interRail marítimo" e assumir finalmente o "cruzeiro". Se há coragem para isto, imaginem como terá sido. Ou então sou apenas um velho acabado de sair do armário.

 

Mas continuem a dizer que é para velhos, continuem.

 

Essa foi a verdadeira lição que retirei destas férias, os nossos avós, esses sim, sabem-na toda.

 

Venham-me agora oferecer chocolates de mansinho que eu vos digo.

 

 

(imagem)

P.A


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Desafio: Desarrumações mentais

Pois é, a Maria, invejosa claro, viu outras a fazer e toca de mandar também um desafio para o P.A responder.

Mandem mais meus docinhos! Não tenham recheio.

Não foi nada contra ti Maria, mas o outro desafio foi pedido primeiro.  Podes parar de enviar emails?

 

Aqui vai:

 

1 - Se te pagassem 100.000€ para posares na capa de uma revista, a segurar uma garrafa de champanhe numa mão e com alguém ao teu lado a dar-te morangos à boca vestido com o fato-de-banho verde do Borat, preferias que essa pessoa fosse o Manuel Luís Goucha ou o Fernando Mendes?

Eu preferia kiwi, mas por 100.000€ aceito os morangos. De resto, não vejo o desafio da coisa.

 

2 - Ias num cruzeiro, o teu barco naufragava, só havia dois sobreviventes e ambos davam à costa na mesma ilha deserta, com 4 metros x 4 metros. Teriam que obrigatoriamente conviver um com o outro todas as 24 horas do dia e ajudar-se mutuamente para sobreviver. Escolhias naufragar com o Donald Trump ou com o Kim Jong-un?

Ui, mas mil vezes o Trump! Passar 24 horas sem saber dizer o nome do outro?

"Oh psst anda cá!"

"Oh Manel lava os pés, mas do teu lado caraças!"

"Oh gajo que deve ter ido sempre à baliza quando era miudo, já apanhaste o peixe ou não?"

"Oh Quim Jonas! É pra hoje??"

 

3 - Estás de olhos vendados numa câmara de tortura a ouvir em loop os mesmos 5 CD's. Não sabes quanto tempo vais lá estar, pode ser 1 dia, pode ser um ano. Que banda sonora escolhias: Quim Barreiros ou Ana Malhoa?

Sinceramente? Ana Malhoa.

Se há coisa que o meu avô sempre me disse foi para nunca ficar sozinho, vendado, numa câmara de tortura, com um homem de bigode.

 

4 - Escolhe, rápido: uma martelada no meio da mão direita ou bater com o dedo mindinho do pé esquerdo na quina de um móvel?

Assim fica fácil. É que se fosse uma martelada na mão esquerda e o mindinho do pé direito, aí é que ficava sem saber o que responder.

Agora assim é simples: mindinho do pé esquerdo. A ver se assim afina o meu pior pé e já acerto com a bola na baliza. 

Além disso, a mão direita também convém estar em condições.

Para escrever no blog, claro.

 

5 - Última pergunta desta ronda: se fosses eleito presidente de Portugal, e te fosse concedido um génio da lâmpada que só te pudesse realizar um único desejo relativamente às tuas acções políticas, tu optavas por aumentar o salário mínimo para 1100€/mês ou fazer com que nunca mais houvesse um incêndio em Portugal?

Em primeiro lugar, estas versões de génios das lâmpadas dos chineses não dão com nada. Sempre cresci a acreditar nos 3 desejos e a orientar a minha vida nesse sentido. "Vamos salvar Portugal?" - Lamentamos só há um desejo. Não faz sentido.

Enfim, poupa-se sempre no que não se deve. Vai-se a ver e têm todos IPhones depois.

Assumindo então que este génio amputado de dois desejos existe, eu iria pelo cortar o eucalipto pela raíz, ou seja pelo "que nunca mais houvesse um incêndio em Portugal".

 

Até porque 1100€/mês nem para uma casa de jeito em Lisboa dá. Não salvava muito Lisboeta também.

 

 

Quem é que quero nomear para este desarranjo?

MariSofia

Sofia

 

Sim. Para quem leu o post de segunda-feira, também tenho queda para as que têm Sofia no nome.

 

P.A


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Desafio | Um pouco sobre mim

Olá pessoas que estão a ler isto em horário laboral. Tudo bom por aí? Esse trabalhinho? Forte? Na realidade não me interessa muito, só estava a fazer conversa.

Por aqui também se está bem de férias, obrigado. (Na realidade espero que sim, uma vez que estou a agendar este post.)

Esta semana vai ser uma semana diferente. Primeiro, porque estou de férias e vocês não. Não sei se já vos tinha dito.

Depois porque vou aproveitar estes dias, em que provavelmente não vou poder estar online, para responder aos desafios/posts em que colocaram o meu nome e agora sinto-me na obrigação de responder, embora não conheça nenhuma das pessoas pessoalmente, o que não comprometeria em nada a minha vida, mas mesmo assim ficava a pensar nisto e depois não dormia/questionários/correntes do estilo "passa e não ao mesmo". 

 

Sendo assim, hoje é dia de responder a uma grandessíssima estudante universitária. Uma tal de Tatiana que aparentemente não sabe o que é um GPS e continua indefinidamente em busca de um sentido. Google maps rapariga. Google maps!

 

E responder também a uma tal monstra da psicologia familiar, que resolveu criar um blog com o exacto tempo que já gastou a ler o meu.

 

Deixo-vos abaixo as respostas. 

 

1 - Oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. Que época escolhias?

Bom aqui existem vários factores a considerar.

Em primeiro lugar dá para levar um papel comigo com o euromilhões da semana passada? É que se assim for, até poupo na gasolina da viatura do tempo. "Era para o Quiosque da Baixa, na última sexta-feira, se faz favor." Até o motorista, se fosse taxista do tempo, iria reclamar pela curta distância.

Se não der para levar o papel, o que aproveito para acrescentar que é estupido não deixar, eu voltaria para o exacto dia em que um tal senhor acordou e disse "Olha que bela ideia era criar a EMEL!". Se pudesse mudar esse passado, mudava.

 

2 - Um filme que te arrependes de ter visto?

Não se deveria falar disto aqui. Mas uma vez em miúdo, vi assim às escondidas, não digam a ninguém, um filme com umas senhoras asiáticas desnudadas. Devia ser muito novo, mas achei o enredo fraquinho.

 

3 - Fotografar ou ser fotografado?

Fotografar. Assumo-me convictamente como o activo da relação com máquinas fotográficas. (Sim, plural. Sou um safado.)

 

4 - Se tivesses obrigatoriamente de apagar o blogue amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blogue?

Amigos, ela apanhou novamente o bouquet pelo que vou ter de apagar este e criar outro blog com um nome ainda maior.

 

5 - Tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

O SpongeBob.

 

6 - Uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

Portanto, se ainda me considero o P.A da secundária ou o de agora? Obrigado por essa pergunta que me faz recordar o quão informático me tornei.

 

7 - Qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

"Nunca te esqueças disto!"

 

8 - Quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

Depende, é que se estiver a dar a Mixórdia do Ricardo Araújo Pereira, oiço rádio, afinal de contas estive a gramar "40 minutos só de música seguida" para nada?

Depois da Mixórdia? CD. Adoro Ana Malhoa e não passa na Comercial.

 

9 - Se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

Foi na escola, a um colega meu.

"A tua mãe disse que afinal o coco não saiu todo das calças, para levares outras"

 

10 - Se pudesses conhecer mais alguém dos blogues, quem seria? 

Finalmente a pergunta para passar e não ao mesmo, vamos lá a isso:

Chic'ana

Maria

Maria das Palavras

MariSofia

 

É verdade, tenho uma queda para as "Mari".

 

A Chic'ana foi só mesmo para despistar e lhe poder dar os Parabéns!

 

P.A


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Não deixem os Jogos Tradicionais morrer

Acabo de ler que a Toys 'R' US apresentou um pedido de insolvência. Todo aquele fascínio de uma criança em corredores gigantes de brinquedos, aquela felicidade no olhar na perdição de tanto boneco e brinquedo, toda essa fantasia, parece ter, por estes tempos, os dias contados.

A Toys 'R' Us não se adaptou atempadamente ao mercado online e faliu.

 

Bolas e eu que gostava tanto de ver aqueles miúdos que embora não chorem quando levam uma valente chapada dos progenitores, ouvida desde a caixa 1 à 23, se rebolavam no chão em lágrimas a gritar por aquele Action Man que tanto queriam.

Bolas, parece que também vai acabar.

 

Neste regresso às aulas percebi outro efeito destes tempos. As crianças tinham praticamente todas um smartphone e jogavam em rede no intervalo. Coitada da Toys 'R' Us. Nunca teve hipótese.

 

Desde criança que sempre gostei de jogos. Divertem-me. "Além disso estimulam bastante a nossa inteligência!!" Esta última frase já não a digo muito. Afinal de contas já não vivo com os meus pais.

Gosto em particular de jogos em grupo. Dos ditos jogos tradicionais que ainda por cima são fáceis de jogar em qualquer lugar, até na escola. Nem precisam de ter um smartphone para jogar em rede. A sério. Acreditem. Basta estarem rodeados de amigos ao vivo e por incrível que pareça, isso basta para conseguirem jogar todos em conjunto. Estranhamente, alguns, mesmo assim, ainda vão culpar a falta de rede ou sorte quando perderem. É normal. A falta de rede é um problema muito comum em quem perde.

 

Mas quem nunca jogou o jogo da apanhada?

Daquela memória de correr ao vivo desalmadamente atrás de alguém até que, na ânsia de o apanharmos, lhe rasgamos a camisa com as nossas unhas mal cortadas de criança rebelde. Quem nunca lhe aconteceu, só espero que tenha seguido a sua vocação e seja hoje muito feliz na sua clínica de Manicura "Rose Gourmet".

Por algum motivo, o meu X-Men preferido sempre foi o Wolwerine.

 

E o jogar às escondidas?

Em que aproveitava a deixa para me esconder ao vivo ao pé da Carolina, só porque ela cheirava bem. Além disso ela era magra como eu, cabíamos perfeitamente os dois naquele móvel. Mas ela coitada era um bocadinho burrinha e insistia em dizer que não me queria lá, que não cabia, que não gostava de mim. Sempre foi muito má a calcular volumes. Coitada.

O que é certo é que embora a pequena Carolina não soubesse avaliar bem áreas e volumes, a partir de um certo momento, expulsar-me implicava fazer barulho e ser descoberta, pelo que acabava sempre por lá ficar.

Graças a mim, ela aprendeu. Coubemos. E é, hoje em dia, professora de Matemática.

 

Diz o LinkedIn.

 

E o bate o pé? Alguma memória deste?

O bate o pé era uma espécie de chat em grupo, ao vivo, em que rapazes e raparigas se alinhavam frente a frente, separados à distancia de 2 passos. Havia respeito.

Depois, com muito respeito também, era definido um esquema de números, no qual o número 1  era um simples aperto de mão e o número 10 era um valente french kiss! Este já dado com relativo respeito.

Se o rapaz ou a rapariga não quiser, tem de bater o pé. No entanto só podia bater o pé 3 vezes. Depois ou ficava e aceitava tudo, ou abandonava o jogo.

 

Antes era o "Bate o pé". Agora é o "Desliza o dedo", no Tinder. Temo que partes do corpo iremos nós utilizar no futuro para sacar beijinhos.

 

Se calhar as unhas de Wolverine ainda podem vir a dar jeito.

 

De qualquer forma, não deixem os jogos tradicionais morrer. Desliguem-se, para se ligarem.

 

Pensem na pequena Carolina, se não fossem as "aulas às escondidas", provavelmente hoje não seria professora de Matemática.

 

(imagem)

 

P.A


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O verdadeiro primeiro dia de aulas

Com esta temática toda do regresso às aulas pus-me a pensar em todos os meus primeiros dias de aulas.

Cheguei então a uma conclusão:

 

O verdadeiro primeiro dia de aulas é o do primeiro ano da primária. É o primeiro choque. Não temos referência. O colégio da na minha altura, não se comparava, ou pelo menos não me preparou em condições. O primeiro dia na primária, é aquele verdadeiro filtro do miúdo mimado, do que não gosta dos pais e por isso nunca chora, ou daquele que ainda não tem personalidade para tomar qualquer tipo de decisões e limita-se a imitar os restantes.

Eu fui os 3.

Sim, ainda hoje me lembro daquele momento em que os encarregados de educação deixam os seus filhos na sala de aula, naquelas mesas todas ligadas em forma de U, rodeado de outros miúdos que, tal como eu, não sabiam como foram ali aterrar. Uma espécie de reunião de crianças anónimas com problemas de adição, em que se chora igualmente pela ausência da sua "heroína". A mãe.

 

Mas voltando a mim. Sentei-me e vi a minha avó a acenar. Vejo outros pais a fazerem o mesmo. Estava bem com aquilo, pensei que era um jogo, acenei também. Mais tarde soube que dei uma falsa sensação de segurança à minha avó, que foi toda orgulhosa para casa, a pensar que eu já era um homenzinho. Comecei cedo a simular a minha postura de macho alpha. Tretas.

A minha avó sai. Os outros pais saíram.

De repente, aquelas crianças aparentemente normais, tornam-se em pequenos monstros piegas, mimados e irritantes! Iniciam um choro em sintonia gritante sem qualquer pré-aviso. Não percebo o que se passa! Não me passaram o guião? Também sou criança.

Olho para o lado e vejo uma cara de criança de boca aberta, desfigurada de tanto choro, olho para o outro lado, outra ainda mais feia e ranhosa. Imperava a confusão e berro!

Se foi por não ter personalidade, ou por susto com tanta cara feia não sei, a verdade é que desatei a chorar ainda com mais afinco e cara feia do que os restantes. De tal forma que ligaram para a minha avó.

 

Ganhei. Entrei no grupo. Fui aceite. Respeitam-me.

 

Não interessa o motivo, só sei que já vão todos querer brincar comigo. Ganhei o óscar do chorão da primária que até a avó tiveram de chamar. Sou famoso.

 

Quando tiver um filho vai receber a dica do pai. Aproveita bem o primeiro dia da primária. É o único dia da tua vida em que chorar em público te pode tornar no líder da turma. 

Não te preocupes filho, a dignidade é algo que só se adquire depois. No segundo módulo do segundo ano.

 

Se soubesse tinha chorado ainda mais. Até as meninas sabiam quem eu era.

 

Hoje em dia, já choro menos. Perdão, não se diz chorar. Macho Alpha não chora. Diz-se "Entrou-me uma coisa para o olho" que é algo bem mais machão de se dizer. 

Mas por acaso a última vez que chorei, foi quase ao nível da primária. Fiquei igualmente desfigurado, contaram-me. E tudo por causa de uma maldita alergia.

 

Sou alérgico a bouquets.

 

 (imagem)

 

P.A.

 

P.S- Um abraço especial para a malta estudante. Animem-se! Já só faltam 9 meses para as férias grandes.


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O Café dos nossos dias

O café, ou de forma mais correcta, a baga do café, foi descoberta não por humanos curiosos mas sim por pequenas cabritas que, não satisfeitas com o seu cardápio habitual, resolveram esticar um pouco mais a sua língua para recolher aquela baga extra que habitava em seu pasto verde. São cabras, que esperavam? Estão sempre à procura de bagas comprometidas e que não lhes dizem respeito.

A partir desse momento, em que devoravam aquelas pequenas bagas, qual Popeye com o seu espinafre, desataram numa correria e gritaria desenfreada, deixando os seus pastores bastante intrigados e, ao mesmo tempo, frustrados com tal situação. Principalmente por ainda não existir YouTube e não poderem partilhar com os amigos.

 

Sem essa hipótese de partilha global, restou apenas recolher o produto e trabalhá-lo para consumo próprio. Tomando eles próprios o dito café.

Nascia assim o primeiro caso de dança Maria Leal, em humanos.

 

Desde esse tempo até agora, o café foi mudando. Embora exista ainda muita cabra que o tome. 

 

A verdade é que tomar um café é, hoje em dia, muito mais do que uma procura de doping pessoal para exibições de dança fabulosas. É um acto social.

De tal forma complexo e importante na nossa comunidade, onde assume, actualmente, vários papéis sociais de relevo .

 

Por exemplo, queremos convidar aquela pessoa para sair:

"Queres sair comigo para te conhecer melhor e fingir que te oiço, mas depois vou estar apenas a olhar para os teus lábios fantásticos e incrivelmente sedutores?" Não me parece que resulte.

Todos sabemos que sinceridade numa relação amorosa, só depois do casamento.

Felizmente, temos o álibi perfeito. Podemos simplesmente dizer: "Queres ir tomar um café?".

 

E o nosso chefe, quando queremos sair da nossa mesa em pleno horário laboral?

"Não me apetece fazer isto que me mandou fazer agora, vou lá abaixo e já venho!" Não me parece que resulte também.

Todos nós sabemos que sinceridade numa relação laboral, só 5 segundos antes de nos despedirmos.

Felizmente, temos o saco de boxe do costume - o café.

 

E o que pode permitir a um homem pobre, encher o peito, e pagar aos amigos? 

Isso mesmo, o café.

(E apenas isso. Pastel de nata, a tua prima!)

 

Por fim, o que pode a mulher ou homem mais ciumento permitir ao seu par sair de casa sozinho, para ir tomar algo? 

Exacto. Nada.

O café é bom, mas não resolve relações disfuncionais.

 

Além destes factores sociais em que somos salvos pelo café, beber um café assume sempre o próprio "acto de pedir o café":

 

P.A: "Era um café se faz favor"

Empregada gira: "Era? já não é?"

Cria-se logo um momento de humor/tensão entre o receptor e o emissor.

Dependendo se o cliente acha o empregado giro ou não, abre-se logo uma janela, ou para pedir o número de telefone, ou o livro de reclamações.

 

De qualquer forma, em ambos os casos, contamos assinar no fim.

 

E tudo graças ao café.

 

Obrigado cabritas.

 

(imagem)

 

P.A


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Oh não... Não entrei na primeira opção!

A publicação dos resultados do acesso ao Ensino Superior, que ocorreu este fim de semana, é sem dúvida alguma um momento marcante na vida de quem concorre.

Ainda hoje me lembro perfeitamente da angústia que foi quando me telefonam para casa a dizer: "Já saíram! Vai ver!"

Nesse momento, na minha mente, só via a folha com que concorri:

 

1 - Ciências Farmacêuticas

2 - Engenharia Informática

3 - Economia

4 - Gestão

5 - Psicologia

(Não, não foi aleatório. Sou é a favor da poligamia académica)

 

Desliguei o telefone, corri para o computador, entrei no site e passados 20 minutos de constantes refresh's e suores frios, consegui finalmente entrar. Escrevi o meu nome e o resultado foi:

  

Entrei na segunda opção.

 

Acabou a angústia. Entrou o choque. Desapareceu o sonho da primeira opção e começou o pânico do desconhecido.

Por duas décimas, quis a minha burrice que não fosse farmacêutico. A mão divina do "não saber estudar o suficiente" apontou-me noutra direcção: fui para Informática.

 

É oficial: Vou ser o geek nos jantares do secundário.

 

Toda aquela imagem de mim de bata branca, todas aquelas falas com o senhor António:

"Você veja lá se desta vez não toma logo a embalagem toda. É só um comprimido de Viagra de cada vez, está bem? Não acredite sempre na sua esposa marota!"

Ou com a senhora idosa querida:

"Dona Maria então como vai? Está com melhor cara! O que a traz cá hoje? A sua filha tem passado bem?"

Ou até aquele tímido rapaz que pede preservativos.

"Preservativos? Não tenhas vergonha meu rapaz! Estás a proteger-te a ti e ao teu par! Claro que tenho! Queres quais? Estes? Ou estes?" - Entre outras perguntas, apenas para prolongar o sofrimento do adolescente. Sempre em alta voz. (Sim iria ser aquele farmacêutico...) 

 

Tudo isto se tinha evaporado do meu destino. Sobrava-me o desconhecido e o até agora inimaginado "gajo dos computadores".

 

Até o reconhecido harém de estudantes femininas de Ciências Farmacêuticas me fora retirado! Não só me arrancaram a hipótese de ingressar em tal clube privilegiado, como, só para fazer pirraça, aterrei mesmo em cheio na sua maior antítese: Engenharia Informática.

 

E por duas décimas apenas...

 

Ah que serão bem passado! Em torno de uma enorme "felicidade" convertida em lágrimas de pura "alegria"!  

Estou a exagerar, afinal de contas um Engenheiro Informático não chora. Se chora, foi porque "programou" mal a coisa. É mau engenheiro portanto.

Ou pelo menos antes de chorar ainda tenta desligar e voltar a ligar primeiro. De modo geral, não chora logo, pronto.

 

Como já perceberam, a verdade é que eu era um piegas.

E o curso fez de mim um homem. Também não tive outra hipótese. Só tinha homens.

 

E hoje em dia gosto do que faço. 

 

Rapaz, rapariga, se me estão a ler e falharam a vossa primeira hipótese, podem chorar agora, seja de alegria ou "alegria". Mas

não mandem logo a toalha ao chão! Não sejam piegas que não vale a pena! Se puderem, vão lá ver como é. Até podem vir a gostar, como eu.

Afinal de contas foram vocês que escolheram as vossas hipóteses, algum interesse ou sinal divino foi, por mais escondido que esteja.

 

E digo isto sem qualquer tipo de mágoa por não ter sido o Gladiador no harém de Farmácia! Já nem penso nisso todos os dias!

Muito melhor fazer directas só com rapazes a programar! Estou totalmente resolvido!

 

Apresentação2.png

 

P.A


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