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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O verdadeiro primeiro dia de aulas

Com esta temática toda do regresso às aulas pus-me a pensar em todos os meus primeiros dias de aulas.

Cheguei então a uma conclusão:

 

O verdadeiro primeiro dia de aulas é o do primeiro ano da primária. É o primeiro choque. Não temos referência. O colégio da na minha altura, não se comparava, ou pelo menos não me preparou em condições. O primeiro dia na primária, é aquele verdadeiro filtro do miúdo mimado, do que não gosta dos pais e por isso nunca chora, ou daquele que ainda não tem personalidade para tomar qualquer tipo de decisões e limita-se a imitar os restantes.

Eu fui os 3.

Sim, ainda hoje me lembro daquele momento em que os encarregados de educação deixam os seus filhos na sala de aula, naquelas mesas todas ligadas em forma de U, rodeado de outros miúdos que, tal como eu, não sabiam como foram ali aterrar. Uma espécie de reunião de crianças anónimas com problemas de adição, em que se chora igualmente pela ausência da sua "heroína". A mãe.

 

Mas voltando a mim. Sentei-me e vi a minha avó a acenar. Vejo outros pais a fazerem o mesmo. Estava bem com aquilo, pensei que era um jogo, acenei também. Mais tarde soube que dei uma falsa sensação de segurança à minha avó, que foi toda orgulhosa para casa, a pensar que eu já era um homenzinho. Comecei cedo a simular a minha postura de macho alpha. Tretas.

A minha avó sai. Os outros pais saíram.

De repente, aquelas crianças aparentemente normais, tornam-se em pequenos monstros piegas, mimados e irritantes! Iniciam um choro em sintonia gritante sem qualquer pré-aviso. Não percebo o que se passa! Não me passaram o guião? Também sou criança.

Olho para o lado e vejo uma cara de criança de boca aberta, desfigurada de tanto choro, olho para o outro lado, outra ainda mais feia e ranhosa. Imperava a confusão e berro!

Se foi por não ter personalidade, ou por susto com tanta cara feia não sei, a verdade é que desatei a chorar ainda com mais afinco e cara feia do que os restantes. De tal forma que ligaram para a minha avó.

 

Ganhei. Entrei no grupo. Fui aceite. Respeitam-me.

 

Não interessa o motivo, só sei que já vão todos querer brincar comigo. Ganhei o óscar do chorão da primária que até a avó tiveram de chamar. Sou famoso.

 

Quando tiver um filho vai receber a dica do pai. Aproveita bem o primeiro dia da primária. É o único dia da tua vida em que chorar em público te pode tornar no líder da turma. 

Não te preocupes filho, a dignidade é algo que só se adquire depois. No segundo módulo do segundo ano.

 

Se soubesse tinha chorado ainda mais. Até as meninas sabiam quem eu era.

 

Hoje em dia, já choro menos. Perdão, não se diz chorar. Macho Alpha não chora. Diz-se "Entrou-me uma coisa para o olho" que é algo bem mais machão de se dizer. 

Mas por acaso a última vez que chorei, foi quase ao nível da primária. Fiquei igualmente desfigurado, contaram-me. E tudo por causa de uma maldita alergia.

 

Sou alérgico a bouquets.

 

 (imagem)

 

P.A.

 

P.S- Um abraço especial para a malta estudante. Animem-se! Já só faltam 9 meses para as férias grandes.


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O Finalista Português

É sem dúvida alguma o nome mais temido por terras espanholas por estes dias que passam.

 

Sinceramente eu acho que é só por causa do finalista português que os espanhóis ainda não nos invadiram.

Repare bem, todos os anos é a mesma coisa, o espanhol começa a olhar para Portugal como uma pequena quinta aqui ao lado que até tem umas coisas engraçadas. Invade o mercado com os seus produtos, compra-nos activos, controla alguns cargos importantes e o plano corre bem durante alguns meses. E nós nada. Até que chega a Páscoa.

Aquela altura do ano onde restos de copos, garrafas, lençóis, colchões,  toalhas, azulejos, tv's, enfim, tudo o que conseguirem agarrar, toma conta das zonas costeiras e resorts espanhóis. Um furacão que os coloca em sentido.

Alguns turistas que não conheçam o fenómeno ainda poderão acreditar que se trata de alguma tradição pascal espanhola. Mas não.

Não é tradição caro turista, é rendição. 

 

Obrigado finalista.

Obrigado por este oxigénio extra que nos dás todos os anos para aguentarmos aqui bem imponentes e temidos por mais um aninho. Para verem que não brincam assim aqui com o portuga.

Sabes, o problema até é nosso que não pomos os olhos em ti. Acaba a Páscoa e és sempre esquecido.

Em Maio volta outra vez o português que não faz mal a uma mosca e lá ficamos nós a depender da vossa fornalha de 2018 outra vez.

 

Bom mas vamos analisar o que tem conquistado o finalista.

Recorda-se de Lloret del Mar? Eu recordo perfeitamente. Afinal fui também eu destacado para essa missão há umas Páscoas atrás.

Hoje em dia espante-se:

Já não existe. Nenhuma agência de viagens oferece este destino para o finalista português. Qual Aljubarrota, o finalista português chegou e conquistou.

Com Lloret del Mar já fora do mapa, Marina d'Or, Benalmadena, CalpeSalut são os locais mais procurados por finalistas do secundário.

Então não é que Benalmádena (Torremolinos) já é nossa? Caiu este ano.

Cerca de mil finalistas altamente especializados conseguiram envergonhar os grandes favoritos de Marina d'or, esses que ainda são embaraçosamente aceites por lá. Os de Benalmádena não, fizeram o que lhes competia e em apenas 2 dias dominaram o território por completo e estão em Portugal bem mais cedo que o previsto a celebrar mais esta grande conquista.

Eu próprio, mais logo, ainda lá vou dar um bacalhau à malta. 

 

Mas quem é verdadeiramente este conquistador português dos tempos modernos? 

Aquele que embora só saiba em Julho se realmente é finalista ou não, coloca corajosamente a pátria em primeiro lugar antecipando a sua recruta logo em Abril?

Uma coisa é garantida, mesmo reprovando, para o ano é novamente finalista e vai voltar a tirar o calção ou biquini da gaveta e envergar honrosamente, mais uma vez, o uniforme do finalista português.

 

Ah que saudades! Quem me dera ter feito mais pela pátria. 

 

Coragem finalista! Para o ano há mais!

 

 (imagem)

 

P.A


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