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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Escrever: Sim ou Não?

O cliché natural e mais associado ao acto de ter um blog acaba invariavelmente espremido num simples:

"Porque gosto de escrever". Quantas vezes já lemos esta frase.

Seja ele um diário, um local de desabafo, de análise política, de fotografia, moda ou até mesmo de pura parvoíce como o meu.

 

Mas não é isso que todos [que escrevem] dizem só para ficar bonito? -  Pergunta quem lê estes clichés.

Não. Isso é o que perguntam todos os que não descobriram que afinal até eram capazes de escrever. E gostar.

E digo isto porque eu era uma dessas pessoas.

Depois?

Escrevi aqui. E gostei.

 

Mas eu até consigo perceber o porquê de estarmos formatados desta forma. Somos desde muito novos levados a não gostar de escrever. Sim. Aprendemos a ler, a escrever, damos os primeiros passos nesta aventura de caneta na mão, mas o acto de escrever em si, começa desde muito cedo a ser maltratado.

É-nos apresentado não como uma forma de expressão pessoal, mas sim como algo desagradável, como se de uma obrigação se tratasse, incomodativa até:

 

"Senhora professora 150 palavras?? Eu não consigo escrever tanta coisa! Não pode ser menos?" 

 

Ou a minha versão preferida do uso da escrita - A versão castigo quando fazemos asneiras:

 

"Pedro Miguel isso não se faz! Agora escreves no quadro 50 vezes: Não volto a chamar Maria Leal à colega que sofre de epilepsia!"

 

E são 50 facadas no prazer pela escrita daquele jovem. Que, diga-se, até tem algum sentido de humor para a idade.

 

Além desta face negativa que nos é vendida em fase pirralha, para ajudar, escrever dá trabalho. É um facto.

E a preguiça, a falta de inspiração e a porcaria do Netflix são os principais inimigos de quem gosta e quer escrever mais. Já para não falar da vida. Essa sem vergonha, obesa, que nos come o tempo todo.

Além disso a escrita pode torna-se rapidamente num facto. E isso pode assustar.

Enquanto nos podemos queixar de boca: "Ah o senhor Manuel disse que vinha cá e depois não veio" e mais tarde desdizer sem pudor ou punição. Quando escrevemos não é bem assim. Fica algo escrito. Pronto a ser usado contra nós. 

 

Mas conseguindo superar todos estes níveis problemáticos, chegamos verdadeiramente à sua essência, ao seu jardim encantado: Atingimos a sua sinceridade, a sua clareza de espírito. Vislumbramos o reflexo da personalidade do autor ali, exposto, encarnado em palavras. Tudo conjugado numa harmonia de frases ao som da batuta de quem escreve. Alguém que nos leva pelo seu caminho até onde quiser.

 

Escrever é a única viagem que podemos fazer com estranhos. E não recear. 

 

Mas cuidado. Não confiem em demasia. Não lhe digam tudo.

Sabem, é que a escrita não mente. 

Isto não é uma fatiota que se veste para ir a uma festa. E está logo tudo bem.

Não.

 

Se são parvos, vão parecer parvos.

 

Vejam o meu caso.

 

Mas vale a pena.

 (imagem)

 

 

P.A


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