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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

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Vamos jogar ao Preço Certo (da renda Lisboeta) Em Euros

Esta semana, os responsáveis municipais das cidades de Barcelona, Nova Iorque e Lisboa uniram-se para limitar o preço da habitação local, num documento conjunto, reividicam maior capacidade legislativa para enfrentar o crescimento da pressão especulativa que se tem vindo a verificar.

 

Chega o momento certo para percebermos o que se passa no mercado Lisboeta. Vamos então jogar ao Preço Certo (da renda Lisboeta) em Euros!

 

Ora sejam então muito bem-vindos!

 

Hoje temos 3 fantásticos concorrentes que irão tentar adivinhar qual o preço certo, em euros, de alguns imóveis de T0 a T1 em Lisboa. 

 

Em primeiro lugar temos a Joana de 30 anos, vem de Santarém, é arquitecta, acabou o curso com média de 19. Encontra-se hoje já com trabalho a ganhar um honroso ordenado mínimo, a recibos verdes, claro.

- Olá Joana, motivada para este desafio que é saber qual o preço certo em euros de uma casa em Lisboa?

- Já estou aqui a arquitectar o preço certo!

 

Para a segunda vaga, temos o Manuel, é enfermeiro, média 17, tem 28 anos e tem finalmente um contrato de trabalho, muito embora tenha actualmente a sua carreira congelada.

Passou todo o tempo da Troika em Portugal a saltar de clínica em clínica, coleccionando recibos verdes. Esteve quase a sair do país quando Passos Coelho lhe abriu a porta. Mas conseguiu ficar. Tenta agora aqui a sua sorte no preço certo da renda Lisboeta em euros.

- Olá Manuel, pronto para o desafio?

- Vamos lá picar essa veia imobiliária!

 

 

Por fim, em terceiro lugar, temos a Ivone, é professora, tem 30 anos, média 17, e ainda não conseguiu colocação. Esteve 6 anos fora da área a aguardar a sua primeira vez. Vive em Viseu, mas só conseguiu agora trabalho em Oeiras, numa escola privada, a recibos verdes.

- Olá Ivone, pronta para dar uma lição aos seus colegas?

- Sempre!

 

Estes 3 concorrentes procuram agora saber se poderão viver em Lisboa, mas para isso terão de acertar primeiro no preço certo da renda lisboeta em euros! Boa sorte aos 3!

 

Vamos começar com o nosso primeiro jogo. 

 

Qual o preço certo da renda mensal, em euros, deste um magnifico T0 de 31m² em Chelas, Lisboa? Repito 31m²!

 

Público - 300€!! 350€!!

 

Joana - Ora T0, em Chelas..., 31 m²... 325 por mês! Este, com o meu ordenado mínimo, conseguia pagar!

Manuel - Eu não gosto muito de Chelas, mas diria pela área e estado... 320!

Ivone - Concordo com a Joana, mas vou arriscar os 350.

 

 

As vossas apostas foram fechadas! O preço certo desta renda mensal em euros deste imóvel é......

 

650 euros mensais!

Isso mesmo, bem mais do que o ordenado mínimo nacional.

 

Público - Eu disse! Eu bem disse!!

 

Joana - Afinal não podia pagar este T0...

Manuel - Não chegava a esse valor.

Ivone - Também não ia conseguir pagar a renda...

 

Passamos agora ao segundo desafio. Boa sorte aos 3.

 

 

Qual o preço certo em euros da renda mensal deste magnífico T0, totalmente remodelado, em óptimo estado, com 47 m², na baixa Lisboeta:

 

 

Público - 700€!! 750€!!

 

Joana -  Bem na Baixa é sempre caro. Sendo um T0, com 47 m²... arrisco já por cima uns 800 por mês. Está muito querido e com muito bom gosto. Infelizmente este sei bem que não posso pagar...

Manuel - Eu gosto bastante da baixa Lisboeta, aposto nos 850. Infelizmente, como enfermeiro não tenho como o pagar.

Ivone - 800€ acho bastante para um T0 só com 47m² , vou para os 700. Mas mesmo assim também não daria para mim, só a dar aulas.

 

 As vossas apostas foram fechadas! O preço certo da renda mensal em euros deste imóvel é......

 

1700 euros mensais!

Aproximadamente o triplo do salário mínimo Português!

 

Joana - Nós os três juntos seria mesmo à conta!

Manuel - Bem verdade!

Ivone - e os três a viver em 47 m²!

 

Chegamos agora à montra final!

 

 

A montra de hoje é composta por um fabuloso T1 de 50 m²! Mais 3  que o anterior. 

Em plena avenida da Liberdade, na praça dos Restauradores, trata-se de um fabuloso segundo andar num prédio sem elevador, totalmente remodelado e em que a traça antiga foi preservada em todo o seu esplendor.

 

 

 

Público - 1700€!! 1750€!!

 

Joana -  Avenida da Liberdade? Que bela montra final a de hoje!  Mas não deixa de ser um T1 com áreas de T0... A avaliar pelo anterior, arriscaria já muito por cima, os 2000! Já teria que trabalhar 4 meses para pagar um mês de renda aqui!

Manuel - Nem sei quantificar na Avenida da Liberdade, 2300? É um T1 pequeno mesmo assim.

Ivone - Vou arriscar nos 2600, mas não faço mesmo ideia... Mais do que 300 mensais não dá para mim.

 

 As vossas apostas foram fechadas! O preço certo da renda mensal em euros deste imóvel é......

 

4000 euros mensais!

 

Isso mesmo, cerca de 7 salários mínimos.

 

Que pena!

Estiveram quase a destronar a nossa grande vencedora do concurso! Aquela que foi a última concorrente a conseguir sair daqui com a montra final!

 

Podes descansar neste Natal, Madonna. Ainda não foi desta.

 

P.A


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Os Preços Estratosféricos do Restaurante "Made in Correeiros"

O recente caso do "Made in Correeiros" [o caso do restaurante que cobra valores absurdos aos clientes que não estão informados] na baixa Lisboeta, veio mostrar como se pode brincar facilmente e sem vergonha nenhuma, com a vergonha alheia.

Numa espécie de "vou-te enganar à descarada, porque para mim és apenas um totó educado e com vergonha de parecer pobre".

 

O esquema é de tal forma bem feito que funciona qual acto de ilusionismo. Tudo começa com as assistentes/empregadas(os) à porta, para nos distrair e atrair para o restaurante. Depois apresentam uma carta com valores mais ou menos acessíveis. No entanto, ao escolher, nunca existe o prato. Então essas mesmas assistentes indicam alternativas e, por educação, acreditamos que são no mesmo intervalo de preços. O número de ilusionismo já vai a meio.

Comemos e no fim acaba o truque, chega a conta. Nem percebemos bem o que aconteceu, mas temos 500 euros para pagar. Fim da ilusão.

 

A única diferença aqui, para os números de ilusionismo em que nos é solicitada uma nota, é que no fim ainda a recebemos de volta. Intacta.

Aqui não. Aqui só resta uma cara pálida do cliente, que por educação nunca perguntou preços e que agora tem vergonha de não pagar.

 

Mas ser ilusionista é isto. É todo um saber da arte de bem enganar quem tem à sua frente. Tudo sem a vítima perceber qual foi o truque envolvido. Só sabe que aconteceu, mas nunca se apercebe que estava a cair em tal engano até o número terminar.

 

Já "Tolkien", nos seus livros de "Senhor dos Anéis", nos alertara para tal comportamento social.

 

Enquanto o nosso ilusionista "Luís de Matos" optou por ser "Gandalf the White", do bem, o "Xula" [alcunha do dono do restaurante], virou-se para o lado oposto, numa espécie de "Saruman" chico esperto das trevas da restauração.

O cliente será pois claro Frodo, o pequeno rapaz que tem por "hobbit" ser muito educado e que, embora não tenha muitas posses, honra sempre as suas dívidas. Nem que para isso tenha de ir ao limite para derreter o anel dourado que lhe fora cedido pelo tio. E nada melhor que ir ao "Mordor in Correeiros" para o fazer.

 

Mas quem é este Xula afinal?

O génio de tal negócio chama-se na realidade José Cardoso, o que para o seu tipo de negócio obviamente não pegaria. Era como se o Saruman fosse o Joaquim Esteves. Por muita bruxaria que fizesse, muito feitiço, nunca deixaria de ser o "Quim do mal" ou simplesmente "O Esteves". Ora nenhum destes nomes é levado a sério, principalmente no negócio das trevas da restauração. Pelo que Xula, encaixa perfeitamente.

Além disso, não deixa de ser uma forma analfabeta de conjugar o verbo chular. É mais do que perfeito.

 

E que fazia Xula antes desta vida nas trevas da restauração?

Embora parte do seu plano hoje em dia, passe por não apresentar a carta no seu restaurante, nos anos 90, este senhor já dava cartas do seu profissionalismo. Era mesmo uma referência nacional na arte de carteirismo no eléctrico 28. Terá sido nesta formação profissional [na universidade da vida], nas belas artes de coleccionar carteiras alheias, que terá aprendido grande parte da informação que hoje utiliza no seu restaurante:

 

1- aprendeu que a carteira dos turistas é normalmente mais pesada.

E que afinal "O turista só vem uma vez, podemos enganar e não é preciso fidelizar"

2- aprendeu a subtileza de saber retirar dinheiro sem as vítimas darem conta, sendo que quando se apercebem, já é tarde demais.

 

De facto, já dizia a minha avó, é sempre diferente quando lidamos com alguém formado na área antes de abrir o seu primeiro negócio. Nota-se aquele jeito mais profissional. Mais apto. Mais preparado. Mais refinado.

 

É outra coisa.

 

Por isso, se puderem, dêem lá um pulo. Mas cuidado! Não comam, nem bebam.

 

Não sejam Frodos.

 

 (imagem)

 

P.A

 

 

Como extra, deixo-vos 10 dicas para não serem Frodos:

 

1- Perguntar ou tentar ver os preços antes de pedir. Nada de se armarem em clientes educados do bem ou que não querem parecer agarrados.

2- Assumir que por muito gira/giro que seja o empregado, se ele sugere algo, é porque é caro.

3- Se por acaso estás a jantar com outro Frodo  que acabou de comer uma tosta mesmo sem saber o preço, o mal está feito!

Come o resto todo! Pagas o mesmo!

4- Restaurantes sem carta, menus ou preços à porta, é zona extremamente radioactiva para carteiras mais pequenas. Evitar exposição.

5- Dica anti "Xula" e "Made in Correeiros": Perguntar sempre o preço do que não está no menu.

6- Principalmente em grupos grandes, tentar manter o registo de bebidas. 43 imperiais não são o mesmo que 34. Embora os números sejam os mesmos.

7- Sobremesas. Aqui deixo em aberto. Pesar bem a possibilidade de vir a participar no Peso Pesado versus os 5 euros ou mais da Mousse que vais poupar. 

8- O café - Se estão dispostos a pagar até 5 euros, podem ignorar esta dica.

9- Conferir sempre a conta no fim. E se estiver mal, reclamar. Seja uma bebida a mais, ou a menos. Essa parte do Frodo devem manter. A humildade de dizer que falta uma cola é algo que prezo bastante nesta vida. Isso e a Maria Vieira offline.

10- O mais importante de todos: Seguir este blog.

 

 (imagem + imagem)


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O Crava e o Agarrado entram num Restaurante...

Podia ser um início de uma anedota, mas é só mais uma alusão a comportamentos humanos cómicos.

 

Mas antes de imaginarmos quem paga o quê neste restaurante, vamos começar por apresentar cada uma das personagens.

 

O Crava

Embora o crava pense ser uma pessoa que nem dá muito nas vistas, toda a gente o conhece.

O crava é aquele elemento do grupo que mesmo que o tema discutido no momento seja qual a cor da gravata do Goucha no "Você na TV" de segunda-feira, se chega à frente e diz:

"Epa por acaso, não tens uma pastilha?"

Ou então:

"Alguém vai ter de me safar nesta, lembrei-me agora que tenho ali o carro no parquímetro e não tenho trocos"

Ou então algo até mais comum, à beira da máquina do café com um amigo:

"Pagas-me este que eu pago-te depois"

 

É esta a vida do crava. Uma vida saltitante de amigo em amigo, à medida que se vai esgotando o stock de empréstimo por cabeça. Vai saltando numa espécie de versão mais velha de um filho adolescente que ora pede umas vezes à mãe, outras ao pai e aos fins-de-semana aos avós.

No fundo o crava é um Peter Pan que se recusa a crescer no que trata a comprar coisas que sabe que outros lhe podem dar. É esse o segredo da sua carteira sempre jovem, lá bem longe, na Terra do Nunca (vou pagar).

 

 

O Agarrado

Se o crava é o Peter Pan, o agarrado é, por oposição, o Capitão Gancho. Este até pode ter um tesouro no barco, mas não empresta um cêntimo a ninguém. Preferindo até ficar sem a sua mão, a perder o seu dinheiro.

O agarrado é aquele elemento do grupo que normalmente até fala bastante. Está ali a rir com o pessoal, a mandar as suas piadas, as suas graçolas até que de repente detecta alguém nas suas proximidades a iniciar o discurso da seguinte forma:

"Ah, faltam-me 2 euros..."

"Bolas não reparei nisto, por acaso podes-me..."

"Esqueci-me da carteira em casa..."

 

E tudo muda. A graçola termina e a piada fica para outra altura.

O agarrado não quer que saibam que ele é agarrado, então liga o modo de emergência e tenta colocar-se estrategicamente, e sempre de forma subtil, um bocadinho mais distante da pessoa emissora daquele semi-pedido. Para assim, quando o pedido terminar, não ser ele a pessoa mais próxima e a ter de responder. Mantém assim a sua imagem e dinheiro na carteira intactos. Plano perfeito.

Mas caso o agarrado não consiga sair a tempo, assume uma espécie de plano B. Este plano resume-se a tirar a carteira, bem como abri-la da forma mais lenta possível que conseguir. Para assim dar tempo que algum outro colega do grupo (não agarrado) se chegue à frente e empreste primeiro.

E aí o agarrado feliz, sorri, comentando "Eu ia dar, mas foste mais rápido...".

 

Agora imaginem os dois num restaurante:

 

A escolha:

O crava pede sem olhar a custos.

O agarrado faz contas ao que escolhe para no fim saber exactamente o que tem de pagar.

 

Durante a bebida:

O crava pergunta se a bebida está boa e se pode provar.

O agarrado afirma convictamente que tem herpes enquanto o enche o seu copo até ao topo, esvaziando a garrafa.

 

Durante a refeição:

O crava retira batatas fritas sem perguntar.

O agarrado puxa ligeiramente o prato para si.

 

Na sobremesa:

O crava pede a mais cara.

O agarrado não quer, está cheio. (de fome)

 

Quando chega a conta:

O crava dá pela falta da carteira.

O agarrado tenta pagar directamente, só a sua parte, na caixa.

O crava volta a dizer que só agora deu pela falta da carteira.

O agarrado atende um telefonema urgente fantasma.

O crava tenta tirar o cartão da mão do agarrado e pergunta qual é o PIN que ele próprio marca.

O agarrado faz sinal que está com pouca rede e tem de sair, puxando o cartão para si.

O crava insiste mais uma vez.

O agarrado tenta fugir mais uma vez.

 

E é neste momento que se destroem amizades, meus amigos.

 

É que o crava não tem mesmo a carteira consigo, faz parte da sua irreverência de Peter Pan, portanto o agarrado, a bem da situação, acaba sempre por ter de pagar.

Ou isso, ou vai mesmo embora por culpa do seu telefonema urgente fantasma e o crava acaba a noite a lavar pratos.

 

Mas uma coisa é certa, aquela amizade nunca mais será a mesma.

 

Fica finalmente claro porque motivo o Peter Pan e o Capitão Gancho nunca foram vistos a jantar.

 

Por isso, meus amigos, muito cuidado com quem saiem à noite.

Mas pelo sim, pelo não, mais vale saírem com agarrados.

 

É que esses, pelo menos, sempre pagam o deles.

 

 

 

 (imagem)

 

P.A


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Quando encontramos dinheiro na rua

Nesta matéria, o meu saldo é claramente positivo, encontrei bem mais notas do que as que perdi. Se calhar porque, tal como nas conquistas femininas, temos a tendência de multiplicar por 3. Dói menos assim.

 

Ontem numa das minhas caminhadas observei alguém que, por sinal, teve essa sorte. E digo observei porque não foi um processo de "apanha" imediato. Mas já lá vamos.

 

Não sei se já pensaram no assunto, mas é algo que varia bastante de pessoa para pessoa.

Para alguns nem há assunto, está ali a nota e agora já não está, para outros é delineado um plano perfeito de "toque e foge" altamente cronometrado para que nada corra mal e ninguém se aperceba que acabámos de apanhar uma nota do chão. Por fim, temos um terceiro grupo que ou é muito rico ou sofredor de alguma doença reumática, em que mesmo vendo, ignoram aqueles frescos 20 euros ali abandonados.

 

Este senhor pertence ao segundo grupo. Desenhou todo ele um plano embora sem grande sucesso, como prova a existência deste post.

Amigo, perceba uma coisa, você não pode estar a deslocar-se a velocidade constante em pleno passeio e subitamente travar e estancar o seu pé direito, como se de uma âncora se tratasse, em cima de uma calçada em particular. E depois simplesmente ficar ali, em pé, parado. Como se fosse tudo normal e que era exactamente aquilo que lhe apetecia mesmo fazer naquele momento.

Digo-lhe, nem o Corcunda de Notre Dame já me parecia tão visualmente desequilibrado a avaliar pelo excesso de força que você estava a fazer numa das suas pernas naquele momento.

 

Passo então por si e como me deixou desconfiado, dei uma piscadela no seu pé-âncora e foi quando vi ali um canto maroto de nota azul a espreitar pelo seu sapato. Conclusão, andei mais uns metros, mudei de passeio e "estacionei" também, a aguardar o desfecho de tal novela.

O senhor esperou que toda a gente do passeio passasse e somente depois, num nano-segundo, se baixou, apanhou a nota e voltou a seguir o seu caminho. Ainda andou uns metros a olhar para ela, visualmente bem disposto, e somente depois a guardou.

Mas diga-me o porquê tanta novela? Será algum tipo de vergonha?

 

Afinal de contas o meu caro amigo só se baixou de cóccix bem espetado, perto de um beco com pouca luz, para logo a seguir surgir sorridente com uma nota na mão, não estou a ver que imagem errada se pode retirar daqui.

 

 (imagem)

 

P.A.


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Atenção! Estejam atentos ao novo "euromilhões"!

Caríssimos,

 

Pois é, parece que surgiu nos últimos dias, não sei se já ouviram falar!

 

Vou dar-vos alguns aspectos deste novo jogo para poderem vocês próprios decidirem se querem ou não jogar:

 

  • Não precisam de pagar os 2 euros e 50! Aliás qualquer um de nós pode participar sem inscrição paga. É totalmente grátis!
  • Não existe um boletim oficial, é um jogo na base da confiança.
  • Neste momento está circunscrito apenas a pessoas residentes na península ibérica, mas se demorar a encontrar o vencedor, poderá chegar também a outros países.
  • A probabilidade de ganhar, é relativamente baixa, mas mesmo assim superior à de ganhar o euromilhões!
  • O prémio, claro, sendo mais fácil de sair, não chega aos milhões. Ronda os 200 mil a 500 mil euros e tudo já sem impostos! Directo numa mala!

 

Bem bom não é?

(para uma melhor experiência, ler a próxima personagem com uma voz ligeiramente esganiçada e de criança muito entusiasmada) 

 

Pequeno Américo: "Então P.A!? Estou tão entusiasmado com esse novo jogo! Que tenho de fazer para jogar? Diz-me, por favor!"

P.A: Olha Pequeno Américo, não há nada que diga que tenha de ser para maiores de 18 anos, mas não aconselho está bem?

Pequeno Américo: "Oh..oh...oh..Mas eu quero! Eu quero! Eu quero muito P.A!"

P.A: Então olha...diz ao teu pai para participar sim? Diz-lhe que é só seguir esta notícia está bem?

 

Pequeno Américo: "Boa! Obrigado P.A!!! Vou já dizer!!"

P.A: De nada Pequeno Américo!

 

E boa sorte!

(a reclamar o prémio!)

 

 

(imagem retirada da internet)

P.A.

 

(não me responsabilizo por qualquer dano extra que possa ocorrer directa ou indirectamente associada à participação deste jogo.)


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