Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O Café dos nossos dias

O café, ou de forma mais correcta, a baga do café, foi descoberta não por humanos curiosos mas sim por pequenas cabritas que, não satisfeitas com o seu cardápio habitual, resolveram esticar um pouco mais a sua língua para recolher aquela baga extra que habitava em seu pasto verde. São cabras, que esperavam? Estão sempre à procura de bagas comprometidas e que não lhes dizem respeito.

A partir desse momento, em que devoravam aquelas pequenas bagas, qual Popeye com o seu espinafre, desataram numa correria e gritaria desenfreada, deixando os seus pastores bastante intrigados e, ao mesmo tempo, frustrados com tal situação. Principalmente por ainda não existir YouTube e não poderem partilhar com os amigos.

 

Sem essa hipótese de partilha global, restou apenas recolher o produto e trabalhá-lo para consumo próprio. Tomando eles próprios o dito café.

Nascia assim o primeiro caso de dança Maria Leal, em humanos.

 

Desde esse tempo até agora, o café foi mudando. Embora exista ainda muita cabra que o tome. 

 

A verdade é que tomar um café é, hoje em dia, muito mais do que uma procura de doping pessoal para exibições de dança fabulosas. É um acto social.

De tal forma complexo e importante na nossa comunidade, onde assume, actualmente, vários papéis sociais de relevo .

 

Por exemplo, queremos convidar aquela pessoa para sair:

"Queres sair comigo para te conhecer melhor e fingir que te oiço, mas depois vou estar apenas a olhar para os teus lábios fantásticos e incrivelmente sedutores?" Não me parece que resulte.

Todos sabemos que sinceridade numa relação amorosa, só depois do casamento.

Felizmente, temos o álibi perfeito. Podemos simplesmente dizer: "Queres ir tomar um café?".

 

E o nosso chefe, quando queremos sair da nossa mesa em pleno horário laboral?

"Não me apetece fazer isto que me mandou fazer agora, vou lá abaixo e já venho!" Não me parece que resulte também.

Todos nós sabemos que sinceridade numa relação laboral, só 5 segundos antes de nos despedirmos.

Felizmente, temos o saco de boxe do costume - o café.

 

E o que pode permitir a um homem pobre, encher o peito, e pagar aos amigos? 

Isso mesmo, o café.

(E apenas isso. Pastel de nata, a tua prima!)

 

Por fim, o que pode a mulher ou homem mais ciumento permitir ao seu par sair de casa sozinho, para ir tomar algo? 

Exacto. Nada.

O café é bom, mas não resolve relações disfuncionais.

 

Além destes factores sociais em que somos salvos pelo café, beber um café assume sempre o próprio "acto de pedir o café":

 

P.A: "Era um café se faz favor"

Empregada gira: "Era? já não é?"

Cria-se logo um momento de humor/tensão entre o receptor e o emissor.

Dependendo se o cliente acha o empregado giro ou não, abre-se logo uma janela, ou para pedir o número de telefone, ou o livro de reclamações.

 

De qualquer forma, em ambos os casos, contamos assinar no fim.

 

E tudo graças ao café.

 

Obrigado cabritas.

 

(imagem)

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

O Café em Horário Laboral

Beber um café em horário laboral é, para a maioria das pessoas que conheço, um acto social.

 

Muito embora, para mim, pela minha observação, seja para alguns apenas um mero escape do trabalho, numa espécie de desculpa perfeita que o chefe não leva a mal, só para conseguirem saltar, nem que seja por um bocadinho, a cerca laboral obrigatória. 

Era como quando a nossa mãe só tolerava as nossas saídas com o Carlitos, porque era um bom rapaz e confiava nele.

Com o café, agora é a mesma coisa. O Café é nosso Carlitos na fase adulta.

 

"Oh Chefe vamos ali ao café!" ou "Oh Mãe vou sair com o Carlitos"

Não existe grande diferença. 

Ambas as situações sofrem de aceitação tácita, nem o Chefe ou a Mãe necessitam de responder.

Não se questiona, informa-se. E está tudo bem.

 

Agora pensem nisto, quando alguém vos disser que já bebeu 7 cafés e ainda são 11 da manhã.

 

Mas além deste grupo de alguns calões laborais que, se calhar, nem gostam de café, existem ainda outros que afirmam necessitar do café por motivos bem mais dignos: "O alívio do seu trânsito intestinal."

 

É que se não beberem aquele café, ficam automaticamente presos para sempre numa sexta-feira à tarde de verão, sem ar condicionado intestinal em plena hora de ponta visceral e com 4 acidentes no tabuleiro da tripa 25 de Abril!

E só aquele café, naquele exacto instante, poderá rebocar todos aqueles "veículos" sinistrados que impedem a circulação normal da via e devolver assim o tão desejado alívio.  

 

Sucede que, este senhores, são, na realidade, ainda mais inteligentes que os anteriores.

 

Tudo porque usam as duas armas mais anti-laborais toleráveis em simultâneo. A ida ao café e a ida ao WC.

Depois do "Oh chefe vamos ali ao café!" regressam em grupo e, perante os olhares dos outros que só foram beber café e se preparam para retomar o trabalho, soltam então a graçola mais utilizada para estes momentos:

"Vou ali fazer algo que ninguém pode fazer por mim!" - enquanto circulam em passo acelerado numa espécie de "rebentaram-se me as águas intestinais", mas que por algum motivo acham que ninguém nota.

[um conselho de amigo: nunca sigam uma pessoa que se apresente nesta situação visceralmente débil. Não questionem.]

 

Bom e por fim, após tão difícil parto, lá voltam finalmente ao trabalho, 35 níveis de Candy Crush depois.

 

Mas além dos tais calões e dos agarrados ao café por motivos intestinais, existem ainda os "tensionistas", aqueles a quem o estado lhes deu uma "tensão" baixa e recorrem ao café como se de um empréstimo de tensão se tratasse.

No fundo, estes usam o café como uma espécie de viagra da tensão arterial. E depois como adoram falar sobre a sua tensão e de como ela sobe extraordinariamente, logo após tomarem [outra analogia com  viagra]:

 

 "Ontem estava com a minha esposa e deu-me uma tontura, ia caindo e tudo, fui medir e tinha 9/4! Veja lá!"

 "Isso é mesmo baixo amigo! E depois?"

 "Depois fui tomar um café e subiu-me logo para 12/7!"

 "Uau, olhe eu tenho um amigo meu africano e ele diz que tem a dele sempre a 26/13!"

 "Eh pa, estou a ver que sempre é verdade a fama dos africanos no que trata a ter tensões realmente abastadas."

 

 

No meu caso e embora seja também dono de uma costela africana, o café faz-me bem. Mas não sou como os restantes meio calões ou desconhecedores de bifidus activos para regular a flora intestinal. Nada disso, eu tenho toda uma justificação lógica e construtiva para gostar de café.

Eu gosto de café simplesmente pelo ar saudável com que deixa os dentes do meu colega da frente. É refrescante para mim observar tal picasso dental, abstrai-me de todo o resto. Alivia-me bastante de todo aquele stress diário.

 

Obrigado café.

 

Por isso posso dizer que me incluo num último grupo: o grupo dos que o café lhes alivía o stress.

 

Mesmo não bebendo.

 

E vocês?

 

 

 (imagem)

 

P.A 


E fazer like na página do facebook, não?

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Mais sobre mim

imagem de perfil

Queres mais conteúdo do bom? Segue-me no Bloglovin que eu depois digo-te onde.

Posts mais comentados

Arquivo