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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O dia em que a minha avó se tornou bisavó

Ainda me lembro quando o vi pela primeira vez.

Estava ali, deitado, indefeso, com todos à sua volta.

Tinha acabado de nascer. 

Embora não tivesse essa consciência naquele momento, terminara ali, naquela alcofa, o meu reinado de 4 anos de neto único.

Era o fim de P.A, o primeiro.

E um nenuco de 3kg bastou.

 

Anos depois, as memórias que saltam são dele a começar a brincar com os meus brinquedos. Até foi bom para mim. Como sou filho único, aprendi assim, cedo, o espírito da partilha. Quem dos seus 7 anos consegue emprestar por sua vontade um Robocop novo em folha a um primo de 3, está pronto para ir viver sozinho e montar o seu negócio. Já aprendeu tudo na vida.

 

Era bom não era?

Pois era.

Só que na realidade foi um pesadelo para mim!

Foram dias horríveis de tortura! Esqueçam lá isso do montar negócio aos 7 anos! Não existe! Balelas e histórias da Disney! É o que é!

Para perceberem bem a coisa, era mais ou menos isto:

 

1 - Ele arrancava pernas [dos bonecos], partia cabeças, dobrava-os ao meio e eu aprendia a ser o Macgyver dos arranjos com fita cola.

2 - Ele atirava os brinquedos aleatoriamente num raio de 1 a 2 metros e eu fazia de P.A "o cão" que os ia buscar.

3 - Ele espalhava os bonecos pela casa durante todo o dia e quando os seus pais chegavam, à tarde para o levar, ele finalmente saía. E eu passava o resto da noite à procura das tartarugas ninja, Trolls e demais brinquedos para os voltar a arrumar e colar sãos e salvos.

 

No dia seguinte, acordava e o destruidor de brinquedos já lá estava a sorrir para mim.

Vá também não era assim tão mau.

Era relativamente feliz, pelo menos enquanto havia fita cola.

 

Ontem, este pirralho destruidor de bonecada armou-se outra vez: Foi pai.

Até nisto me tramou. Estou atrasado agora. Neste Natal vou ter tudo a olhar para mim e a apontar para o relógio.

Era suposto ser eu a tornar a nossa avó, bisavó!

 

Mas olha ainda bem que foste tu primeiro.

É que assim, desta vez, vai ser o "meu bisneto" a tramar o teu.

 

Parabéns aos papás!

 

E ao bisneto que em breve irá perder o trono...

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - E não me esqueci de ti avô, perdão, bisavô!


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Podes tratar-me por tu...

Caríssimos,

 

Hoje vou contar-vos uma história.

Desde criança que sempre tratei as pessoas mais velhas por você. Foi um tique que ficou mesmo colado na alma. Quando dou por mim, já tratei a outra pessoa por você. Culpa de quem? Da minha avó, claro.

Graças a ela desenvolvi esta forma de racismo etário.

O meu inconsciente aplicava automaticamente o filtro certo e quando dava início às cordas vocais, já a conjugação do verbo vinha de acordo com a análise etária prévia.

Nem precisava de pensar.

Em criança tudo bem, era tudo mais velho do que eu. Passava bem.

Era um pirralho irritante mas ao menos conjugava os verbos de forma educada.

Uma espécie de "Ide passear, oh filho de uma meretriz" - Pode irritar na mesma, mas como tem alguma educação, as pessoas aceitam melhor.

 

Há uns anitos atrás, fui a um jantar.

Desse jantar de 20 pessoas, conhecia apenas 3 e como falhei redondamente a pontualidade nesse dia, fiquei a jantar num anexo de uma mesa de pessoas desconhecidas. Bem feita, diga-se.

Conclusão? Há que quebrar o gelo.

São nestes momentos em que jogamos no desconhecido que ligamos o nosso piloto automático.

Agora vejam bem onde isso me levou.

Das 5 pessoas que habitavam na mesa da qual eu era anexo, 3 eram raparigas. Uma delas estava grávida.

Começo a falar com uma, ela facilita, trata-me por tu. Resolvido.

Junta-se a segunda à conversa - tu. Resolvido

Brinde, rapazes, malta - tu e tu. Resolvido

Faltava a rapariga grávida...

 

Bom vamos lá!

 

Começo a falar e não é que a porcaria do filtro me fez dizer um você!

"Podes-me tratar por tu" - responde ela.

Obrigado avó - penso.

5 segundos depois volto a tratar por você. Estava indignado comigo mesmo!

Então a rapariga por estar grávida, por estar na iminência de vir a ser mãe, activa-me assim o filtro? Que magia é esta que penso as coisas de uma forma, mas quando as digo sai doutra? Ai avó avó que punhas tu na Cerelac...

Resolvo então lutar contra mim mesmo e expor o problema abertamente.

A rapariga grávida ri-se e percebe o meu dilema!

Ufa até correu bem isto! Penso eu.

Só que a seguir faz-me a seguinte pergunta:

"Nasceste mesmo em que ano P.A?"

Respondo prontamente com ar jovial!

Ao que recebo de volta:

 

"Sou um ano mais nova que tu..."

 

Curei-me avó.(<-- cliquem!)

 

P.A.


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