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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O Night Summit

Peço desculpa a todos aqueles que aqui vieram na expectativa de lerem um pouco sobre tecnologia. Mas tenho de ser fiel ao título e falar da verdadeira caça aos talentos que se passa no Web Summit. Pelo menos ali depois das 18/19 horas que é quando acaba aquela parte mais chatinha, que entretém até chegar o Night Summit. Sim existe um Night Summit.

 

Se o lusco fusco são 5/7 minutos e o pessoal tem de aproveitar rápido o clima romântico para pedir a respectiva em casamento, no Web Summit passa-se exactamente o mesmo. É ali um 6 a 9 de Novembro em que não se pode perder a oportunidade. 

 

E a parte interessante é que é exactamente esse o slogan oficial do Night Summit

"At Web Summit you listen, take it all in. At Night Summit you meet people & connect"

 

Na realidade até vou falar um pouco de tecnologia, viram, até me porto bem, mas só porque uma amiga minha me mostrou uma APP e serviu de inspiração para escrever este texto.

 

Falo de uma das APPs mais utilizadas por participantes do Web Summit.

O Tinder.

Isso mesmo. O Tinder.

 

Durante o horário laboral do Web Summit, temos jovens empreendedores bem apresentados, formados, a apresentar as suas ideias, os seus modelos de negócio, a sua estrutura e o seu conhecimento a quem pagou bilhete e está também ali, não só para aprender, mas também para reforçar a sua carteira de clientes. A verdade é que quando se fecham as portas e o regime laboral cai, aí sim começa o verdadeiro networking.

 

Pelo menos a avaliar pela invasão astronómica de perfis Web Summitarianos no Tinder, que pude constatar na conta da minha amiga Joana. Todos eles entusiastas tecnológicos que pela foto e texto, estão certamente sedentos por apresentar também eles a sua tecnologia de ponta, ou discutir apenas como a sua plataforma masculina pode conhecer, ou algo mais, uma qualquer aplicação de sexo feminino que lhe faça like.

E fazem mesmo questão de alertar: <At Web Summit, only this week in Lisbon!> Até fica no ar aquela ideia que se calhar é melhor aproveitar, que é uma qualquer promoção prestes a terminar: "Aproveite, só esta semana!".

 

Sinto-me profundamente traído, confesso.

 

Eu que passei anos e anos em que só no terceiro encontro podia dizer que era informático ou do ramo das tecnologias, porque não era algo muito bem visto no mundo feminino, assisto agora a este fenómeno em que aparentemente passou a ser um atributo altamente cotado no PSI20 dos amores virtuais?

A sério, não me façam uma coisa destas! 

Agora a levar com isto?

 

Agora já ela apanhou o bouquet caraças!

 

Tanto jeito me tinha dado o Web Summit em 2007.

 

Pelas ideias, claro.

 

 (imagem)

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

Motivar-me sim, mas como?

Quem nunca teve aquele acreditar com muita força, aquela energia extra, aquela confiança extrema, ou até mesmo aquele encher de peito, seguido de um "Bora lá, tu és capaz" pleno de adrenalina? 

Todos nós. Bom, todos excepto um tal senhor de cabelo estranho. Esse twitta sempre lá de cima. Nunca habitou a nossa real e desmotivadora realidade.

 

O pensamento motivador é uma das formas mais eficazes para nos superarmos constantemente. E como faz maravilhas, por vezes.

Mas não o confundam com o vosso melhor amigo. Que não é.

Principalmente quando nos faz encher de coragem para ir dizer à rapariga mais bonita da turma que gostamos dela. Que maravilha é ficar de coração partido depois.

 

Se bem que agora o rapaz até tem alternativas e até prefere fazê-lo pelo Instagram. Assim, em vez de recordar para sempre aquela cara linda, perfeita, desenhada à mão, a partir-lhe o coração, só fica a saber que ela leu o que escreveu, porque está ali aquele olhinho infernal irritante na janela, e simplesmente optou por não responder. A filha da mãe.

Mas a motivação, a tal amiga, esteve lá na mesma. A maldita. A diferença é que antigamente ainda corávamos no momento, agora só se ela tirar um printscreen e mostrar a toda a gente. 

 

De forma geral é-nos sempre mais difícil arranjar forças para motivar do que para desmotivar. O ser humano é naturalmente dramático, aliás, a vida é uma função matemática que tende para a tragédia. Mesmo ganhando o Euromilhões, somos fortes o suficiente para concluir que [ok, que apenas 312 dias e 15 milhões gastos depois]  "...o dinheiro afinal não traz felicidade".

E volta o drama à nossa vida agora milionária.

 

Então e porquê continuar a lutar contra o dramático e não utilizar a matemática da vida que nos irrita tanto, a nosso favor? Em vez de ter a trabalheira toda para nos motivarmos para algo, porque não utilizar frases desmotivadoras a nosso favor? 

 

Como as do tabaco, é isso? Não. 

Ver órgãos em mau estado, pessoas que não nos dizem nada em poses pouco saudáveis ou até mesmo letras gordas meramente assustadoras, resultam tanto como as audiências da CMTV. Cada vez são mais portugueses a assistir.

 

A ideia é boa mas foi mal aplicada. Temos de tocar em algo que realmente nos faça reflectir e não nos prenda na curiosidade humana da desgraça alheia.

 

Proponho então algumas sugestões:

 

Em vez de "Fumar Mata!" ou "Deixe de fumar pela sua saúde", usaria apenas:

"Sabia que Maria Leal fuma um destes todos os dias?"

Pensava ou não pensava duas vezes? 

 

"Fumar prejudica gravemente os seus pulmões", e que tal:

"Sabia que Maria Vieira compra um maço destes antes de escrever um post nas redes sociais"?

Existem cogumelos do tempo que batem menos.

 

Mas também podem ser imagens. Por exemplo, em vez de um pulmão em mau estado, proponho:

Uma imagem de Marcelo Rebelo de Sousa com a frase, "Marcelo não aprova."

Ou por oposição, André Ventura é favor.

 

Ou para casos de maior adicção, Trump adora.

 

 

Se ficou a pensar no assunto e a imaginar a situação, parabéns, percebeu o poder das frases desmotivadoras.

 

Se não, lamento, terá de recorrer a um especialista.

 

O Gustavo Santos.

 

Sim eu sei, guardei a melhor frase desmotivadora para o fim.

 

(imagem)

 

P.A


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E que tal sair hoje à noite?

As saídas com amigos são algo que nos acompanha vida fora. Tirando se chegarmos aos 120 anos, aí só nos restam as saídas com os netos dos nossos amigos.

 

Normalmente este até é um tema que nem começa muito bem. Surge como um assunto meio tabu e é com cautela que fazemos as primeiras abordagens:

 

"Sabes pai, o Pedro e o Manelinho vão amanhã ao café depois do jantar." E ficamos a aguardar alguma reacção.

"Pai, larga o smarphone! Ouviste?"

Pai: "Sim, diz filho!"

"Sabes pai, eu também gostava de ir!"

Pai: "Ir onde filho?"

"Ao café com eles! Não ouviste nada pai!?"

E aqui a resposta mais provável de um pai macho, alpha e decidido em 2017 é:

 

Pai: "Fala com a tua mãe."

 

Falamos com a mãe e ela diz não. Amuamos.

O pai, esse, sempre pode dizer que foi a mãe que não deixou.

 

Aprendemos a lição e crescemos mais um pouco, o ciclo repete-se, até que chega finalmente aquele dia em que os pais, perdão, a mãe, nos deixa sair pela primeira vez.

A partir daí já temos o que queremos: Aquela saída que servirá de jurisprudência para todas as seguintes. Missão cumprida puto!

 

Curiosamente esta é a fase da nossa vida em que mais queremos sair de casa e no entanto é exactamente aquela em que mais borbulhas temos na cara. 

 

Passamos então para a fase da saída da sexta-feira à noite e fins-de-semana com amigos. Típica do secundário. Junta-se ali um grupinho, normalmente sempre no mesmo local e hora, e tudo feito de forma a não coincidir com outros grupos de colegas que, embora sejam da mesma turma, não se falam tanto. E assim, com mais brigas no intervalo ou menos primeiras beijocas nas amigas, se passa o secundário.

 

Quando chega ao fim, surgem os primeiros juramentos selados com lágrimas. Aqueles dos "Amigos para sempre!" ou "Impossível esquecer-me de ti até deixar de te seguir nas redes sociais por nunca mais falar contigo" e que normalmente terminam com a típica frase "Claro que vamos continuar a sair na mesma!".

Até que conhecemos uma nova espécie: Os universitários.

 

Aí tudo muda. As saídas com o Pedro e o Manelinho que outrora eram a desculpa perfeita para sair, passam agora a chamar-se de "Tenho de estudar em grupo para o exame pai, não posso ir com vocês!".

De tal forma que até a conversa ao telefone com o pai agora é outra:

 

Pai: "Sabes filho, o Pedro e o Manelinho vieram cá ver os pais este fim-de-semana..." E ficam a aguardar alguma reacção nossa.

Pai: "Estou? Filho, Ouviste?"

"Sim, diz pai!"

Pai: "Sabes filho, eu também gostava que viesses!"

"Ir onde pai?"

Pai: "Cá ver os pais! Não ouviste nada filho!?"

 

E aqui a resposta mais provável de um filho educado, certinho e universitário em 2017 é:

"Eu queria, mas tenho um exame daqui a 3 meses. Tenho que estudar..."

 

O curso de 5 anos termina em 7 e com o fim da universidade, surgem novos juramentos selados a cerveja. "Mas vamos continuar a sair ouviste??Não é como os do secundário!"

#soquenao

 

Principalmente quando conhecemos uma nova espécie: Os colegas de trabalho.

 

Por esta altura já saímos de casa dos nossos pais, pelo que que a conversa ao telefone voltou a mudar:

 

Pai: "Estou? Filho?"

"Sim, diz pai!"

Pai: "Está tudo bem?!"

"Sim está tudo, e por aí?"

Pai: "Por aqui também!"

"Então vá até amanhã!"

Pai: "Até amanhã filho!"

 

Com esta nova onda de amor paternal vem também algo que apreciamos bastante: o tal guito, o carcalhol, o salário.

Os primeiros tempos são de loucura e excessos. Até que damos por nós a fazer contas antes de agendarmos vários programas nocturnos.

Isto porque antigamente era a mesada do papá e a cerveja só custava 20 cêntimos, agora é a mesada do nosso trabalho e o jantar, bar, concerto, teatro, cinema, gasolina, nenhum deles custa menos de 10 euros.

 

Conclusão, "Malta querem vir cá jantar a casa?"

 

E logo agora que já não temos borbulhas na cara.

 

 

(imagem)

 

P.A


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O Drama das Entrevistas de Emprego

As entrevistas de emprego no fundo são como os amores. Podem ser raras, mas quem não as tem?

 

Ir a uma entrevista de emprego é como ir a uma espécie de encontro às cegas. Aliás, os princípios do blind date são praticamente os mesmos.

 

Tudo começa no caçador.

Este inicia a sua pesquisa online, numa busca e filtragem por perfis de que mais gosta. Assim que encontra um alvo, analisa-o com maior detalhe e, quer esteja no Tinder ou no Linkedin, se lhe interessa, seja pela foto sensual em trajes de praia ou pela experiência em Word e Excel, envia, sem qualquer pudor, o convite de amizade. A única diferença aqui é que no Tinder chamamos de tarado. No linkedIn é caçador de talentos.

Neste momento, o trabalho do caçador termina. Fomos notificados. Temos um aviso que alguém quer ser nosso amigo. Analisamos. E aqui, mais uma vez, o princípio é o mesmo: se nos parecer interessante, aceitamos e dizemos algo como "Até pode ser uma boa oportunidade, vou-lá ver como é. Nunca se sabe." enquanto clicamos em Aceitar Amizade. Se não sentirmos aquela chama, simplesmente ignoramos.

 

Segue-se então a primeira conversa. Desenganem-se aqueles que pensam o contrário. Até aqui é tudo a mesma coisa. Seja Tinder, Linkedin, Facebook ou o Badoo. O objectivo é sempre o mesmo e um só!

Marcar o primeiro encontro.

 

Mas há que saber quebrar o gelo. Senão a coisa não resulta. Não se pode ser muito bruto ou óbvio.

"Fiquei impressionado com o seu currículo."

ou a versão Tinder da coisa:

"Adorei aquela tua foto na praia, aquela luz, fantástico! E aquela frase sentimental nada relaccionada foi brutal. Nem reparei que estavas de biquíni!"

 

E agora sim, após esta primeira abordagem:

"Por esse motivo gostaria de saber se estaria interessado em reunir comigo para iniciarmos o processo de recrutamento"

ou a versão tinder da coisa:

"Por acaso não queres ir beber um café?"

 

Neste momento, se estivermos realmente interessados, aceitamos e "Vamos lá ver como é".

 

Até que o dia chega.

Qual encontro romântico, começamos a sentir aquela ansiedade típica, aquela necessidade de provar que somos bons, que temos as capacidades que nos reconheceram. E somos invadidos por algumas questões.

Será que vão gostar de mim?

E eu? Será que vou gostar? 

Quem nunca treinou ao espelho algumas frases antes do seu encontro laboral ou romântico? Isto para não falar do tempo que se passa na casa de banho na hora anterior. Afinal de contas temos de ir perfeitos para o nosso encontro laboral não romântico das 8 da manhã.

 

Aqui sim, reside a maior diferença destes dois mundos. A principal diferença entre um garanhão e um caçador de talentos é a hora a que marcam os seus encontros. Por acaso já viram alguém sedutor dizer, "Então e que tal irmos beber um copo amanhã às 7:30 da manhã? Pela fresquinha bem bom, não?". Ou por outro lado "Gostava de discutir o seu currículo consigo, hoje, pelas 23 num restaurante à sua escolha".

 

Tirando os guardas e outras profissões nocturnas, ninguém normal seduz antes do meio dia.

 

Chega a hora da verdade. Começa a entrevista. O caçador de talentos está ali mesmo à nossa frente e quer saber mais sobre nós.

E tal como nas primeiras conversas românticas, quem nunca disse ter um bocadinho mais de experiência que a realidade? Ou um sálario melhor? Ou uma formaçãozita a mais que à conta? Só para parecer mais confiante?

A conversa flui, as mentirinhas são bem aceites, sentimos a adrenalina a ferver. Ninguém nos pára! Estamos on-fire! Tudo corre bem. Será um perfect match laboral?

 

Foi um encontro perfeito. Adorámos e queremos mais! Estamos extraordinariamente felizes!

 

Só que o fim é igualmente comum ao dos encontros românticos.

 

Na realidade pouco interessa se gostámos muito ou não. Tudo depende se nos passam logo a nova entrevista, ou se ficamos para sempre na base de dados a aguardar por contacto.

 

E assim se fica de coração laboral partido.

 

(imagem)

 

P.A


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Não deixem os Jogos Tradicionais morrer

Acabo de ler que a Toys 'R' US apresentou um pedido de insolvência. Todo aquele fascínio de uma criança em corredores gigantes de brinquedos, aquela felicidade no olhar na perdição de tanto boneco e brinquedo, toda essa fantasia, parece ter, por estes tempos, os dias contados.

A Toys 'R' Us não se adaptou atempadamente ao mercado online e faliu.

 

Bolas e eu que gostava tanto de ver aqueles miúdos que embora não chorem quando levam uma valente chapada dos progenitores, ouvida desde a caixa 1 à 23, se rebolavam no chão em lágrimas a gritar por aquele Action Man que tanto queriam.

Bolas, parece que também vai acabar.

 

Neste regresso às aulas percebi outro efeito destes tempos. As crianças tinham praticamente todas um smartphone e jogavam em rede no intervalo. Coitada da Toys 'R' Us. Nunca teve hipótese.

 

Desde criança que sempre gostei de jogos. Divertem-me. "Além disso estimulam bastante a nossa inteligência!!" Esta última frase já não a digo muito. Afinal de contas já não vivo com os meus pais.

Gosto em particular de jogos em grupo. Dos ditos jogos tradicionais que ainda por cima são fáceis de jogar em qualquer lugar, até na escola. Nem precisam de ter um smartphone para jogar em rede. A sério. Acreditem. Basta estarem rodeados de amigos ao vivo e por incrível que pareça, isso basta para conseguirem jogar todos em conjunto. Estranhamente, alguns, mesmo assim, ainda vão culpar a falta de rede ou sorte quando perderem. É normal. A falta de rede é um problema muito comum em quem perde.

 

Mas quem nunca jogou o jogo da apanhada?

Daquela memória de correr ao vivo desalmadamente atrás de alguém até que, na ânsia de o apanharmos, lhe rasgamos a camisa com as nossas unhas mal cortadas de criança rebelde. Quem nunca lhe aconteceu, só espero que tenha seguido a sua vocação e seja hoje muito feliz na sua clínica de Manicura "Rose Gourmet".

Por algum motivo, o meu X-Men preferido sempre foi o Wolwerine.

 

E o jogar às escondidas?

Em que aproveitava a deixa para me esconder ao vivo ao pé da Carolina, só porque ela cheirava bem. Além disso ela era magra como eu, cabíamos perfeitamente os dois naquele móvel. Mas ela coitada era um bocadinho burrinha e insistia em dizer que não me queria lá, que não cabia, que não gostava de mim. Sempre foi muito má a calcular volumes. Coitada.

O que é certo é que embora a pequena Carolina não soubesse avaliar bem áreas e volumes, a partir de um certo momento, expulsar-me implicava fazer barulho e ser descoberta, pelo que acabava sempre por lá ficar.

Graças a mim, ela aprendeu. Coubemos. E é, hoje em dia, professora de Matemática.

 

Diz o LinkedIn.

 

E o bate o pé? Alguma memória deste?

O bate o pé era uma espécie de chat em grupo, ao vivo, em que rapazes e raparigas se alinhavam frente a frente, separados à distancia de 2 passos. Havia respeito.

Depois, com muito respeito também, era definido um esquema de números, no qual o número 1  era um simples aperto de mão e o número 10 era um valente french kiss! Este já dado com relativo respeito.

Se o rapaz ou a rapariga não quiser, tem de bater o pé. No entanto só podia bater o pé 3 vezes. Depois ou ficava e aceitava tudo, ou abandonava o jogo.

 

Antes era o "Bate o pé". Agora é o "Desliza o dedo", no Tinder. Temo que partes do corpo iremos nós utilizar no futuro para sacar beijinhos.

 

Se calhar as unhas de Wolverine ainda podem vir a dar jeito.

 

De qualquer forma, não deixem os jogos tradicionais morrer. Desliguem-se, para se ligarem.

 

Pensem na pequena Carolina, se não fossem as "aulas às escondidas", provavelmente hoje não seria professora de Matemática.

 

(imagem)

 

P.A


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O Café dos nossos dias

O café, ou de forma mais correcta, a baga do café, foi descoberta não por humanos curiosos mas sim por pequenas cabritas que, não satisfeitas com o seu cardápio habitual, resolveram esticar um pouco mais a sua língua para recolher aquela baga extra que habitava em seu pasto verde. São cabras, que esperavam? Estão sempre à procura de bagas comprometidas e que não lhes dizem respeito.

A partir desse momento, em que devoravam aquelas pequenas bagas, qual Popeye com o seu espinafre, desataram numa correria e gritaria desenfreada, deixando os seus pastores bastante intrigados e, ao mesmo tempo, frustrados com tal situação. Principalmente por ainda não existir YouTube e não poderem partilhar com os amigos.

 

Sem essa hipótese de partilha global, restou apenas recolher o produto e trabalhá-lo para consumo próprio. Tomando eles próprios o dito café.

Nascia assim o primeiro caso de dança Maria Leal, em humanos.

 

Desde esse tempo até agora, o café foi mudando. Embora exista ainda muita cabra que o tome. 

 

A verdade é que tomar um café é, hoje em dia, muito mais do que uma procura de doping pessoal para exibições de dança fabulosas. É um acto social.

De tal forma complexo e importante na nossa comunidade, onde assume, actualmente, vários papéis sociais de relevo .

 

Por exemplo, queremos convidar aquela pessoa para sair:

"Queres sair comigo para te conhecer melhor e fingir que te oiço, mas depois vou estar apenas a olhar para os teus lábios fantásticos e incrivelmente sedutores?" Não me parece que resulte.

Todos sabemos que sinceridade numa relação amorosa, só depois do casamento.

Felizmente, temos o álibi perfeito. Podemos simplesmente dizer: "Queres ir tomar um café?".

 

E o nosso chefe, quando queremos sair da nossa mesa em pleno horário laboral?

"Não me apetece fazer isto que me mandou fazer agora, vou lá abaixo e já venho!" Não me parece que resulte também.

Todos nós sabemos que sinceridade numa relação laboral, só 5 segundos antes de nos despedirmos.

Felizmente, temos o saco de boxe do costume - o café.

 

E o que pode permitir a um homem pobre, encher o peito, e pagar aos amigos? 

Isso mesmo, o café.

(E apenas isso. Pastel de nata, a tua prima!)

 

Por fim, o que pode a mulher ou homem mais ciumento permitir ao seu par sair de casa sozinho, para ir tomar algo? 

Exacto. Nada.

O café é bom, mas não resolve relações disfuncionais.

 

Além destes factores sociais em que somos salvos pelo café, beber um café assume sempre o próprio "acto de pedir o café":

 

P.A: "Era um café se faz favor"

Empregada gira: "Era? já não é?"

Cria-se logo um momento de humor/tensão entre o receptor e o emissor.

Dependendo se o cliente acha o empregado giro ou não, abre-se logo uma janela, ou para pedir o número de telefone, ou o livro de reclamações.

 

De qualquer forma, em ambos os casos, contamos assinar no fim.

 

E tudo graças ao café.

 

Obrigado cabritas.

 

(imagem)

 

P.A


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Em Banho Maria - A Rentrée

Tenho uma péssima notícia para vos dar.
 
Péssima também não. Pronto, mazinha. Pelo menos para mim.
 
Lembram-se de uma rubrica que eu tinha com uma tal de Maria que era uma bruta, mas bruta, bruta, brutinha mesmo??
Bruta boa pessoa?
 
Essa mesmo, a Maria aqui do SapoBlogs.
 
Pois é, já que estamos num período de rentrée (termo chiquérrimo), achámos bastante apropriado aproveitar a boleia. 
Até porque com este final de Agosto e início de Setembro chuvosos, mais vale ficar em casa a escrever do que a tomar banho na praia. Sem ir à água.
 
Maria, já saiste da casa de banho? Estou aqui a engonhar... Diz olá aos senhores! 
 

Maria: Sim estou pront...erm..Olá a todos!! que saudades que tinha desta espécie de rubrica! Andei durante meses a implorar ao PAzinho para “voltarmos” mas ele diz que eu lhe dei cabo dos neurónios… Não percebo.. 

Mas olha que no entretanto deves ter andado a beber caipirinhas com lima estragada! Desde quando é que fazemos rentrées ou lá o que é isso? Para mim o Verão ainda não acabou oh P.A!

 
P.A: Por acaso não estarás naquela rentrée do mês?
Maria: O_O
 
- tentativa nada descarada de injecção de publicidade no meio do texto, como nas novelas -
 
P.A: Bom, deixa-me pôr as coisas de outra forma então. O que é esta febre das pessoas com as "rentrées"? Não consigo perceber. Eu, por exemplo, odeio as reentres na Primark! Tenho suores frios só de pensar.
  
Maria: Dessas então quero distância. Não gosto de locais com muito povo junto…
 
P.A: Mas no entanto vais na mesma não é?
 
Maria: Sim, tirando o povo todo, aquilo até tem coisa giras e baratas!
 
P.A: Ai sim Maria? Estarás a falar daquele magnífico Top castanho claro, de duas alças finas, que fica a condizer perfeitamente com essas tuas calças de ganga também elas Primark e que possuem, ao contrário do que se possa pensar, uma extraordinária e elevada qualidade? -tudo dito com um sorriso na cara e de forma extremamente descontraída como se não estivesse a fazer descaradamente publicidade a uma marca.
 
MariaComo é que adivinhaste P.A? É isso mesmo!  São artigos fantásticos!! Diz a pequena Maria enquanto dá uns saltitos para ver se aparece no plano da TV, ao meu lado.
 
- fim de tentativa nada descarada de injecção de publicidade no meio do texto como nas novelas -
 
 
Posto isto, sim é verdade. Somos uns vendidos.Todos nós temos o nosso preço. A mim bastou uma sandes mista. A Maria, ganhou um vale de "Apanha tudo o que puderes em 10 minutos" (em loja).
 
Fui mais esperto. Não suei nada e fiquei de barriguinha cheia a vê-la correr!
 
 
P.A: Bom voltando ao texto. Maria, ainda antes da rentrée na vida activa, vamos falar do que se passou antes: as férias. Foram boas?
Maria: Foram muito boas, rumei a sul  e fiz campismo (quase) de luxo!
P.A: Quase luxo? Como assim? Havia caviar mas do Bom Petisco? Ou o Sushi era de Cavala? 
MariaQuase de luxo ao nível da tenda que até sub-cave e sótão tinha. Bons petiscos não faltaram, mas principalmente muita super bock…
P.A: Uma tenda T4 portanto. Por falar em bons petiscos para ti, por acaso viste alguns daqueles tanques de lavar roupa, six-pack, como as meninas chamam, que depois também têm uma cara, às vezes, também têm um cérebro e depois unidas todas as partes, formam, no seu conjunto, um homem?

Maria: Se por acaso estás a falar de six packs besuntados em óleo, com bronzes dignos de um deus grego e de me deixar a arfar… Vi uns quantos sim.

Estranhamente, sempre que os via, aparecia um carro da GNR a mandar-me parar de correr atrás deles… Acho que eles tinham qualquer coisa contagiosa e a GNR estava lá para me proteger…

P.A: O_O

P.A: Agora que penso nisso, acho que vi qualquer coisa na CMTV era mais ou menos isto: "Louca por homens em tronco nu é salva, por GNR's, de doença contagiosa." Claramente CMTV.

Maria: O_O

 

P.A: Estou a ver que foram umas férias muito animadas, sim senhor. E no areal?  Além de estares a ser constantemente salva por GNR's, és rapariga para te pintar toda de protector solar ou gostas mais de arriscar e revelar o teu lado de papoila saltitante, frita?

Maria: Hoje em dia, (não há muito tempo) sou rapariga para me besuntar com protetor. Jeitosa e habilidosa como sou, falta sempre passar nalgum sitio e apanho escaldões em manchas… É lindo de se ver.

P.A: Eu sabia que faltava qualquer coisa! Agora sim tenho a certeza: "Parcialmente queimada e louca por homens em tronco nu é salva, por GNR's, de doença contagiosa." Isto sim é 100% CMTV!

Maria: O_O
 
 
P.A: Bom e de resto? A rotina é ficar colada à toalha e nem sequer chegas a ir à água?
Maria: Sou muito friorenta. Sou capaz de passar um Verão inteiro só na toalha. No Algarve, apanhei a água fantástica e voltei à minha adolescência. (quase) Sempre dentro de água.
 
 
P.A: Devo dizer que se nota. Nas últimas rubricas do "Em banho Maria" , banho, só mesmo no título...
Maria: O_O
Maria: ?!?!? Olha nem precisas de tirar a T-shirt P.A! Mostro-te já a louca parcialmente queimada!!
 
 
P.A: Estou a brincar Maria! Não me lembrei que estavas naquela rentrée do mês!
 
 
 

 (imagem)




P.A e Maria (a parcialmente queimada e louca por homens em tronco nu, que foi salva, por GNR's, de doença contagiosa)

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Como escolher o homem certo

Como hoje, por essas 7:44, foi registado um pequeno sismo (de 4,3) com epicentro em Sobral de Monte Agraço, sentido também por toda a Lisboa e eu sempre sonhei escrever artigos dignos desta nova categoria que anda muito na moda, a "Lifestyle", percebi este sinal da natureza e junto finalmente o útil ao agradável, aqui no blog.

 

Natureza podes descansar. Deixa lá de brincar ao Jenga com as placas tectónicas. Eu cedo à tua chantagem física.

 

Vamos lá ser "Lifestyleiro" e "Cool" e "In" e "yes".

 

Certamente já se questionaram alguma vez na vossa vida:

Estão com uma pessoa. Tudo parece correr bem na vossa relação. Mas como saber se aquele jovem masculino mais ou menos robusto que está ali à vossa frente é realmente o ideal para vocês?

Até agora parece ser uma pessoa normal. Fala, é bom sinal, e até tem algum sentido de humor. Mas chegará esta primeira impressão?

Foi realizado um estudo que concluiu que as mulheres demoram, em média, cerca de 7 segundos até saberem se alguma vez vão gostar daquele homem. A tal chamada primeira impressão.

Mas será obra do vosso instinto feminino, que desconheço, a funcionar? Ou depende apenas da quantidade de Axe com que ele se regou antes de aparecer?

Eu e a Axe preferíamos certamente a segunda. Mas embora ajude "Axionar" essa perfumada rega antes de vos conhecer, mesmo assim não é garantido o sucesso nesta vossa primeira análise.

 

Por isso, apresento-vos 3 dicas infalíveis para ajudar a não serem surpreendidas quando já for relativamente tarde, naquela a que chamo de noite de todas as verdades: A noite de núpcias.

Quando, qual filme do "Senhor dos Anéis", o vosso pequeno e eterno Romeu, depois de colocar o anel no seu dedo se transforma num Gollum alucinado. Tudo porque o Benfica fez outra vez uma má pré-época.

 

Embora tema represálias por revelar informação altamente confidencial sobre a irmandade masculina, selada por décadas e décadas de evolução testosteronal, como me pagaram um café (dos cheios), aceitei divulgar.

 

Aqui vai: 

  

  • Olhem sempre para o porta-chaves dele

 

Sim. Porta-chaves. Um porta-chaves masculino diz muito sobre um homem.

Um homem só com uma chave, é um homem só com uma casa ou só com um carro. Aquela chave garantidamente não abre os dois.

Por isso, ou vive com a mãe, ou no carro.

Por outro lado, um homem com mais do que 5 chaves. É mais problemático, provavelmente, não terá tempo para vocês.

E pela certa terá já outra família...

 

Sugiro que procurem então um homem com 5 chaves. Nem mais, nem menos. É esse o homem ideal.

Curiosamente, nem me tinha apercebido que é o exacto número de chaves que tenho actualmente no meu porta-chaves. Coincidência.

 

 

  • Ponham-no a falar com a avó

 

Sim é um óptimo teste. Se ele não fizer aquela voz fininha de netinho da vóvó, não tem coração. Tem uma pedra.

E eu não digo isto porque fui gozado quando aconteceu a primeira vez e agora tinha de dar a volta à situação. Não. Foi um estudo que li também.

 

 

  • Acompanhem-no num hobbie dele

 

Seja ir ao estádio ver futebol, seja a colar selos ou a jogar FIFA ou PES. Tem de ser algo que ele goste bastante, para estarem no ambiente dele.

Se por acaso forem ao estádio ou estiverem com ele no auto-denominado "tempo de Playstation" e não lhe ouvirem um único palavrão, é normal. Está tudo bem. Mas se por ventura ele for dos que gosta de colar selos e nesse período não lhe ouvirem soltar nenhum tabuísmo, aí sim, desconfiem. Está-vos a esconder alguma coisa.

Ninguém de bem cola selos sem recorrer à asneirola. 

 

 

 

(imagem)

  

Depois digam como correu.

 

E se sentirem aquele tremer quando virem o tal rapaz, não "sismem" logo que é o tal. Pode ter sido apenas outro sismo de 4.3.

 

P.A


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Quando ele decide pedir a rapariga em casamento

Calma. A resposta é não. Ainda não.

Não sou eu.

 

Hoje trago-vos um texto de um amigo que, mesmo sem a pressão de um bouquet, resolveu pedir a sua amada em casamento.

 

Inacreditável? Ou mais corajoso que alguns P.A's que para aí andam?

Digam-me vocês.

 

Deixo-vos então com o CR.

 

Calma. A resposta é não outra vez. Não é o Ronaldo. Nem existem bustos, nem encomendas "aos pares" aqui.

 

Olá! Sou noivo!

Aliás, sou um entre muitos que sempre sonharam com esta fase até ao dia do grande momento: aquele fato comprado em saldos no ano transacto que com mais 5 quilos já não serve; os amigos e família que parece mal não convidar; o crédito pessoal com juros a 13% para as flores; o fotógrafo que quer ser wedding planner; a wedding planner que quer ser noiva; enfim, toda uma panóplia que nos motiva a encarar e a considerar o amor como algo para toda a vida, pelo menos até que a paciência nos separe!

 

Mas antes de todo este divagar, existiu um "click" por inacreditável que pareça. Algo que sem saber confessar, me fez integrar o Partido da Monogamia. Acreditar que a minha plenitude, passará por dormir em conchinha sempre com a mesma pessoa, até desenvolver úlceras de pressão ao nível dos trocanteres. [Um pequeno alerta: O CR trabalha na área da saúde, querem saber o que é? Pesquisem que eu também não sabia. Preguiçosos.]

 

Cerca de dois anos e sete meses foram suficientes para considerar este pensamento. Se existe um tempo ideal prévio de namoro, até um eventual pedido de casamento? Existe: o seu! (desde que não considere o resumo deste tempo a só um dia, e após uma ressaca de quinta-feira no Urban Beach). O tempo deve ser suficiente para que pare, e sozinho pense: "Esta pessoa aceita-me como eu sou? Aceitará as minhas manias e ainda assim, continuará com um brilhozinho nos olhos?".

 

33 anos de idade, alguns bate-chapas, dois namoros - 5 e 3 anos, considerados protótipos de união de facto, permitiram-me algum "know-how", capaz de ter alguns argumentos, num qualquer debate televisivo contra o Manuel Maria Carrilho.

A pressão social sobre o tema existe e é um preconceito! Se entre as mulheres, o desejo é fervoroso no avanço masculino para uma vida solitária a dois, entre os homens reina a "machesa" de um curriculum vitae preenchido com competências adquiridas através do maior número de nacionalidades femininas possível! Ora, o bullying perante um lobo solitário que se decide "anilhar", é uma premissa constante, nas conversas matinais aquando o café & cigarro!

 

A questão da idade, também é considerado um factor de pressão, mais no sexo feminino pelo período fértil de ovulação! "33 anos?! Com a tua idade, já tinha os gémeos e estava grávida do Afonso!" (igual a já não posso com as tuas fotos de viagem no Instagram com #metenojo).

Quero acreditar que o Mick Jagger e os seus cerca de vinte filhos, fazem justiça a que nunca é tarde para nada, ao som da "Satisfaction".

 

Em suma: todo este processo é como um lançamento de pára-quedas, pelo menos, imagino que assim seja, visto nunca ter saltado! A adrenalina e o medo é uma constante até ao "lançamento". O take-off do avião, apesar da proximidade com o céu, faz-nos pensar no harém que deixamos para trás, bem assente na terra, numa saída à noite no Kaxaça.

Depois de "saltar", não há volta a dar. Existem duas opções: sabemos que a sensação de liberdade de voo poderá perdurar até ao final das nossas vidas; Ou a condução do voo da nossa companheira nos faz entrar num estado de inconsciência e passividade, que não nos salvará de um "divórcio" com o pára-quedas de reserva!

 

CR

 

CR, obrigado por este verdadeiro serviço público.

Eu já anotei algumas coisas...

 

E o pedido, como foi? - Perguntam vocês.

Vai ter de ficar para uma próxima!

 

 

 (imagem)

 

P.A

 


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Um pequeno exercício, não para, mas com Grávidas

Não sei porquê mas as sextas-feiras trazem sempre uma vontade de fazer algo diferente. 

Tomar banho, ser simpático ou até mesmo participar nos follow fridays aqui do Sapo, são alguns dos exemplos de alteração de rotina que enfrento.

Não sei se convosco é a mesma coisa, mas comigo a proximidade de dois dias de férias é algo que me limpa o espírito, já que o físico tem o tal banho semanal para o efeito. Chega bem.

 

Hoje, até porque vamos falar de grávidas, proponho-vos então, em particular os rapazes, um exercício.

 

Noutro dia estava com um colega meu [obrigado Paulo] que acabara de encontrar online uma fotógrafa com um vasto portfólio de trabalhos. Começamos então a visualizar algumas das suas fotos, em particular de um certo álbum referente a uma campanha de roupa interior. Penso que terá sido um mero acaso esta escolha.

Foto a foto era realizada uma análise [apenas técnica] da qualidade da fotógrafa, do tempo de exposição da lente, do enquadramento, luz. Além disso também era avaliado o tipo do tecido e formatos escolhidos para cada peça, sem esquecer, claro está, o ambiente escolhido que envolvia aquelas jovens que, embora fossem extremamente sexys [e por sinal com cara de devoradoras de rapazes inocentes que visualizam álbuns de campanhas de roupa interior de fotógrafas online] acabámos por nem reparar assim tanto.

E por motivos óbvios, não me poderei alongar mais nesta descrição.

Na realidade, nem sequer me lembro muito bem delas. Do tecido escolhido, sim. Bastante. Belos tecidos eram.

 

De repente, num inocente "click" de "next", surge uma foto em tudo igual às anteriores, mesmo cenário, mesma roupa interior, apenas diferenciava na modelo. E quando me preparava para encarnar novamente o piropeiro que há em mim [no que trata à critica vestuária e fotográfica, claro está], o meu cérebro apercebe-se que algo está diferente, algo inesperado habita ali, uma espécie de T0+1:

A rapariga está grávida.

Senti imediatamente algo em mim. Como se estivesse a formatar o disco sem ter dado autorização. E tudo mudou....

O piropeiro dominante do meu ser fugiu dali o mais depressa que pôde, nem a porta fechou, deixando para trás, à mostra, apenas uma carcaça carinhosa, fofa e ternurenta em mim. Já não ferviam, no P.A, aquelas análises rigorosas ao tecido, ambiente, tempo de exposição da lente, nada, apenas aquela imagem de uma mãe e o seu filho num clima de amor e compaixão.

 

Foi como se o senhor das obras que há em mim, se acabasse de tornar numa bela e ternurenta Hello Kitty.

 

Até me apeteceu jogar Candy Crush.

 

(imagem)

Felizmente o efeito, embora intensamente carinhoso, só se apresenta activo durante aquela curta janela temporal em que estamos efectivamente a ver a foto. Logo a seguir, na seguinte e não grávida modelo, já voltei a apreciar convictamente o tecido e a luz, como se nada fosse. E não sei se já vos disse...E que belos tecidos eram!

 

Pena que entretanto já era nível 126 no Candy Crush. Nunca disse que não iriam correr riscos.

 

Mas experimentem na mesma rapazes. É sexta-feira!

 

 

P.A

 

 

P.S - meninas grávidas daqui do Sapo, espero que gostem! Foi uma espécie de homenagem (fofa, carinhosa e ternurenta) à P.A =)


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