Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Não deixem os Jogos Tradicionais morrer

Acabo de ler que a Toys 'R' US apresentou um pedido de insolvência. Todo aquele fascínio de uma criança em corredores gigantes de brinquedos, aquela felicidade no olhar na perdição de tanto boneco e brinquedo, toda essa fantasia, parece ter, por estes tempos, os dias contados.

A Toys 'R' Us não se adaptou atempadamente ao mercado online e faliu.

 

Bolas e eu que gostava tanto de ver aqueles miúdos que embora não chorem quando levam uma valente chapada dos progenitores, ouvida desde a caixa 1 à 23, se rebolavam no chão em lágrimas a gritar por aquele Action Man que tanto queriam.

Bolas, parece que também vai acabar.

 

Neste regresso às aulas percebi outro efeito destes tempos. As crianças tinham praticamente todas um smartphone e jogavam em rede no intervalo. Coitada da Toys 'R' Us. Nunca teve hipótese.

 

Desde criança que sempre gostei de jogos. Divertem-me. "Além disso estimulam bastante a nossa inteligência!!" Esta última frase já não a digo muito. Afinal de contas já não vivo com os meus pais.

Gosto em particular de jogos em grupo. Dos ditos jogos tradicionais que ainda por cima são fáceis de jogar em qualquer lugar, até na escola. Nem precisam de ter um smartphone para jogar em rede. A sério. Acreditem. Basta estarem rodeados de amigos ao vivo e por incrível que pareça, isso basta para conseguirem jogar todos em conjunto. Estranhamente, alguns, mesmo assim, ainda vão culpar a falta de rede ou sorte quando perderem. É normal. A falta de rede é um problema muito comum em quem perde.

 

Mas quem nunca jogou o jogo da apanhada?

Daquela memória de correr ao vivo desalmadamente atrás de alguém até que, na ânsia de o apanharmos, lhe rasgamos a camisa com as nossas unhas mal cortadas de criança rebelde. Quem nunca lhe aconteceu, só espero que tenha seguido a sua vocação e seja hoje muito feliz na sua clínica de Manicura "Rose Gourmet".

Por algum motivo, o meu X-Men preferido sempre foi o Wolwerine.

 

E o jogar às escondidas?

Em que aproveitava a deixa para me esconder ao vivo ao pé da Carolina, só porque ela cheirava bem. Além disso ela era magra como eu, cabíamos perfeitamente os dois naquele móvel. Mas ela coitada era um bocadinho burrinha e insistia em dizer que não me queria lá, que não cabia, que não gostava de mim. Sempre foi muito má a calcular volumes. Coitada.

O que é certo é que embora a pequena Carolina não soubesse avaliar bem áreas e volumes, a partir de um certo momento, expulsar-me implicava fazer barulho e ser descoberta, pelo que acabava sempre por lá ficar.

Graças a mim, ela aprendeu. Coubemos. E é, hoje em dia, professora de Matemática.

 

Diz o LinkedIn.

 

E o bate o pé? Alguma memória deste?

O bate o pé era uma espécie de chat em grupo, ao vivo, em que rapazes e raparigas se alinhavam frente a frente, separados à distancia de 2 passos. Havia respeito.

Depois, com muito respeito também, era definido um esquema de números, no qual o número 1  era um simples aperto de mão e o número 10 era um valente french kiss! Este já dado com relativo respeito.

Se o rapaz ou a rapariga não quiser, tem de bater o pé. No entanto só podia bater o pé 3 vezes. Depois ou ficava e aceitava tudo, ou abandonava o jogo.

 

Antes era o "Bate o pé". Agora é o "Desliza o dedo", no Tinder. Temo que partes do corpo iremos nós utilizar no futuro para sacar beijinhos.

 

Se calhar as unhas de Wolverine ainda podem vir a dar jeito.

 

De qualquer forma, não deixem os jogos tradicionais morrer. Desliguem-se, para se ligarem.

 

Pensem na pequena Carolina, se não fossem as "aulas às escondidas", provavelmente hoje não seria professora de Matemática.

 

(imagem)

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

O Café dos nossos dias

O café, ou de forma mais correcta, a baga do café, foi descoberta não por humanos curiosos mas sim por pequenas cabritas que, não satisfeitas com o seu cardápio habitual, resolveram esticar um pouco mais a sua língua para recolher aquela baga extra que habitava em seu pasto verde. São cabras, que esperavam? Estão sempre à procura de bagas comprometidas e que não lhes dizem respeito.

A partir desse momento, em que devoravam aquelas pequenas bagas, qual Popeye com o seu espinafre, desataram numa correria e gritaria desenfreada, deixando os seus pastores bastante intrigados e, ao mesmo tempo, frustrados com tal situação. Principalmente por ainda não existir YouTube e não poderem partilhar com os amigos.

 

Sem essa hipótese de partilha global, restou apenas recolher o produto e trabalhá-lo para consumo próprio. Tomando eles próprios o dito café.

Nascia assim o primeiro caso de dança Maria Leal, em humanos.

 

Desde esse tempo até agora, o café foi mudando. Embora exista ainda muita cabra que o tome. 

 

A verdade é que tomar um café é, hoje em dia, muito mais do que uma procura de doping pessoal para exibições de dança fabulosas. É um acto social.

De tal forma complexo e importante na nossa comunidade, onde assume, actualmente, vários papéis sociais de relevo .

 

Por exemplo, queremos convidar aquela pessoa para sair:

"Queres sair comigo para te conhecer melhor e fingir que te oiço, mas depois vou estar apenas a olhar para os teus lábios fantásticos e incrivelmente sedutores?" Não me parece que resulte.

Todos sabemos que sinceridade numa relação amorosa, só depois do casamento.

Felizmente, temos o álibi perfeito. Podemos simplesmente dizer: "Queres ir tomar um café?".

 

E o nosso chefe, quando queremos sair da nossa mesa em pleno horário laboral?

"Não me apetece fazer isto que me mandou fazer agora, vou lá abaixo e já venho!" Não me parece que resulte também.

Todos nós sabemos que sinceridade numa relação laboral, só 5 segundos antes de nos despedirmos.

Felizmente, temos o saco de boxe do costume - o café.

 

E o que pode permitir a um homem pobre, encher o peito, e pagar aos amigos? 

Isso mesmo, o café.

(E apenas isso. Pastel de nata, a tua prima!)

 

Por fim, o que pode a mulher ou homem mais ciumento permitir ao seu par sair de casa sozinho, para ir tomar algo? 

Exacto. Nada.

O café é bom, mas não resolve relações disfuncionais.

 

Além destes factores sociais em que somos salvos pelo café, beber um café assume sempre o próprio "acto de pedir o café":

 

P.A: "Era um café se faz favor"

Empregada gira: "Era? já não é?"

Cria-se logo um momento de humor/tensão entre o receptor e o emissor.

Dependendo se o cliente acha o empregado giro ou não, abre-se logo uma janela, ou para pedir o número de telefone, ou o livro de reclamações.

 

De qualquer forma, em ambos os casos, contamos assinar no fim.

 

E tudo graças ao café.

 

Obrigado cabritas.

 

(imagem)

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

Em Banho Maria - A Rentrée

Tenho uma péssima notícia para vos dar.
 
Péssima também não. Pronto, mazinha. Pelo menos para mim.
 
Lembram-se de uma rubrica que eu tinha com uma tal de Maria que era uma bruta, mas bruta, bruta, brutinha mesmo??
Bruta boa pessoa?
 
Essa mesmo, a Maria aqui do SapoBlogs.
 
Pois é, já que estamos num período de rentrée (termo chiquérrimo), achámos bastante apropriado aproveitar a boleia. 
Até porque com este final de Agosto e início de Setembro chuvosos, mais vale ficar em casa a escrever do que a tomar banho na praia. Sem ir à água.
 
Maria, já saiste da casa de banho? Estou aqui a engonhar... Diz olá aos senhores! 
 

Maria: Sim estou pront...erm..Olá a todos!! que saudades que tinha desta espécie de rubrica! Andei durante meses a implorar ao PAzinho para “voltarmos” mas ele diz que eu lhe dei cabo dos neurónios… Não percebo.. 

Mas olha que no entretanto deves ter andado a beber caipirinhas com lima estragada! Desde quando é que fazemos rentrées ou lá o que é isso? Para mim o Verão ainda não acabou oh P.A!

 
P.A: Por acaso não estarás naquela rentrée do mês?
Maria: O_O
 
- tentativa nada descarada de injecção de publicidade no meio do texto, como nas novelas -
 
P.A: Bom, deixa-me pôr as coisas de outra forma então. O que é esta febre das pessoas com as "rentrées"? Não consigo perceber. Eu, por exemplo, odeio as reentres na Primark! Tenho suores frios só de pensar.
  
Maria: Dessas então quero distância. Não gosto de locais com muito povo junto…
 
P.A: Mas no entanto vais na mesma não é?
 
Maria: Sim, tirando o povo todo, aquilo até tem coisa giras e baratas!
 
P.A: Ai sim Maria? Estarás a falar daquele magnífico Top castanho claro, de duas alças finas, que fica a condizer perfeitamente com essas tuas calças de ganga também elas Primark e que possuem, ao contrário do que se possa pensar, uma extraordinária e elevada qualidade? -tudo dito com um sorriso na cara e de forma extremamente descontraída como se não estivesse a fazer descaradamente publicidade a uma marca.
 
MariaComo é que adivinhaste P.A? É isso mesmo!  São artigos fantásticos!! Diz a pequena Maria enquanto dá uns saltitos para ver se aparece no plano da TV, ao meu lado.
 
- fim de tentativa nada descarada de injecção de publicidade no meio do texto como nas novelas -
 
 
Posto isto, sim é verdade. Somos uns vendidos.Todos nós temos o nosso preço. A mim bastou uma sandes mista. A Maria, ganhou um vale de "Apanha tudo o que puderes em 10 minutos" (em loja).
 
Fui mais esperto. Não suei nada e fiquei de barriguinha cheia a vê-la correr!
 
 
P.A: Bom voltando ao texto. Maria, ainda antes da rentrée na vida activa, vamos falar do que se passou antes: as férias. Foram boas?
Maria: Foram muito boas, rumei a sul  e fiz campismo (quase) de luxo!
P.A: Quase luxo? Como assim? Havia caviar mas do Bom Petisco? Ou o Sushi era de Cavala? 
MariaQuase de luxo ao nível da tenda que até sub-cave e sótão tinha. Bons petiscos não faltaram, mas principalmente muita super bock…
P.A: Uma tenda T4 portanto. Por falar em bons petiscos para ti, por acaso viste alguns daqueles tanques de lavar roupa, six-pack, como as meninas chamam, que depois também têm uma cara, às vezes, também têm um cérebro e depois unidas todas as partes, formam, no seu conjunto, um homem?

Maria: Se por acaso estás a falar de six packs besuntados em óleo, com bronzes dignos de um deus grego e de me deixar a arfar… Vi uns quantos sim.

Estranhamente, sempre que os via, aparecia um carro da GNR a mandar-me parar de correr atrás deles… Acho que eles tinham qualquer coisa contagiosa e a GNR estava lá para me proteger…

P.A: O_O

P.A: Agora que penso nisso, acho que vi qualquer coisa na CMTV era mais ou menos isto: "Louca por homens em tronco nu é salva, por GNR's, de doença contagiosa." Claramente CMTV.

Maria: O_O

 

P.A: Estou a ver que foram umas férias muito animadas, sim senhor. E no areal?  Além de estares a ser constantemente salva por GNR's, és rapariga para te pintar toda de protector solar ou gostas mais de arriscar e revelar o teu lado de papoila saltitante, frita?

Maria: Hoje em dia, (não há muito tempo) sou rapariga para me besuntar com protetor. Jeitosa e habilidosa como sou, falta sempre passar nalgum sitio e apanho escaldões em manchas… É lindo de se ver.

P.A: Eu sabia que faltava qualquer coisa! Agora sim tenho a certeza: "Parcialmente queimada e louca por homens em tronco nu é salva, por GNR's, de doença contagiosa." Isto sim é 100% CMTV!

Maria: O_O
 
 
P.A: Bom e de resto? A rotina é ficar colada à toalha e nem sequer chegas a ir à água?
Maria: Sou muito friorenta. Sou capaz de passar um Verão inteiro só na toalha. No Algarve, apanhei a água fantástica e voltei à minha adolescência. (quase) Sempre dentro de água.
 
 
P.A: Devo dizer que se nota. Nas últimas rubricas do "Em banho Maria" , banho, só mesmo no título...
Maria: O_O
Maria: ?!?!? Olha nem precisas de tirar a T-shirt P.A! Mostro-te já a louca parcialmente queimada!!
 
 
P.A: Estou a brincar Maria! Não me lembrei que estavas naquela rentrée do mês!
 
 
 

 (imagem)




P.A e Maria (a parcialmente queimada e louca por homens em tronco nu, que foi salva, por GNR's, de doença contagiosa)

E fazer like na página do facebook, não?

Como escolher o homem certo

Como hoje, por essas 7:44, foi registado um pequeno sismo (de 4,3) com epicentro em Sobral de Monte Agraço, sentido também por toda a Lisboa e eu sempre sonhei escrever artigos dignos desta nova categoria que anda muito na moda, a "Lifestyle", percebi este sinal da natureza e junto finalmente o útil ao agradável, aqui no blog.

 

Natureza podes descansar. Deixa lá de brincar ao Jenga com as placas tectónicas. Eu cedo à tua chantagem física.

 

Vamos lá ser "Lifestyleiro" e "Cool" e "In" e "yes".

 

Certamente já se questionaram alguma vez na vossa vida:

Estão com uma pessoa. Tudo parece correr bem na vossa relação. Mas como saber se aquele jovem masculino mais ou menos robusto que está ali à vossa frente é realmente o ideal para vocês?

Até agora parece ser uma pessoa normal. Fala, é bom sinal, e até tem algum sentido de humor. Mas chegará esta primeira impressão?

Foi realizado um estudo que concluiu que as mulheres demoram, em média, cerca de 7 segundos até saberem se alguma vez vão gostar daquele homem. A tal chamada primeira impressão.

Mas será obra do vosso instinto feminino, que desconheço, a funcionar? Ou depende apenas da quantidade de Axe com que ele se regou antes de aparecer?

Eu e a Axe preferíamos certamente a segunda. Mas embora ajude "Axionar" essa perfumada rega antes de vos conhecer, mesmo assim não é garantido o sucesso nesta vossa primeira análise.

 

Por isso, apresento-vos 3 dicas infalíveis para ajudar a não serem surpreendidas quando já for relativamente tarde, naquela a que chamo de noite de todas as verdades: A noite de núpcias.

Quando, qual filme do "Senhor dos Anéis", o vosso pequeno e eterno Romeu, depois de colocar o anel no seu dedo se transforma num Gollum alucinado. Tudo porque o Benfica fez outra vez uma má pré-época.

 

Embora tema represálias por revelar informação altamente confidencial sobre a irmandade masculina, selada por décadas e décadas de evolução testosteronal, como me pagaram um café (dos cheios), aceitei divulgar.

 

Aqui vai: 

  

  • Olhem sempre para o porta-chaves dele

 

Sim. Porta-chaves. Um porta-chaves masculino diz muito sobre um homem.

Um homem só com uma chave, é um homem só com uma casa ou só com um carro. Aquela chave garantidamente não abre os dois.

Por isso, ou vive com a mãe, ou no carro.

Por outro lado, um homem com mais do que 5 chaves. É mais problemático, provavelmente, não terá tempo para vocês.

E pela certa terá já outra família...

 

Sugiro que procurem então um homem com 5 chaves. Nem mais, nem menos. É esse o homem ideal.

Curiosamente, nem me tinha apercebido que é o exacto número de chaves que tenho actualmente no meu porta-chaves. Coincidência.

 

 

  • Ponham-no a falar com a avó

 

Sim é um óptimo teste. Se ele não fizer aquela voz fininha de netinho da vóvó, não tem coração. Tem uma pedra.

E eu não digo isto porque fui gozado quando aconteceu a primeira vez e agora tinha de dar a volta à situação. Não. Foi um estudo que li também.

 

 

  • Acompanhem-no num hobbie dele

 

Seja ir ao estádio ver futebol, seja a colar selos ou a jogar FIFA ou PES. Tem de ser algo que ele goste bastante, para estarem no ambiente dele.

Se por acaso forem ao estádio ou estiverem com ele no auto-denominado "tempo de Playstation" e não lhe ouvirem um único palavrão, é normal. Está tudo bem. Mas se por ventura ele for dos que gosta de colar selos e nesse período não lhe ouvirem soltar nenhum tabuísmo, aí sim, desconfiem. Está-vos a esconder alguma coisa.

Ninguém de bem cola selos sem recorrer à asneirola. 

 

 

 

(imagem)

  

Depois digam como correu.

 

E se sentirem aquele tremer quando virem o tal rapaz, não "sismem" logo que é o tal. Pode ter sido apenas outro sismo de 4.3.

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

Quando ele decide pedir a rapariga em casamento

Calma. A resposta é não. Ainda não.

Não sou eu.

 

Hoje trago-vos um texto de um amigo que, mesmo sem a pressão de um bouquet, resolveu pedir a sua amada em casamento.

 

Inacreditável? Ou mais corajoso que alguns P.A's que para aí andam?

Digam-me vocês.

 

Deixo-vos então com o CR.

 

Calma. A resposta é não outra vez. Não é o Ronaldo. Nem existem bustos, nem encomendas "aos pares" aqui.

 

Olá! Sou noivo!

Aliás, sou um entre muitos que sempre sonharam com esta fase até ao dia do grande momento: aquele fato comprado em saldos no ano transacto que com mais 5 quilos já não serve; os amigos e família que parece mal não convidar; o crédito pessoal com juros a 13% para as flores; o fotógrafo que quer ser wedding planner; a wedding planner que quer ser noiva; enfim, toda uma panóplia que nos motiva a encarar e a considerar o amor como algo para toda a vida, pelo menos até que a paciência nos separe!

 

Mas antes de todo este divagar, existiu um "click" por inacreditável que pareça. Algo que sem saber confessar, me fez integrar o Partido da Monogamia. Acreditar que a minha plenitude, passará por dormir em conchinha sempre com a mesma pessoa, até desenvolver úlceras de pressão ao nível dos trocanteres. [Um pequeno alerta: O CR trabalha na área da saúde, querem saber o que é? Pesquisem que eu também não sabia. Preguiçosos.]

 

Cerca de dois anos e sete meses foram suficientes para considerar este pensamento. Se existe um tempo ideal prévio de namoro, até um eventual pedido de casamento? Existe: o seu! (desde que não considere o resumo deste tempo a só um dia, e após uma ressaca de quinta-feira no Urban Beach). O tempo deve ser suficiente para que pare, e sozinho pense: "Esta pessoa aceita-me como eu sou? Aceitará as minhas manias e ainda assim, continuará com um brilhozinho nos olhos?".

 

33 anos de idade, alguns bate-chapas, dois namoros - 5 e 3 anos, considerados protótipos de união de facto, permitiram-me algum "know-how", capaz de ter alguns argumentos, num qualquer debate televisivo contra o Manuel Maria Carrilho.

A pressão social sobre o tema existe e é um preconceito! Se entre as mulheres, o desejo é fervoroso no avanço masculino para uma vida solitária a dois, entre os homens reina a "machesa" de um curriculum vitae preenchido com competências adquiridas através do maior número de nacionalidades femininas possível! Ora, o bullying perante um lobo solitário que se decide "anilhar", é uma premissa constante, nas conversas matinais aquando o café & cigarro!

 

A questão da idade, também é considerado um factor de pressão, mais no sexo feminino pelo período fértil de ovulação! "33 anos?! Com a tua idade, já tinha os gémeos e estava grávida do Afonso!" (igual a já não posso com as tuas fotos de viagem no Instagram com #metenojo).

Quero acreditar que o Mick Jagger e os seus cerca de vinte filhos, fazem justiça a que nunca é tarde para nada, ao som da "Satisfaction".

 

Em suma: todo este processo é como um lançamento de pára-quedas, pelo menos, imagino que assim seja, visto nunca ter saltado! A adrenalina e o medo é uma constante até ao "lançamento". O take-off do avião, apesar da proximidade com o céu, faz-nos pensar no harém que deixamos para trás, bem assente na terra, numa saída à noite no Kaxaça.

Depois de "saltar", não há volta a dar. Existem duas opções: sabemos que a sensação de liberdade de voo poderá perdurar até ao final das nossas vidas; Ou a condução do voo da nossa companheira nos faz entrar num estado de inconsciência e passividade, que não nos salvará de um "divórcio" com o pára-quedas de reserva!

 

CR

 

CR, obrigado por este verdadeiro serviço público.

Eu já anotei algumas coisas...

 

E o pedido, como foi? - Perguntam vocês.

Vai ter de ficar para uma próxima!

 

 

 (imagem)

 

P.A

 


E fazer like na página do facebook, não?

Um pequeno exercício, não para, mas com Grávidas

Não sei porquê mas as sextas-feiras trazem sempre uma vontade de fazer algo diferente. 

Tomar banho, ser simpático ou até mesmo participar nos follow fridays aqui do Sapo, são alguns dos exemplos de alteração de rotina que enfrento.

Não sei se convosco é a mesma coisa, mas comigo a proximidade de dois dias de férias é algo que me limpa o espírito, já que o físico tem o tal banho semanal para o efeito. Chega bem.

 

Hoje, até porque vamos falar de grávidas, proponho-vos então, em particular os rapazes, um exercício.

 

Noutro dia estava com um colega meu [obrigado Paulo] que acabara de encontrar online uma fotógrafa com um vasto portfólio de trabalhos. Começamos então a visualizar algumas das suas fotos, em particular de um certo álbum referente a uma campanha de roupa interior. Penso que terá sido um mero acaso esta escolha.

Foto a foto era realizada uma análise [apenas técnica] da qualidade da fotógrafa, do tempo de exposição da lente, do enquadramento, luz. Além disso também era avaliado o tipo do tecido e formatos escolhidos para cada peça, sem esquecer, claro está, o ambiente escolhido que envolvia aquelas jovens que, embora fossem extremamente sexys [e por sinal com cara de devoradoras de rapazes inocentes que visualizam álbuns de campanhas de roupa interior de fotógrafas online] acabámos por nem reparar assim tanto.

E por motivos óbvios, não me poderei alongar mais nesta descrição.

Na realidade, nem sequer me lembro muito bem delas. Do tecido escolhido, sim. Bastante. Belos tecidos eram.

 

De repente, num inocente "click" de "next", surge uma foto em tudo igual às anteriores, mesmo cenário, mesma roupa interior, apenas diferenciava na modelo. E quando me preparava para encarnar novamente o piropeiro que há em mim [no que trata à critica vestuária e fotográfica, claro está], o meu cérebro apercebe-se que algo está diferente, algo inesperado habita ali, uma espécie de T0+1:

A rapariga está grávida.

Senti imediatamente algo em mim. Como se estivesse a formatar o disco sem ter dado autorização. E tudo mudou....

O piropeiro dominante do meu ser fugiu dali o mais depressa que pôde, nem a porta fechou, deixando para trás, à mostra, apenas uma carcaça carinhosa, fofa e ternurenta em mim. Já não ferviam, no P.A, aquelas análises rigorosas ao tecido, ambiente, tempo de exposição da lente, nada, apenas aquela imagem de uma mãe e o seu filho num clima de amor e compaixão.

 

Foi como se o senhor das obras que há em mim, se acabasse de tornar numa bela e ternurenta Hello Kitty.

 

Até me apeteceu jogar Candy Crush.

 

(imagem)

Felizmente o efeito, embora intensamente carinhoso, só se apresenta activo durante aquela curta janela temporal em que estamos efectivamente a ver a foto. Logo a seguir, na seguinte e não grávida modelo, já voltei a apreciar convictamente o tecido e a luz, como se nada fosse. E não sei se já vos disse...E que belos tecidos eram!

 

Pena que entretanto já era nível 126 no Candy Crush. Nunca disse que não iriam correr riscos.

 

Mas experimentem na mesma rapazes. É sexta-feira!

 

 

P.A

 

 

P.S - meninas grávidas daqui do Sapo, espero que gostem! Foi uma espécie de homenagem (fofa, carinhosa e ternurenta) à P.A =)


E fazer like na página do facebook, não?

O Estranho Caso de Benjamim

Hoje venho falar de Benjamim, um jovem rapaz que rapidamente vos vai fazer recordar alguém vosso conhecido, dentro do vosso grupo, que responderá, naturalmente, por outro nome.

 

Mas que tem afinal este nosso Benjamim de tão especial? 

 

Na realidade nada. Benjamim é um rapaz normal, solteiro, estudante, que vive num T2 com mais 3 colegas de curso, seguindo o estilo de vida de um espírito académico dito normal [da perspectiva de um estudante informático] com direito a casa desarrumada, festas contínuas de abusos e loucuras diárias, roupa espalhada, bebidas, pessoas inanimadas nos sofás, mas que na realidade é como dizer, noitadas a jogar o League of Legends. Ora, este monstro da folia gamer, dono de uma voz máscula, com 2 metros de imponência, sempre foi o primeiro da fila a saltar para defender o seu amigo. Nunca disse não a uma batalha online. Mas a verdade é que algo mudou.

O jovem que, em certo tempo, fora o Hércules do grupo e transpirava testosterona virtual por todos os seus poros e clicks, surge agora, em situações particulares, dono de uma voz fofinha, suave, carinhosa e um olhar domesticado digno de um cachorrinho inseguro da sua própria cauda.

 

Como é que aquele Pitbull que para sair à rua tinha de ser amordaçado, é agora o Chihuahua que até já joga CandyCrush?  

E que termina telefonemas, sussurrando algo como:

 "Vá, desliga tu primeiro fofinha hihihi... Já desligaste...? Ahaha que giro eu também não desliguei ahahah!"

"Olha, já te passei outra vez no CandyCrush hihihi"

 

E que 30 minutos depois ainda esteja:

"Vá, quando eu disser 3, desligamos os dois ao mesmo tempo, está bem? hihih ...1...2.....estás aí?"

 

E que depois exclama desapontando:

"Desligou...".

 

Mas Benjamim sabe que não pode mostrar este seu lado pouco Pitbull aos seus amigos, tanto que, pensando que ninguém ouviu a sua conversa telefónica, entra na sala, abrindo a porta violentamente, com toda a sua força, soltando algo bem alto:

 

"Como é que é cambada de mariquinhas, vamos pá night ou quê?"

 

E por momentos o Chihuahua cresceu.

 

 (Benjamim e a sua namorada no shopping - imagem)

 

P.A

 

P.S - é sempre engraçado assistir e perceber o poder que as mulheres têm sobre os homens [eu incluído]. Aliás muito do conteúdo humorístico que conhecemos, de histórias de rapazes e raparigas, é alimentado exactamente pelo comportamento masculino sobre a presença, não de álcool, mas sim de mulheres. Vá lá que na natureza existem danças de acasalamento bem piores.

Vá, a da Marial Leal não conta.


E fazer like na página do facebook, não?

Queres namorar comigo?

Tudo começa com aqueles namoricos da primária,  em que a única coisa que se mantém ao longo da vida é que continuamos a preferir ir jogar à bola com os nossos colegas, no intervalo, do que ficar ali a "beijar" a rapariga naqueles pequenos gestos labiais que demoram cerca de 30 segundos até tocar e depois o beijo em si só é visível em vídeo-árbitro. Foi exactamente a partir daí que eu fui começando a perceber o que é ser um namorado ou até mesmo, o dito machão da turma, para elas.

 

Ora se na primária, o macho, vulgo machão, era o rapaz eleito pelas meninas como o mais bonito, em que todas lutavam para ter aqueles nano-segundos de encosto labial, a partir daí a coisa foi mudando. De facto, os critérios femininos nesta altura são bastante distintos. Do meu ponto de vista, bastante mais práticos até. Nesta altura até o magrinho podia ser rei da turma e nem tinha de ser bad boy. Bastava ter uma cara laroca e era meio caminho andado. Nenhuma rapariga no seu perfeito juízo procura um six-pack quando na realidade tem six-year. 

Felizmente eu era dos magrinhos. Proliferei.

 

Depois existiam aqueles rapazes mais altos e mais fortes. Esses, dentro do grupo dos rapazes tendiam a reinar, já que podiam lançar qualquer magrinho ao ar apenas com o seu braço esquerdo. Mas curiosamente não eram atractivos para as donzelas. Talvez por isso, os mais fortes na primária não exerçam tanto a sua fisicalidade e fiquem amigos dos magrinhos, exactamente para assim se aproximarem indirectamente das donzelas.

Agradeço-te muito por isso natureza, por não teres virado contra mim aqueles meninos grandes e fortes que era só quererem e eu, que até sou bom de bexiga, lá teria de andar a trocar sempre de vestuário "inferioró-interior".

 

Mas se o magrinho prolifera em tempos mais infantis da sua vida, já o piadolas não se safa tanto. É que humor "inteligente" [vá, de inteligência de sexto ano] na primária, é como servir caviar a quem só come bitoque. Até pode estar bom, mas o mais provável é vermos a rapariga com aquela cara de intoxicação humorística, ao provar pela primeira vez. 

Infelizmente, também desenvolvi o piadolas, ou como chamavam na altura de "O Chato". Não proliferei.

 

Ora não foi preciso esperar pela matemática dos sinais para perceber que "+" com "-" dá menos. É que embora estivesse safo pela cara laroca e a não valorização do six-pack, aquelas piadas constantes sobre o estado do país e que de facto foi muito bom termos aderido à comunidade europeia e mais importante, que os Delfins estavam a fazer uma tournée muito interessante ao longo de todo o país, não era material de engate de primeira. Na realidade, nem hoje o é.

 

Aliás se querem realmente saber se a vossa respectiva vos ama, basta fazerem como eu fiz nesta idade. Se quiserem envio-vos um manual completo de desengate perfeito. Passo a passo. Basta pedirem. Se após esse teste, olharem para o lado e ainda existir uma mulher apaixonada por vocês, vos garanto, é amor verdadeiro.

 

Ou então parabéns! Já podias ter dito pá! És abastadamente rico, meu malandro!

 

Eu, infelizmente, rico não sou. Não proliferaria mais uma vez.

 

Mas a verdade é que ela apanhou o bouquet na mesma.

 

 (imagem)

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

Estrogénio a mais para um rapaz só

Que atire a primeira pedra quem nunca viu um casal em que o rapaz se apresenta pálido, de cara enfiada para dentro e dono de um olhar esbugalhado perante para uma espécie de introdução aos Maias que o elemento feminino se prepara inesperadamente para dissertar.

 

Na realidade ele "só" perguntou se estava tudo bem, não como era a casa de banho da amiga Mariana que por acaso encontrou quando ia para casa porque tinha deixado a chave...e pronto, atingimos o limite de memória masculina. Já não me lembro do resto.

No entanto, esta espécie de encarnação de Eça de Queiroz no feminino, infelizmente, não se verifica em todos os casos.

Já tentei por diversas vezes ser atendido por raparigas quando encomendo pizzas e mesmo tendo eu pedido uma pizza média, nunca recebi uma familiar em troca. Mas pequenas, já recebi.

 

Claro que um rapaz assim não se orienta bem. Vá lá que me deram pães de alho depois.

 

Mas que fique claro, eu gosto da vossa encarnação "Ela de Queiroz". Pode parecer muito batido, mas o problema não é vosso, é nosso.

Percebam que o nosso cérebro redutor masculino se comporta como um participante no concurso da Cristina Ferreira, "Apanha se puderes". Mal detectamos nova descrição da sala de estar do Ramalhete, entramos em pânico, como se estivéssemos realmente fechados na sala, cheia de coisas que temos de apanhar, numa luta contra o tempo, antes que vocês terminem.

 

Vocês começam a dissertar e nós, estoirados, temos de andar a correr a apanhar tudo o que conseguirmos só com duas mãos, no entanto temos assuntos com detalhes do tamanho de um carro que é impossível levar só com as nossas mãos. Conclusão, quando terminam, estamos mentalmente colapsados e, com sorte, lembramo-nos do início e das últimas 3 palavras. 

 

Depois só rezamos para que não perguntem nada sobre o carro.

 

Não é por mal, é limitação.

 

Vá lá que o google é melhor do que nós.

 

(imagem)

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

SmartJogos

Belo trocadilho multi-linguístico ali no título hein?

 

Bom...

 

Que coisa fantástica esta de um telemóvel correr jogos que envergonhariam a minha simpática Mega Drive 2. (quem tem menos de 25 anos consulte aqui, por favor.)

Mas esta nova rotina do fácil acesso ao jogo também pode alterar as nossas vidas.

Eu dou por mim a ir voluntariamente à segurança social só para poder ter finalmente tempo para acabar o enigma impossível do nível 21.

E quando estou mesmo aflito, que aquele anormal do Hugo já me passou no score outra vez, até digo à rapariga que apanhou o bouquet, que o que gostava mesmo de fazer num sábado à tarde era ir ver as últimas novidades Primavera-Verão da Primark. Duas vezes.

E como os olhos dela brilham!

Duas vezes!

 

Na realidade, o segredo para uma relação feliz é encontrar um smarphone com bateria suficiente para aguentar o tempo que ela está nas compras. 

Só precisam de enquadrar os tempos mortos do jogo, com os que ela pergunta "E esta fica-me melhor?" De resto, ela não vai notar que estamos autênticos Corcundas de Smartdame a tarde toda.

 

 Imagem

 

Um coisa é certa, quem inventou isto de certeza que estava com palpitações à espera da madame numa Zara qualquer... 

 

Ou isso ou pernoitou ali nas Finanças.

 

E sim já te passei Hugo.

Este fim de semana és tu quem vai ao shopping. 

 

P.A


E fazer like na página do facebook, não?

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Mais sobre mim

imagem de perfil

Queres mais conteúdo do bom? Segue-me no Bloglovin que eu depois digo-te onde.

Arquivo