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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Como escolher o homem certo

Como hoje, por essas 7:44, foi registado um pequeno sismo (de 4,3) com epicentro em Sobral de Monte Agraço, sentido também por toda a Lisboa e eu sempre sonhei escrever artigos dignos desta nova categoria que anda muito na moda, a "Lifestyle", percebi este sinal da natureza e junto finalmente o útil ao agradável, aqui no blog.

 

Natureza podes descansar. Deixa lá de brincar ao Jenga com as placas tectónicas. Eu cedo à tua chantagem física.

 

Vamos lá ser "Lifestyleiro" e "Cool" e "In" e "yes".

 

Certamente já se questionaram alguma vez na vossa vida:

Estão com uma pessoa. Tudo parece correr bem na vossa relação. Mas como saber se aquele jovem masculino mais ou menos robusto que está ali à vossa frente é realmente o ideal para vocês?

Até agora parece ser uma pessoa normal. Fala, é bom sinal, e até tem algum sentido de humor. Mas chegará esta primeira impressão?

Foi realizado um estudo que concluiu que as mulheres demoram, em média, cerca de 7 segundos até saberem se alguma vez vão gostar daquele homem. A tal chamada primeira impressão.

Mas será obra do vosso instinto feminino, que desconheço, a funcionar? Ou depende apenas da quantidade de Axe com que ele se regou antes de aparecer?

Eu e a Axe preferíamos certamente a segunda. Mas embora ajude "Axionar" essa perfumada rega antes de vos conhecer, mesmo assim não é garantido o sucesso nesta vossa primeira análise.

 

Por isso, apresento-vos 3 dicas infalíveis para ajudar a não serem surpreendidas quando já for relativamente tarde, naquela a que chamo de noite de todas as verdades: A noite de núpcias.

Quando, qual filme do "Senhor dos Anéis", o vosso pequeno e eterno Romeu, depois de colocar o anel no seu dedo se transforma num Gollum alucinado. Tudo porque o Benfica fez outra vez uma má pré-época.

 

Embora tema represálias por revelar informação altamente confidencial sobre a irmandade masculina, selada por décadas e décadas de evolução testosteronal, como me pagaram um café (dos cheios), aceitei divulgar.

 

Aqui vai: 

  

  • Olhem sempre para o porta-chaves dele

 

Sim. Porta-chaves. Um porta-chaves masculino diz muito sobre um homem.

Um homem só com uma chave, é um homem só com uma casa ou só com um carro. Aquela chave garantidamente não abre os dois.

Por isso, ou vive com a mãe, ou no carro.

Por outro lado, um homem com mais do que 5 chaves. É mais problemático, provavelmente, não terá tempo para vocês.

E pela certa terá já outra família...

 

Sugiro que procurem então um homem com 5 chaves. Nem mais, nem menos. É esse o homem ideal.

Curiosamente, nem me tinha apercebido que é o exacto número de chaves que tenho actualmente no meu porta-chaves. Coincidência.

 

 

  • Ponham-no a falar com a avó

 

Sim é um óptimo teste. Se ele não fizer aquela voz fininha de netinho da vóvó, não tem coração. Tem uma pedra.

E eu não digo isto porque fui gozado quando aconteceu a primeira vez e agora tinha de dar a volta à situação. Não. Foi um estudo que li também.

 

 

  • Acompanhem-no num hobbie dele

 

Seja ir ao estádio ver futebol, seja a colar selos ou a jogar FIFA ou PES. Tem de ser algo que ele goste bastante, para estarem no ambiente dele.

Se por acaso forem ao estádio ou estiverem com ele no auto-denominado "tempo de Playstation" e não lhe ouvirem um único palavrão, é normal. Está tudo bem. Mas se por ventura ele for dos que gosta de colar selos e nesse período não lhe ouvirem soltar nenhum tabuísmo, aí sim, desconfiem. Está-vos a esconder alguma coisa.

Ninguém de bem cola selos sem recorrer à asneirola. 

 

 

 

(imagem)

  

Depois digam como correu.

 

E se sentirem aquele tremer quando virem o tal rapaz, não "sismem" logo que é o tal. Pode ter sido apenas outro sismo de 4.3.

 

P.A


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Hoje é o melhor dia para trabalhar!

Hoje é aquele dia que há 8 meses atrás, na entrada do novo ano, todos os que trabalham, olham pela primeira vez o actual calendário (como fazem desenfreadamente todos os anos) e ao repararem no 14 de Agosto, exclamam prontamente uma palavra:

 

PONTE!

 

Aquela felicidade anual de conseguir encaixar todas as peças do nosso dominó do ócio, por forma a unir o maior número possível de fins-de-semana a feriados, atinge hoje um dos seus expoentes máximos.

Feriados em Agosto, só podiam ser religiosos. É obra divina. É caridade na sua mais pura forma.

 

Hoje, com aquele tiro certeiro no submarino, no Agosto-14, conseguimos uma frota anti-laboral de 4 dias.

Nem nas grandes marcas vemos promoções assim. "Tire um dia de férias, leve 4 seguidos sem trabalhar" - É marketing demasiadamente agressivo.

 

No entanto, tenho uma outra ideia. Vamos ser racionais. Não vamos comprar logo aquele colchão que, se calhar, nem precisamos.

Não vamos ser logo devorados por este tsunami de marketing anti-laboral sem pensarmos bem primeiro. Com calma.

 

Eu admito. Não tenho vergonha em dizer: Hoje não faço ponte.

 

Mas antes de me chamarem nomes e acharem que saí do armário cedo demais, experimentem primeiro trabalhar hoje.

 

A sério, reparem nisto:

 

- Hoje o vosso adorado chefe não trabalha;

- Hoje, provavelmente, os vossos clientes não trabalham a 100%, logo vão ter um dia mais calmo;

- Hoje, terão também pouco trabalho e acabam por receber o ordenado na mesma;

- Hoje, além de vocês, terão apenas na vossa empresa, o segurança e mais as 3 pessoas que leram isto; [Força mãe, avó e leitor desconhecido da Amora! Bom trabalho!]

- Amanhã têm o vosso feriado intacto na mesma;

- E ainda ganham um dia de férias que podem tirar num outro dia qualquer e de preferência quando o vosso adorado chefe trabalhe;

 

Há que ser racional. Pragmático. Hoje é o melhor dia para trabalhar!

 

E não andar para aí a inventar/escrever textos só para me sentir bem, tudo porque o adorado do meu chefe não me aprovou hoje o dia. 

 

Adoro gestão racional.

 

 

(imagem)

 

P.A


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O Stress de Ir de Férias

 

Julho terminou e como diria Quim Barreiros, agora "entra A-gosto". 

Mas embora aprecie poetas safadotes contemporâneos, não é do mestre de culinária, nem do arrumador de carros em garagens adjacentes ao nosso imóvel, que vou falar hoje.

Na verdade, vai ser uma prosa regada por alguns eventos stressantes, embora também com alguns peitos de cabritinha, não estivesse eu a falar em ir de férias. Gostaram? Quatro referências ao Quim Barreiros em trocadilhos?

Acho que estou a precisar de férias.

 

Para que fique claro, ir de férias é óptimo. Eu adoro ir de férias.

Afinal de contas a alternativa é muito pior.

Se há coisa pior do que ir de férias, é o não ir de férias. Acho que todos concordamos aqui.

Isto, claro, se a pessoa com quem escolhemos partilhar as nossas férias, for pior do que o nosso chefe. Aí fazer o relatório para o dia seguinte às 19 horas, parece ser mais afrodisíaco do que estender a toalha ao lado de um poço de reuniões que correram mal.

Para efeitos deste texto, vamos ser positivos e assumir que a nossa companhia é óptima, o que já facilita em 95% as nossas férias.

 

Falemos então do primeiro problema típico do ir de férias: 

 

A Logística

 

Escolher local; Marcar viagem; Marcar hotel;

Levar ou não o animal de estimação, seja ele cão, gato, marido ou esposa; Arranjar uma desculpa válida para não levar a sogra;

Que sítios visitar; Quanto dinheiro levar; Alugar ou não carro; Ainda vou a tempo de ir ao ginásio para impressionar no areal?; Sim, Não, Talvez?

 

E acima de tudo, de todas as questões, há que respeitar o orçamento.

 

Estes são alguns dos problemas que colocam os nossos neurónios em rota de colisão, mesmo antes de estarmos de férias.

Portanto, só esta inofensiva palavra, prima de "logista", já nos dá stress suficiente para redecorar a nossa zona capilar, a que chamamos de cabeça, de cabelos brancos.

 

É exactamente por isso que conhecemos aquelas pessoas que só passaram por esta fase uma vez na vida. A partir daí, desistiram. Passaram a reciclar o mesmo plano anualmente e agora é só repetir durante 30 anos. Pelo menos.

É menos um problema.

 

O segundo problema:

 

A Viagem

 

Normalmente diz se que "viajar" é dos verbos que mais nos enriquece, mas certamente que não se estão a referir a andar num carro sem ar condicionado, pelas 14 horas, num dia de 43 graus em pleno interior Alentejano. A viagem é uma espécie de promessa, de castigo, que o turista se compromete a "sofrer" para chegar a bom porto. É um sofrimento consciente por forma a valorizar ainda mais o destino que nos espera. Não enriquece. Pelo contrário, emagrece.

 

Uma vez terminada a viagem e chegados ao tão desejado destino, batemos de frente no terceiro stress em ir de férias:

 

As Expectativas

 

Aquela casa fantástica que vimos no site, aquele quarto de hotel luxuoso com vista deslumbrante em que quase sentimos a necessidade de pedir a companheira em casamento, sempre que olhamos para lá; a adrenalina de chegar a um país que queremos conhecer, monumentos, cultura, gastronomia, tudo.

Até só de estar a escrever já estou a sentir a euforia toda!

E depois ao chegar ao hotel, "houve um engano", "existiu uma troca", "foi um lapso do nosso site", "lamentamos mas o monumento encontra-se em recuperação", "lamentavelmente não vão poder ver", "já não temos esse prato".

E assim aquele nosso grande e efusivo saco de expectativas começa a tornar-se numa cara de elefante extremamente bem definida e comprida...

 

 

Os dias vão passando e com eles nasce então o quarto problema:

 

A Rotina

 

E mesmo depois de vermos as nossas expectativas transformadas em conformismo trombudo, começamos a criar uma rotina com a qual afinal, embora aqueles problemas todos iniciais, até passamos a gostar. Os primeiros dias foram uma desilusão de facto, mas agora já conhecemos, já estamos como peixe na água, já sabemos o que fazer e onde ir!

Estamos a adorar! Melhores férias de sempre!

E o que acontece?

 

É dia de voltar.

 

E chegamos assim ao quinto e último problema em ir de férias:

 

O Regresso

 

Que na realidade é apenas a duplicação do sofrimento da viagem inicial, a segunda parte de um filme que correu mal. Só que agora ainda pior. Se antes estávamos munidos de esperanças e expectativas elevadas, agora estamos desiludidos, derrotados, por aqueles primeiros dias maus e por ter acabado mesmo quando estávamos a começar gostar.

Voltando à analogia do filme, na viagem de ida sempre tínhamos pipocas para assistir que nos faziam ficar ali. No regresso não. Sentimo-nos condenados a assistir ao triste fim.

 

 

Chegamos. Estamos de volta.

E quando na realidade o objectivo era recarregar baterias, animar o espírito, ganhar anos de vida, voltamos com aquela desilusão do regresso sempre precoce, naquele eterno e doloroso domingo, que é sempre o nosso último dia de férias.

 

E de volta ao trabalho, no primeiro dia, estamos ainda mais deprimidos. Como dói.

Não só por terem acabado as férias e tudo o que apontei, mas por percebermos que podemos ser facilmente despedidos, porque afinal nem fizemos assim tanta falta...

 

Boas Férias...

 

 

(imagem)

 

P.A

 


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