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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Quando fazemos o que gostamos, nota-se a diferença

É óptimo quando fazemos o que gostamos. Melhor ainda se o conseguirmos fazer, trabalhando.

Que o diga José Rodrigues dos Santos que na semana passada, ao fim de décadas, desabafou que finalmente podia viver da escrita.

Um desabafo que muitos, pela certa, gostariam de partilhar.

Conheci recentemente dois grupos de amigas que decidiram juntar-se. Não sendo fácil, partiram para uma nova aventura nas suas vidas. Uma aventura contra o não, contra o não consegues, contra o é difícil. Uma aventura não ao sabor do que a sociedade lhe reservou, mas ao sabor do que gostam. Uma aventura contra ninguém. Só a seu favor.

 

Apresento-vos a Template:

Uma amizade entre duas arquitectas que começou dentro de água, há mais de década e meia. As extremamente simpáticas Diana Gomes e Ana Pardal Bica inauguraram no passado dia 8 de Dezembro, na Praça do Junqueiro, Carcavelos, o atelier Template.

Esqueça o Querido, aqui tem duas Queridas. Queridas que me dão 40-0 a nadar, mas ainda mais a decorar.

Querem mudar qualquer coisa em casa? Perguntem à Template! Desde projectos de arquitectura a design de interiores, podem contar com elas para vos ajudar. É só dar uma vista de olhos na página de facebook ou instagram e vão perceber.

E sim, é produto nosso, português. Perfeito.

 

Se quiserem conhecer um pouco melhor a Diana, deixo-vos uma entrevista recente que deu ao Canalcop aqui do Sapo:

 

 

 

Além da Template, apresento-vos também a Birds&Berries:

Três amigas, bom gosto e os mesmos interesses, foram a fórmula que resultou na Birds&Berries. O seu foco está na qualidade das cerâmicas nacionais, e com as loiças Birds&Berries é exactamente isso que vão encontrar. Qualidade, bom gosto e tudo com o nosso selo bem português. Podem encontrar os seus produtos na página do facebook, do instagram e também em exposição no atelier da Template.

 

Nesta aventura a dois, acabei por ser apanhado na brisa e arrisquei sair do meu habitat laboral para algo que já faço obscuramente e nada partilhado convosco há algum tempo.

 

Deixo-vos comigo armado em fotógrafo na inauguração da Template:

 

 

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P.A


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Este Natal vi o Sozinho em Casa e não fez sentido

É verdade.

Não foi planeado. Aconteceu.

Este Natal tive o azar de ficar num lugar da mesa virado para a TV e de repente dou por mim a assistir a um dos filmes mais Natalícios de sempre. Não consegui evitar.

Eu sei que parece uma desculpa esfarrapada de um viciado em filmes que batem, mas prometi a mim mesmo que não faria aqui qualquer tipo de piadas, nem drogas nenhumas sobre o Macaulay Culkin.

 

Na realidade, nem foi o primeiro Sozinho em Casa. Foi a sequela. A SIC assim o ditou.

E foi exactamente por isso que pela primeira vez parei uns instantes e pensei no que se passa realmente neste filme de 1992.

 

E se o Sozinho em Casa fosse em 2018? Já pararam para pensar?

Provavelmente nem haveria sequela! Primeiro porque existe agora uma coisa chamada telemóvel. O rapaz ligava a descompor a mãe e já não ficava sozinho em casa.

Depois, mesmo sem telemóvel, a TVI descobria a situação, fazia uma grande reportagem em horário nobre sobre a problemática do abandono de menores e a mãe da criança era prontamente detida por negligência em 1º grau. Fim! Sozinho em casa 1 resolvido. Acabou a festa.

Nem haveria tempo para assaltos a moradias.

Ainda por mais, estamos a falar de uma mãe que já tinha a seu cargo 8 crianças! Já deveria estar mais do que sinalizada pela Segurança Social.

É o país que temos.

 

Mas voltando ao filme e ignorando o facto de nesta sequela a mãe voltar a "perder" exactamente o mesmo filho em 8, o que induz que se calhar até nem é assim tão involuntário da parte dela perder aquele, vamos tentar analisar o comportamento deste menor que vive sem qualquer tipo de referências parentais.

Primeiro, e isto tem de ser dito: O pai é um banana. É verdade! Tem 2 falas em cada filme.

A mãe por sua vez fala muito. Mas tem um problema, perde mais vezes uma criança de 10 anos do que as chaves de casa. Pode ser chato.

 

É portanto natural que esta criança sofra de graves problemas mentais. E sofre. Claro.

É que ao contrário das crianças da sua idade, este pequeno rebento quando olha para berlindes, não pensa em brincar com eles. Não. Pensa sim como podem ser bastante úteis se colocados à saída de uma banheira, ou perto de umas escadas para outras pessoas caírem.

Além disso acha normal e divertido mandar tijolos à cara de adultos.

E porque não electrificar uma porta? Eu próprio estava sempre a pensar nisso enquanto via o Rei Leão.

Tudo normal portanto. Uma criança de 10 anos vulgar, em pleno Natal.

 

Mas sabem o que mais assusta neste filme? Principalmente nesta sequela?

É que este pequeno psicopata loirinho tem dezenas de oportunidades para chamar as autoridades e informar que foi abandonado pela mãe. Mas não. Nem pondera essa hipótese.

Em vez disso, por sua iniciativa, resolve criar todas as artimanhas possíveis para viver à custa do cartão de crédito do pai, no hotel mais caro da cidade e criar novas e preocupantes armadilhas para voltar a torturar os mesmos delinquentes do primeiro filme.

A psicologia explicará melhor o problema desta família disfuncional, mas sabemos que algo está mal com um filho nosso quando este, com 10 anos, pensa em regar uma corda com um produto inflamável para depois, quando dois bandidos descem por ela, riscar um fósforo e dizer: Feliz Natal!

 

Um filme natalício. Dizem.

 

Mas o que mais adoro é a forma como termina. Sempre pleno de moral. 

 

E assim ao fim de 2 horas de violência pura de um menor sobre dois adultos, a família volta finalmente a unir-se numa imagem bonita de família feliz e de forte mensagem natalícia, em que a mãe delinquente abraça o seu filho psicopata, na presença do seu pai banana, sempre, mas sempre, calado.

 

Que comoção. Que bom o Natal. O Natal é isto!

 

Perfeito, perfeito, era só mesmo aparecer o Donald Trump!

 

 (imagem)

A sério?

 

Bom, uma coisa é certa, para o ano há mais...

 

Isto, se a segurança social deixar.

 

P.A.


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O segundo dia do ano

O segundo dia do ano costuma seguir um conjunto de regras muito específicas.

Existe uma espécie de menu de degustação de experiências típicas da ocasião, em que o cardápio nem muda muito de ano para ano.

Acaba por se tornar numa espécie de roupa velha. Com os restos do nosso ano anterior.

 

Ora vejamos, ao contrário do primeiro dia [do ano] que é feriado para muitos, o segundo não o é para todos.

Então é com relativo ódio que somos apresentados ao início oficial das responsabilidades de 2018 - mais conhecido por segundo dia do ano.

Vamos ser francos.

É um dia chato. Um dia de crescimento pessoal forçado. Um dia adulto. De regresso.

Um dia de reset forçado à nossa máquina para voltarmos a funcionar neste novo ano que nos espera.

Um dia que simboliza que o Natal já foi no ano passado e que a passagem de ano já foi há duas noites. E pior, que o próximo evento no calendário é aquele que nós, rapazes, nos esquecemos com facilidade. Falo claro, do dia mundial da decoração de lojas com corações vermelhos e cupidos angelicais de olhar maroto-safadote.

 

Além disso, hoje é aquele dia que achamos estranho escrever 2018.

Que nos faz parar um pouco e pensar: Caramba já estamos mesmo em 2018.  

E que se forem como eu, vão pensar que se por ventura tivessem procriado durante a estreia do filme Matrix, hoje teriam já um lindo filho de 18 anos. Pronto a votar nas próximas eleições.

 

Mas nem tudo é mau.

Hoje é também o dia mais corajoso de todo o ano!

 

O dia da inauguração dos nossos compromissos para o novo ano! Do cortar da fita da nossa exposição de resoluções para 2018! 

É a partir de hoje que vamos fazer tudo diferente! É hoje o dia de mudança!

Viva nós!

Hoje somos capazes de tudo!

Vou ao ginásio! Vou comer menos porcarias! Vou ter mais tempo para a família!

Vou pedir um aumento! Vou pedi-la em casamen...!

Desculpem.

Deixei-me levar aqui pelo entusiasmo.

 

Só que não. 

Toda esta euforia, toda esta convicção, logo, e quando digo logo é mais logo à hora de jantar, dará lugar a algo que já conhecemos bem, muito bem, de 2017:

 

-"Afinal não me deu jeito...vou ao ginásio amanhã"

 

-"Estava com pressa ao almoço, comi fastfood.[e adoro esta frase->] Ainda não tinha comido pizza este ano!"

 

-"Com isto tudo da mudança do ano, o trabalho acumulou e ainda cheguei mais tarde a casa."

 

-"Amanhã falo com o meu chefe. De amanhã não passa. Peço o aumento amanhã!"

 

-"Afinal este ano é par [ou qualquer outra desculpa esfarrapada]. Peço-a em casamento para o ano!"

 

 

E chegamos assim ao fim deste segundo dia do ano.

 

A deitarmo-nos na mesma cama de 2017.

 

Bom ano!!

 

P.A.


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Palavras Cruzadas // A rapariga que adormece sempre

Hoje vou contar-vos uma história de embalar.

Mas não é para adormecerem. Podem ler descansados que não há efeitos secundários. Pelo menos não é esse o objectivo.

Trata-se de uma história de embalar de uma jovem rapariga que adormece sempre que estou a ver televisão com ela.

 

Pode ser telejornal. Pode ser novela. Até pode ser debate político, se bem que neste último não tenho bem a certeza, porque também adormeço.

O que é certo é que é uma questão de segundos para que a cara desta linda donzela comece a adoptar uma nova forma. E é logo assim que se deita neste sofá e olha para a televisão. Não falha. Tanto que já tirei apontamentos:

- Primeiro aquele piscar de olhos cada vez mais lento. Que das primeiras vezes até confundi com uma espécie de preliminares de dança de acasalamento - de trocas de olhares marotos, sedutores, tudo em câmara lenta. A safada.

Só que depois afinal não. 

 

- Depois a demora acentuada em cada sílaba, como se dizer "car-to-li-na" demorasse tanto como ler duas vezes os "Os Maias".

 

- E por fim a respiração pausada e bem cronometrada, que ela gosta de chamar de respiração normal. E eu de ressonar.

Mentira. Ela não ressona. Estou a brincar.

Respira é em alemão quando dorme. O que para mim até é sexy.

Demonstra que é culta.

 

Mas das duas uma, ou eu quando vejo televisão tenho uma personalidade forte em Xanax, ou hálito fresco anestésico, ou então o sofá cá de casa é feito de propofol e eu sofro outro tipo de sintomas, não sonecas.

Eu até estou mais inclinado para a última, porque costuma ser deste mesmo sofá que nascem a maioria dos textos do blog. O que avaliando pelo grau de demência apresentado, até seria a única boa e plausível justificação possível: Tenho um sofá ganza.

 

De qualquer forma, pessoa que me está a ler desse lado, se por acaso sofre deste problema ou conhece alguém que sofra, eu tenho a solução ideal para si. E sim tirei esta frase da TV SHOP.

A solução é simples:

Pipocas!!

 

Sim. Esse milho aos pulos aquecido faz maravilhas. Até exorciza o alemão da menina cá de casa. Descobri que se existirem pipocas suficientes para manter ocupada a donzela, esta consegue ver um filme até ao fim! Isso mesmo! Inteirinho!

Não acredita?

Teste você mesmo. - Tenho mesmo de deixar de ver tanta TV SHOP.

 

Mas calma, aconselho precaução no uso de pipocas. Não rebentem logo com a rapariga. Há risco de overdose.

Por segurança, comecem primeiro com trailers de 2 minutos. Para não bater muito forte.

Depois curtas-metragens de 15-20 minutos quando sentirem que já estão mais independentes no acto de manter a pestana aberta.

E só depois um filme pequenito. Uma "Pequena Sereia" ou um "Querida encolhi os miúdos".

 

Vão por mim, desde que usamos pipocas cá em casa, a nossa vida mudou.

 

Até já vemos filmes do Manoel de Oliveira.

 

Sem intervalo.

 

 

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P.A

___________________

Este foi o terceiro texto da rubrica Palavras Cruzadas, criada em parceria com a Rita da Nova. A ideia é irmo-nos desafiando uns aos outros através da escrita e escrevermos sobre temas que saem um pouco da nossa zona de conforto ou registo. Mas não só entre nós! Vocês também podem sugerir temas e escreverem também se gostarem das sugestões!

Esta semana escolhi eu. Podem ver como a Rita respondeu a no blog dela.

Agora é a vez dela...Estou para ver o que me vai aquela rapariga dar para escrever daqui a 2 quartas-feiras!

Porta-te bem Rita!

 


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Desafio | Já fiz/ Nunca fiz

Então esse Natal?

Essa balança que outrora era conhecida por roubar 1 quilito, já voltou a avariar este ano?

O quê? Dá mais 5 quilos agora? Não pode.

Enfim, sabem o que vos digo?

As balanças são como aquelas noivas que atiram bouquets para as namoradas dos outros. 

Só me apetece pôr-lhes os pés em cima.

 

Bom, mas para comemorar esta avaria tecnológica generalizada da época, guardei aqui um texto "prenda" para a ocasião.

Parece que tinha pendente um desafio que andou aí a rondar o Sapo em tempos. E como posso demorar a responder mas não viro costas a um, vamos lá ver o que sai.

 

 

Regras do desafio:

1º Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .

2º Responder à última pergunta com "sim" ou "não".

 

 
Perguntas | Respostas:
 
1. Eu nunca fiz um Interrail.
Bem, depende.
O regional de Lisboa - Santarém de 1999, nos velhos tempos em que parava em 45 estações no percurso, bem que podia ser considerado um interrail. A diferença é que eram apenas 80 minutos de êxtase. Menos higiénicos, mesmo assim.
 
Também experimentei recentemente um interrail aquático a que chamam de cruzeiro. Não sei se conta.
Se nenhum contar, a resposta é nunca. 
 
2.Eu já participei em algum concurso.
Sim mas só daqueles altamente activos, em que se envia uma SMS e pronto já nos comeram 60 cêntimos mais IVA.
De resto tenho um trauma de infância no que trata a participar em concursos televisivos. A minha avó tinha um telefone dos antigos, daqueles que ainda se esperava que desse a volta toda se o número fosse o 9. Então nunca pude jogar ao HUGO, porque quando lá chegasse a tecla 9, para virar o Hugo à direita, já tinha perdido o jogo.
Ainda hoje penso nisso.
 
3.Eu já conheci a pessoa que mais admiro.
Felizmente já conheci. Mais recentemente até lhe admirei a garra para apanhar bouquets.
 
4.Eu já caí na rua.
Não é bem cair. É esbardalhar. Se for isto. Sim.
 
5.Eu nunca desmaiei.
Bom aqui posso dizer que tive uma near-desmaio experience, que é como quem diz em português, fui coninhas.
 
Tudo começou no metro em plena hora de ponta. Estou no meu lugar e entra uma senhora muito maltratada, ainda com restos de sangue e alguns golpes na cara, que provavelmente também ia responder que sim à pergunta se já se tinha esbardalhado na rua.
Desviei o olhar e encostei-me, em pé, naquele espaço que há sempre ao pé da porta do metro. Como de resto fazia sempre. É o meu lugar favorito.
Só que desta vez foi diferente. Começo a rever aquela imagem e a ficar mal disposto. Fecho os olhos e prego uma descasca mental a mim mesmo. "Não me digas que vais agora desmaiar aqui!", "Isto está cheio de pessoas!", "Olha a vergonha!" - foram algumas das frases motivacionais sem palavrões que posso replicar aqui.
 
Sucede que, logo de seguida, abri os olhos e tudo estava branco. O som nada baixo da hora de ponta do metro, estava bem lá longe. Mal se notava. Simultaneamente dei por mim a perder força nas pernas. E pensei: "Isto está bonito está!". Assustado voltei a fechar os olhos para nova ronda de descasca mental. Desta vez à moda do Porto, com bem mais palavrões.
A malta do Norte é que sabe ca#%#%*! (caraças!)
 
Parece que resultou, porque quando voltei a abrir os olhos já estava tudo bem.
 
Por isso já sabem, se estiverem para desmaiar, digam palavrões para o sangue correr melhor.
 
6.Eu nunca estive em coma alcoólico.
No seguimento do ser coninhas do ponto anterior.
 
7.Eu nunca experimentei drogas.
Epa deixem-me lá estar sossegado. Querem que diga que sou coninhas outra vez é? Que fixação! A próxima deve ser se tenho medo de andar de avião, não?
 
8.Eu já me vinguei de alguém que me fez mal.
Se vingar é ser um espelho que reflecte algo que nos fizeram, então, já.
 
9.Eu já tive um acidente.
Um único apenas. O desenho da cena é simples:  A1 - Cão - SmartForTwo
Pista: Não era eu o cão.
 
Ia no Smart, era de noite e não vi que uns metros à minha frente um cão acabara de ser atropelado. Acabei por bater no que restava dele já no chão, deitado, o suficiente para ainda partir a frente do carro. Que é como quem diz 50% do Smart.
 
10.Eu nunca andei de avião.
Pronto, eu sabia. Tinha de vir mais uma para o coninhas responder. Obrigado.
Mas faço questão de explicar esta.
Confesso que sofro de alguma fobia no que trata a desafiar a natureza. Não é ser coninhas. É aquela coisa do voar sem asas, ou pára-quedas. Acho que é um problema meu. De confiança no fundo. Gosto sempre de ter um Plano B, não vá alguma coisa dar para o torto.
Ou o piloto estar chateado com a hospedeira e eu sem ter nada a ver com isso dar comigo numa descida a pique em direcção ao solo. E tudo só porque ele deixou o tampo da sanita para cima.
 
11.Eu já bebi demais.
Já bebi ao ponto de ter algumas falhas de memória no dia seguinte e de duvidar se toda aquela agitação ambiental seria da bebida ou do embalo do barco onde me encontrava. Mas nada de muito dramático.
Era do barco. 
 
12.Eu já confundi uma pessoa com outra.
Eu sou muito bom com caras, mas terrível com nomes. Já tive alguns episódios em que a minha face ficou colorida de vermelho à custa disto.
 
13.Eu nunca me perdi num país/cidade estrangeira.
Também não posso ser coninhas em tudo. Tenho algumas particularidades interessantes também. Uma delas é o sentido de orientação.
Se bem que nos shoppings nunca sei onde fica a Zara ou Primark.
Mas acho que é instinto animal. Protector.
 
14.Eu nunca tive uma experiência paranormal.
Tirando ver-me ao espelho de manhã.
 
15.Eu já roubei.
Corações.
 
16.Eu nunca apaguei nada do facebook por ter poucos likes
Apaguei foi por ter muitos. Se lá forem ver agora, só lá estão os que têm poucos.
 
17.Eu nunca traí ninguém.
Entre as 12:00 e as 12:01.
 
É uma questão de respeito.
 
18.Eu já disse que ia deixar de falar com alguém que me magoou mas não o fiz.
A verdade é que sou um coração mole. Posso ficar fulo, mas normalmente ainda dou uma segunda oportunidade.
Em troca de dinheiro.
 
Respondi com sinceridade a todas as perguntas? Não.
Na realidade sou bem mais coninhas.
 
 
P.A

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O presépio de 2017

Pronto, já está.

Terminado.

Já vos posso mostrar como é o verdadeiro presépio de 2017:

 

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 (imagem enviada por um colega meu)

 

Feliz Natal a todos!

 

E um especial obrigado aos reis magos por terem optado por entregar as prendas em mão e não em forma de lançamento de bouquet.

Forte abraço.

 

P.A


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O dia em que a minha avó se tornou bisavó

Ainda me lembro quando o vi pela primeira vez.

Estava ali, deitado, indefeso, com todos à sua volta.

Tinha acabado de nascer. 

Embora não tivesse essa consciência naquele momento, terminara ali, naquela alcofa, o meu reinado de 4 anos de neto único.

Era o fim de P.A, o primeiro.

E um nenuco de 3kg bastou.

 

Anos depois, as memórias que saltam são dele a começar a brincar com os meus brinquedos. Até foi bom para mim. Como sou filho único, aprendi assim, cedo, o espírito da partilha. Quem dos seus 7 anos consegue emprestar por sua vontade um Robocop novo em folha a um primo de 3, está pronto para ir viver sozinho e montar o seu negócio. Já aprendeu tudo na vida.

 

Era bom não era?

Pois era.

Só que na realidade foi um pesadelo para mim!

Foram dias horríveis de tortura! Esqueçam lá isso do montar negócio aos 7 anos! Não existe! Balelas e histórias da Disney! É o que é!

Para perceberem bem a coisa, era mais ou menos isto:

 

1 - Ele arrancava pernas [dos bonecos], partia cabeças, dobrava-os ao meio e eu aprendia a ser o Macgyver dos arranjos com fita cola.

2 - Ele atirava os brinquedos aleatoriamente num raio de 1 a 2 metros e eu fazia de P.A "o cão" que os ia buscar.

3 - Ele espalhava os bonecos pela casa durante todo o dia e quando os seus pais chegavam, à tarde para o levar, ele finalmente saía. E eu passava o resto da noite à procura das tartarugas ninja, Trolls e demais brinquedos para os voltar a arrumar e colar sãos e salvos.

 

No dia seguinte, acordava e o destruidor de brinquedos já lá estava a sorrir para mim.

Vá também não era assim tão mau.

Era relativamente feliz, pelo menos enquanto havia fita cola.

 

Ontem, este pirralho destruidor de bonecada armou-se outra vez: Foi pai.

Até nisto me tramou. Estou atrasado agora. Neste Natal vou ter tudo a olhar para mim e a apontar para o relógio.

Era suposto ser eu a tornar a nossa avó, bisavó!

 

Mas olha ainda bem que foste tu primeiro.

É que assim, desta vez, vai ser o "meu bisneto" a tramar o teu.

 

Parabéns aos papás!

 

E ao bisneto que em breve irá perder o trono...

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - E não me esqueci de ti avô, perdão, bisavô!


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Escrever: Sim ou Não?

O cliché natural e mais associado ao acto de ter um blog acaba invariavelmente espremido num simples:

"Porque gosto de escrever". Quantas vezes já lemos esta frase.

Seja ele um diário, um local de desabafo, de análise política, de fotografia, moda ou até mesmo de pura parvoíce como o meu.

 

Mas não é isso que todos [que escrevem] dizem só para ficar bonito? -  Pergunta quem lê estes clichés.

Não. Isso é o que perguntam todos os que não descobriram que afinal até eram capazes de escrever. E gostar.

E digo isto porque eu era uma dessas pessoas.

Depois?

Escrevi aqui. E gostei.

 

Mas eu até consigo perceber o porquê de estarmos formatados desta forma. Somos desde muito novos levados a não gostar de escrever. Sim. Aprendemos a ler, a escrever, damos os primeiros passos nesta aventura de caneta na mão, mas o acto de escrever em si, começa desde muito cedo a ser maltratado.

É-nos apresentado não como uma forma de expressão pessoal, mas sim como algo desagradável, como se de uma obrigação se tratasse, incomodativa até:

 

"Senhora professora 150 palavras?? Eu não consigo escrever tanta coisa! Não pode ser menos?" 

 

Ou a minha versão preferida do uso da escrita - A versão castigo quando fazemos asneiras:

 

"Pedro Miguel isso não se faz! Agora escreves no quadro 50 vezes: Não volto a chamar Maria Leal à colega que sofre de epilepsia!"

 

E são 50 facadas no prazer pela escrita daquele jovem. Que, diga-se, até tem algum sentido de humor para a idade.

 

Além desta face negativa que nos é vendida em fase pirralha, para ajudar, escrever dá trabalho. É um facto.

E a preguiça, a falta de inspiração e a porcaria do Netflix são os principais inimigos de quem gosta e quer escrever mais. Já para não falar da vida. Essa sem vergonha, obesa, que nos come o tempo todo.

Além disso a escrita pode torna-se rapidamente num facto. E isso pode assustar.

Enquanto nos podemos queixar de boca: "Ah o senhor Manuel disse que vinha cá e depois não veio" e mais tarde desdizer sem pudor ou punição. Quando escrevemos não é bem assim. Fica algo escrito. Pronto a ser usado contra nós. 

 

Mas conseguindo superar todos estes níveis problemáticos, chegamos verdadeiramente à sua essência, ao seu jardim encantado: Atingimos a sua sinceridade, a sua clareza de espírito. Vislumbramos o reflexo da personalidade do autor ali, exposto, encarnado em palavras. Tudo conjugado numa harmonia de frases ao som da batuta de quem escreve. Alguém que nos leva pelo seu caminho até onde quiser.

 

Escrever é a única viagem que podemos fazer com estranhos. E não recear. 

 

Mas cuidado. Não confiem em demasia. Não lhe digam tudo.

Sabem, é que a escrita não mente. 

Isto não é uma fatiota que se veste para ir a uma festa. E está logo tudo bem.

Não.

 

Se são parvos, vão parecer parvos.

 

Vejam o meu caso.

 

Mas vale a pena.

 (imagem)

 

 

P.A


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Palavras Cruzadas // O meu sonho mais recente

Quem se lembra de um sonho seu recente?

Algo que até o tenha feito reflectir na sua vida? Ou revisitado algum trauma ou até identificado algo novo?

Algo que o tenha deixado a pensar no assunto naquele dia? Ou pelo menos mais do que aqueles 5/7 minutos logo a seguir ao acordar, antes que o o chico-esperto do porteiro do nosso cérebro, se aperceba que fez porcaria e não era suposto ter deixado aquela porta aberta com aquela memória ali à mostra.

 

Eu não sou muito de sonhar. Até gostava. Mas não mando nisto. Ou então sofro de algum tipo de demência da soneca que me impede de recordar.

Para saber o que sonhei, ou acordo a suar alguidares e com o coração a tambores de carnaval brasileiro, ou então com um grande sorriso nos lábios. Daqueles mesmo estúpidos.

Nesta segunda hipótese nem sei grandes detalhes, mas o sorriso sugere-me algo de bom.

 

Pode dizer-se que tenho uma espécie de vida dupla. Em que durante o dia sou um humano normal, consciente dos seus actos, atento e que grava o que se passa em seu redor. Mas depois, à noite, torno-me num verdadeiro Batman dos lençóis.

Só que com alzheimer.

 

De modo geral, só quando a minha longa metragem sonolenta descamba e me obriga a fazer eject de emergência para a vida real, seja por mau argumento, risco de vida, ou acting à morangos com açúcar, é que me recordo de alguma coisa.

 

É um desses casos que agora vos conto:

 

Tudo começa no 31º andar de um arranha-céus. De lá consigo ver toda a cidade. As paredes são internas, para fora tudo é vidro.

O sol está a por-se. De repente surgem algumas aves em fuga, desorganizadas e em pânico. Algumas na ânsia da fuga batem contra as janelas do meu andar. O número de aves aumenta drasticamente assim com o barulho dos impactos. Eu assisto a tudo do meu quarto sem perceber o que se está a passar. Olho para baixo e não vejo as ruas, nem as estradas daquela altura.

O barulho termina finalmente. Continuo sem perceber.

Olho de novo em frente e, de repente, um estranho reflexo surge no horizonte. O pôr do sol reflecte em algo que vem na minha direcção e que se desloca rapidamente. Não valorizo. Provavelmente é algum aparelho ou sinal de luz.

Volto a olhar uns instantes depois e agora bem mais perto percebo fico perplexo, não quero acreditar!

Aquele reflexo estranho é a crista de uma onda gigante! E vem na minha direcção.

Um tsunami ao pôr do sol. Que romântico.

A onda aproxima-se a grande velocidade e apercebo-me que é maior do que o arranha-céus onde estou. Fico paralisado com a dimensão. Não há como escapar. É o fim!

O tsunami chega. Sinto o impacto. Fecho os olhos. Preparo-me para o pior.

Felizmente a crista da onda passou por cima e por isso neste momento o meu andar continua intacto, apenas totalmente submerso. É como se tivesse agora um aquário em cada janela.

Só que ali quem está no ambiente fechado sou eu. E lá fora está água.  

Sinto-me um peixe humano num aquário de ar.

Aproximo-me das janelas. Aprecio por breves momentos o esplendor daquela imagem. Toco no vidro e noto umas pequenas fissuras. O meu dedo está molhado.

Uma gota de água cai no meu pé - Percebo o que significa aquela gota. Aquela simples gota.

 

A fissura aumenta lentamente como se estivesse a brincar comigo. Como se uma falsa esperança me quisesse dar. Uma ali, outra aqui, aos poucos vão se propagando por todas as janelas do andar. Muito lentamente e sem nunca se partirem.

A espera é terrível.

  

De repente um estrondo de vidro estilhaçado. Água na minha direcção! Muita água!

 

Fiz eject para a vida real.

Voltei com o coração a sambar e encharcado como se um tsunami de suor me tivesse realmente apanhado.

 

E sim, tenho fobia aquática. Não fica difícil de perceber.

 

Agora o que eu não sabia é que enquanto eu estou descansado a dormir o meu cérebro se torna num psicopata descontrolado que elabora, por prazer, planos perfeitos de tortura de fazer inveja a muito filme de terror. 

 

P.A

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Este foi o segundo post da rubrica Palavras Cruzadas, criada em parceria com a Rita da Nova. A ideia é irmo-nos desafiando um aos outros através da escrita e escrevermos sobre temas que saem um pouco da nossa zona de conforto ou registo. Onde vocês também podem sugerir temas. A Rita desafiou-me a escrever algo inspirado num sonho recente que tenhas tido e podem ver também como ela respondeu a este desafio no blog dela.

Rita para o próximo texto da rubrica quero ver como te vais safar a falar da problemática da/o namorada/o que adormece sempre a ver filmes com o/a companheiro/a! E se possível com soluções sff.

Dava-me jeito...

 


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Já ias embora Ana...

"Já ias embora" ou "A culpa não é tua, é minha" são das frases mais comuns proferidas pelo sexo masculino quando tenta explicar que a relação chegou ao fim.

 

É exactamente assim que me sinto em relação à Ana.

 

Foi boa aquela primeira chuvinha, não nego.

Deu para divertir com as primeiras brisas. Deu. Mas revelaste um lado que desconhecia em ti.

Apesar de todos os alertas, primeiro laranjas, depois vermelhos, dados por amigos peritos em meteorologia feminina, ignorei.

Ignorei tudo. E não me preparei.

Não acreditei que fosse assim tão mau. Que fosses reagir assim. Afinal de contas pensava que te conhecia, como outras "Anas" que passaram antes por mim.

Admito, errei.

Ontem terminámos. Ou pelo menos, eu tentei.

E tu?

Tu fizeste uma tempestade.

 

Passaste a noite inteira à minha porta.

Não podia ir à janela. Lá estavas também.

Até tive de aumentar o volume da televisão para não te ouvir.

Toda a gente fala de ti hoje...

E supostamente já foste embora.

 

Raios parta Ana! - Assim só me dás razão.

 

Eu sei que custa. E que Portugal foi eleito ontem como o melhor destino turístico do mundo nos World Travel Awards.

 

Mas, já ias embora Ana...

 

 (imagem)

 

P.A.


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