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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Oh sócio, tens um euro?

Pela certa já ouviram isto alguma vez na vida. Pela certa também, ou já estariam em apuros, ou acabaram simplesmente de estacionar o carro na área de actuação de um arrumador certificado.

 

Se antigamente víamos senhoras de idade em praças lisboetas distribuindo caridade em forma de pequenos pedaços de pão, numa espécie de ritual de invocação de demónios pombalinos que depois acabavam invariavelmente por "possuir" essa mesma idosa, agora qualquer área de estacionamento é atormentada pelo espírito do arrumador.

A migalha de pão é agora a moedita para o café ou "Para comer qualquer coisita, senhor." Se outrora a invocação pombalina resultava em danos defecários no chassi dos automóveis mais próximos, agora é ao contrario. Aderimos ao novo ritual exactamente para evitarmos danos sérios no chassi do nosso carro. Caso contrário, o arrumador ainda nos autografa o carro com a caneta com que abre a porta de casa. 

 

O que é certo é que este clima de intimidação disfarçado de solidariedade, criou uma espécie de obrigação moral em que temos de dar sempre a tal moedita. Como se estivéssemos a pagar ao senhor que ia riscar o nosso carro, até aqui tudo normal, porque é o trabalho dele, para ele nos proteger dele próprio. Faz sentido.

 

"Oh P.A, mas é um acto de solidariedade!" -  Concordo, é solidário, mas para com o nosso carro. Experimentem tirar o carro da equação e vejam lá que solidariedade sobra. Essa mesmo. A do Trump.

 

No fundo era como se a Maria Leal chegasse ao pé de vocês e vos pedisse uma moeda para não cantar. Lá está, eu pagaria.

Ou os D.A.M.A deixarem de conjugar mal os verbos por uns trocos. Pagaria também.

Ou até mesmo subir a parada para 1 euro só para mudarem, à revelia, a password da Maria Vieira do facebook. Pagava na hora.

 

Mas ainda sobre este assunto, tive de tomar ontem uma decisão bastante séria: Só tinha 1 euro na carteira, ou estacionava o carro ou comprava o Banco Popular.

 

Estacionei. Ficou o arrumador com o banco.

 

 (imagem)

 

P.A

 

(Bem que podiam ter feito umas 20 trancheszinhas de 5 cêntimos, mas não. País de ricos.)


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