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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Dica da Quarta - Que esta história vos ajude

Hoje não tenho uma dica para vos dar, pelo menos não da forma habitual como tenho feito...

 

Hoje tenho um exemplo de como algo que, até já alertei neste blog, nos pode de facto vir a acontecer.

 

Uma pessoa pensa...

 

Só acontece aos outros.

Eu tenho cuidado.

Eu estou sempre atento, não me vou deixar apanhar.

Até já alertei para isto!

 

E eis que, quando nada o justifica, tudo acontece num segundo. Não temos tempo para pensar, simplesmente acontece.

 

Pois é, tudo começou num lanche, num lanche no Colombo.

Um convite inocente, que ninguém iria prever este desfecho.

 

O problema nem foi bem o lanche. Foi depois.

Acabamos de comer. Levantamo-nos e sigo roboticamente, como os rapazes fazem em modo shopping, o percurso selecionado pelas meninas. Tínhamos conversado à mesa. Combinamos ir embora. Então segui, segui, e, sem perceber, ao invés de me estar a dirigir para uma saída, estava a dirigir-me para outro lado.

 

O primeiro sintoma de que algo poderia vir a correr mal foi este:

 

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Foi o primeiro choque, mas mesmo assim, não acreditei, até porque não estava nos planos. Ainda agora tinhamos falado em ir embora. Era seguro, claro!

 

Eis que oiço então, do nada, uma frase:

"Olha vou só ali à Primark.."

 

Os meus sistemas começaram a falhar.

Os suores surgiram. Seria verdade??

Estaria eu em risco de fazer parte daquele grupo que, ainda há umas semanas, alertei e pedi uma onda de solidariedade?!

Não é possível! Isto não acontece assim!!

Eu não me deixo levar assim tão facilmente!

Calma!

Respira!

 

Quando terminei este raciocínio, elas já tinham entrado.

 

Eu fiquei.

Fiquei ali. À porta.

Certamente devem ter-me perguntado se queria entrar com elas.

Paralisado, não ouvi.

 

Que faço agora? - Pergunto-me eu.

 

Olho para trás e vejo o olhar de reconhecimento de outros machos que outrora foram alphas dominantes. Olho para a frente e tenho uma visão infernal de roupas amontoadas e pessoas por todo o lado a vasculhar tudo. Elas tinham ainda agora entrado e já nem as conseguia ver.

SOCORRO! Como é que eu vim parar aqui!?

 

Tenho de recuar. Não consigo avançar.

Volto a olhar para trás e sou novamente confrontado com aquele olhar de solidariedade masculina.

Eu consigo! Tento avançar mais uma vez.

O meu corpo não me obedece!

Que se passa??

Percebo então que não fomos, na nossa essência, programados para entrar nestes ambientes.

Tenho de aceitar o meu destino.

Caí na teia.

 

Recuo e olho envergonhado para os machos que lá estão. Fazemos um ligeiro cumprimento/lamento com o queixo, em homenagem à nossa masculinidade perdida. Aproximo-me. Alguém cede um espaço por entre uns ferros para que eu me consiga encostar. Um gesto bonito. Solidário.

 

Aceitaram-me.

 

Passei, oficialmente, a fazer parte deles...

 

P.A.


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