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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Cuidado, anda aí um Novo Vírus

A semana passada recebi um telefonema que já não recebia há algum tempo. Era a minha gestora de conta do banco.

Aquela profissão que ficou famosa na problemática do BES. Recorda-se? A que disse "sim, confie em mim, pode estar descansado" e depois o cliente teve de alterar de nome de "João Miguel Maria" para "Lesado nº 232".

Essa mesmo. Ligou-me a marota.

Bem, estávamos então naquele engate bancário delicioso do:

 

Marota: "Olhe estou a ligar-lhe porque o "pacote (de condições) que lhe ofereci" em Janeiro vai expirar na terça!"

P.A: Ai sim? Vou ficar sem o seu pacote?

Marota: "Sim, termina na terça."

P.A: Então e agora? Se me está a ligar é porque tem aí alguma coisa para mim não é verdade?

Marota: "Por acaso tenho aqui um pacote novo, nem muitos clientes o conhecem ainda. Acho que você vai gostar."

 

E aqui dei por mim a pensar se ainda estaria de facto a falar com o meu banco ou se por acaso teria existido algum problema com as linhas e seria a relações públicas do Elefante Branco, a pessoa do outro lado. De qualquer das formas, alinhei. Afinal de contas pacote novo e legal, não é algo que se rejeite logo. Ao menos vê-se primeiro.

 

P.A: Ai sim, então e esse novo pacote dura quantos anos?

Marota: "Este novo, vai até 5 anos e pode reforçar ou tirar a qualquer momento. Sem penalização."

 

Elá, um pacote com a liberdade de poder reforçar e tirar a qualquer momento? Sem penalização? Isto quer dizer que o pacote não se importa? Nem parte um prato, nem conta à mãe que sou um porco, nem me põe a mala na rua, se eu "sem querer" tirar de lá e for reforçar noutro pacote qualquer lá fora?

Ganda Pacote.

5 anos é pouco!

 

P.A: Quero muito sim.

Marota: "Obrigado e Adeus P.A"

 

E desligou.

 

Embora feliz com o pacote. Senti-me mal. Usado.

E porque muitas vezes são estes momentos, os de dor, que nos fazem reflectir mais, foi aí que sofri uma espécie de epifania que partilho agora, aqui, convosco.

 

No fundo, a marota da gestora de conta comporta-se como o vírus do herpes. A bandida só aparece naquele instante em que o nosso pacote a prazo tem as defesas em baixo, prestes a perder validade. Mal sente a fraqueza do depósito, ataca logo a safada. E aí, claro, lá se mostra o herpes todo.

E se o herpes hoje em dia já é prontamente controlado por fármacos, por seu lado, o gestor de conta desaparece com um simples "Sim, vou aplicar no pacote que me sugeriu".

 

E infelizmente, tal como o herpes, a grande maioria das população mundial já foi também ela infectada pelos gestores de conta, no entanto, estes manifestam-se também de diferentes formas. Uns, sortudos, nunca conhecem os seus gestores, mas o bichinho está lá. Outros, com gestores mais marotos, recebem estes engates regularmente. Como foi o caso.

 

Além disto esta estirpe de herpes caracteriza-se por ser mais falsa ou então é simplesmente a mais bipolar, tendo muita confusão naquela sua pequena cabeça de vírus. É que andar por aí a afirmar convictamente que o que propõem é do total interesse do cliente, sempre com vista a melhorar os resultados do mesmo, e depois trabalharem para o banco, não é coisa que um herpes honesto ou "heteropolar" ou "homopolar" diga.

 

A gravidade desta propagação viral, é de tal forma agressiva que até o gestor de conta tem, pela certa, ele próprio, um gestor de conta.

 

Infelizmente, tal como o herpes, não existe cura.

 

Ele volta sempre. No meu caso já sei, tenho 5 anos até voltar este herpes.

 

Vamos aguardar.

 

Pode ser que a medicina evolua até lá.

 

 

 

(imagem)

 

P.A


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