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A minha namorada apanhou o bouquet

A história de um rapaz e a namorada que apanhou o bouquet...

A minha namorada apanhou o bouquet

A história de um rapaz e a namorada que apanhou o bouquet...

O que é uma biblioteca?

Ouvi eu um adolescente a perguntar a um colega.

 

Na minha altura, na escola, um calduço seria a opção correcta e imediata. Mas neste caso o colega respondeu:

"Não sei, acho que tem livros."

 

Fez-me pensar.

Hoje em dia a rapaziada já não passa serões a fazer os chamados trabalhos de grupo na biblioteca. Agora chama-se whatsapp, telegram ou messenger. O que até é mau.

 

Quantas vezes não disse eu à minha avó que ia para a biblioteca adiantar o trabalho de ciências, quando afinal estava era a estudar línguas com a minha colega estrangeira Mafalda? Estou a brincar avó.

Era a Inês.

 

Por algum motivo sempre tive melhor nota a inglês. É tudo uma questão de estudo. 

 

Mas caro adolescente, já imaginaste como será entrares numa biblioteca e teres de procurar um livro, por corredor, fila e posição? 

E ao fim de uns minutos de procura, descobrires que aquele intervalo ali, aquele mesmo, entre dois livros que não te servem para o trabalho, é exactamente o intervalo do livro que tu precisas?

E que quando tu te viras, triste com a situação, percebes que quem tinha acabado de o requisitar é um colega teu que está naquele preciso momento a olhar para ti e a rir?

 

Agora imagina isto tudo num clima pesado e controlado onde não podes rir, não vá o bibliotecário aparecer.

 

"Bibliotecário?" - perguntas tu.

 

Sim, entrar na biblioteca é ser confrontado com aquela figura autoritária que lá habita, de expressão sempre fechada e que ao mínimo som exerce violentamente o seu gesto de indicador bem firme, colado aos lábios. Sempre acompanhado de um "shhh" assertivo e olhar ameaçador.

É ter todo aquele peso de responsabilidade quando este mesmo senhor bibliotecário chega com obras mais antigas nas mãos e na entrega, solta apenas uma palavra com voz robusta: "Cuidado."

Que arrepio.

 

É uma experiência que te aconselho, caro adolescente.

A ti e aos teus amigos.

 

Ou isso ou treinar línguas.

 

 (imagem)

 

P.A.


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Cuidado, Fui burlado na esquadra

Quem o diz é o senhor Alfredo.

Amigo de longa data do meu avô, polícia reformado com mais de 40 anos de trabalho, sempre na mesma esquadra.

 

Hoje trago-lhe uma história, não minha, mas deste grande senhor Alfredo.

Mas já lá chegarei.

  

Desde queixas apresentadas porque a esposa ressona, ou até mesmo carros de patrulha requisitados para emergências que afinal eram apenas para apanhar o marido com a amante em flagrante noutra residência. O senhor Alfredo estava presente.

Mas há mais.

Casos de pessoas que se apresentavam voluntariamente na esquadra para serem presas, apenas porque gostavam de saber como seria, ou ainda as que chegavam e apenas diziam "Não aguento ver homens com farda...".

Estas, o senhor Alfredo só sorriu e deu um ligeiro toque na boina. Não adiantou mais...

 

Mas de todo este concentrado de situações, apresento-lhe esta, com mais de 30 anos de história:

 

Era uma terça-feira, por volta do meio-dia.

Apresenta-se um senhor de seu nome Manuel, bem vestido e bem falante. Quer apresentar queixa.

O senhor é atendido.

Afirma convictamente que lhe roubaram a carteira. A queixa é feita.

Só que logo a seguir surge um problema. Informa que tem de viajar para o Porto nesse mesmo dia e que na carteira continha além do bilhete, todo o seu dinheiro. Pergunta então se a esquadra não poderia emprestar o dinheiro que, obviamente, ele daria todos os seus contactos. O senhor Alfredo regista os dados e indica que no máximo poderão comprar eles próprios(esquadra) o bilhete.

 

"Não tínhamos computadores. Só máquinas de escrever e apontávamos tudo num dossier". - conta.

 

Entretanto com o aproximar da hora de almoço, o senhor bem falante Manuel pergunta se não poderia incluir também o almoço nesse mesmo "empréstimo". O pedido foi concedido e como o senhor não tinha carro, foram dois polícias e o senhor Manuel numa espécie de escolta policial até ao restaurante. Almoçaram todos.

O senhor não se fez rogado e como disse que seria ele a pagar e estavam a ser tão simpáticos para com ele, pediu tudo do bom e do melhor, claro.

 

"Eu sei porque estava lá! Era um dos polícias!" - reforça o senhor Alfredo.

 

Por fim chega a conta. O senhor Manuel ainda comenta que até contava com maior despesa, mas quem regista e paga, são os dois polícias.

Terminada abastada refeição, saem do restaurante e como a hora de partida do comboio já é próxima, assistiu-se, mais uma vez, a uma segunda escolta policial, desta feita até à estação de comboios.

 

O senhor entra no comboio e despede-se dos polícias, agradecendo bastante toda a hospitalidade.

 

"Os dados eram falsos e até hoje não recebemos nada!"

 

"E foi assim que fui burlado! Nem na esquadra!"

 

 (imagem)

 

P.A


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Aquelas torneiras automáticas...

Caro senhor responsável por este tipo de torneiras, principalmente aquelas sem sensores que precisam de um pequeno toque para começar, perceba uma coisa:

 

Eu quando entro na casa de banho onde trabalho e quero lavar as mãos, não me quero sentir um concorrente do novo programa da Cristina. Sempre a correr.

Graças à sua ideia, algo que devia ser equivalente a um Spa para as minhas mãos, transforma-se numa sequela mal feita de um qualquer episódio da série 24. E eu não sou o Jack Bauer dos lavatórios.

É que quando carrego na maldita torneira, já sei que tenho apenas 7 segundos para molhar um pouco as mãos, correr para o sabonete e voltar novamente para a torneira para concluir o processo. Diga-me, Spa onde?

Como é óbvio, 7 segundos não chegam. Principalmente se o sabão não está logo ali.

Claro que a história acaba sempre da mesma forma. Um P.A triste, derrotado e com mãos cheias de sabão à frente de uma torneira seca, que outrora correu água.

Que desilusão.

Tenho de voltar a carregar na sua amiga torneira.

E, como é óbvio, 7 segundos são agora um exagero.

Em 2 segundos estou pronto a sair e a torneira continua a deitar água. Ainda tento puxar o gatilho para acelerar o processo, mas em vão, continua a correr. O pânico inicial deu agora lugar à mágoa.

Toda aquela água a correr em vão. Só porque eu não consegui à primeira.

 

Assisto impotente a todo aquele velório aquático.

 

Por fim termina.

Suspiro.

 

Saio da casa de banho de mãos bem lavadas, verdade.

Mas de consciência bem poluída.

 

 

P.A.

(Amigo, altere lá isso para os 10 segundos está bem? Sempre são menos que ter de carregar duas vezes... Ajuda-me a mim e a quem paga a água.)


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Como é ir ver um jogo de Portugal

Um bom português, de sangue puro, decide às 15 horas do próprio dia que afinal, se calhar, até quer ir ver o jogo de Portugal que começa apenas 4 horas depois.

E pior, pensa que teve uma grande ideia. 

 

Na realidade esse nem é o problema. O verdadeiro problema do bom português é que nunca há só um.

 

Este sábado, eu fui um bom português.

Quando cheguei ao Colombo, na esperança que ainda existissem bilhetes para venda, mal viro para o Continente, travo bruscamente contra um muro de gente. Sim. Era a fila para os bilhetes. Estavam lá os meus irmãos todos. Desde o bom português Alberto, à Maria, passando pelo pequeno Américo e acabando com último da fila: Eu.

A primeira coisa que pensei é que mesmo que ainda existam bilhetes quando chegar a minha vez, de certeza que serão para lugares onde já não dará para ver o João Moutinho. Mas que poderia fazer agora? Quando entretanto já tinha mais 20 irmãos atrás?

Fiquei.

Quem adorou a situação foram os elementos femininos que me acompanhavam, dos quais destaco a menina que apanhou o bouquet que prontamente se voluntariou juntamente com a irmã a ficar na fila. Mas não comigo claro.

Falo das filas da Zara, Primark, Bershka e mais não digo que já estou com tonturas.

Resumindo, um dia de sonho para elas. Pena aquele detalhe chato de terem de ir ver bola.

E eu?

Fiquei, claro. Antes ali!

 

Mas e quem estava a trabalhar no meio da confusão?

Para as empregadas do apoio ao cliente do Continente foi um dia normal. Triste, mas normal.

Habituadas a atender milhares de pessoas por dia estão elas, o problema é que estava toda a gente alegre, em festa e nem um ferro de engomar ou torradeira foi devolvido naquele dia. Confesso que me tocou. Notava-se que estavam em baixo, implorando por um berro, uma expressão menos simpática, um ligeiro murro na mesa, algo que as animasse, mas em vão. O bom português nestas coisas porta-se bem. Nem o pequeno Américo chorou.

 

Chegou a minha vez.

 

Confirma-se, não vou ver o João Moutinho.

 

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 (e não vi mesmo...)

 

P.A.


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Em Banho Maria #8 - O tamanho importa?

Segunda-feira secante?

Em Banho Maria refrescante!

 

(ao telefone)

P.A: Já não te vejo há uma semana! Onde é que andas??

Maria: Estou quase a chegar P.A!

P.A: Maria??

Maria: Sim...?

P.A: Eu liguei, mas foi para o meu amigo da esquadra

(chamada violentamente interrompida)

 

Maria chega, calada...

 

P.A: Não sabia que "tinhas multas por pagar" Maria. Ficou "tudo em dia"?

Maria: O_O

P.A: Continuando...Mais uma vez, deixa-me que te diga que é um privilégio ter-te aqui em minha casa para mais um Em Banho Maria.

Maria: Obrigada P.A.

P.A: Da próxima, com mais calma, tenta é tirar primeiro as algemas...

Maria: O_O

P.A: Agora que te deixei mais confortável podemos começar.

Maria: ... Começo a achar que não tomas a medicação...

 

 

P.A: Esta semana vamos falar de tamanhos. Diz-me, és rapariga para gostar mais de XL ou XS?

Maria: Estou numa fase intermédia. o XS já não me serve e o XL ainda é muito grande. M é agora o ideal. 

P.A: Gostei do ainda... E a dormir? És mais aventureira e gostas de dormir perigosamente na berma, ou seja, em cama individual, ou preferes rebolar em cama vasta de casal até adormecer?

Maria: Na berma, de uma cama de casal.

P.A: Inteligente de facto...E com o "calçado"? Gostas de sentir o "pezinho" mais para o apertado ou para o largo?

Maria:  Justinho, justinho. nunca apertado e também não gosto de chinelar.

P.A: Fico sempre na dúvida se ignoras as aspas ou não... 

 

P.A: Imagina agora que tinhas dois rapazes para escolher. Um veste XS de boxers outro XL. Qual seria o eleito?

Maria: O XS de boxers, gosto deles assim para o magrinhos

P.A: Por falar em boxers...Até quanto toleras, em polegadas, o tamanho do...

Maria: Vê lá o que vais perguntar P.A!

P.A: Smartphone?

Maria: Ah bom, ainda assim agora não te respondo. Abusador!!

P.A: Não sabia que o Smartphone era tema tabú entre nós Maria! Mas responde-me agora à pergunta que todos aguardam. O tamanho importa realmente? 

Maria: Continuamos a falar de smartphones? claro que importa. no meu atual quase não vejo as letras de tão pequeno que é.

P.A: "Claro que importa" - Fica registado.

  

P.A: Última pergunta, a da praxe: o que dizem...as tuas algemas Maria?

Maria: Que querem umas proteçõezinhas para não magoar os pulsinhos... para a próxima não as posso comprar no chinês

 

(Desligam o som)

 

P.A: Olha, agora quando te fores embora, levas-me estes papéis se faz favor?

Maria: O que é isso P.A?

P.A: Nada de novo para ti. São multas para perdoar...

Maria: O_O

 

 (imagem)

 

P.A


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SmartJogos

Belo trocadilho multi-linguístico ali no título hein?

 

Bom...

 

Que coisa fantástica esta de um telemóvel correr jogos que envergonhariam a minha simpática Mega Drive 2. (quem tem menos de 25 anos consulte aqui, por favor.)

Mas esta nova rotina do fácil acesso ao jogo também pode alterar as nossas vidas.

Eu dou por mim a ir voluntariamente à segurança social só para poder ter finalmente tempo para acabar o enigma impossível do nível 21.

E quando estou mesmo aflito, que aquele anormal do Hugo já me passou no score outra vez, até digo à rapariga que apanhou o bouquet, que o que gostava mesmo de fazer num sábado à tarde era ir ver as últimas novidades Primavera-Verão da Primark. Duas vezes.

E como os olhos dela brilham!

Duas vezes!

 

Na realidade, o segredo para uma relação feliz é encontrar um smarphone com bateria suficiente para aguentar o tempo que ela está nas compras. 

Só precisam de enquadrar os tempos mortos do jogo, com os que ela pergunta "E esta fica-me melhor?" De resto, ela não vai notar que estamos autênticos Corcundas de Smartdame a tarde toda.

 

 Imagem

 

Um coisa é certa, quem inventou isto de certeza que estava com palpitações à espera da madame numa Zara qualquer... 

 

Ou isso ou pernoitou ali nas Finanças.

 

E sim já te passei Hugo.

Este fim de semana és tu quem vai ao shopping. 

 

P.A


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Por favor, não me trate por senhor

Diga-me, por favor, o que se passa.

 

Explique-me lá porque motivo o jovem que há em mim passou a ser ignorado?

Explique-me o porquê de no outro dia, na rua, uma rapariga da minha idade que sofre de procriação precoce, se dirigir ao seu filho com: "Tem cuidado João, deixa o senhor passar!"

Senhor? Tem idade para ter andado a brincar ao bate o pé comigo na primária, e agora é o senhor? 

Por favor não me faça isto, tenha cuidado quando usa esta expressão, apele ao bom dia alheio e diga algo como "rapaz", "jovem", ou no meu caso "esbelto". Basta, percebo logo que é para mim e o esbelto não me ofende.

 

Perceba uma coisa...

 

Lá porque declaro IRS não quer dizer que não goste de ver o Dragon Ball Z na mesma.

Ou lá porque sei o que é um crédito habitação, ou qual a melhor taxa de juro do mercado, não quer dizer que não goste de receber novamente o Fifa este Natal.

A Cerelac a mesma coisa.

É uma questão de coerência. De personalidade forte. Não de idade.

Sou um rapaz de gostos fixos pronto. 

Mas não sou o único.

 

Olhe o José Raposo por exemplo. Aos 26 anos disse que gostava de raparigas de 26 anos, hoje, aos 54, ainda mantém.

  

P.A.


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Em Banho Maria #7 - Quando conheces a tua cara metade

Caríssimos,

Por via do post da semana passada fiquei impedido de exercer o acto de entrevistar por 1 semana.

Terão sido as 40 chicotadas psicológicas que dei à Maria? Deveriam ter sido 41? É isso? Também não percebo...

A verdade é que recebi esta intimidação e a obrigação de pernoitar com direito a ver o sol às riscas e tudo... Não percebo, mas tenho de respeitar.

Aproveito para agradecer à Sofia.. Obrigado pela queixa!


Bom...esta semana depois de umas visitas da Maria à cadeia, chegámos a um acordo. Como já íamos falar da nossa cara metade ideal e o senhor da esquadra responsável pelos retratos robot e perfis é meu amigo, então será ele que tratará do post desta semana.

Boa sorte amigo!


Senhor da Esquadra amigo do P.A: Bom, o P.A disse-me que a Maria queria que eu a ajudasse a encontrar o homem ideal não é verdade?

Maria: Sim por favor Senhor da Esquadra amigo do PA, já fui banida do Tinder

Papagaio: Ora bom dia! Quem é que falou em “tinto”?

Maria: Lha'meste. Mas isto é um encontro de Sapos? Então, foste apanhado outra vez a fazer sexo na autoestrada??

Papagaio: O_O

P.A lá atrás, dentro da cadeia: Papagaio, por aqui?

Papagaio: Sim, parece que deixei cair penas em excesso na via pública...fizeram queixa...

P.A lá atrás, dentro da cadeia: Não me digas que foi a Sofia também?

Papagaio: Como é que sabias?

P.A lá atrás, dentro da cadeia: Não abro mais a boca. Ainda levo outro processo. Continuem, por favor...

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Como é P.A? Faço também com o teu amigo papagaio?

P.A lá atrás, dentro da cadeia: Sim faz aos dois!

Papagaio: Que história é essa de "fazer aos dois"? "Fazer com o papagaio"?... vamos lá a ver essa história, que eu não sou tão progressista assim...mas isto é uma esquadra ou estamos em Amesterdão? Cada um no seu colchão, se faz favor!

Senhor da Esquadra amigo do P.A: O_O

P.A lá atrás, dentro da cadeia: |O_O|

Maria: Humm gostei...

 

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Tenham lá calma... é só um retrato robot! Bom, vai cada um para uma sala agora que isto tem de ser individualmente como nos filmes. Primeiro as senhoras.


Senhor da Esquadra amigo do P.A: Maria, sente-se lá e diga-me então como é este homem ideal. Teria de ter o nariz de que forma?
Maria: hmmm. do lado de fora. fininho mas que se visse!
Senhor da Esquadra amigo do P.A: Ok...do lado de fora...interessante, e os olhos?
Maria: gosto de olhos meio afastados. um de cada lado da cara, tá a ver?
Senhor da Esquadra amigo do P.A: O P.A já me tinha falado do seu jeito já...e a cara? Diga-me lá...
Maria: quanto à cara não sou esquisita. também não vejo lá muito bem
Senhor da Esquadra amigo do P.A: Este desenho está a ficar perfeito.... E as orelhas?
Maria: tão pequenas que mal se vissem!
Senhor da Esquadra amigo do P.A: Para não ter de a ouvir certamente.. 

MariaO_O

Senhor da Esquadra amigo do P.A: e a boca?

Maria: a boca tem de ser notável!

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Notável! Muito bem! Cada vez melhor! E pêlo na cara? Gosta de ver neles?
Marianão gosto muito de pêlos...
Senhor da Esquadra amigo do P.A: Obrigado Maria, já fiz um esboço, no fim apresento-lhe o resultado.
Maria: Sim por favor, Senhor da Esquadra amigo do PA. Vou já comprar um modelito para o futuro encontro!

 

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Não sei como o P.A aguenta isto...Bem...vamos lá ver se o outro é mais normal ao menos...


Senhor da Esquadra amigo do P.A: Senhor Papagaio, então esta mulher ideal, diga-me, teria de ter o nariz de que forma?
Papagaio: Uma forma qualquer, desde que não seja a do Júlio Isidro…
Senhor da Esquadra amigo do P.A: Isto está bonito hoje...E os olhos?
Papagaio: Redondos, de preferência uma mulher que tenha olhos na cara… mas só de preferência.
Senhor da Esquadra amigo do P.A: 20 anos a trabalhar aqui...Nunca vi tal coisa.. E a cara? Surpreenda-me lá...Algum gosto especial?
Papagaio: Cara de pau, não! Cara de lata, também de preferência…
Senhor da Esquadra amigo do P.A: P.A ficas-me a dever um favor, mas daqueles! E as orelhas desta "senhora" seriam como?
Papagaio: De uma forma que dê para levar daqueles aparelhos da Acústica Médica… para quando eu tiver palavrões a dizer!
Senhor da Esquadra amigo do P.A: Ok, acho que é isto... E por acaso pêlo na cara? Gosta de ver nelas também?

Papagaio: Muito pêlo! Sabe, é que a mim raparam-me os pêlos há pouco tempo, ando com falta deles… por acaso não tem aí nada que se arranje, não?

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Olhe pêlo não se arranja, mas ali no chuveiro ao lado da cela do P.A temos lá sabonetes se quiser...

Bom.. Só me está a faltar a boca, alguma boca que goste mais?

Papagaio: Essa pergunta é muito… coiso… ó Sr. da Esquadra amigo do P.A. e conhecido da M.B… afinal quando é que chega às maminhas? Olhe que esse é um elemento fulcral… sem elas eu não vivo!

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Erm...Olhe muito obrigado Senhor Papagaio, já fiz um esboço, dê-me 5 minutos e apresento-lhe o resultado.

Papagaio: Quê? Já acabou? Então, e as maminhas? Chame lá o seu superior, se faz favor! Isto não se admite! É um escândalo!!! Pêlos, cara, olhos… só tretas! O retrato está incompleto!!! Reclamo justiça! Então e os glúteos, as coxas, a padar…o bumbum? As nalgas? Ó da guarda!

 

(5 minutos e um Xanax de alpista depois...)

 

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Cara senhora Maria, belo modelito sim senhor, espero que esteja à altura do perfil do retrato do seu homem ideal:

Homem Ideal para a Maria 

 

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Caro senhor Papagaio, vejo que já passou o efeito todo do Xanax, já dá às penas e tudo, pegue lá nisto e veja lá se o perfil do retrato da sua mulher ideal não está mesmo no ponto:

 

Mulher Ideal para o Papagaio

 

Maria: O_O 

Papagaio: O_O 

 

P.A lá atrás, dentro da cadeia: E viveram felizes para sempre!

 

Senhor da Esquadra amigo do P.A: Está calado pá! A Sofia pode ler isto! Queres apanhar mais uma semana??

 

 

 

P.A


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Spoilerfobia

Por favor, tenha calma.

 

Diga-me, o que vem a ser este clima que agora não se pode comentar nada do que se vê na televisão?

Então e se eu lhe disser que no último episódio do The Walking Dead, o Rick vai ficar maneta? Pode descansar, não fica.

Ou se disser que o John Snow afinal é uma Joana Neves? não ponho as mãos no fogo.

Ou pior! E se eu disser que até gostei do fim do Lost? não consigo mentir, foi horrível.

 

Bom, se estivesse a ter esta conversa na rua... neste momento estaria já a analisar, provavelmente sem a dentição completa, qual o sabor da calçada, por via da fúria de um transeunte que passava e, para meu azar, me ouviu falar. 

 

Mas que se passa consigo, amigo?

 

Antes de me dar outro robusto mimo, peço que me oiça agora se faz favor.

 

Antigamente isto não era assim. Até gostávamos que, quando não víamos algo, nos contassem.

Não tínhamos 7 dias de gravações para recuar.

Não havia a oferta de cinema de hoje em dia.

Não tínhamos streams.

Não existiam (tantos) canais de cabo.

Não havia netflix.

Nada!

Mesmo com os clubes de vídeo, que faleceram entretanto no meio deste processo todo, a caixa do VHS estava sempre vazia e o filme já estava reservado...

Estávamos invariavelmente condenados ao que o senhor todo poderoso da RTP, SIC ou TVI decidia colocar no ar, fosse a que horas fosse. E se quando ligássemos a TV já o filme ia a meio, era a partir dali que o víamos, orgulhosos por ainda termos chegado relativamente a tempo. Tudo na esperança de, eventualmente, quando repetissem o filme daí a um ano ou 10, conseguirmos finalmente terminar aquele ciclo e recuperar a história anterior.

 

No fundo, antigamente era tudo uma espécie de puzzle. Até os miúdos na escola contavam cada um o seu spoiler e no fim do intervalo tinham o filme completo.

O Spoiler era útil. Funcional. E estimulava as crianças.

Cada um tinha o seu cromo, juntavam-se, e no fim tínhamos a caderneta cheia. Trabalho de equipa. Missão cumprida.

Viram todos o filme, não vendo.

 

E agora?  Como é?

 

Agora?

 

Agora tenho de consultar o meu dentista.

 

 (imagem)

 

 

P.A

 

(E o Dexter, viu aquele fim miserável no camião?)


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Podes tratar-me por tu...

Caríssimos,

 

Hoje vou contar-vos uma história.

Desde criança que sempre tratei as pessoas mais velhas por você. Foi um tique que ficou mesmo colado na alma. Quando dou por mim, já tratei a outra pessoa por você. Culpa de quem? Da minha avó, claro.

Graças a ela desenvolvi esta forma de racismo etário.

O meu inconsciente aplicava automaticamente o filtro certo e quando dava início às cordas vocais, já a conjugação do verbo vinha de acordo com a análise etária prévia.

Nem precisava de pensar.

Em criança tudo bem, era tudo mais velho do que eu. Passava bem.

Era um pirralho irritante mas ao menos conjugava os verbos de forma educada.

Uma espécie de "Ide passear, oh filho de uma meretriz" - Pode irritar na mesma, mas como tem alguma educação, as pessoas aceitam melhor.

 

Há uns anitos atrás, fui a um jantar.

Desse jantar de 20 pessoas, conhecia apenas 3 e como falhei redondamente a pontualidade nesse dia, fiquei a jantar num anexo de uma mesa de pessoas desconhecidas. Bem feita, diga-se.

Conclusão? Há que quebrar o gelo.

São nestes momentos em que jogamos no desconhecido que ligamos o nosso piloto automático.

Agora vejam bem onde isso me levou.

Das 5 pessoas que habitavam na mesa da qual eu era anexo, 3 eram raparigas. Uma delas estava grávida.

Começo a falar com uma, ela facilita, trata-me por tu. Resolvido.

Junta-se a segunda à conversa - tu. Resolvido

Brinde, rapazes, malta - tu e tu. Resolvido

Faltava a rapariga grávida...

 

Bom vamos lá!

 

Começo a falar e não é que a porcaria do filtro me fez dizer um você!

"Podes-me tratar por tu" - responde ela.

Obrigado avó - penso.

5 segundos depois volto a tratar por você. Estava indignado comigo mesmo!

Então a rapariga por estar grávida, por estar na iminência de vir a ser mãe, activa-me assim o filtro? Que magia é esta que penso as coisas de uma forma, mas quando as digo sai doutra? Ai avó avó que punhas tu na Cerelac...

Resolvo então lutar contra mim mesmo e expor o problema abertamente.

A rapariga grávida ri-se e percebe o meu dilema!

Ufa até correu bem isto! Penso eu.

Só que a seguir faz-me a seguinte pergunta:

"Nasceste mesmo em que ano P.A?"

Respondo prontamente com ar jovial!

Ao que recebo de volta:

 

"Sou um ano mais nova que tu..."

 

Curei-me avó.(<-- cliquem!)

 

P.A.


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