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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

Palavras Cruzadas || Músicas de Natal

Quando era mais novo gostava de músicas natalícias. Aquelas meio Avô Cantigas, meio Disney. Era engraçado, dava sempre no recreio da escola e normalmente era sinónimo de que as férias do Natal estavam à porta. Como não gostar?

Além disso faço anos em Dezembro, pelo que, quer queira quer não, as músicas natalícias, as luzes festivas citadinas, ou até mesmo aqueles senhores sempre dúbios se serão Pais Natal ou Sem Abrigo, sempre me acompanharam nesta fase da minha vida. 

 

Entretanto cresci e fui alterando os meus gostos. Embora sempre acompanhado destas memórias musicais de criança. 

Até que comecei a trabalhar. E aí tudo mudou.

 

Uma das principais desvantagens de trabalhar num meio corporativo, fechado, embora com muitas janelas para parecer que não, com corredores de mesas e gabinetes ligados entre si, é que se por ventura algum dos seus elementos resolve comprar uma aparente inofensiva Rena Rodolfo para a sua mesa, para antecipar o seu Natal, todos acabam por saber e participar.

Nem que seja involuntariamente.

 

Foi o que me aconteceu há 5 anos atrás. Sim há 5 anos.

Hoje ainda lá se encontra o pequeno Rodolfo e à hora da publicação deste texto, já estaremos ambos a partilhar o mesmo espaço. Eu e ele. O segundo bem mais satisfeito. 

Mas até seria tudo engraçado não tivesse esta inofensiva rena, um problema. Bom, na realidade não é um problema, é um botão.

Só que este botão não foi criado por duendes amigáveis plenos de espírito natalício como vemos todos os Dezembros na televisão. Não, nada disso. Mas sim por uma raça atravessada de Grinches bem arreliada e que chateada com o Natal decidiu dar à luz o Rodolfo.

Missão cumprida.

Trata-se de um hino à utilização de phones no trabalho. E uma forma rápida de desligarmos o telefone a um cliente mais chato.

É o verdadeiro pináculo da irritação.

 

Mas o problema não se fica por aqui.

 

Outro dia na rua, a caminho de casa, passo por uma loja, quando começa uma daquelas músicas natalícias, toda ela orquestrada e cantada de forma angelical, com o embalo de pequenos sinos ao longe, daquelas que de alguma forma nos aquece o espírito e nos faz ter novamente esperança no mundo, nem que seja durante aqueles 2.43 minutos de vida musical. 

Era uma das que gostava em criança, que me fez automaticamente viajar no tempo para o recreio da escola junto dos meus amigos da altura, numa viagem plena de memórias felizes e de joelhos esfolados.

Aliás era assim que eu me revia nas músicas natalícias. Era assim que eu as usava! Para poder viajar no tempo. E de borla.

Só que desta vez e de forma súbita, tudo parou. O recreio desapareceu.

Dou por mim de volta ao meu presente bem mais cedo que o previsto e apenas acompanhado de um som.

Era a minha voz.

 

Estava a cantar a melodia do Rodolfo.

 

 

E é isto.

 

432 vezes ao dia. 

 

 

Para os mais curiosos, deixo aqui algumas músicas que eram verdadeiros hits natalícios da altura (de quando eu era criança) não fosse eu já um idoso que pede ajuda a uma garota toda engraçada para teclar estes textos por mim:

 

Dean Martin - Let it Snow! 

Mariah Carey - All I Want For Christmas Is You

Michael Bolton - White Christmas

Queen - Thank God It's Christmas

Mariah Carey - Santa Claus Is Coming to Town

 

Ah os 90's...

 

P.A

______

Este texto foi escrito ao abrigo de uma parceria com a Rita da Nova a que chamámos de Palavras Cruzadas. A ideia é desafiar-nos mutuamente na escrita, em temas que podemos estar ou não confortáveis. Esta semana escolhi eu. Para daqui a 2 semanas, Rita, tens alguma sugestão?

 


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A Black Friday Familiar

Até podia ser o nome de uma nova pizza com pepperoni, cogumelos e extra desconto, em que a maior parte dos portugueses acabaria por pedir hoje sem pepperoni porque só lá ia pelos cogumelos com desconto.

No fundo é esse o espírito do dia de hoje. O ir pelo desconto.

É uma espécie de ida à casa de banho quando nem temos assim tanta vontade ou nem estamos verdadeiramente aflitos, mas vamos agora porque mais tarde pode custar mais.

Pelo menos fica já despachado. Se custar menos, melhor.

 

Mas a Black Friday não é igual para todos. Aliás, dentro de uma família podem co-existir diferentes tipos de Black Friday.

Ora vejamos.

 

Comecemos pelo avô que, no seu inglês fluente, suspira pela chegada da "Back Fadai" para poder finalmente comprar um telecomando universal para a box e tv. Que o outro avariou.

- A avó, reza para que as filhas não lhe ofereçam a 14ª Torradeira dos últimos 5 anos.

- A Mãe tem tudo pensado. Tem o mapa desenhado e o itinerário definido. Pesquisou online e sabe que a Aldo a C&A estão com 20% em Loja até domingo e que a Calzedonia faz 50% em produtos seleccionados. 

- O Pai pode finalmente comprar o FIFA 18 ou o PES2018 com a desculpa que é para o filho.

- O filho pode finalmente jogar o FIFA17 ou o PES2017 sozinho.

- A filha, a mais esperta da família, aproveita a boa disposição do Pai, de jogo na mão, e a da Mãe, de sacos cheios, para ir comprando o que quer.

 

E assim se passa uma Black Friday Familiar.

 

Mas temos mais.

E aquele português que só vai à Black Friday para dizer que foi? E que depois se sente mal de dizer que foi e não comprou nada?

Tanto que começa a mentir e diz que comprou um robot aspirador na Worten porque era a única coisa que ainda se lembrava do folheto.

 

Mas o meu preferido nestas andanças ainda é o que português que odeia a Black Friday, que é gente por todo o lado e que é impossível ver ou comprar alguma coisa...

 

...mas no ano seguinte está lá outra vez. 

 

(imagem)

 

P.A

*já agora, ainda não sou pai, eu sei, mas estou disponível para receber o FIFA2018, com relativo agrado até.

*se querem oferecer uma óptima prenda ao vosso namorado este ano, vejam aqui a sugestão que dei o ano passado. É tão boa que ainda é válida este ano...

 


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Vamos jogar ao Preço Certo (da renda Lisboeta) Em Euros

Esta semana, os responsáveis municipais das cidades de Barcelona, Nova Iorque e Lisboa uniram-se para limitar o preço da habitação local, num documento conjunto, reividicam maior capacidade legislativa para enfrentar o crescimento da pressão especulativa que se tem vindo a verificar.

 

Chega o momento certo para percebermos o que se passa no mercado Lisboeta. Vamos então jogar ao Preço Certo (da renda Lisboeta) em Euros!

 

Ora sejam então muito bem-vindos!

 

Hoje temos 3 fantásticos concorrentes que irão tentar adivinhar qual o preço certo, em euros, de alguns imóveis de T0 a T1 em Lisboa. 

 

Em primeiro lugar temos a Joana de 30 anos, vem de Santarém, é arquitecta, acabou o curso com média de 19. Encontra-se hoje já com trabalho a ganhar um honroso ordenado mínimo, a recibos verdes, claro.

- Olá Joana, motivada para este desafio que é saber qual o preço certo em euros de uma casa em Lisboa?

- Já estou aqui a arquitectar o preço certo!

 

Para a segunda vaga, temos o Manuel, é enfermeiro, média 17, tem 28 anos e tem finalmente um contrato de trabalho, muito embora tenha actualmente a sua carreira congelada.

Passou todo o tempo da Troika em Portugal a saltar de clínica em clínica, coleccionando recibos verdes. Esteve quase a sair do país quando Passos Coelho lhe abriu a porta. Mas conseguiu ficar. Tenta agora aqui a sua sorte no preço certo da renda Lisboeta em euros.

- Olá Manuel, pronto para o desafio?

- Vamos lá picar essa veia imobiliária!

 

 

Por fim, em terceiro lugar, temos a Ivone, é professora, tem 30 anos, média 17, e ainda não conseguiu colocação. Esteve 6 anos fora da área a aguardar a sua primeira vez. Vive em Viseu, mas só conseguiu agora trabalho em Oeiras, numa escola privada, a recibos verdes.

- Olá Ivone, pronta para dar uma lição aos seus colegas?

- Sempre!

 

Estes 3 concorrentes procuram agora saber se poderão viver em Lisboa, mas para isso terão de acertar primeiro no preço certo da renda lisboeta em euros! Boa sorte aos 3!

 

Vamos começar com o nosso primeiro jogo. 

 

Qual o preço certo da renda mensal, em euros, deste um magnifico T0 de 31m² em Chelas, Lisboa? Repito 31m²!

 

Público - 300€!! 350€!!

 

Joana - Ora T0, em Chelas..., 31 m²... 325 por mês! Este, com o meu ordenado mínimo, conseguia pagar!

Manuel - Eu não gosto muito de Chelas, mas diria pela área e estado... 320!

Ivone - Concordo com a Joana, mas vou arriscar os 350.

 

 

As vossas apostas foram fechadas! O preço certo desta renda mensal em euros deste imóvel é......

 

650 euros mensais!

Isso mesmo, bem mais do que o ordenado mínimo nacional.

 

Público - Eu disse! Eu bem disse!!

 

Joana - Afinal não podia pagar este T0...

Manuel - Não chegava a esse valor.

Ivone - Também não ia conseguir pagar a renda...

 

Passamos agora ao segundo desafio. Boa sorte aos 3.

 

 

Qual o preço certo em euros da renda mensal deste magnífico T0, totalmente remodelado, em óptimo estado, com 47 m², na baixa Lisboeta:

 

 

Público - 700€!! 750€!!

 

Joana -  Bem na Baixa é sempre caro. Sendo um T0, com 47 m²... arrisco já por cima uns 800 por mês. Está muito querido e com muito bom gosto. Infelizmente este sei bem que não posso pagar...

Manuel - Eu gosto bastante da baixa Lisboeta, aposto nos 850. Infelizmente, como enfermeiro não tenho como o pagar.

Ivone - 800€ acho bastante para um T0 só com 47m² , vou para os 700. Mas mesmo assim também não daria para mim, só a dar aulas.

 

 As vossas apostas foram fechadas! O preço certo da renda mensal em euros deste imóvel é......

 

1700 euros mensais!

Aproximadamente o triplo do salário mínimo Português!

 

Joana - Nós os três juntos seria mesmo à conta!

Manuel - Bem verdade!

Ivone - e os três a viver em 47 m²!

 

Chegamos agora à montra final!

 

 

A montra de hoje é composta por um fabuloso T1 de 50 m²! Mais 3  que o anterior. 

Em plena avenida da Liberdade, na praça dos Restauradores, trata-se de um fabuloso segundo andar num prédio sem elevador, totalmente remodelado e em que a traça antiga foi preservada em todo o seu esplendor.

 

 

 

Público - 1700€!! 1750€!!

 

Joana -  Avenida da Liberdade? Que bela montra final a de hoje!  Mas não deixa de ser um T1 com áreas de T0... A avaliar pelo anterior, arriscaria já muito por cima, os 2000! Já teria que trabalhar 4 meses para pagar um mês de renda aqui!

Manuel - Nem sei quantificar na Avenida da Liberdade, 2300? É um T1 pequeno mesmo assim.

Ivone - Vou arriscar nos 2600, mas não faço mesmo ideia... Mais do que 300 mensais não dá para mim.

 

 As vossas apostas foram fechadas! O preço certo da renda mensal em euros deste imóvel é......

 

4000 euros mensais!

 

Isso mesmo, cerca de 7 salários mínimos.

 

Que pena!

Estiveram quase a destronar a nossa grande vencedora do concurso! Aquela que foi a última concorrente a conseguir sair daqui com a montra final!

 

Podes descansar neste Natal, Madonna. Ainda não foi desta.

 

P.A


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Olha que ideia que sim senhor - Jantar de Natal Sapo Blogs (e outros também)

E que tal agora, do nada, poderem conhecer finalmente ao vivo aquela sexy mother blogger que seguem há anos?

Ou a versão para elas...

Que tal saberem finalmente quem são aqueles 6 ou 7 homens com blogs em toda a comunidade? Esses machos alpha a teclar.
Essa fruta da boa!
 
Ok, sim, estou a exagerar. 
São só 5.
 
Não? Tudo bem!
 
Então não se inscrevem para o Jantar de Natal Sapo Blogs (e outros também) que vai decorrer já no dia 16 de Dezembro em Lisboa! 
Nem enviem email para a Mariana (que também não é nada sexy mother blogger) - mariana.sofia.14@hotmail.com - a indicar o vosso nome, blog, email e se possuem alguma intolerância alimentar a ser respeitada.
Nada. Não façam nada.  Fiquem em casa a lamentar que é bem melhor!
 
Têm até 7 de Dezembro para não se inscreverem!
 
 
E que tal agora, do nada também, além disto tudo, brincar um pouco aos prémios que não são bem prémios e participarem na votação dos Sapos do Ano que a Magda está a organizar? 
 
Basta conhecerem algum blog que gostem numa ou mais das seguintes categorias:
 
Opinião, Humor, Livros, Moda, Poupar, Música, Fotografia, Comida, Família e Generalista
 
 
e enviar para -  magda.pais@gmail.com - .
 
Ainda vão a tempo, a votação termina a 25 de Novembro! Depois a lista fica reduzida aos mais votados por categoria, para o sprint final de votações até dia 16 de Dezembro!
 
 
"Ah mas tenho de votar para ir ao jantar?" ou "Jantar para votar?"
 
Não.
 
"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"
 
E com esta despedida à Lili Caneças, outra fruta da boa, me despeço.
 

 (imagem)

 
 
P.A
 
 
- Sugestões, dúvidas ou simplesmente dinheiro que tenham a mais e não saibam o que lhe fazer, podem enviar-me email, ou comentar por aqui.
 
- Conforme o número de inscrições daremos futuramente mais informações relativas ao local e preço.
 
Vamos lá ao nosso primeiro jantar!

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A Rapariga no Autocarro

Finalmente a semana passada passou.

 

Finalmente porque foi uma semana longa, cansativa e desgastante. Mas felizmente nem tudo foi mau.

A avaliar pelo título, o texto de hoje podia ser uma versão Lisboa Viva do livro < A Rapariga do Comboio > de Paula Hawkins. Ou um claro apelo ao uso da Carris sobre a CP. Mas na realidade só o estou a escrever, não pela referência ao livro, ou para alimentar derbys lisboetas de transportes públicos, mas sim pela rapariga que conheci esta semana.

 

Ao longo da nossa vida, muitas são as raparigas no autocarro que conhecemos. Mesmo sem nunca falarmos, muitas são as pessoas que cruzam diariamente rotinas connosco, umas que nos apercebemos primeiro, outras que se apercebem antes de nós próprios. Vamos coleccionando caras, aprendendo a reconhecê-las nos dias seguintes. Seja desde novos a caminho da escola, seja depois para a faculdade ou trabalho. Quem não tem a memória daquele senhor ou senhora que surge, todos os dias, no mesmo metro/autocarro/rua, na mesma carruagem e, se possível, sempre no mesmo lugar? Ou, para quem faz esta travessia, sempre no mesmo barco, a caminho de Lisboa?

Quem nunca fixou a cara de uma pessoa que se cruza consigo todos os dias na rua? 

 

Esta semana "conheci" a rapariga no autocarro. E ela "conheceu-me" a mim.

 

Esta semana chata e cansativa que me obrigou a esticar horários, a ligar noites com manhãs e manhãs com noites fez com que chocasse pela primeira vez com outras rotinas, com outras pessoas.

 

Neste novo horário cruzei-me pela primeira vez com ela. Passo todos os dias por aquela escola mas normalmente já deu o toque de entrada. A semana passada não. Fui bem mais cedo.

 

Tão cedo que o autocarro de transporte de alunos que nunca antes tinha visto, estava ali parado, bem em frente à escola, de porta aberta e com o motorista a preparar a rampa para poderem descer os alunos. Sendo novidade, acabo por olhar por aquela porta aberta e lá estava ela, sentada na sua cadeira de rodas, à espera da sua vez. À espera de ajuda para ir à escola.

 

Olhou-me também. E dos seus não mais de 10 anos de idade sorriu e acenou-me.

 

Eu estava cansado, exausto do fim-de-semana, também ele passado a trabalhar, mas ali, naquele instante, passou.

Sorri quando nem pensava em sorrir. Sorri quando há dois segundos atrás só pensava no dia chato que me esperava.

 

Sorri e acenei de volta.

Ela riu. E eu ri.

 

No dia seguinte, repetiu-se. Voltámos a cruzar-nos agora já cá fora e reconhecemo-nos. Toca a acenar e a sorrir com fartura!

 

Quarta-feira vi o autocarro a chegar e fiz questão de abrandar o passo e com isso perder, para ganhar, uns instantes. Ela viu-me pela janela e de lá acenou. Acenei de volta. 

 

Quinta-feira, não a vi.

 

Sexta-feira, perguntei-lhe o nome.

 

Obrigado Inês.

 

 (imagem)

 

P.A


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O Night Summit

Peço desculpa a todos aqueles que aqui vieram na expectativa de lerem um pouco sobre tecnologia. Mas tenho de ser fiel ao título e falar da verdadeira caça aos talentos que se passa no Web Summit. Pelo menos ali depois das 18/19 horas que é quando acaba aquela parte mais chatinha, que entretém até chegar o Night Summit. Sim existe um Night Summit.

 

Se o lusco fusco são 5/7 minutos e o pessoal tem de aproveitar rápido o clima romântico para pedir a respectiva em casamento, no Web Summit passa-se exactamente o mesmo. É ali um 6 a 9 de Novembro em que não se pode perder a oportunidade. 

 

E a parte interessante é que é exactamente esse o slogan oficial do Night Summit

"At Web Summit you listen, take it all in. At Night Summit you meet people & connect"

 

Na realidade até vou falar um pouco de tecnologia, viram, até me porto bem, mas só porque uma amiga minha me mostrou uma APP e serviu de inspiração para escrever este texto.

 

Falo de uma das APPs mais utilizadas por participantes do Web Summit.

O Tinder.

Isso mesmo. O Tinder.

 

Durante o horário laboral do Web Summit, temos jovens empreendedores bem apresentados, formados, a apresentar as suas ideias, os seus modelos de negócio, a sua estrutura e o seu conhecimento a quem pagou bilhete e está também ali, não só para aprender, mas também para reforçar a sua carteira de clientes. A verdade é que quando se fecham as portas e o regime laboral cai, aí sim começa o verdadeiro networking.

 

Pelo menos a avaliar pela invasão astronómica de perfis Web Summitarianos no Tinder, que pude constatar na conta da minha amiga Joana. Todos eles entusiastas tecnológicos que pela foto e texto, estão certamente sedentos por apresentar também eles a sua tecnologia de ponta, ou discutir apenas como a sua plataforma masculina pode conhecer, ou algo mais, uma qualquer aplicação de sexo feminino que lhe faça like.

E fazem mesmo questão de alertar: <At Web Summit, only this week in Lisbon!> Até fica no ar aquela ideia que se calhar é melhor aproveitar, que é uma qualquer promoção prestes a terminar: "Aproveite, só esta semana!".

 

Sinto-me profundamente traído, confesso.

 

Eu que passei anos e anos em que só no terceiro encontro podia dizer que era informático ou do ramo das tecnologias, porque não era algo muito bem visto no mundo feminino, assisto agora a este fenómeno em que aparentemente passou a ser um atributo altamente cotado no PSI20 dos amores virtuais?

A sério, não me façam uma coisa destas! 

Agora a levar com isto?

 

Agora já ela apanhou o bouquet caraças!

 

Tanto jeito me tinha dado o Web Summit em 2007.

 

Pelas ideias, claro.

 

 (imagem)

 

P.A


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Motivar-me sim, mas como?

Quem nunca teve aquele acreditar com muita força, aquela energia extra, aquela confiança extrema, ou até mesmo aquele encher de peito, seguido de um "Bora lá, tu és capaz" pleno de adrenalina? 

Todos nós. Bom, todos excepto um tal senhor de cabelo estranho. Esse twitta sempre lá de cima. Nunca habitou a nossa real e desmotivadora realidade.

 

O pensamento motivador é uma das formas mais eficazes para nos superarmos constantemente. E como faz maravilhas, por vezes.

Mas não o confundam com o vosso melhor amigo. Que não é.

Principalmente quando nos faz encher de coragem para ir dizer à rapariga mais bonita da turma que gostamos dela. Que maravilha é ficar de coração partido depois.

 

Se bem que agora o rapaz até tem alternativas e até prefere fazê-lo pelo Instagram. Assim, em vez de recordar para sempre aquela cara linda, perfeita, desenhada à mão, a partir-lhe o coração, só fica a saber que ela leu o que escreveu, porque está ali aquele olhinho infernal irritante na janela, e simplesmente optou por não responder. A filha da mãe.

Mas a motivação, a tal amiga, esteve lá na mesma. A maldita. A diferença é que antigamente ainda corávamos no momento, agora só se ela tirar um printscreen e mostrar a toda a gente. 

 

De forma geral é-nos sempre mais difícil arranjar forças para motivar do que para desmotivar. O ser humano é naturalmente dramático, aliás, a vida é uma função matemática que tende para a tragédia. Mesmo ganhando o Euromilhões, somos fortes o suficiente para concluir que [ok, que apenas 312 dias e 15 milhões gastos depois]  "...o dinheiro afinal não traz felicidade".

E volta o drama à nossa vida agora milionária.

 

Então e porquê continuar a lutar contra o dramático e não utilizar a matemática da vida que nos irrita tanto, a nosso favor? Em vez de ter a trabalheira toda para nos motivarmos para algo, porque não utilizar frases desmotivadoras a nosso favor? 

 

Como as do tabaco, é isso? Não. 

Ver órgãos em mau estado, pessoas que não nos dizem nada em poses pouco saudáveis ou até mesmo letras gordas meramente assustadoras, resultam tanto como as audiências da CMTV. Cada vez são mais portugueses a assistir.

 

A ideia é boa mas foi mal aplicada. Temos de tocar em algo que realmente nos faça reflectir e não nos prenda na curiosidade humana da desgraça alheia.

 

Proponho então algumas sugestões:

 

Em vez de "Fumar Mata!" ou "Deixe de fumar pela sua saúde", usaria apenas:

"Sabia que Maria Leal fuma um destes todos os dias?"

Pensava ou não pensava duas vezes? 

 

"Fumar prejudica gravemente os seus pulmões", e que tal:

"Sabia que Maria Vieira compra um maço destes antes de escrever um post nas redes sociais"?

Existem cogumelos do tempo que batem menos.

 

Mas também podem ser imagens. Por exemplo, em vez de um pulmão em mau estado, proponho:

Uma imagem de Marcelo Rebelo de Sousa com a frase, "Marcelo não aprova."

Ou por oposição, André Ventura é favor.

 

Ou para casos de maior adicção, Trump adora.

 

 

Se ficou a pensar no assunto e a imaginar a situação, parabéns, percebeu o poder das frases desmotivadoras.

 

Se não, lamento, terá de recorrer a um especialista.

 

O Gustavo Santos.

 

Sim eu sei, guardei a melhor frase desmotivadora para o fim.

 

(imagem)

 

P.A


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Ricardo Araújo Pereira

Nem preciso de pensar muito num título pomposo para o post de hoje.

 

O nome do Ricardo é suficiente.

Tive o prazer de assistir em Seia na passada sexta-feira ao espectáculo solidário “Uma conversa sobre assuntos” do RAP e é de facto de louvar não só o que está a fazer, mas a forma como o faz. Na realidade não é um espectáculo comum, é uma conversa, uma espécie de debate entre amigos, como se de uma entrevista ao Ricardo se tratasse, ou fosse ele um bar aberto de questões.

Nota-se que não houve preparação e ainda bem.

Sozinho no palco, apresenta-se à frente de todos sem nada nas mangas, apenas com o seu fato de macaco habitual e com o propósito solidário de angariar fundos de apoio às vitimas dos incêndios. Durante cerca de 2 horas foram muitas as perguntas da plateia e muitas as respostas sempre com aquele badalozinho do humor que lhe reconhecemos.

Benfica - claro -,  Manuela Ferreira Leite, filhos, Gato Fedorento, facilidade em arranjar mesas em restaurantes e até culinária, muitos foram os pontos debatidos.

 

Resultado, um serão bem passado. E conseguimos rir para ajudar. 

No fim, ainda presenteou quem estava presente com um exemplar do seu livro.

 

O espectáculo solidário “Uma conversa sobre assuntos”, é uma digressão que vai percorrer ao longo do próximo mês várias localidades do centro do país que foram afectadas pelos incêndios deste ano. O dinheiro angariado (cada bilhete custa 10 euros) reverte na íntegra para as vítimas da tragédia.

 

Obrigado Ricardo.

 

(imagem)

 

P.A

 

P.S - no fim do evento, acabámos por ficar os dois na mesma sala, num bar acolhedor perto do anfiteatro. A certo momento aconteceu algo twilight zone que nunca irei esquecer:

Ricardo Araújo Pereira a assistir na TV a Ricardo Araújo Pereira num teaser do "Governo Sombra".

E de facto é como dizem.

O da TV é bem mais gordo.


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Não vejam Stranger Things 2 (sem spoilers)

A sério, não vejam.

Principalmente se gostam de ter vida social num fim-de-semana, não façam como eu fiz. Desliguem a televisão e vão à vossa vida. 

Estou aqui a dar a cara do blog para que não cometam o mesmo erro.

Senão arriscam-se a pensar que vão estar ali só uma horinha para matar saudades do enredo e a prepararem-se mentalmente que vem aí uma nova temporada para ver semana fora e quando dão por vocês passaram 8 horas.

 

Maldita funcionalidade "próximo episódio em 5 segs" da Netflix, esses dealers de séries sabem bem como vender o seu produto. 

 

Para quem viu a primeira temporada, alerto que a segunda vicia de igual forma. Se saíram há pouco tempo da clínica de reabilitação como eu, não vejam. A sério. É terrivelmente pegajoso, viciante e bom. São cerca de 8 horas, 9 episódios, em que é imperativo ver o episódio seguinte. Torna-se numa gula impossível de quebrar a fazer lembrar aquela fome das 3 das manhã por bolachas, chocolates e outras porcarias demais que por mais que não queiras, quando dás por ti já estás com uma bolacha na boca e a jurar que é a ultima vez que acontece.

A evolução das personagens da temporada anterior, a introdução cirúrgica de novas personagens, tudo é realizado num encaixe perfeito, em perfeita harmonia. Quase que me arrisco a dizer que é tudo de forma propositada para viciar quem vê.

Só posso concluir que ver Stranger Things 2 se trata do mesmo estilo de vida que pode levar à diabetes. Os episódios começam adocicados, a trama é deliciosa e terminam sempre num rebuçado por abrir no episódio seguinte. 

Stranger Things 2 não é só uma série, é manipulação pura.

 

Ver com moderação.

 

(imagem)

 

P.A

 

*Para que veio do facebook o número do euromilhoes é: 5-9-44-32-7  e 11-7, sendo que se sair, metade do que ganharem fica para mim. É justo.


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O São Martinho e as alterações climáticas

O político norte-americano e Nobel da Paz Al Gore deixou ontem uma mensagem de esperança na apresentação da sequela do filme “Uma verdade inconveniente”, afirmando que as pessoas podem e vão vencer a luta contra as alterações climáticas.

Mas alterações climáticas onde? Digam-me lá? Então e o outro senhor de cabelo engraçado, que pelos vistos esse sim, até conseguiu chegar a presidente dos EUA, não diz exactamente o contrário?

 

Numa mensagem gravada em vídeo, Al Gore começou por dizer que em cada dia as pessoas do mundo produzem 110 milhões de toneladas de emissões de gases que provocam o aquecimento global na atmosfera, “como se fosse um esgoto aberto”.

Claro que me pus logo a fazer as contas para saber qual a minha quota parte neste bolo gaseificado mundial.

 

Ora somos 7,6 biliões.

Temos 110 milhões a reivindicar por esta malta toda que anda aqui só a curtir e depois não limpa nada. Portanto, isto tudo dividido, dá à volta de 0,014 kg, ou seja, 14 gramas de emissões de gases por dia e por pessoa.

14 gramas? Eu? Por dia? Lamento mas não pode ser. Não estou à altura deste grupo gaseificado.

Sinto-me flatuexcluído. E pior, inocente.

 

Logo eu que primo pela rara flatulência, embora seja bastante acutilante quando se verifica - devo acrescentar -, tenho de agora fazer parte da média gasosa? É que só o meu primo, esse artista de "artes flatas", emite quantidades impressionantes. Principalmente à tardinha, no lusco fusco. São ali 5-7 minutos de pura Avenida da Liberdade em hora de ponta. Até dá para sentir aquela brisa. Quase como quando um autocarro passa por nós e nos contempla com aquela nuvem no fim. E neste caso, este autocarro, nem se move a grão ou feijão. Não precisa. Funciona sem chumbo mesmo.

 

Mas atenção, eu sou a favor e aceito tomar medidas, claro, mas desde que proporcionais ao nosso cavalheirismo intestinal. Os camiões também pagam mais nas portagens e eu, que nesta equação sou um simples Smart for Two, não faz sentido pagar o mesmo. Não somos todos irmãos. Ele é meu primo, se faz favor.

 

Mas tirando o facto de agora já saberem o valor médio dos gases que emitem por dia e ficarem satisfeitos com o vosso contributo, tenham em consideração que são contabilizados para este total todos os factores poluentes, desde o nosso carro, lixo, consumo de electricidade, etc. O que de facto eleva o meu primo a um estatuto digno da revista Forbes.

 

Mas voltando a Trump. Alterações climáticas onde?

Digam-me.

Sempre existiram alterações climáticas. Não é nada de agora. Que eu saiba, nunca vivemos num regime de constantes climáticas. Senão como é que os funcionários do IPMA falhavam tanto? 

 

Mesmo assim, pelo menos cá em Portugal não noto nada de especial.

Ainda ontem à noite quando ia na rua, lá estava a senhora das castanhas como é costume todos os anos. Sempre no mesmo sítio, como todos os anos, e sempre com a sua mota das castanhas, tudo como de costume. Até o slogan é o mesmo:

"Olha as castanhas! "Quentes e boas! Quentes e boas!"

E eu, olha é mesmo isto! Até me dá jeito. Vou agora comprar umas castanhas para ver se ainda vou a tempo de ser honrar a média gasosa que me compete.

 

Até que a senhora me pergunta:

"Temperatura ambiente ou mais frescas?"

 

Tudo na mesma.

 

P.A

 

P.S1 - Um abraço especial ao São Martinho. Parece que já não é preciso cortares mais do teu manto para protegeres do frio os sem-abrigo que encontras pelo teu caminho. Não deve ser fácil teres investido tanto em roupa de inverno para agora ser isto. Faz como eu, mete no OLX.

 

P.S2 - Se puderem vejam o documentário do Al Gore. Mais info aqui.

 

P.S3 - Pensem bem antes de flatular.

 

P.S4 - Ah e um abraço Bruno. Primão! 


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