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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

O "Sculptor" Português

É certo que toda a gente fala de Ronaldo, Salvador Sobral e Zezé Camarinha* como embaixadores da cultura portuguesa mundo fora.

Mas, recentemente, com tanta vitória Portuguesa por essa Europa, que deixou até este povo agastado, tanta euforia foi, ficou esquecido um senhor.

Tímido, trabalhador, humilde, viu de um dia para o outro o seu trabalho (de)batido em praça pública. Mas, mais uma vez, como muitos outros, teve de ir lá fora para encontrar o reconhecimento devido.

 

Falo do senhor Emanuel Santos. Lembra-se?

Aquele do busto do Ronaldo. O do alerta facial para os sintomas de um AVC? Sim, esse mesmo.

 

Aquele busto que eu adorei e explico aqui porquê.

 

Ao que parece o mundo do futebol é como um grupo de amigas do secundário. Uma mete unhas de gel, a outra não pára até ter também. Uma muda o penteado, a outra feita gorda vai logo imitar. Uma faz um anúncio a um champô e levanta a problemática da "oleosedade" ou "olosidade" [na realidade nunca percebi como ele dizia aquela palavra], vem logo outra a seguir fazer também.

Agora, chegou aos bustos. Então não é que a amiga histérica e invejosa do Ronaldo, de seu nome Gareth Bale, que também joga no Real Madrid, claro, até nisso tinha de imitar, embirrou que também tinha de ter um busto na sua terra natal? Andava amuada e tudo. Com a birra até fez greve e simulou uma lesão para não jogar nestes últimos meses. Pindérica. E para não dar nas vistas, a esperta, arranjou uma casa de apostas para servir de testa de ferro e fazer o pedido oficial ao senhor Emanuel. Tão falsa.

 

O que é certo é que o senhor Emanuel Santos não ligou à teoria das invejosas e conseguiu a difícil tarefa de novamente, por via de um busto, alertar para uma problemática muito comum na sociedade. Se outrora pudemos aprender como seria um AVC na cara de Cristiano Ronaldo, agora podemos ver Gareth Bale e a sua prisão de ventre acentuada.

 

Bravo senhor Emanuel! Bravo!

 

Por favor, volto-lhe a pedir:

Faça-me um busto também, se possível hipertenso!

 

 

Gareth Bale

By Emanuel Santos, Sculptor

(YES, HIM AGAIN)

 (imagem)

 

* Zezé Camarinha - Cara leitora Britânica, importa esclarecer que embora toda a temática recente do Brexit, que tem vindo a conhecer, o nosso Zeze não está incluído no pacote. Descanse, poderá continuar a visitar o nosso país sem qualquer restrição "camarinha". Obrigado.

 

* Zezé Camarinha - Dear British reader, it should be clarified that although the recent Brexit thematic that you have come to know, our Zeze is not included in the package. Don't worry, you can continue to visit our country without any "camarinha" restriction. Thank you.


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O melhor 13 de Maio de sempre

Vamos lá tentar explicar o dia de ontem por ordem cronológica que, embora sejam apenas 24 horas, foi muita coisa ao mesmo tempo.

 

 - Começa o dia,  inocente.  Hora de acordar, tomar o pequeno almoço, ligar a TV para ver o que se passa.

 

Temos o Papa, o líder espiritual da Igreja Católica, no nosso país a dirigir-se ao mundo. Milhões de peregrinos em êxtase!

 

- Depois de celebrada a missa, é hora de ir almoçar/lanchar.

 

O Benfica sagra-se pela primeira vez Tetracampeão. Milhões de adeptos em êxtase!

 

- Acaba o jogo. Deixa cá ligar a televisão na RTP1 que está a começar a Eurovisão. Jantamos. 

 

O Salvador Sobral ganha pela primeira vez o festival da Eurovisão. Milhões de portugueses [e não só] em êxtase!

 

 

Por fim, passa da meia noite. Mais um dia que a minha namorada não apanhou bouquet nenhum. Apenas uma pessoa em êxtase!

 

 

Seja ateu, não benfiquista ou anti-Salvador, Portugal não se vai esquecer do 13 de Maio de 2017.

 

Obrigado a todos os intervenientes! Que belo dia me/nos proporcionaram!

 

Orgulho de partilhar este pedaço de terra em festa convosco amigos!

 

Que venham mais dias destes! 

 

P.A


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O Salvador da Eurovisão?

É verdade.

Este ano sei e até estou a escrever sobre um programa que só sabia que já tinha terminado quando eventualmente lia/ouvia algo sobre o seu vencedor. É que com o passar dos anos fui percebendo que para ouvir músicas vencedoras da Eurovisão, bastava-me ir ao Urban. Não tinha de esperar um ano pela próxima rodada. Além disso, o Urban tem menos mulheres barbadas. Algumas, mas menos.

 

Mas o que mudou?

Este ano temos um Salvador. Um Salvador musical e isento de remixes. Resta saber se conseguirá plantar sobreiros emocionais suficientes para garantir um vasto Sobral de votos Europa fora. Algo que para alguém que até então era praticamente desconhecido do grande público e agora, embora debilitado, se apresenta num nível elevado de popularidade, é um forte indicador de conquista.

 

Eu sei que a música é o grande alvo de análise. Já li, desde o começo, diversas opiniões. Mas expliquem-me como é que eu digo agora à namorada que apanhou o bouquet que temho de ir ali ao Urban? Cultivar-me, porque não vi a Eurovisão? Que só lá ia porque a música que lá toca é daquelas que é sempre aprovada por maioria Europeia e que até ia contrariado porque nem gostava muito do ambiente? Pois é. Assim já não posso.

Meus amigos, que fique claro, não podem levar uma música destas à Eurovisão. Agora vou ter de ficar em casa, fechado, pela primeira vez nos últimos 15 anos a ver a Eurovisão [pelo menos a nossa música].

Isto tem algum sentido? Estragam-me os planos, sem necessidade.

 

Vá lá, façam lá um remix europeu disso, como a malta gosta, vá.

 

 

P.A 

P.S - O Salvador conquistou-me. Confesso. No entanto não foi só pela música ou pelas características pessoais, ditas normais, que tenho lido por aí, resultado das suas recentes entrevistas. Ele, mesmo antes de cantar, já está a representar o nosso país. A encarnar o verdadeiro português.

Salvador, se estiveres a ler, és o verdadeiro TUGA rapaz! Que mestre foste a olhar para a senhora que passou enquanto te estavam a entrevistar na red carpet! Uma questão de prioridades, claro. No ponto rapaz! No ponto!

A tua irmã é que não sei se adorou tanto!

 

Abraço e força aí em Kiev!

 

salvadorSobral.png

(imagem)

 

Podem ver o vídeo completo do Salvador, irmã e senhora jeitosa, aqui.

 


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O Finalista Português

É sem dúvida alguma o nome mais temido por terras espanholas por estes dias que passam.

 

Sinceramente eu acho que é só por causa do finalista português que os espanhóis ainda não nos invadiram.

Repare bem, todos os anos é a mesma coisa, o espanhol começa a olhar para Portugal como uma pequena quinta aqui ao lado que até tem umas coisas engraçadas. Invade o mercado com os seus produtos, compra-nos activos, controla alguns cargos importantes e o plano corre bem durante alguns meses. E nós nada. Até que chega a Páscoa.

Aquela altura do ano onde restos de copos, garrafas, lençóis, colchões,  toalhas, azulejos, tv's, enfim, tudo o que conseguirem agarrar, toma conta das zonas costeiras e resorts espanhóis. Um furacão que os coloca em sentido.

Alguns turistas que não conheçam o fenómeno ainda poderão acreditar que se trata de alguma tradição pascal espanhola. Mas não.

Não é tradição caro turista, é rendição. 

 

Obrigado finalista.

Obrigado por este oxigénio extra que nos dás todos os anos para aguentarmos aqui bem imponentes e temidos por mais um aninho. Para verem que não brincam assim aqui com o portuga.

Sabes, o problema até é nosso que não pomos os olhos em ti. Acaba a Páscoa e és sempre esquecido.

Em Maio volta outra vez o português que não faz mal a uma mosca e lá ficamos nós a depender da vossa fornalha de 2018 outra vez.

 

Bom mas vamos analisar o que tem conquistado o finalista.

Recorda-se de Lloret del Mar? Eu recordo perfeitamente. Afinal fui também eu destacado para essa missão há umas Páscoas atrás.

Hoje em dia espante-se:

Já não existe. Nenhuma agência de viagens oferece este destino para o finalista português. Qual Aljubarrota, o finalista português chegou e conquistou.

Com Lloret del Mar já fora do mapa, Marina d'Or, Benalmadena, CalpeSalut são os locais mais procurados por finalistas do secundário.

Então não é que Benalmádena (Torremolinos) já é nossa? Caiu este ano.

Cerca de mil finalistas altamente especializados conseguiram envergonhar os grandes favoritos de Marina d'or, esses que ainda são embaraçosamente aceites por lá. Os de Benalmádena não, fizeram o que lhes competia e em apenas 2 dias dominaram o território por completo e estão em Portugal bem mais cedo que o previsto a celebrar mais esta grande conquista.

Eu próprio, mais logo, ainda lá vou dar um bacalhau à malta. 

 

Mas quem é verdadeiramente este conquistador português dos tempos modernos? 

Aquele que embora só saiba em Julho se realmente é finalista ou não, coloca corajosamente a pátria em primeiro lugar antecipando a sua recruta logo em Abril?

Uma coisa é garantida, mesmo reprovando, para o ano é novamente finalista e vai voltar a tirar o calção ou biquini da gaveta e envergar honrosamente, mais uma vez, o uniforme do finalista português.

 

Ah que saudades! Quem me dera ter feito mais pela pátria. 

 

Coragem finalista! Para o ano há mais!

 

 (imagem)

 

P.A


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Como é ir ver um jogo de Portugal

Um bom português, de sangue puro, decide às 15 horas do próprio dia que afinal, se calhar, até quer ir ver o jogo de Portugal que começa apenas 4 horas depois.

E pior, pensa que teve uma grande ideia. 

 

Na realidade esse nem é o problema. O verdadeiro problema do bom português é que nunca há só um.

 

Este sábado, eu fui um bom português.

Quando cheguei ao Colombo, na esperança que ainda existissem bilhetes para venda, mal viro para o Continente, travo bruscamente contra um muro de gente. Sim. Era a fila para os bilhetes. Estavam lá os meus irmãos todos. Desde o bom português Alberto, à Maria, passando pelo pequeno Américo e acabando com último da fila: Eu.

A primeira coisa que pensei é que mesmo que ainda existam bilhetes quando chegar a minha vez, de certeza que serão para lugares onde já não dará para ver o João Moutinho. Mas que poderia fazer agora? Quando entretanto já tinha mais 20 irmãos atrás?

Fiquei.

Quem adorou a situação foram os elementos femininos que me acompanhavam, dos quais destaco a menina que apanhou o bouquet que prontamente se voluntariou juntamente com a irmã a ficar na fila. Mas não comigo claro.

Falo das filas da Zara, Primark, Bershka e mais não digo que já estou com tonturas.

Resumindo, um dia de sonho para elas. Pena aquele detalhe chato de terem de ir ver bola.

E eu?

Fiquei, claro. Antes ali!

 

Mas e quem estava a trabalhar no meio da confusão?

Para as empregadas do apoio ao cliente do Continente foi um dia normal. Triste, mas normal.

Habituadas a atender milhares de pessoas por dia estão elas, o problema é que estava toda a gente alegre, em festa e nem um ferro de engomar ou torradeira foi devolvido naquele dia. Confesso que me tocou. Notava-se que estavam em baixo, implorando por um berro, uma expressão menos simpática, um ligeiro murro na mesa, algo que as animasse, mas em vão. O bom português nestas coisas porta-se bem. Nem o pequeno Américo chorou.

 

Chegou a minha vez.

 

Confirma-se, não vou ver o João Moutinho.

 

9163246200921208189-account_id=1.jpg

 (e não vi mesmo...)

 

P.A.


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