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A minha namorada apanhou o bouquet

A história de um rapaz e a namorada que apanhou o bouquet...

A minha namorada apanhou o bouquet

A história de um rapaz e a namorada que apanhou o bouquet...

Mas que virose é esta?

É impressão minha ou anda aí uma nova virose?

 

Uns podem dizer que é a Primavera, outros falta de roupa. Mas o que é certo é que está por todo o lado.

 

A coisa começou aqui e ali mais ou menos há duas semanas. Um caso ali, outro caso acolá, ninguém estranhava, afinal de contas não é daquelas mais contagiosas e todos os anos acontece.

A pessoa sabe que existe, mas sente-se segura na mesma. 

 

Mas agora onde trabalho são já 3 casos. Aqui, em blogs, já lhes perdi a conta nos últimos dias.

 

Sinceramente eu até nem sou destas coisas, mas se calhar vou jogar pelo seguro e começar a tomar as devidas precauções.

 

Pelo sim pelo não vou começar já hoje a trabalhar até mais tarde e a ter dores de cabeça quando chegar a casa.

 

É que esta coisa da Paternidade é séria!

 

 

 

 

P.A.

 

 


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O que é uma biblioteca?

Ouvi eu um adolescente a perguntar a um colega.

 

Na minha altura, na escola, um calduço seria a opção correcta e imediata. Mas neste caso o colega respondeu:

"Não sei, acho que tem livros."

 

Fez-me pensar.

Hoje em dia a rapaziada já não passa serões a fazer os chamados trabalhos de grupo na biblioteca. Agora chama-se whatsapp, telegram ou messenger. O que até é mau.

 

Quantas vezes não disse eu à minha avó que ia para a biblioteca adiantar o trabalho de ciências, quando afinal estava era a estudar línguas com a minha colega estrangeira Mafalda? Estou a brincar avó.

Era a Inês.

 

Por algum motivo sempre tive melhor nota a inglês. É tudo uma questão de estudo. 

 

Mas caro adolescente, já imaginaste como será entrares numa biblioteca e teres de procurar um livro, por corredor, fila e posição? 

E ao fim de uns minutos de procura, descobrires que aquele intervalo ali, aquele mesmo, entre dois livros que não te servem para o trabalho, é exactamente o intervalo do livro que tu precisas?

E que quando tu te viras, triste com a situação, percebes que quem tinha acabado de o requisitar é um colega teu que está naquele preciso momento a olhar para ti e a rir?

 

Agora imagina isto tudo num clima pesado e controlado onde não podes rir, não vá o bibliotecário aparecer.

 

"Bibliotecário?" - perguntas tu.

 

Sim, entrar na biblioteca é ser confrontado com aquela figura autoritária que lá habita, de expressão sempre fechada e que ao mínimo som exerce violentamente o seu gesto de indicador bem firme, colado aos lábios. Sempre acompanhado de um "shhh" assertivo e olhar ameaçador.

É ter todo aquele peso de responsabilidade quando este mesmo senhor bibliotecário chega com obras mais antigas nas mãos e na entrega, solta apenas uma palavra com voz robusta: "Cuidado."

Que arrepio.

 

É uma experiência que te aconselho, caro adolescente.

A ti e aos teus amigos.

 

Ou isso ou treinar línguas.

 

 (imagem)

 

P.A.


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Cuidado, Fui burlado na esquadra

Quem o diz é o senhor Alfredo.

Amigo de longa data do meu avô, polícia reformado com mais de 40 anos de trabalho, sempre na mesma esquadra.

 

Hoje trago-lhe uma história, não minha, mas deste grande senhor Alfredo.

Mas já lá chegarei.

  

Desde queixas apresentadas porque a esposa ressona, ou até mesmo carros de patrulha requisitados para emergências que afinal eram apenas para apanhar o marido com a amante em flagrante noutra residência. O senhor Alfredo estava presente.

Mas há mais.

Casos de pessoas que se apresentavam voluntariamente na esquadra para serem presas, apenas porque gostavam de saber como seria, ou ainda as que chegavam e apenas diziam "Não aguento ver homens com farda...".

Estas, o senhor Alfredo só sorriu e deu um ligeiro toque na boina. Não adiantou mais...

 

Mas de todo este concentrado de situações, apresento-lhe esta, com mais de 30 anos de história:

 

Era uma terça-feira, por volta do meio-dia.

Apresenta-se um senhor de seu nome Manuel, bem vestido e bem falante. Quer apresentar queixa.

O senhor é atendido.

Afirma convictamente que lhe roubaram a carteira. A queixa é feita.

Só que logo a seguir surge um problema. Informa que tem de viajar para o Porto nesse mesmo dia e que na carteira continha além do bilhete, todo o seu dinheiro. Pergunta então se a esquadra não poderia emprestar o dinheiro que, obviamente, ele daria todos os seus contactos. O senhor Alfredo regista os dados e indica que no máximo poderão comprar eles próprios(esquadra) o bilhete.

 

"Não tínhamos computadores. Só máquinas de escrever e apontávamos tudo num dossier". - conta.

 

Entretanto com o aproximar da hora de almoço, o senhor bem falante Manuel pergunta se não poderia incluir também o almoço nesse mesmo "empréstimo". O pedido foi concedido e como o senhor não tinha carro, foram dois polícias e o senhor Manuel numa espécie de escolta policial até ao restaurante. Almoçaram todos.

O senhor não se fez rogado e como disse que seria ele a pagar e estavam a ser tão simpáticos para com ele, pediu tudo do bom e do melhor, claro.

 

"Eu sei porque estava lá! Era um dos polícias!" - reforça o senhor Alfredo.

 

Por fim chega a conta. O senhor Manuel ainda comenta que até contava com maior despesa, mas quem regista e paga, são os dois polícias.

Terminada abastada refeição, saem do restaurante e como a hora de partida do comboio já é próxima, assistiu-se, mais uma vez, a uma segunda escolta policial, desta feita até à estação de comboios.

 

O senhor entra no comboio e despede-se dos polícias, agradecendo bastante toda a hospitalidade.

 

"Os dados eram falsos e até hoje não recebemos nada!"

 

"E foi assim que fui burlado! Nem na esquadra!"

 

 (imagem)

 

P.A


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Em Banho Maria #9 - Uma oferta irrecusável...

Caros fãs do Em Banho Maria,

 

O PA queimou de vez e eu, a Maria, bem…eu  tostei ligeiramente.

Estas semanas em que temos estado de molho no Em Banho Maria, despoletaram problemas que desconfiávamos que tínhamos, mas ainda não se tinham revelado.

A par desta situação, e porque somos bloggers de sucesso (nas nossas casas de banho, e para as nossas mães) uma conhecida instituição ofereceu-nos uma estadia por tempo ilimitado, para que pudéssemos repousar e repor ideias.

Esta oferta foi totalmente gratuita e, perante tamanha generosidade, o PA e a Maria falarão sobre a experiência dentro de algum tempo.

Podemos desde já adiantar que teremos direito a quartos individuais minimalistas, banhos e até roupa nova!

E o edifício?... é LINDO, um autêntico palácio, com jardins fantásticos.

Qual Casal Mistério, lá iremos ansiosos por este pedacinho de paz e sossego.

Podemos receber visitas, o que muito nos agradaria, e para tal aqui ficam as indicações para quem se queira deslocar em transportes públicos:

 

Metropolitano de Lisboa

Linha Caravela (Verde) – Estação de Alvalade – saída Av. de Roma


Carris

Autocarros 717, 731, 735, 750, 755, 767, 783 (Av. do Brasil) ou 735, 755, 767 (Av. de Roma)

 

 

 

 

Se quiserem saber um pouco mais, aqui fica o link do “SPA”

http://www.chpl.pt/artigos/contactos/sede_pt_96

 

O P.A queria ter-se despedido de vós, mas a oferta que lhe fizeram foi bem melhor do que a minha. Nem teve tempo para pensar!

 

E digo-vos, não ficava nada mal com aquele colete de forças e amordaçado. Gostei!

 

Voltaremos dentro em breve para a 2ª temporada!

 

 (imagem)

 

Beijinhos e Abraços,

P.A e Maria


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Eu gosto do busto do Ronaldo

Não, não sou familiar do escultor Emanuel Santos.

Não, também não estou severamente medicado.

E sim, tenho as consultas de oftalmologia em dia, esteja descansado.

 

Simplesmente gosto. 

 

E vou explicar-lhe porquê.

 

Este busto não se reduz a uma tentativa de reprodução da imagem do Ronaldo. É como um livro que cada um lê como quer e tem a liberdade de poder imaginar como entender. É esta a sua verdadeira essência.

Um busto do Ronaldo que para mim pode ser uma personagem do Dragon Ball Z e ao mesmo tempo um alerta para os primeiros sintomas faciais de um AVC, é algo que prezo. É educativo e apela a imaginação.

Além disso, deixa-me bem disposto.

Mas a verdadeira magia é que mesmo cultivando a nossa criatividade, não foge ao tema. Toda a gente sabe que é um busto do Ronaldo.

 

Se fosse uma cópia perfeita, estariam agora todos a exclamar: "Ah, olha é o Ronaldo. Sim senhor, bom trabalho. Adeus."

Se fosse algo totalmente ao lado, estariam agora todos a exclamar: "Mas quem é este? Deixa cá ler as letras para ver se é aquele o Álvares Cabral, o das Descobertas"

 

Mas não. Foi feito o mais difícil.

Uma cópia que não engana, mas que também não revela logo tudo. Uma obra que desafia quem a vê.

 

Então na escola, ensinam-nos a decifrar poesia e essa cifra que nos ensinam é a chave para depois podermos finalmente perceber o que aquelas palavras realmente significam e agora aparece um busto com uns versos ao lado, só porque não é óbvio, já não se gosta?

 

Desculpe lá mas como é possível gostar de Pessoa, e não de Emanuel Santos?

 

Para mim é esta a verdadeira definição de arte. Uma obra que não se limita ao óbvio e que, além disso, nos passa uma forte mensagem.

E melhor, uma mensagem personalizável. A verdadeira arte transversal, acessível a todas as idades.

Desde a avó ao neto. Todos vão ver ali o Ronaldo...E algo mais.

 

Caro senhor Emanuel Santos se estiver a ler isto, eu sei que pode pensar porque tenho um blog sou mais inatingível que um simples jogador de futebol, mas desengane-se, teria todo o gosto que me fizesse um busto também.

 

Seria um privilégio.

 

 (imagem)

P.A


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Aquelas torneiras automáticas...

Caro senhor responsável por este tipo de torneiras, principalmente aquelas sem sensores que precisam de um pequeno toque para começar, perceba uma coisa:

 

Eu quando entro na casa de banho onde trabalho e quero lavar as mãos, não me quero sentir um concorrente do novo programa da Cristina. Sempre a correr.

Graças à sua ideia, algo que devia ser equivalente a um Spa para as minhas mãos, transforma-se numa sequela mal feita de um qualquer episódio da série 24. E eu não sou o Jack Bauer dos lavatórios.

É que quando carrego na maldita torneira, já sei que tenho apenas 7 segundos para molhar um pouco as mãos, correr para o sabonete e voltar novamente para a torneira para concluir o processo. Diga-me, Spa onde?

Como é óbvio, 7 segundos não chegam. Principalmente se o sabão não está logo ali.

Claro que a história acaba sempre da mesma forma. Um P.A triste, derrotado e com mãos cheias de sabão à frente de uma torneira seca, que outrora correu água.

Que desilusão.

Tenho de voltar a carregar na sua amiga torneira.

E, como é óbvio, 7 segundos são agora um exagero.

Em 2 segundos estou pronto a sair e a torneira continua a deitar água. Ainda tento puxar o gatilho para acelerar o processo, mas em vão, continua a correr. O pânico inicial deu agora lugar à mágoa.

Toda aquela água a correr em vão. Só porque eu não consegui à primeira.

 

Assisto impotente a todo aquele velório aquático.

 

Por fim termina.

Suspiro.

 

Saio da casa de banho de mãos bem lavadas, verdade.

Mas de consciência bem poluída.

 

 

P.A.

(Amigo, altere lá isso para os 10 segundos está bem? Sempre são menos que ter de carregar duas vezes... Ajuda-me a mim e a quem paga a água.)


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Como é ir ver um jogo de Portugal

Um bom português, de sangue puro, decide às 15 horas do próprio dia que afinal, se calhar, até quer ir ver o jogo de Portugal que começa apenas 4 horas depois.

E pior, pensa que teve uma grande ideia. 

 

Na realidade esse nem é o problema. O verdadeiro problema do bom português é que nunca há só um.

 

Este sábado, eu fui um bom português.

Quando cheguei ao Colombo, na esperança que ainda existissem bilhetes para venda, mal viro para o Continente, travo bruscamente contra um muro de gente. Sim. Era a fila para os bilhetes. Estavam lá os meus irmãos todos. Desde o bom português Alberto, à Maria, passando pelo pequeno Américo e acabando com último da fila: Eu.

A primeira coisa que pensei é que mesmo que ainda existam bilhetes quando chegar a minha vez, de certeza que serão para lugares onde já não dará para ver o João Moutinho. Mas que poderia fazer agora? Quando entretanto já tinha mais 20 irmãos atrás?

Fiquei.

Quem adorou a situação foram os elementos femininos que me acompanhavam, dos quais destaco a menina que apanhou o bouquet que prontamente se voluntariou juntamente com a irmã a ficar na fila. Mas não comigo claro.

Falo das filas da Zara, Primark, Bershka e mais não digo que já estou com tonturas.

Resumindo, um dia de sonho para elas. Pena aquele detalhe chato de terem de ir ver bola.

E eu?

Fiquei, claro. Antes ali!

 

Mas e quem estava a trabalhar no meio da confusão?

Para as empregadas do apoio ao cliente do Continente foi um dia normal. Triste, mas normal.

Habituadas a atender milhares de pessoas por dia estão elas, o problema é que estava toda a gente alegre, em festa e nem um ferro de engomar ou torradeira foi devolvido naquele dia. Confesso que me tocou. Notava-se que estavam em baixo, implorando por um berro, uma expressão menos simpática, um ligeiro murro na mesa, algo que as animasse, mas em vão. O bom português nestas coisas porta-se bem. Nem o pequeno Américo chorou.

 

Chegou a minha vez.

 

Confirma-se, não vou ver o João Moutinho.

 

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 (e não vi mesmo...)

 

P.A.


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Em Banho Maria #8 - O tamanho importa?

Segunda-feira secante?

Em Banho Maria refrescante!

 

(ao telefone)

P.A: Já não te vejo há uma semana! Onde é que andas??

Maria: Estou quase a chegar P.A!

P.A: Maria??

Maria: Sim...?

P.A: Eu liguei, mas foi para o meu amigo da esquadra

(chamada violentamente interrompida)

 

Maria chega, calada...

 

P.A: Não sabia que "tinhas multas por pagar" Maria. Ficou "tudo em dia"?

Maria: O_O

P.A: Continuando...Mais uma vez, deixa-me que te diga que é um privilégio ter-te aqui em minha casa para mais um Em Banho Maria.

Maria: Obrigada P.A.

P.A: Da próxima, com mais calma, tenta é tirar primeiro as algemas...

Maria: O_O

P.A: Agora que te deixei mais confortável podemos começar.

Maria: ... Começo a achar que não tomas a medicação...

 

 

P.A: Esta semana vamos falar de tamanhos. Diz-me, és rapariga para gostar mais de XL ou XS?

Maria: Estou numa fase intermédia. o XS já não me serve e o XL ainda é muito grande. M é agora o ideal. 

P.A: Gostei do ainda... E a dormir? És mais aventureira e gostas de dormir perigosamente na berma, ou seja, em cama individual, ou preferes rebolar em cama vasta de casal até adormecer?

Maria: Na berma, de uma cama de casal.

P.A: Inteligente de facto...E com o "calçado"? Gostas de sentir o "pezinho" mais para o apertado ou para o largo?

Maria:  Justinho, justinho. nunca apertado e também não gosto de chinelar.

P.A: Fico sempre na dúvida se ignoras as aspas ou não... 

 

P.A: Imagina agora que tinhas dois rapazes para escolher. Um veste XS de boxers outro XL. Qual seria o eleito?

Maria: O XS de boxers, gosto deles assim para o magrinhos

P.A: Por falar em boxers...Até quanto toleras, em polegadas, o tamanho do...

Maria: Vê lá o que vais perguntar P.A!

P.A: Smartphone?

Maria: Ah bom, ainda assim agora não te respondo. Abusador!!

P.A: Não sabia que o Smartphone era tema tabú entre nós Maria! Mas responde-me agora à pergunta que todos aguardam. O tamanho importa realmente? 

Maria: Continuamos a falar de smartphones? claro que importa. no meu atual quase não vejo as letras de tão pequeno que é.

P.A: "Claro que importa" - Fica registado.

  

P.A: Última pergunta, a da praxe: o que dizem...as tuas algemas Maria?

Maria: Que querem umas proteçõezinhas para não magoar os pulsinhos... para a próxima não as posso comprar no chinês

 

(Desligam o som)

 

P.A: Olha, agora quando te fores embora, levas-me estes papéis se faz favor?

Maria: O que é isso P.A?

P.A: Nada de novo para ti. São multas para perdoar...

Maria: O_O

 

 (imagem)

 

P.A


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SmartJogos

Belo trocadilho multi-linguístico ali no título hein?

 

Bom...

 

Que coisa fantástica esta de um telemóvel correr jogos que envergonhariam a minha simpática Mega Drive 2. (quem tem menos de 25 anos consulte aqui, por favor.)

Mas esta nova rotina do fácil acesso ao jogo também pode alterar as nossas vidas.

Eu dou por mim a ir voluntariamente à segurança social só para poder ter finalmente tempo para acabar o enigma impossível do nível 21.

E quando estou mesmo aflito, que aquele anormal do Hugo já me passou no score outra vez, até digo à rapariga que apanhou o bouquet, que o que gostava mesmo de fazer num sábado à tarde era ir ver as últimas novidades Primavera-Verão da Primark. Duas vezes.

E como os olhos dela brilham!

Duas vezes!

 

Na realidade, o segredo para uma relação feliz é encontrar um smarphone com bateria suficiente para aguentar o tempo que ela está nas compras. 

Só precisam de enquadrar os tempos mortos do jogo, com os que ela pergunta "E esta fica-me melhor?" De resto, ela não vai notar que estamos autênticos Corcundas de Smartdame a tarde toda.

 

 Imagem

 

Um coisa é certa, quem inventou isto de certeza que estava com palpitações à espera da madame numa Zara qualquer... 

 

Ou isso ou pernoitou ali nas Finanças.

 

E sim já te passei Hugo.

Este fim de semana és tu quem vai ao shopping. 

 

P.A


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Por favor, não me trate por senhor

Diga-me, por favor, o que se passa.

 

Explique-me lá porque motivo o jovem que há em mim passou a ser ignorado?

Explique-me o porquê de no outro dia, na rua, uma rapariga da minha idade que sofre de procriação precoce, se dirigir ao seu filho com: "Tem cuidado João, deixa o senhor passar!"

Senhor? Tem idade para ter andado a brincar ao bate o pé comigo na primária, e agora é o senhor? 

Por favor não me faça isto, tenha cuidado quando usa esta expressão, apele ao bom dia alheio e diga algo como "rapaz", "jovem", ou no meu caso "esbelto". Basta, percebo logo que é para mim e o esbelto não me ofende.

 

Perceba uma coisa...

 

Lá porque declaro IRS não quer dizer que não goste de ver o Dragon Ball Z na mesma.

Ou lá porque sei o que é um crédito habitação, ou qual a melhor taxa de juro do mercado, não quer dizer que não goste de receber novamente o Fifa este Natal.

A Cerelac a mesma coisa.

É uma questão de coerência. De personalidade forte. Não de idade.

Sou um rapaz de gostos fixos pronto. 

Mas não sou o único.

 

Olhe o José Raposo por exemplo. Aos 26 anos disse que gostava de raparigas de 26 anos, hoje, aos 54, ainda mantém.

  

P.A.


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