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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A Hóstia do Dia-a-Dia

Porque é que quando temos pastilhas ou algo do género, temos de dar a toda a gente?

Eu não sei se este tema vos tira o sono ou não, mas a mim tira-me bastante na vida. Ao ponto de ficar sem pastilhas.

Fico sem travões portanto. [bela piada, hein?]

 

Mas onde está afinal tal coisa escrita? Tal ordem do dia?

Nos 10 mandamentos não está. Até porque mentos não são pastilhas e se fosse mandar só 10, estava eu bem.

Digam-me, por favor, onde está ou quem foi que o fez, que quero conhecer esse grande senhor ou senhora que resolveu um dia iniciar este processo! A sério que quero!

Gostava de compreender se ele, ou ela, pudessem voltar agora atrás no tempo, se realmente voltavam a fazer o mesmo. De certeza que a intenção era boa, mas fugaz. Não duvido.

Não mediram, pela certa, o impacto que esta sua elasticidade distributiva veio trazer ao mundo.

É que nem Jesus Cristo, nas suas boas acções, distribuiu pastilhas elásticas, só porque foi comprar ali ao lado um pacote e não foi suficientemente rápido a esconder. Nem Judas, ao ver, gritou : "Tens pastilhas!!, Dá-me uma!"

Nem Judas! Meus amigos! Nem Judas!

 

É que depois ainda há essa. Há sempre aquela alma que nasceu para ser sirene de bombeiros, que é aquele colega que assim que se apercebe que estamos a guardar discretamente uma embalagem (Nota relativamente importante: A GUARDAR A NOSSA EMBALAGEM) resolve abrir aquela garganta e dar o alerta geral a plenos pulmões. Numa espécie de chamamento animal em plena savana, invocando assim todas as suricatas das pastilhas elásticas, até então adormecidas, que estavam pelas redondezas.

Em três tempos, fica-me logo tudo ali, à minha frente, firme e hirto e de braço estendido, à espera daquela hóstia elástica do Padre P.A.

 

(imagem)

 

"Deus te pague" - dizem, já mascando. 

 

Ora eu que não fui para padre, mesmo tendo sido esse um dos resultados dos psicotécnicos do secundário, parece que não me livro de andar a comungar semanalmente almas alheias por via da Trident Fresh Sem Açúcar. Será chamamento? É que já tentei mudar de pastilhas várias vezes para me libertar deste ritual, mas descobri que possuo um rebanho bastante ecléctico no que trata a marcas e sabores pastilhieiros. Não largam a minha paróquia nem por nada.

É que o padre no fim da missa ainda bebe o vinho. Eu, a única coisa que ganho é uma caixa de pastilhas mais vazia que um confessionário em dia de receber políticos.

 

Mas pronto eu percebo que não concordem, eu tenho aquele gosto estranho que se calhar é só meu, não sei, que é até apreciar ter pastilhas elásticas quando as compro.

Não sei porquê, parece-me fazer sentido. Se eu vou de propósito comprar, faz sentido ter. Não é? Até parece ter lógica.

Mas se calhar não tem. O normal é não ter, aparentemente.

No fundo é como o nosso ordenado, todos nós que trabalhamos, recebemos uma embalagem cheia de euros ao fim do mês, só que depois alguém do fisco vê, abre aquela boca de puto estúpido da turma e aponta na nossa direcção. E pronto, no fim, só nos resta aquela caixa meio vazia que tem de dar para o resto do mês.

 

E as suricatas do estado ali, a rirem-se,  a mascar a nossa metade.

 

P.A

 

E já agora, por falar em suricatas, feliz dia do amigo!


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Eleições Autárquicas - Tesourinhos 2017

Diz-se por aí que uma boa imagem, um bom slogan, uma boa frase motivacional podem convencer alguns eleitores a mudar a sua intenção de voto. Diz-se. Será verdade?

 

A verdade é que com tanta freguesia em Portugal, torna-se realmente complicado garantir a sobrevivência de alguma "criatividade sloganística" por todo o território, mesmo que seja espaçada em intervalos de 4 anos. 

Mas o que me faz alguma confusão aqui é que toda esta escolha de slogans pareça mais uma espécie de sorteio de frases pré-feitas, como se juntassem todos os candidatos numa sala e, vez à vez, vão tirando a bola, não da sorte, mas do slogan político correspondente. Numa espécie de Lotaria de Slogan Autárquico, em que só temos direito a tirar uma bola.

 

Apresento-vos o primeiro sorteio, aberto a todos os candidatos:

Sorteio do "Slogan Autárquico em que basta pôr um verbo antes do nome da freguesia" de 2017:

 

"Senhor candidato à freguesia Calvos, retire por favor a sua bola" - exclama a senhora do bingo que faz sorteios de slogan políticos às quintas à noite.

 

Ele retira.

Ah bolas. Calhou a bola do slogan com o verbo "Continuar".

continuarCalvo.jpg

 

 

"Vá amigo, da próxima tens mais sorte no sorteio." - diz o colega de Leitões:

 

continuarLeitões.jpg

 

 

Mas nem só de retirar bolas é feito este sorteio. Existem algumas regras. Ora vejamos:

Se o nosso partido estiver actualmente em funções na nossa freguesia, então verbos como Mudar, Alterar, Rejuvenescer, Recriar, estão totalmente proibidos de extrair. Apenas o Continuar, Manter e Seguir se encontram no boião do sorteio. Já imaginaram o que seria se alguém arriscasse a querer mudar algo dentro da mesma cor política? O resultado imediato seria devastador. Começando pelo despedimento por justa causa do senhor dos boiões. Esse incompetente. Que não sabe distinguir, literalmente, a direita da esquerda.

 

Além deste sorteio, de verbos precedendo o nome da freguesia, existem outras categorias para os candidatos mais requintados:

 

Apresento-vos o segundo sorteio, aberto só a alguns candidatos de zonas mais "in":

O sorteio do "Slogan político da utilização da palavra "primeiro" " de 2017:

 

primeiro.png

Parabéns aos vencedores.

 

Existe também no meio destes sorteios uma bola preta, a do azar, que ninguém quer.

Este ano calhou a bola do mau gosto a Esposende:

 

bolapreta.jpg

 

 

Mas também temos casos positivos e de fair-play político que são sempre de louvar:

 

fairplay.jpg

Mas mesmo com esta sugestão de extremo fair-play de sugerir um "olhar em frente" para um rival, quero dar aqui um abraço especial ao Panda, que para mim é um forte candidato a Oeiras.

Sigo-te sempre na TV candidato Panda, obrigado por teres um canal que deve ser o único em que não é o Marcelo, o que aparece mais.

Parece que já estou a ver: "Oeiras a "Pandemónio" Mundial!

Peço desculpa, calhou-me a bola do trocadilho com património no sorteio. Tive azar.

 

E para terminar com chave de ouro, a bola dourada do sorteio, a mais desejada e que normalmente só está reservada para as grandes cidades portuguesas: o Slogan político temático da actualidade:

 

E o vencedor de 2017 do Slogan político temático da actualidade é?

 

salvadorsobralpelos2.png

O candidato Manuel Pizzaro!

Que embora fizesse mais sentido concorrer a "Calvo" e ser dono da bola "Continuar", apresenta-se aqui sortudo, com a bola "Salvador Sobral" e o seu "Fazer pelos Dois". Bravo Manuel!

12 Pontos para o Porto.

 

 

Bem, seja com sorteio ou não, muitas vezes a ideia que sobra, é que independente do slogan escolhido, o eleitor vota na mesma ou melhor, como tem vindo a ser hábito, abstém-se, e aqueles que sobram, que ainda votam, votam sempre na mesma cor, não é verdade? Eu gostaria de acreditar que não. Espero que não.

Mas seja esta espécie de facilitismo político, ou mesmo apenas falta de imaginação, os verdadeiros culpados do nascimento destas "abordagens sloganísticas", o que é certo é que eleições atrás de eleições, tesourinhos não faltam, tendo dado origem a uma página de facebook [onde fui capturar a inspiração e imagens que vos apresento aqui]. 

Vão lá dar uma espreitadela. E muitos mais tesourinhos vão encontrar.

 

E já agora cuidado com as correntes de ar. Não se constipem como este senhor:

 

santinho.jpg

 

Santinho!

 

P.A


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Inscrevi-me no Tinder...

Antes de mais quero agradecer publicamente à Maria das Palavras por me ter proporcionado este desafio pessoal de como é contar à rapariga que apanhou o bouquet, que ia instalar o Tinder. Além de me ter enriquecido psicologicamente, descobri também que alguns dedos da mão dela demoram até cerca de 2 dias para sair totalmente da minha face. Vá lá que só lhe contei sexta à noite. Assim na segunda, no trabalho, já não fui gozado. Sempre fui dos que gosta de planear bem as coisas.

Muito obrigado do fundo, mas do fundo mesmo(!), do meu coração a ti, minha querida Maria das Palavras!

 

Bom, além de ter desenvolvido algumas skills de camuflagem para conseguir concretizar esta "aventura" com sucesso até ao fim, importa esclarecer que me apresentei exactamente como me apresento aqui, o P.A, que tem este blog. A alternativa seria ir como eu próprio, mas aí, expondo toda esta espécie de face que possuo, é que não teria matches pela certa. E pior, a chapada de sexta à noite teria sido em vão. Não arrisquei.

 

Antes de instalar, a ideia que tinha do Tinder é que não havia espaço para muita conversa e o foco estaria mais orientado na acção seguinte/encontro. Mas na realidade até fiquei surpreendido. Claro que há algum deboche, casais à procura de um terceiro elemento para ajudar na "lida da casa", poucas vergonhas e até oferta de serviços de "massagem divina", mas de forma bem mais rara do que raparigas que usam simplesmente o Tinder como ferramenta para conhecer novas pessoas.

 

O mercado Internacional 

Um rapaz no Tinder e em Lisboa em particular, como é o meu caso, tem de saber inglês. É que 75% das raparigas que surgiram, eram turistas. Sim, 3 em cada 4. Algumas procuravam apenas guias turísticos para melhor conhecer Lisboa, outras "algo" só para hoje à noite e outras lançam até uma espécie de ultimato ao consumidor Tindeiro português:

"Últimos dias por Portugal..." Liquidação total?

"Só esta semana..." No Pingo Doce?

"Só hoje..." Preço da picanha?

 

Pergunto-me se existirá cartão de pontos.

 

O atributo feminino mais comum

Mas no que trata a descrições mais comuns sejam internacionais ou não, a maior parte das raparigas podia não escrever muito, mas havia um detalhe que estava quase sempre presente: A altura. Eu imagino estes inícios de conversa depois de um match:

"Com que então 1.68, sua marota..." - O garanhão standard

"Adoro a tua personalidade em termos de altura, Maria" - O garanhão pseudo intelectual 

"Que engraçado! 1.68?? Temos tanto em comum!" - O garanhão mentiroso 

"Sabias que 1.68 era a altura de Napoleão?" - O que vê o canal História

 

Top 10 descrições 

"A criança na terceira imagem não é o meu filho e o homem nas fotos 2 e 4 não é o meu namorado. É o meu ex." - A rapariga com poucas fotos...

"Procuro companhia (não necessariamente a mesma) para várias coisas..." - Muito cuidado com esta, ainda acabam o dia a limpar o chão e a estender a roupa enquanto ela está ocupada no quarto. Com outro.

"Candy crush Level 1023" - Não quero imaginar como será ter uma relação com alguém melhor do que eu no Candy Crush.

"O que te faz fazer match com uma tipa sem fotografias?" - Aprecio bastante raparigas que nos fazem pensar, mas bastante mesmo. Mas como não tinha foto, não dei like.

"Bora fechar uma" -  Devo ser demasiado velho para perceber esta, mas tenho algumas ideias.

"O meu nome é Joana, não Luisa. Long story" - Fernanda Pessoa?

"Procuro homem divertido e financeiramente estável para relacionamento sugar" - Sinceridade acima de tudo, mas relações deste tipo podem provocar diabetes. Tipo F (financeiro)

"Só quero fazer amigos, mas ninguém acredita em mim" - Se calhar é por causa dessa foto de decote "pouco amigável" que apresentas, amiga.

"Não procuro macho para acasalamento ocasional. Quero um para me aquecer os pés no Inverno e que dê a volta ao mundo comigo" - Por acaso tenho aqui o número do canil municipal. Ajuda?

"Filha única, pelo menos não corro o risco de o meu irmão mais velho me ver no Tinder" - Ora aí está algo que nunca tinha pensado...

 

Quando encontras alguém conhecido no Tinder

Foi preciso entrar no Tinder para saber que uma colega minha que não vejo desde 2002 se tornou arquitecta, vegetariana e gosta de praticar yoga. Outra coisa interessante que fiquei a saber é que até agora não me devolveu o like. No fundo, nada mudou entre nós desde o secundário. 

 

A minha namorada apanhou o bouquet no Tinder

Além de todos os pontos que já vos falei, encontrei também alguns perfis para divulgação de blogs - o Tinder a ser usado para efeitos de divulgação, e para meu espanto, também algumas leitoras deste cantinho! Meninas, vocês sabem quem são, obrigado pelos matches e por essas mensagens simpáticas.

 

Maria das Palavras no Tinder

Mas maior espanto ainda foi verificar que gostar da página da Maria das Palavras tem um efeito casamenteiro maior no Tinder do que gostar da página da Teresa Guilherme.

Se há dica que deixo aos rapazes que estejam a pensar "entrar no negócio" é que façam like neste reservatório de almas femininas que é a página de facebook da Maria das Palavras! Depois se quiserem ler o que ela escreve enquanto a rapariga do Tinder não responde, também podem claro, mas vão por mim que vale a pena.

 

 

CONCLUSÕES

Inicialmente estava um pouco cético quanto à utilidade e propósito do Tinder, mas a verdade é que também se encontram boas raparigas, além de só raparigas boas. Eu próprio, como P.A fiquei a conhecer melhor algumas, por isso com os devidos cuidados e filtros até aconselharia colegas meus a utilizarem. Não sei se sempre foi assim, mas foi a impressão com que fiquei. Se por acaso já conheciam ou já utilizaram, concordam?

Não se esqueçam de ler também a visão da Maria das Palavras e os seus sedutores e másculos perfis! E já sabem, like na página dela, nem que seja para acederem ao mundo casamenteiro que vos espera.

 

 

 

 

P.A

 


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O Crava e o Agarrado entram num Restaurante...

Podia ser um início de uma anedota, mas é só mais uma alusão a comportamentos humanos cómicos.

 

Mas antes de imaginarmos quem paga o quê neste restaurante, vamos começar por apresentar cada uma das personagens.

 

O Crava

Embora o crava pense ser uma pessoa que nem dá muito nas vistas, toda a gente o conhece.

O crava é aquele elemento do grupo que mesmo que o tema discutido no momento seja qual a cor da gravata do Goucha no "Você na TV" de segunda-feira, se chega à frente e diz:

"Epa por acaso, não tens uma pastilha?"

Ou então:

"Alguém vai ter de me safar nesta, lembrei-me agora que tenho ali o carro no parquímetro e não tenho trocos"

Ou então algo até mais comum, à beira da máquina do café com um amigo:

"Pagas-me este que eu pago-te depois"

 

É esta a vida do crava. Uma vida saltitante de amigo em amigo, à medida que se vai esgotando o stock de empréstimo por cabeça. Vai saltando numa espécie de versão mais velha de um filho adolescente que ora pede umas vezes à mãe, outras ao pai e aos fins-de-semana aos avós.

No fundo o crava é um Peter Pan que se recusa a crescer no que trata a comprar coisas que sabe que outros lhe podem dar. É esse o segredo da sua carteira sempre jovem, lá bem longe, na Terra do Nunca (vou pagar).

 

 

O Agarrado

Se o crava é o Peter Pan, o agarrado é, por oposição, o Capitão Gancho. Este até pode ter um tesouro no barco, mas não empresta um cêntimo a ninguém. Preferindo até ficar sem a sua mão, a perder o seu dinheiro.

O agarrado é aquele elemento do grupo que normalmente até fala bastante. Está ali a rir com o pessoal, a mandar as suas piadas, as suas graçolas até que de repente detecta alguém nas suas proximidades a iniciar o discurso da seguinte forma:

"Ah, faltam-me 2 euros..."

"Bolas não reparei nisto, por acaso podes-me..."

"Esqueci-me da carteira em casa..."

 

E tudo muda. A graçola termina e a piada fica para outra altura.

O agarrado não quer que saibam que ele é agarrado, então liga o modo de emergência e tenta colocar-se estrategicamente, e sempre de forma subtil, um bocadinho mais distante da pessoa emissora daquele semi-pedido. Para assim, quando o pedido terminar, não ser ele a pessoa mais próxima e a ter de responder. Mantém assim a sua imagem e dinheiro na carteira intactos. Plano perfeito.

Mas caso o agarrado não consiga sair a tempo, assume uma espécie de plano B. Este plano resume-se a tirar a carteira, bem como abri-la da forma mais lenta possível que conseguir. Para assim dar tempo que algum outro colega do grupo (não agarrado) se chegue à frente e empreste primeiro.

E aí o agarrado feliz, sorri, comentando "Eu ia dar, mas foste mais rápido...".

 

Agora imaginem os dois num restaurante:

 

A escolha:

O crava pede sem olhar a custos.

O agarrado faz contas ao que escolhe para no fim saber exactamente o que tem de pagar.

 

Durante a bebida:

O crava pergunta se a bebida está boa e se pode provar.

O agarrado afirma convictamente que tem herpes enquanto o enche o seu copo até ao topo, esvaziando a garrafa.

 

Durante a refeição:

O crava retira batatas fritas sem perguntar.

O agarrado puxa ligeiramente o prato para si.

 

Na sobremesa:

O crava pede a mais cara.

O agarrado não quer, está cheio. (de fome)

 

Quando chega a conta:

O crava dá pela falta da carteira.

O agarrado tenta pagar directamente, só a sua parte, na caixa.

O crava volta a dizer que só agora deu pela falta da carteira.

O agarrado atende um telefonema urgente fantasma.

O crava tenta tirar o cartão da mão do agarrado e pergunta qual é o PIN que ele próprio marca.

O agarrado faz sinal que está com pouca rede e tem de sair, puxando o cartão para si.

O crava insiste mais uma vez.

O agarrado tenta fugir mais uma vez.

 

E é neste momento que se destroem amizades, meus amigos.

 

É que o crava não tem mesmo a carteira consigo, faz parte da sua irreverência de Peter Pan, portanto o agarrado, a bem da situação, acaba sempre por ter de pagar.

Ou isso, ou vai mesmo embora por culpa do seu telefonema urgente fantasma e o crava acaba a noite a lavar pratos.

 

Mas uma coisa é certa, aquela amizade nunca mais será a mesma.

 

Fica finalmente claro porque motivo o Peter Pan e o Capitão Gancho nunca foram vistos a jantar.

 

Por isso, meus amigos, muito cuidado com quem saiem à noite.

Mas pelo sim, pelo não, mais vale saírem com agarrados.

 

É que esses, pelo menos, sempre pagam o deles.

 

 

 

 (imagem)

 

P.A


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Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!

Como podem ter deduzido pelo título de hoje, venho falar-vos de algo muito comum na nossa sociedade: 

 

Como os nossos vizinhos se reproduzem

 

Mentira. Estava a brincar. Vou falar-vos de bebidas e como elas nos acompanham ao longo de 4 fases da nossa vida, até sairmos da faculdade.

Mas assim teve mais piada.

 

Primeira fase -  primeiros tempos de vida de um ser humano

 

Quando nascemos a ementa de bebidas é bastante restrita e dependente essencialmente da disponibilidade maternal, em particular do estado dos seus, nunca tão avolumados, recipientes lactais. O leite maternal, embora bastante nutritivo, apresenta alguns efeitos secundários. Diria até que equivalem às maiores bebedeiras e pantufadas que vamos apanhar nas nossas vidas. É de tal forma forte que nenhum de nós se consegue recordar de quando bebeu leite maternal neste período.

Além disso, a locomoção é claramente afectada, sendo inicialmente preferível para a criança gatinhar, a arriscar tentar pôr-se de pé sob o efeito deste leite. A comunicação é também ela pobre, resumindo-se a um par de grunhos, gritos e algumas tentativas falhadas de formar palavras.

 

Resumo - Leite Maternal

Nível de satisfação: Dizem que gostava.

Nível nutritivo: 10/10

Dificuldade de locomoção:  Não me lembro. Mas existem 4532 fotos que o comprovam.

Perda de memória:  Confirmo.

Nível de Status: 0/10

 

Conclusão: Beba com moderação. Seja responsável. E, pela sua imagem, que ninguém o veja.

 

 

Segunda fase - Desde o primeiro acto de consciência à pré-adolescência

 

Depois crescemos e ficamos ali num período em que bebemos o leite com chocolate, o suminho de laranja, a limonadazinha e a bela da água com açúcar dada pela nossa avó. Neste caso e após anos de excessos de leite maternal, a jovem criança tem a inteligência de reflectir sobre o seu futuro e do que realmente pretende para a sua sua vida, largando finalmente o vício do leite maternal. Por algum motivo dizem que uma criança deixar de querer mamar é uma das suas primeiras manifestações de consciência.

Com esta decisão adulta, a criança ganha mobilidade, deixando de gatinhar, além de conseguir memorizar algo pela primeira vez. Com esta paz de espírito que a ausência de leite maternal proporciona, consegue finalmente dizer as suas primeiras palavras.

 

Resumo - Leite com chocolate, limonada, sumo de laranja e água com açúcar

Nível de satisfação: 8/10.

Nível nutritivo: 7/10

Dificuldade de locomoção:  Inexistente. Significativas melhorias face ao leite maternal.

Perda de memória:  Sem indícios. Já me recordo de beber estas bebidas.

Nível de Status: 5/10

 

Conclusão: Beba quando lhe apetecer, mas cuidado com os açúcares.

 

 

Terceira fase - Desde a pré-adolescência à adolescência

 

Momento em que surge aquela primeira cerveja, o primeiro copo de vinho ou mesmo aquela água de cor mal lavada que nos vendem como "Bongo 8 frutos" e na realidade é imperial. Normalmente, nesta fase, são patrocinadas ou por familiares masculinos alpha que nos querem tornar homens/mulheres ou apenas por colegas na escola, naquelas primeiras saídas até às 22 em ponto em casa. Onde ouvimos pela primeira vez algo como "Vai acima e vai abaixo, vai ao centro e vai para dentro!" e não sabemos o que é suposto fazer com o copo. E como queríamos despachar, bebemos logo tudo no  "acima" e temos de repetir. Bolas.

Isto contou-me um amigo meu, o Manelinho. Eu nem estava lá.

 

Resumo - primeiras cervejas e copos de vinho

Nível de satisfação interior: 0/10.

Nível de satisfação exterior: 11/10 

Nível nutritivo: 6/10

Dificuldade de locomoção:  um copo - é inexistente. Tal como se costuma dizer: "Um copito não faz mal nenhum ao menino" 

Perda de memória:  Tendência a ficar bem gravada na nossa memória. O problema será esquecer.

Nível de Status: 14/10

 

Conclusão: Beba quando lhe pedirem para beber, mas cuidado com as expressões faciais. Treine primeiro ao espelho.  Assista bastante a anúncios da TV Shop.

 

 

Quarta fase - A Faculdade

 

A fase da faculdade por norma tem a tendência de proporcionar os mesmos efeitos secundários aos adolescentes que o leite maternal. Na realidade pode existir num ou outro caso uma bebida específica, mas creio que neste período a bebida mais praticada tem um nome: Mistura. Esta mistura de bebidas de forma aleatória, principalmente em eventos académicos festivos, resulta em perda de locomoção temporária, excesso de diálogo, principalmente na presença de raparigas e em alguns casos uma certa tendência a redecorar a calçada, numa pintura alusiva ao que acabámos de jantar. A dormida é secundária e muitas vezes debaixo de uma qualquer mesa ou cadeira.

 

Resumo - Misturas

Nível de satisfação interior: 10/10.

Nível de satisfação exterior momentânea: 200/10 

Nível de satisfação exterior cerca de 30 minutos de misturas depois: -99999999999/10 

Nível nutritivo: Indefinido/10

Dificuldade de locomoção:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Perda de memória:  Tendência a seguir os mesmos sintomas do leite maternal.

Nível de Status momentâneo: 140/10

Nível de Status cerca de 30 minutos de misturas depois: 0/10

 

Conclusão: O segredo da mistura será conseguir nivelar bem o seu período de felicidade, devendo parar mesmo antes de atingir os tais "30 minutos de misturas depois". Caso ultrapasse a meta dos 30 minutos, todo o seu investimento em status será perdido, assim como todo o seu dinheiro investido. Por precaução, consulte regularmente o seu gastroenterologista.

 

Bom, pensava que chegar até ás bebidas da faculdade seria suficiente, mas estou a ver que vou ter de fazer uma segunda parte.

 

É que ainda estou com sede.

 

 (imagem)

 

P.A


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O Crime de Recebimento Indevido de Vantagem

Não deixa de ser curioso que passado exactamente um ano em que o nome Éder se tornou num dos nomes mais inesquecíveis para os portugueses, por ter conseguido pontapear aquela bola dali, para as redes francesas, que esse mesmo jogo seja agora motivo, para encontrar uma espécie de rede, não de baliza, mas de "cordialidades" políticas por este Portugal.

 

Mas para perceber melhor o que é afinal o GalpGate, vamos recuar um ano atrás no tempo e recordar uma destas cordiais conversas, inspiradas num sketch do Gato Fedorento:

 

Senhor de uma empresa que se recusa a pagar 100 milhões de um novo imposto: "Ó Sotôr ora essa, vá lá ver a bola"

Senhor do governo que por acaso está a tratar do caso do pagamento destes mesmos 100 milhões: "Não sei se aceito Sotôr"

Senhor da empresa: "Faço questão Sotôr"

Senhor do governo: "Ó Sotôr assim deixa-me atrapalhado, não posso aceitar"

Senhor da empresa: "Aceite Sotôr, aceite. Faço questão Sotôr"

Senhor do governo: "Ó Sotôr!"

Senhor da empresa: "Faço questão que vá Sotôr. Vai num avião fretado por nós e tudo. Vai e volta no mesmo dia, ainda ceia com a família."

Senhor do governo: "Olhe que aceito Sotôr!"

 

Depois gritou-se golo em conjunto e à noitinha, ceou-se em Portugal. Estava criado o GalpGate.

 

Mas como é que daqui chegamos ao alegado crime que tanto se tem falado agora, o "Crime de Recebimento Indevido de Vantagem"? [CRIV]

 

Para quem não conhece bem, este CRIV é uma espécie de CREL de subornos mas com menos trânsito. Para começar, não é para todos. Só lá podem conduzir funcionários públicos, logo, por aí, flui bem melhor. Não costuma ter muitas horas de ponta, normalmente só quando os bancos estão a fechar ali pela tardinha, aí é que se pode verificar um fluxo anormal de acessos. No máximo, pode parar um outro funcionário público mais apressado. Mas nada de grave.

 

Irmos parar ao CRIV é tão simples e fluído que além de ser funcionário público, basta que se verifiquem dois pontos base: 

  • O funcionário público tem de solicitar ou aceitar uma determinada oferta que não lhe seja devida;
  • O empresário tem de dar ou prometer tal oferta indevida.

E pronto já está. Nem é necessário estabelecer um nexo causal entre o alegado recebimento e um determinado acto de favorecimento ilícito.

Nada. Aceitou a oferta? Passou na portagem e recebeu o tal ticket?

 

Ora então seja muito bem-vindo ao CRIV.

 

"Então isso quer dizer que não podemos dar nada aos funcionários públicos? É isso?"

"E se virmos um, na rua, com fome? Nem uma sandocha podemos dar?"

Podem. Podem dar até 150 euros.

Mas 151 euros já é CRIV. Cuidado.

"Então e se um funcionário público me tiver emprestado 160 euros? Como faço para pagar de volta?"

Simples, duas tranches de 80 euros e a CRIV fica de fora.

De qualquer forma a premissa dessa questão está incorrecta. O funcionário público, infelizmente, nunca tem para emprestar.

 

Bom mas falando do centro da questão, ainda há algo que não percebo bem no meio deste processo todo. Sinceramente acho que o senhor do governo até foi bastante inteligente. Ele só estava a iniciar o seu plano de reaver o dinheiro. Mal viram que estava a ter resultados, não o deixaram terminar o serviço. Enfim, o costume.

Como assim? Reparem bem, se esta oferta foi avaliada em 2200 euros, então este senhor já só tinha de assistir a mais 49999 finais destas para reaver o dito imposto. Se o método normal não leva a lado nenhum, há que saber dar a volta, ter criatividade política para gerir as situações.

 

Mas não, em Portugal é assim, não se pode ser criativo.

 

E pior, nem ir ver a bola sossegado.

 

 

 (imagem)

P.A

 

P.S - Claro que a culpa de toda esta situação foi exclusivamente da selecção portuguesa de futebol que resolveu acertar todos os penalties nos quartos-final e assim acabar por chegar à fatídica final. Vá lá que agora na Taça das Confederações aprenderam a lição. Falharam tudo.

É que já não tínhamos secretários de estado suplentes para outra destas. Ainda se entupia a CRIV.


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TrendHim, O shopping para Eles

Encontrei recentemente um site, [indicado por uma rapariga, claro está] onde encontramos um conjunto infinito de opções de acessórios, mas com uma particularidade muito especial. Lamento mas só vos resta mesmo roer as unhas meninas, porque aqui não metem a mão!

 

A TrendHim, só tem coisas para ele.

 

Ora esta espécie de mega centro comercial para o homem pode ter diversas utilidades, é que parecendo que não, temos finalmente alguma coisa só para nós. Elas já vão ao estádio, já jogam jogos de computador, já bebem mais do que nós, estava na hora de atacá-las num dos seus maiores monopólios também.

E o mais importante de tudo, neste shopping não apanhamos secas, garantidamente.

Em vez de irmos a "Colombos" e "Vascos da Gama" em que 90% das lojas servem exclusivamente para os rapazes imitarem pequenas árvores e criarem raízes para segurarem em sacos ou cabides alheios, aqui temos finalmente o prazer de ser nós o foco!

 

Além disso, o rapaz passa a ter a desculpa perfeita:

Namorada fofinha: "P.A vamos lá ao shopping que precisas de comprar uma gravata nova!"

O que traduzindo significa: "Oh P.A vamos lá ao shopping durante 4 horas e meia, em que 5 minutos são para tu escolheres uma gravata!"

 

Resposta do P.A antes da TrendHim: "Com certeza cara namorada fofinha!"

Resposta do P.A depois da TrendHim: "Já comprei online, chega na quinta-feira!"

 

E o alívio toma conta de mim.

 

Mas há mais, sabes quando as namoradas ficam apaixonadas por algum acessório masculino e nos fazem entrar propositadamente em locais que desconhecemos, apenas para nos "seduzirem" a comprar não o que gostamos, mas sim o que elas gostam para nós? Já te aconteceu já, não sejas mentiroso.

Agora com a TrendHim só corremos o risco de nos tocarem à porta com aquele relógio que ela faz tanta questão que tu uses! Ainda por cima mais barato!

 

E o alívio toma conta de mim outra vez.

 

Obrigado TrendHim!

 

 

 

P.A


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Um pequeno exercício, não para, mas com Grávidas

Não sei porquê mas as sextas-feiras trazem sempre uma vontade de fazer algo diferente. 

Tomar banho, ser simpático ou até mesmo participar nos follow fridays aqui do Sapo, são alguns dos exemplos de alteração de rotina que enfrento.

Não sei se convosco é a mesma coisa, mas comigo a proximidade de dois dias de férias é algo que me limpa o espírito, já que o físico tem o tal banho semanal para o efeito. Chega bem.

 

Hoje, até porque vamos falar de grávidas, proponho-vos então, em particular os rapazes, um exercício.

 

Noutro dia estava com um colega meu [obrigado Paulo] que acabara de encontrar online uma fotógrafa com um vasto portfólio de trabalhos. Começamos então a visualizar algumas das suas fotos, em particular de um certo álbum referente a uma campanha de roupa interior. Penso que terá sido um mero acaso esta escolha.

Foto a foto era realizada uma análise [apenas técnica] da qualidade da fotógrafa, do tempo de exposição da lente, do enquadramento, luz. Além disso também era avaliado o tipo do tecido e formatos escolhidos para cada peça, sem esquecer, claro está, o ambiente escolhido que envolvia aquelas jovens que, embora fossem extremamente sexys [e por sinal com cara de devoradoras de rapazes inocentes que visualizam álbuns de campanhas de roupa interior de fotógrafas online] acabámos por nem reparar assim tanto.

E por motivos óbvios, não me poderei alongar mais nesta descrição.

Na realidade, nem sequer me lembro muito bem delas. Do tecido escolhido, sim. Bastante. Belos tecidos eram.

 

De repente, num inocente "click" de "next", surge uma foto em tudo igual às anteriores, mesmo cenário, mesma roupa interior, apenas diferenciava na modelo. E quando me preparava para encarnar novamente o piropeiro que há em mim [no que trata à critica vestuária e fotográfica, claro está], o meu cérebro apercebe-se que algo está diferente, algo inesperado habita ali, uma espécie de T0+1:

A rapariga está grávida.

Senti imediatamente algo em mim. Como se estivesse a formatar o disco sem ter dado autorização. E tudo mudou....

O piropeiro dominante do meu ser fugiu dali o mais depressa que pôde, nem a porta fechou, deixando para trás, à mostra, apenas uma carcaça carinhosa, fofa e ternurenta em mim. Já não ferviam, no P.A, aquelas análises rigorosas ao tecido, ambiente, tempo de exposição da lente, nada, apenas aquela imagem de uma mãe e o seu filho num clima de amor e compaixão.

 

Foi como se o senhor das obras que há em mim, se acabasse de tornar numa bela e ternurenta Hello Kitty.

 

Até me apeteceu jogar Candy Crush.

 

(imagem)

Felizmente o efeito, embora intensamente carinhoso, só se apresenta activo durante aquela curta janela temporal em que estamos efectivamente a ver a foto. Logo a seguir, na seguinte e não grávida modelo, já voltei a apreciar convictamente o tecido e a luz, como se nada fosse. E não sei se já vos disse...E que belos tecidos eram!

 

Pena que entretanto já era nível 126 no Candy Crush. Nunca disse que não iriam correr riscos.

 

Mas experimentem na mesma rapazes. É sexta-feira!

 

 

P.A

 

 

P.S - meninas grávidas daqui do Sapo, espero que gostem! Foi uma espécie de homenagem (fofa, carinhosa e ternurenta) à P.A =)


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Cuidado, anda aí um Novo Vírus

A semana passada recebi um telefonema que já não recebia há algum tempo. Era a minha gestora de conta do banco.

Aquela profissão que ficou famosa na problemática do BES. Recorda-se? A que disse "sim, confie em mim, pode estar descansado" e depois o cliente teve de alterar de nome de "João Miguel Maria" para "Lesado nº 232".

Essa mesmo. Ligou-me a marota.

Bem, estávamos então naquele engate bancário delicioso do:

 

Marota: "Olhe estou a ligar-lhe porque o "pacote (de condições) que lhe ofereci" em Janeiro vai expirar na terça!"

P.A: Ai sim? Vou ficar sem o seu pacote?

Marota: "Sim, termina na terça."

P.A: Então e agora? Se me está a ligar é porque tem aí alguma coisa para mim não é verdade?

Marota: "Por acaso tenho aqui um pacote novo, nem muitos clientes o conhecem ainda. Acho que você vai gostar."

 

E aqui dei por mim a pensar se ainda estaria de facto a falar com o meu banco ou se por acaso teria existido algum problema com as linhas e seria a relações públicas do Elefante Branco, a pessoa do outro lado. De qualquer das formas, alinhei. Afinal de contas pacote novo e legal, não é algo que se rejeite logo. Ao menos vê-se primeiro.

 

P.A: Ai sim, então e esse novo pacote dura quantos anos?

Marota: "Este novo, vai até 5 anos e pode reforçar ou tirar a qualquer momento. Sem penalização."

 

Elá, um pacote com a liberdade de poder reforçar e tirar a qualquer momento? Sem penalização? Isto quer dizer que o pacote não se importa? Nem parte um prato, nem conta à mãe que sou um porco, nem me põe a mala na rua, se eu "sem querer" tirar de lá e for reforçar noutro pacote qualquer lá fora?

Ganda Pacote.

5 anos é pouco!

 

P.A: Quero muito sim.

Marota: "Obrigado e Adeus P.A"

 

E desligou.

 

Embora feliz com o pacote. Senti-me mal. Usado.

E porque muitas vezes são estes momentos, os de dor, que nos fazem reflectir mais, foi aí que sofri uma espécie de epifania que partilho agora, aqui, convosco.

 

No fundo, a marota da gestora de conta comporta-se como o vírus do herpes. A bandida só aparece naquele instante em que o nosso pacote a prazo tem as defesas em baixo, prestes a perder validade. Mal sente a fraqueza do depósito, ataca logo a safada. E aí, claro, lá se mostra o herpes todo.

E se o herpes hoje em dia já é prontamente controlado por fármacos, por seu lado, o gestor de conta desaparece com um simples "Sim, vou aplicar no pacote que me sugeriu".

 

E infelizmente, tal como o herpes, a grande maioria das população mundial já foi também ela infectada pelos gestores de conta, no entanto, estes manifestam-se também de diferentes formas. Uns, sortudos, nunca conhecem os seus gestores, mas o bichinho está lá. Outros, com gestores mais marotos, recebem estes engates regularmente. Como foi o caso.

 

Além disto esta estirpe de herpes caracteriza-se por ser mais falsa ou então é simplesmente a mais bipolar, tendo muita confusão naquela sua pequena cabeça de vírus. É que andar por aí a afirmar convictamente que o que propõem é do total interesse do cliente, sempre com vista a melhorar os resultados do mesmo, e depois trabalharem para o banco, não é coisa que um herpes honesto ou "heteropolar" ou "homopolar" diga.

 

A gravidade desta propagação viral, é de tal forma agressiva que até o gestor de conta tem, pela certa, ele próprio, um gestor de conta.

 

Infelizmente, tal como o herpes, não existe cura.

 

Ele volta sempre. No meu caso já sei, tenho 5 anos até voltar este herpes.

 

Vamos aguardar.

 

Pode ser que a medicina evolua até lá.

 

 

 

(imagem)

 

P.A


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Este Ano, Vá Para Fora Cá Dentro

Estamos em pleno mês de Julho e o português começa já a arregaçar as mangas e a esfregar as mãos de felicidade, quais cobaias salivantes no condicionamento clássico de Pavlov. Até parece que o calendário do computador muda. Em vez de vermos dias, só vemos o countdown para as férias. E com o subsídio no bolso ou em vias de, aumenta ainda mais a fome de saltar dali para fora, mal chegue o dia.

E quando finalmente chega, parece que se junta uma euforia tal como aquela da primeira vez em que os pais saem de casa para férias e o filho não pode ir "porque tem de estudar para a faculdade".

 

Ah que tristeza aquela mal eles fecham a porta. Que grande azar me sucedeu ali, naquele instante. Lembro-me bem de me agarrar aos livros a semana toda. Sempre a estudar a Análise Matemática da festa em casa dos pais do P.A e a Álgebra Linear necessária para depois deixar a casa em condições e igual ao que estava.

 

Bom, mas euforias e "tristezas" académicas à parte, nestas férias, para onde ir afinal? Que destino escolher?

Ficar por Portugal? Ir para fora?

Tentar não ir para Paris porque ela apanhou o bouquet e isso seria deveras óbvio? Trafaria então?

Não sei.

Trafaria ou não, o que é certo é que recentemente encontrei um local que satisfaz simultaneamente todas estas questões.

É um literal vá para fora cá dentro que aconselho a experimentarem. Nem que seja uma vez.

 

Se por acaso já lá foram, nem precisam de esperar pelo fim para adivinhar.

 

Comecemos então.

 

Neste pedaço de terra português:

 

- Os empregados do hotel dizem "Room Service" depois de vos baterem à porta. Algo que ao início, por desconhecimento, respondi "Santinho". Podia ser alguma corrente de ar, uma porta mal fechada.

- Está a dar o Benfica, mas todas as TV's estão na Eurosport a passar um combate de boxe. Não estou em Portugal definitivamente.

- Todas as outras pessoas, possuem pele extremamente branca e/ou avermelhada, chinela com peúga branca e sotaque semelhante ao do James Bond. Mas não deste agora. Dos primeiros.

- Apercebes-te da cultura deste novo povo que habita no teu país, quando nas saídas à noite, não querem cá misturas. No fundo é como se todas as noites fossem despedidas de solteiro. Grandes grupos de homens e grandes grupos de mulheres. Casais separados. Mas que depois ficam a galar-se à distância de uns 50 metros, sem nunca se juntarem. Comprei pipocas e tudo para ver.

Perdão, PopCorns.

- Queres ir a um café? Não há. Chama-se PUB. Aprende.

- Os restaurantes pelo menos tiveram algum cuidado, como recebem aparentemente alguns portugueses em Portugal, traduziram a carta para português, em letras pequenas e mais suaves, mas estava lá. Dava para ler. É que mais um bocado e ia comendo Sardines ou Seafood que até me podiam fazer mal, sei lá.

- Sentes-te bem e ao mesmo tempo mal por todos os empregados repararem logo que és português. E nem precisaste de mandar  para trás as entradas. Ou teres deixado aqueles abastados 3 euros de gorjeta. De peito cheio. 

- Na rua, és o único a usar casaco.

- Passas por um lago perto do hotel para tirar uma foto e até as rãs têm british accent.

 

 

Sejam muito bem-vindos a Vilamoura, reserva nacional da qualidade de vida, onde de facto vieram mesmo charters, mas do Reino Unido.

 

Mas agora que já vos ajudei para este ano...

 

Trafaria, alguém tem dicas?

Onde comer, o que conhecer? Essas cenas.

Agradecia.

 

 

 

 

P.A


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