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A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

A minha namorada apanhou o bouquet

Um local de paz e reflexão, mesmo tendo ela apanhado o bouquet.

TrendHim, O shopping para Eles

Encontrei recentemente um site, [indicado por uma rapariga, claro está] onde encontramos um conjunto infinito de opções de acessórios, mas com uma particularidade muito especial. Lamento mas só vos resta mesmo roer as unhas meninas, porque aqui não metem a mão!

 

A TrendHim, só tem coisas para ele.

 

Ora esta espécie de mega centro comercial para o homem pode ter diversas utilidades, é que parecendo que não, temos finalmente alguma coisa só para nós. Elas já vão ao estádio, já jogam jogos de computador, já bebem mais do que nós, estava na hora de atacá-las num dos seus maiores monopólios também.

E o mais importante de tudo, neste shopping não apanhamos secas, garantidamente.

Em vez de irmos a "Colombos" e "Vascos da Gama" em que 90% das lojas servem exclusivamente para os rapazes imitarem pequenas árvores e criarem raízes para segurarem em sacos ou cabides alheios, aqui temos finalmente o prazer de ser nós o foco!

 

Além disso, o rapaz passa a ter a desculpa perfeita:

Namorada fofinha: "P.A vamos lá ao shopping que precisas de comprar uma gravata nova!"

O que traduzindo significa: "Oh P.A vamos lá ao shopping durante 4 horas e meia, em que 5 minutos são para tu escolheres uma gravata!"

 

Resposta do P.A antes da TrendHim: "Com certeza cara namorada fofinha!"

Resposta do P.A depois da TrendHim: "Já comprei online, chega na quinta-feira!"

 

E o alívio toma conta de mim.

 

Mas há mais, sabes quando as namoradas ficam apaixonadas por algum acessório masculino e nos fazem entrar propositadamente em locais que desconhecemos, apenas para nos "seduzirem" a comprar não o que gostamos, mas sim o que elas gostam para nós? Já te aconteceu já, não sejas mentiroso.

Agora com a TrendHim só corremos o risco de nos tocarem à porta com aquele relógio que ela faz tanta questão que tu uses! Ainda por cima mais barato!

 

E o alívio toma conta de mim outra vez.

 

Obrigado TrendHim!

 

 

 

P.A


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Um pequeno exercício, não para, mas com Grávidas

Não sei porquê mas as sextas-feiras trazem sempre uma vontade de fazer algo diferente. 

Tomar banho, ser simpático ou até mesmo participar nos follow fridays aqui do Sapo, são alguns dos exemplos de alteração de rotina que enfrento.

Não sei se convosco é a mesma coisa, mas comigo a proximidade de dois dias de férias é algo que me limpa o espírito, já que o físico tem o tal banho semanal para o efeito. Chega bem.

 

Hoje, até porque vamos falar de grávidas, proponho-vos então, em particular os rapazes, um exercício.

 

Noutro dia estava com um colega meu [obrigado Paulo] que acabara de encontrar online uma fotógrafa com um vasto portfólio de trabalhos. Começamos então a visualizar algumas das suas fotos, em particular de um certo álbum referente a uma campanha de roupa interior. Penso que terá sido um mero acaso esta escolha.

Foto a foto era realizada uma análise [apenas técnica] da qualidade da fotógrafa, do tempo de exposição da lente, do enquadramento, luz. Além disso também era avaliado o tipo do tecido e formatos escolhidos para cada peça, sem esquecer, claro está, o ambiente escolhido que envolvia aquelas jovens que, embora fossem extremamente sexys [e por sinal com cara de devoradoras de rapazes inocentes que visualizam álbuns de campanhas de roupa interior de fotógrafas online] acabámos por nem reparar assim tanto.

E por motivos óbvios, não me poderei alongar mais nesta descrição.

Na realidade, nem sequer me lembro muito bem delas. Do tecido escolhido, sim. Bastante. Belos tecidos eram.

 

De repente, num inocente "click" de "next", surge uma foto em tudo igual às anteriores, mesmo cenário, mesma roupa interior, apenas diferenciava na modelo. E quando me preparava para encarnar novamente o piropeiro que há em mim [no que trata à critica vestuária e fotográfica, claro está], o meu cérebro apercebe-se que algo está diferente, algo inesperado habita ali, uma espécie de T0+1:

A rapariga está grávida.

Senti imediatamente algo em mim. Como se estivesse a formatar o disco sem ter dado autorização. E tudo mudou....

O piropeiro dominante do meu ser fugiu dali o mais depressa que pôde, nem a porta fechou, deixando para trás, à mostra, apenas uma carcaça carinhosa, fofa e ternurenta em mim. Já não ferviam, no P.A, aquelas análises rigorosas ao tecido, ambiente, tempo de exposição da lente, nada, apenas aquela imagem de uma mãe e o seu filho num clima de amor e compaixão.

 

Foi como se o senhor das obras que há em mim, se acabasse de tornar numa bela e ternurenta Hello Kitty.

 

Até me apeteceu jogar Candy Crush.

 

(imagem)

Felizmente o efeito, embora intensamente carinhoso, só se apresenta activo durante aquela curta janela temporal em que estamos efectivamente a ver a foto. Logo a seguir, na seguinte e não grávida modelo, já voltei a apreciar convictamente o tecido e a luz, como se nada fosse. E não sei se já vos disse...E que belos tecidos eram!

 

Pena que entretanto já era nível 126 no Candy Crush. Nunca disse que não iriam correr riscos.

 

Mas experimentem na mesma rapazes. É sexta-feira!

 

 

P.A

 

 

P.S - meninas grávidas daqui do Sapo, espero que gostem! Foi uma espécie de homenagem (fofa, carinhosa e ternurenta) à P.A =)


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Cuidado, anda aí um Novo Vírus

A semana passada recebi um telefonema que já não recebia há algum tempo. Era a minha gestora de conta do banco.

Aquela profissão que ficou famosa na problemática do BES. Recorda-se? A que disse "sim, confie em mim, pode estar descansado" e depois o cliente teve de alterar de nome de "João Miguel Maria" para "Lesado nº 232".

Essa mesmo. Ligou-me a marota.

Bem, estávamos então naquele engate bancário delicioso do:

 

Marota: "Olhe estou a ligar-lhe porque o "pacote (de condições) que lhe ofereci" em Janeiro vai expirar na terça!"

P.A: Ai sim? Vou ficar sem o seu pacote?

Marota: "Sim, termina na terça."

P.A: Então e agora? Se me está a ligar é porque tem aí alguma coisa para mim não é verdade?

Marota: "Por acaso tenho aqui um pacote novo, nem muitos clientes o conhecem ainda. Acho que você vai gostar."

 

E aqui dei por mim a pensar se ainda estaria de facto a falar com o meu banco ou se por acaso teria existido algum problema com as linhas e seria a relações públicas do Elefante Branco, a pessoa do outro lado. De qualquer das formas, alinhei. Afinal de contas pacote novo e legal, não é algo que se rejeite logo. Ao menos vê-se primeiro.

 

P.A: Ai sim, então e esse novo pacote dura quantos anos?

Marota: "Este novo, vai até 5 anos e pode reforçar ou tirar a qualquer momento. Sem penalização."

 

Elá, um pacote com a liberdade de poder reforçar e tirar a qualquer momento? Sem penalização? Isto quer dizer que o pacote não se importa? Nem parte um prato, nem conta à mãe que sou um porco, nem me põe a mala na rua, se eu "sem querer" tirar de lá e for reforçar noutro pacote qualquer lá fora?

Ganda Pacote.

5 anos é pouco!

 

P.A: Quero muito sim.

Marota: "Obrigado e Adeus P.A"

 

E desligou.

 

Embora feliz com o pacote. Senti-me mal. Usado.

E porque muitas vezes são estes momentos, os de dor, que nos fazem reflectir mais, foi aí que sofri uma espécie de epifania que partilho agora, aqui, convosco.

 

No fundo, a marota da gestora de conta comporta-se como o vírus do herpes. A bandida só aparece naquele instante em que o nosso pacote a prazo tem as defesas em baixo, prestes a perder validade. Mal sente a fraqueza do depósito, ataca logo a safada. E aí, claro, lá se mostra o herpes todo.

E se o herpes hoje em dia já é prontamente controlado por fármacos, por seu lado, o gestor de conta desaparece com um simples "Sim, vou aplicar no pacote que me sugeriu".

 

E infelizmente, tal como o herpes, a grande maioria das população mundial já foi também ela infectada pelos gestores de conta, no entanto, estes manifestam-se também de diferentes formas. Uns, sortudos, nunca conhecem os seus gestores, mas o bichinho está lá. Outros, com gestores mais marotos, recebem estes engates regularmente. Como foi o caso.

 

Além disto esta estirpe de herpes caracteriza-se por ser mais falsa ou então é simplesmente a mais bipolar, tendo muita confusão naquela sua pequena cabeça de vírus. É que andar por aí a afirmar convictamente que o que propõem é do total interesse do cliente, sempre com vista a melhorar os resultados do mesmo, e depois trabalharem para o banco, não é coisa que um herpes honesto ou "heteropolar" ou "homopolar" diga.

 

A gravidade desta propagação viral, é de tal forma agressiva que até o gestor de conta tem, pela certa, ele próprio, um gestor de conta.

 

Infelizmente, tal como o herpes, não existe cura.

 

Ele volta sempre. No meu caso já sei, tenho 5 anos até voltar este herpes.

 

Vamos aguardar.

 

Pode ser que a medicina evolua até lá.

 

 

 

(imagem)

 

P.A


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O Estranho Caso de Benjamim

Hoje venho falar de Benjamim, um jovem rapaz que rapidamente vos vai fazer recordar alguém vosso conhecido, dentro do vosso grupo, que responderá, naturalmente, por outro nome.

 

Mas que tem afinal este nosso Benjamim de tão especial? 

 

Na realidade nada. Benjamim é um rapaz normal, solteiro, estudante, que vive num T2 com mais 3 colegas de curso, seguindo o estilo de vida de um espírito académico dito normal [da perspectiva de um estudante informático] com direito a casa desarrumada, festas contínuas de abusos e loucuras diárias, roupa espalhada, bebidas, pessoas inanimadas nos sofás, mas que na realidade é como dizer, noitadas a jogar o League of Legends. Ora, este monstro da folia gamer, dono de uma voz máscula, com 2 metros de imponência, sempre foi o primeiro da fila a saltar para defender o seu amigo. Nunca disse não a uma batalha online. Mas a verdade é que algo mudou.

O jovem que, em certo tempo, fora o Hércules do grupo e transpirava testosterona virtual por todos os seus poros e clicks, surge agora, em situações particulares, dono de uma voz fofinha, suave, carinhosa e um olhar domesticado digno de um cachorrinho inseguro da sua própria cauda.

 

Como é que aquele Pitbull que para sair à rua tinha de ser amordaçado, é agora o Chihuahua que até já joga CandyCrush?  

E que termina telefonemas, sussurrando algo como:

 "Vá, desliga tu primeiro fofinha hihihi... Já desligaste...? Ahaha que giro eu também não desliguei ahahah!"

"Olha, já te passei outra vez no CandyCrush hihihi"

 

E que 30 minutos depois ainda esteja:

"Vá, quando eu disser 3, desligamos os dois ao mesmo tempo, está bem? hihih ...1...2.....estás aí?"

 

E que depois exclama desapontando:

"Desligou...".

 

Mas Benjamim sabe que não pode mostrar este seu lado pouco Pitbull aos seus amigos, tanto que, pensando que ninguém ouviu a sua conversa telefónica, entra na sala, abrindo a porta violentamente, com toda a sua força, soltando algo bem alto:

 

"Como é que é cambada de mariquinhas, vamos pá night ou quê?"

 

E por momentos o Chihuahua cresceu.

 

 (Benjamim e a sua namorada no shopping - imagem)

 

P.A

 

P.S - é sempre engraçado assistir e perceber o poder que as mulheres têm sobre os homens [eu incluído]. Aliás muito do conteúdo humorístico que conhecemos, de histórias de rapazes e raparigas, é alimentado exactamente pelo comportamento masculino sobre a presença, não de álcool, mas sim de mulheres. Vá lá que na natureza existem danças de acasalamento bem piores.

Vá, a da Marial Leal não conta.


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Queres namorar comigo?

Tudo começa com aqueles namoricos da primária,  em que a única coisa que se mantém ao longo da vida é que continuamos a preferir ir jogar à bola com os nossos colegas, no intervalo, do que ficar ali a "beijar" a rapariga naqueles pequenos gestos labiais que demoram cerca de 30 segundos até tocar e depois o beijo em si só é visível em vídeo-árbitro. Foi exactamente a partir daí que eu fui começando a perceber o que é ser um namorado ou até mesmo, o dito machão da turma, para elas.

 

Ora se na primária, o macho, vulgo machão, era o rapaz eleito pelas meninas como o mais bonito, em que todas lutavam para ter aqueles nano-segundos de encosto labial, a partir daí a coisa foi mudando. De facto, os critérios femininos nesta altura são bastante distintos. Do meu ponto de vista, bastante mais práticos até. Nesta altura até o magrinho podia ser rei da turma e nem tinha de ser bad boy. Bastava ter uma cara laroca e era meio caminho andado. Nenhuma rapariga no seu perfeito juízo procura um six-pack quando na realidade tem six-year. 

Felizmente eu era dos magrinhos. Proliferei.

 

Depois existiam aqueles rapazes mais altos e mais fortes. Esses, dentro do grupo dos rapazes tendiam a reinar, já que podiam lançar qualquer magrinho ao ar apenas com o seu braço esquerdo. Mas curiosamente não eram atractivos para as donzelas. Talvez por isso, os mais fortes na primária não exerçam tanto a sua fisicalidade e fiquem amigos dos magrinhos, exactamente para assim se aproximarem indirectamente das donzelas.

Agradeço-te muito por isso natureza, por não teres virado contra mim aqueles meninos grandes e fortes que era só quererem e eu, que até sou bom de bexiga, lá teria de andar a trocar sempre de vestuário "inferioró-interior".

 

Mas se o magrinho prolifera em tempos mais infantis da sua vida, já o piadolas não se safa tanto. É que humor "inteligente" [vá, de inteligência de sexto ano] na primária, é como servir caviar a quem só come bitoque. Até pode estar bom, mas o mais provável é vermos a rapariga com aquela cara de intoxicação humorística, ao provar pela primeira vez. 

Infelizmente, também desenvolvi o piadolas, ou como chamavam na altura de "O Chato". Não proliferei.

 

Ora não foi preciso esperar pela matemática dos sinais para perceber que "+" com "-" dá menos. É que embora estivesse safo pela cara laroca e a não valorização do six-pack, aquelas piadas constantes sobre o estado do país e que de facto foi muito bom termos aderido à comunidade europeia e mais importante, que os Delfins estavam a fazer uma tournée muito interessante ao longo de todo o país, não era material de engate de primeira. Na realidade, nem hoje o é.

 

Aliás se querem realmente saber se a vossa respectiva vos ama, basta fazerem como eu fiz nesta idade. Se quiserem envio-vos um manual completo de desengate perfeito. Passo a passo. Basta pedirem. Se após esse teste, olharem para o lado e ainda existir uma mulher apaixonada por vocês, vos garanto, é amor verdadeiro.

 

Ou então parabéns! Já podias ter dito pá! És abastadamente rico, meu malandro!

 

Eu, infelizmente, rico não sou. Não proliferaria mais uma vez.

 

Mas a verdade é que ela apanhou o bouquet na mesma.

 

 (imagem)

 

P.A


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A Segunda-feira de Manhã

Ora então era uma mais uma segunda-feira se faz favor. Na realidade não, obrigado. Pelo menos não assim.

 

A segunda-feira de manhã é para nós o mesmo que acontece àquele pequeno cágado após um Inverno inteiro em hibernação que em criança tivemos ou vimos de um colega nosso. O despertador volta a tocar e estando pronto ou não, o pequeno cágado lá terá de sair da sua casca e seguir com as suas obrigações fiscais e laborais.

Mas seja um pequeno cágado ou não, todo este choque rotineiro tem ainda alguns efeitos secundários peculiares no indivíduo, as unhas cresceram e necessitam de cuidados, novos cheiros íntimos não positivos tendem a surgir, o olhar, esse, fica esbugalhado e as capacidades motoras são limitadas. Tudo isto aliado a uma certa probabilidade de mau humor, resulta muitas vezes numa comunicação à base do grunho e ronco, além de choques contra paredes que sempre lá estiveram e esquinas que nunca reparámos antes. 

Talvez não seja por isso de estranhar que se apresente sempre à segunda-feira o The Walking Dead. Poupa-se em figurantes e em edições sonoras.

Estes americanos não dormem. [Piada temática seca. Peço desculpa]

 

Mas se o pequeno cágado só tem uma segunda-feira por ano, se não tiver gases ou sofrer de hibernação precoce, connosco a coisa não é tão pacífica assim. Além de termos, não uma, mas cerca de 50 pós-hibernações agendadas por ano, o cágado acorda da sua única segunda-feira, sozinho, na sua privacidade "cascal". O Homem, [e se o fim-de-semana correu particularmente bem] muitas vezes acorda acompanhado. Ora, temos por isso de lidar não só com os nossos roncos e problemas de locomoção, mas também com os cheiros e grunhos alheios. E eu nunca vi um zombie cavalheiro. Nunca.

 

A natureza falhou claramente aqui.

 

Podia fazer mal às costas, podia não ser prático para andar de elevador, mas com uma casca atrás, só para nós, as segundas mudavam de figura. Quer dizer, segundas, ou qualquer dia da semana, principalmente quando a elas lhes dá para partir a loiça toda.

 

Natureza, só mais uma coisinha: Porque lhes deste a elas o TPM se não tencionavas dar-nos nenhuma casca a nós?

 

É que até já temos tudo pronto, até a expressão "estás saído da casca" está à tua espera para fazer sentido. 

 

 (imagem)

 

P.A

 

P.S - E não, lamento, falharam. Não sou fã das tartarugas-ninja. Mentira. Claro que sou.


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A Parrachita

As histórias religiosas mais remotas remetem apenas para a presença de uma folha de parra, parrachita vá, como a primeira invenção de vestuário da humanidade.

No fundo, sejamos honestos, a folha nem teve assim tanto mérito, era simplesmente a que estava ali mais à mão e a que se ajustava melhor ao nosso corpinho [frase mais tarde utilizada em publicidade de produtos de intimidade feminina]. A parrachita servia então para tapar as vergonhas médio-fraquinhas de Adão e no caso de Eva, reservá-la dos olhares mais marotos do único homem que lhe puseram à frente para amar. O Tinder ainda não tinha a modalidade paga, uma vez que só existiam dois perfis e o Wi-fi era fraco porque o router tinha ficado no paraíso. E dali ainda dava, mas mal. Vá lá que ninguém mudou a pass.

 

Outro aspecto que pode chocar é que nesta altura não existia qualquer tipo de necessidade em tirar selfies. Não por não existir ainda essa tecnologia, mas sim porque não teriam a quem enviar. Embora até sentisse essa necessidade de se exprimir por ser o melhor homem do mundo, Adão, não via qualquer utilidade na selfie, nem em posts no Instagram acompanhados de hashtags como #AdaoTheFirstManOnTheWorld, #HatersGonnaHate ou #YesItsAParrachita. Aliás, muito do sucesso da parrachita nesses tempos advém claramente da ausência das tecnologias da informação. Sem meios de divulgação e sem críticos de moda, a parrachita lá foi aproveitando para conquistar o seu espaço no meio.

 

Mas não foi tudo um mar de parrachitas para estes dois. Nada disso, Adão e Eva ainda tiveram os seus problemas como qualquer casal normal e tentaram, também como muitos, mudar de ares para ver se lhes devolvia aquela chama inicial ou se o sinal do wi-fi melhorava. Mas a verdade é que Adão nunca engoliu bem aquela maçã.

De qualquer forma não há amor como a primeira parrachita e acabaram mesmo por juntar os trapos - expressão que usamos hoje também por culpa da parrachita. [trapo é uma parrachita velha, normalmente já amarelada, do uso ou do Outono]

O não ser possível trair, nem existirem ainda tampos da sanita para baixar, ajudou ao final feliz deste primeiro casal.

 

O que é certo é que o impacto da parrachita foi de tal forma marcante que ainda hoje podemos ver derivados de parrachita no mundo da moda, particularmente nas diferentes colecções de Fátima Lopes. Nada mais, apenas pequenos pedaços de parrachita, trabalhados genialmente pela Fátima por forma a cobrir a menor área possível de pele feminina. Mas sempre com a ressalva da patente [por royalties] criada por Adão para a sua parrachita: "Tem de cobrir sempre as vergonhas".

 

Além disso temos também Maria Vieira, que exactamente pelo seu tamanho de parra [não confundir com parva] e por conseguir ao vestir, transformar um top curto de Fátima Lopes num vestido comprido de gala, herdou essa mesma alcunha.

Se Maria Vieira tivesse nascido antes da folha de parra, hoje em dia teríamos imagens de Adão e a sua Maria Vieira a cobrir-lhe as vergonhas. Mas quis o destino que fosse ao contrário.

Da mesma forma que a parrachita também só proliferou na ausência de tecnologias da informação, a nossa parachita portuguesa, comprova agora que em contacto com as mesmas, sofre exactamente do mesmo mal. Sempre que se manifesta nelas, a coisa não corre bem. Mas não quero escrever sobre o Facebook, essa serpente que desafia constantemente a comer maçãs, não merece o meu tempo.

 

Uma coisa é certa, pelo constante aumento da temperatura e o encurtar de roupa que tenho assistido, creio que lá para 2045, seremos todos parrachiteiros outra vez.

 

E o Adão e a Eva a encherem os bolsos com a patente.

 

#ParrichitaAMillionDolarIdea

 

parrachita.png

 (imagem+imagem)

 

P.A


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Roaming, o Bebé que cresceu das Operadoras

Imagine que eu sou dono de uma quinta e você é de outra. Eu tenho uma antena no meu quintal e você outra no seu.
Entretanto um dos meus familiares mais curioso, a dar a volta à minha quinta, entra na sua área e é apanhado pela sua antena. O chip do cartão SIM diz que ele é meu familiar e você recebe o alerta da sua antena. No outro dia vem-me tocar à campainha, a perguntar, e com razão:

"Oh amigo, afinal que vem a ser isto?"

Se você e eu fossemos, de facto, essas pessoas acredito que, em nome da boa vizinhança, conseguiríamos acordar algo como: "Olhe aqui é tudo malta de bem, vamos permitir, mas sempre controlando para evitar abusos. Não vá uma quinta ficar mais pisada que outra. E isso, claro, não podemos permitir".
 
Mas na realidade não foi bem assim que aconteceu.
 
Terá sido algo como isto:
"Oh vizinho entre lá aqui que temos de falar."
"Olhe, estive aqui a pensar nisto a noite toda e que tal cada um de nós receber uma taxa sempre que a nossa antena apanhar alguém que não é de cá?"
"Eh pá óptima ideia caro amigo! Vamos lá ganhar uns trocos os dois!" - Responde o vizinho já nada chateado.
 
E assim nasceu o bebé mais querido de sempre, o Roaming.
 
Só que ontem, dia 15 de Junho de 2017, o bebé que entretanto já é adolescente, fugiu. Fugiu de casa e mudou de nome para "Roam Like At Home". 
 
É compreensível que os pais fiquem preocupados.
 
Desde ontem que, enquanto viajar na Europa, paga o mesmo se estivesse por cá. O problema do "não me ligues" ou "não me envies SMS 
agora", "que senão eu pago um jantar no Belcanto", fica assim finalmente resolvido por esta velha Europa fora.
Para efeitos de mensagens e chamadas para a mãe, apenas para dizer "Sim, chegámos bem", ir a Amesterdão passa a ser como ir ali ao mercado do Bolhão. Na realidade, em qualquer dos casos, a nossa mãe ligaria na mesma.
 
No entanto, ninguém me tira a ideia que tal necessidade veio de um deputado europeu que por azar tem uma mãe de dedo bastante nervoso no que trata a ligar. Eles ganham bem, mas o bebé Roaming alimenta-se melhor.
 
E os namoros à distância? Esses que viam no Roaming um dos seus maiores inimigos, agora só têm de se preocupar com aquela colega dele ou dela, nativa, do trabalho, que está sempre a perguntar como se chamam os objectos típicos das Caldas da Rainha. E para que servem.
 
 
Bom, mas vamos analisar alguns pontos que saltaram à vista com esta fuga e mudança de nome do Roaming:
 
Citações retiradas deste artigo
"A partir desta quinta-feira, os cidadãos europeus pagam pelas comunicações móveis o mesmo que pagariam no país de residência enquanto viajam na União Europeia. O regulamento é apelidado de Roam Like At Home e visa baixar os preços das telecomunicações no mercado de retalho." 
 
Ora como reza um velho ditado português, "Quando a esmola é grande...
 
"Na opinião das operadoras, a medida é desequilibrada em relação aos vários Estados-membros. Alertam que Portugal recebe mais turistas do que o número de portugueses que viajam para o estrangeiro com frequência. Por isso, poderão ter de investir no reforço das redes, não estando afastada a hipótese de o custo ser passado para o consumidor final. Uma subida dos preços, a acontecer, não deverá ser surpresa." 
 
... o pobre desconfia!"
 
 
Têm toda a razão caros encarregados de educação do Roaming. Concordo. Como disse, claro que devem estar preocupados.
 
Então estes anos todos de Roaming em que estiveram, alegadamente [adoro esta palavra], a receber exactamente essas taxas a mais que os restantes países, porque os portugueses não viajam tanto e Portugal tem bem mais turistas, desapareceram? Não foram investidas na quinta? É que mesmo com esse extra que o Roaming dava a Portugal, mesmo assim, ainda somos actualmente quem tem dos tarifários mais caros da Europa. De facto faz sentido estarmos todos preocupados.
 
E há outra parte que concordo plenamente convosco. Estando esta medida em negociação há 10 anos, sim, 10 anos, são apanhados de surpresa ao ponto de terem de recorrer à primeira medida conhecida: Aumentar os tarifários?  Dez anos de planeamento/gestão reduzidos a uma decisão de "Ah o Joãozinho tirou-me a bola, agora ...."
 
Va lá, deixem o rapaz crescer.
 

Caro Roam Like At Home, boa sorte. Espero que dês um bom adulto.
 
 

 
P.A

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As Pontes e os Santos Populares

A espera acabou. Chegou oficialmente a melhor semana do ano para os Lisboetas.

 

Desta vez houve forte concorrência, um tal de Salvador Sobral, um líder espiritual e uma lambreta de um certo Eliseu uniram-se para tentar mudar a preferência do Lisboeta. Mas o feriado móvel do Corpo de Cristo, devolveu a vitória semanal, já em prolongamento, à semana do costume.

Afinal de contas, o português gosta mais de 2 pontes na mão do que 2 troféus e 2 beatificações em Portugal.

 

Mas esta semana não se fica por aqui. Além deste marketing agressivo de engenharia não-laboral, ainda oferece uma espécie de queima das fitas intergeracional. Falo-vos, claro, dos Santos Populares.

Temos desfile, temos cerveja e temos mixórdia. A diferença é que podemos encontrar a nossa avó lá.

 

Pois.

 

Mas não se preocupem. Normalmente a coisa até corre bem. Existem zonas geracionais e até estamos naturalmente programados para que corra tudo bem, ora vejam:

 

Os mais seniores levam a sua cadeirinha e vão apenas para comer descansadamente a sua sardinha e assistir ao desfile das marchas lisboetas. Mas sempre com aquela esperança de poderem ver finalmente o Malato ao vivo.

 

Os mais novos, aproveitam a desculpa para saírem de casa com os pais, sempre muito bem comportados e donos de grande amor pelos progenitores, exclamando uma ou duas vezes frases como: "Adoro jantares familiares destes papá!". No entanto, na primeira oportunidade, desaparecem "porque o Tó disse para ir ali ter com ele" para poderem saber pela primeira vez como é afinal esse famoso Bairro Alto que os mais velhos tanto falam.

 

E os semi-cotas, pré-seniores e ex-adolescentes, que andam ali pelo meio?

Tirando os solteiros que descobriram o Tinder e desesperam de braço no ar por rede, os restantes vão aproveitando o tempo que lhes resta no meio da multidão antes de começarem a sentir que aquela zona já não é para eles. 

 

É que a idade é o inverso do Malato.

Com o tempo, pesa mais.

 

 

(imagem)

 

P.A 

 

P.S - Eu falo por mim. Por vergonha, não levo o banquinho.


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Estrogénio a mais para um rapaz só

Que atire a primeira pedra quem nunca viu um casal em que o rapaz se apresenta pálido, de cara enfiada para dentro e dono de um olhar esbugalhado perante para uma espécie de introdução aos Maias que o elemento feminino se prepara inesperadamente para dissertar.

 

Na realidade ele "só" perguntou se estava tudo bem, não como era a casa de banho da amiga Mariana que por acaso encontrou quando ia para casa porque tinha deixado a chave...e pronto, atingimos o limite de memória masculina. Já não me lembro do resto.

No entanto, esta espécie de encarnação de Eça de Queiroz no feminino, infelizmente, não se verifica em todos os casos.

Já tentei por diversas vezes ser atendido por raparigas quando encomendo pizzas e mesmo tendo eu pedido uma pizza média, nunca recebi uma familiar em troca. Mas pequenas, já recebi.

 

Claro que um rapaz assim não se orienta bem. Vá lá que me deram pães de alho depois.

 

Mas que fique claro, eu gosto da vossa encarnação "Ela de Queiroz". Pode parecer muito batido, mas o problema não é vosso, é nosso.

Percebam que o nosso cérebro redutor masculino se comporta como um participante no concurso da Cristina Ferreira, "Apanha se puderes". Mal detectamos nova descrição da sala de estar do Ramalhete, entramos em pânico, como se estivéssemos realmente fechados na sala, cheia de coisas que temos de apanhar, numa luta contra o tempo, antes que vocês terminem.

 

Vocês começam a dissertar e nós, estoirados, temos de andar a correr a apanhar tudo o que conseguirmos só com duas mãos, no entanto temos assuntos com detalhes do tamanho de um carro que é impossível levar só com as nossas mãos. Conclusão, quando terminam, estamos mentalmente colapsados e, com sorte, lembramo-nos do início e das últimas 3 palavras. 

 

Depois só rezamos para que não perguntem nada sobre o carro.

 

Não é por mal, é limitação.

 

Vá lá que o google é melhor do que nós.

 

(imagem)

 

P.A


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